António Dias Figueiredo reuniu algumas sugestões.
Que Educação para a Era Pós-Covid-19?
Em resumo, são estes os desafios que se colocam à educação em Portugal a partir do próximo mês de setembro:
- Reforçar radicalmente a autonomia nas escolas.
- Assegurar que cada escola ou agrupamento constitui uma infraestrutura tecnológica sustentável e um padrão de práticas que a prolongue de forma permanente para o espaço online.
- Desenvolver de forma gradual a competência dos professores para a educação online.
- Iniciar um percurso gradual de apropriação cultural do telemóvel para a prática pedagógica.
- Manter um serviço público, pedagógico, televisivo de alta qualidade para as populações que pretendam aprender mas não têm alternativas e assegurar, desde já, através desse serviço, um programa de alfabetização e de literacia digital.




3 comentários
Será que no próximo ano letivo iremos continuar com o ensino à distância? Não acredito. Já não aguento!
“Reforçar radicalmente a autonomia nas escolas.”
Esta afirmação suscita-me, sempre que alguém a profere, uma série de reservas e de apreensões…
Se isso significar, apenas e só, em termos práticos, o reforço do poder das direcções, atribuindo-lhes a autoridade para exercerem um poder discricionário e arbitrário, não se lhe reconhece qualquer vantagem ou virtude, antes pelo contrário…
É que, para muitos, “autonomia” significa “quero, posso e mando” em vez de dever significar independência e liberdade na tomada de decisões pedagógicas…
Autonomia para as escolas é sinónimo de desgraça das mesmas.
Conhecendo dezenas de Diretores como eu conheço é meio caminho andado para os pequenos ditadorzinhos/políticos quererem fazer bonito só para inglês ver e não para construir uma escola pedagógica e estruturalmente melhor.