Category: Rui Cardoso

Criança nepalesa agredida pelos colegas em escola de Lisboa

O menino de 9 anos foi agredido fisicamente por cinco colegas e um sexto filmou o momento. A criança foi também agredida verbalmente com nomes e frases como “vai para a tua terra”, “tu não és daqui” ou “não queremos nada contigo”.

Criança nepalesa agredida pelos colegas em escola de Lisboa

A denúncia foi feita à rádio pela diretora executiva do Centro Padre Alves Correia (CEPAC), que afirmou que o menino “foi vítima de linchamento no contexto escolar por parte dos colegas”.  

O ataque, que Ana Mansoa considerou ter tido motivações xenófobas e racistas, foi filmado e o vídeo divulgado nas redes sociais. O vídeo já não estará disponível.

De acordo com a diretora do CEPAC, a criança de 9 anos foi agredida fisicamente por cinco colegas e um sexto filmou o momento. Para além das agressões físicas, o menino foi ainda agredido verbalmente com nomes e frases como “vai para a tua terra”, “tu não és daqui” ou “não queremos nada contigo”. 

A vítima ficou com “hematomas pelo corpo todo” e “feridas abertas”. Por “medo”, a mãe não levou a criança ao hospital, nem apresentou queixa às autoridades.  

O caso foi tratado apenas em contexto escolar, sem a escola denunciar as agressões. O resultado foi a suspensão, por três dias, de uma das crianças agressoras. 

Ana Mansoa revelou que o ataque teve um grande impacto na família, que acabou por pedir a transferência de escolas para garantir a segurança do filho. Já a criança “acorda de noite com pesadelos e a chorar” e “não quer ir para a escola”.  

Segundo o que Ana Mansoa conta à rádio, a família nepalesa vive em Portugal há dois anos. Chegou ao país em contexto de asilo e está integrada socialmente: “Têm rendimento fixo e a situação contributiva regularizada”. 

 

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Proposta do MECI para a recuperação de tempo de serviço dos professores (13/05/2024)

 

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SPZC e FNE estabelecem linhas vermelhas nas negociações

 

Os efeitos da reposição do tempo congelado, como a tutela propõe, não devem eliminar os efeitos do acelerador de carreira

SPZC e FNE estabelecem linhas vermelhas nas negociações

O Ministério da Educação da Ciência e Inovação (MECI) pretende concluir em três meses, em sede negocial, assuntos prementes que possam ser arrumados o quanto antes.

Um deles é a recuperação do tempo congelado, à razão de 20% ao ano, para ser concretizado entre 2024 e 2028. Neste particular, o SPZC/FNE contrapropõe 30% nos primeiros dois anos e 20% nos dois finais. De referir que a proposta do MECI é para ter efeitos a 1 de setembro de cada ano. O SPZC/FNE, por seu turno, defende que tal ocorra em 1 de julho. E, decorrente dessa situação, importa acautelar o processo de avaliação de todos os docentes. Um outro aspeto que não pode ser, de todo, esquecido é que a contagem do tempo congelado tem também de ter efeitos para os docentes no topo de carreira e, inclusive, em quem se aposentou.

Outro assunto que nos opõe ao MECI diz respeito ao acelerador de carreira. A tutela diz que o tempo recuperado deve ser subtraído. O SPZC/FNE rejeita liminarmente este aspeto, com o argumento de que não corresponde aos seis anos, seis meses e 23 dias, mas trata-se de tempo de permanência nas listas no acesso aos 5.º e 7.º escalões. Esta proposta da retirada do DL n.º 74/2023 é, para o SPZC/FNE, uma linha vermelha inultrapassável.

Estes são os pressupostos com que o SPZC/FNE se apresenta na reunião que esta segunda-feira, 13 de maio, terá lugar em Lisboa com o MECI.

 

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Governo e professores voltam a reunir-se sobre recuperação do tempo de serviço

Proposta inicial prevê devolução faseada dos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo congelado a uma média anual de 20%, começando em setembro deste ano. Sindicatos apresentaram contrapropostas.

Governo e professores voltam a reunir-se sobre recuperação do tempo de serviço

No final da primeira ronda negocial, o ministro Fernando Alexandre admitiu estar disponível para fazer “alguns ajustamentos” à proposta apresentada, aproximando-a das reivindicações sindicais.

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Querer ir para a escola em oposição ao ter de ir para a escola

 

Eu gostava de ir para a escola. Tinha um propósito, entrar para Biologia, um curso superior e, quem sabe, num futuro não muito distante, trabalhar com animais, pelos animais e para os animais.
Tinha o incentivo dos professores e com o incentivo a relação de proximidade, o seu tempo e atenção, o cuidar, as dúvidas esclarecidas, alguém com quem falar, a confiança de saber ter na escola quem nos ajude pelo simples gosto de ajudar, ajudar as crianças, pelas crianças e para as crianças.
Em casa não havia a necessidade de gritar aos ouvidos deste petiz a ordem de ir para a escola, como se fosse um castigo, uma sentença, uma obrigação e a pergunta na ponta da língua de todas as crianças diante de tais preparos é inevitável: porque é que tenho de ir para a escola?
Invariavelmente, os pais e adultos não têm resposta, eles próprios ignaros do porquê de terem ido à escola e o resultado à vista num ciclo vicioso de gerações de insatisfeitos e obrigados a uma escolaridade sem sentido ou objectivo apenas porque sim, porque é preciso ir para escola, por terem de ir para a escola.
“Para aprender” é normalmente a resposta e aprender o quê se as crianças já sabem tudo e as discussões inevitáveis entre lágrimas sem fim e os pais a repetir sem querer as suas infâncias das quais tanto quiseram fugir até ser tarde demais e um novo ciclo começa.
Ciclo esse passível de ser quebrado conquanto haja um querer e num mundo ideal as crianças querem ir para a escola em oposição a terem de ir para a escola.
E não tanto pelo porquê mas pela relação com os professores e a relação é o alicerce não só da escola mas de toda e qualquer criança.
Sem relação não há confiança e sem confiança não há segurança e uma criança insegura é uma criança com medo e com medo ninguém quer ir à escola.
Por tal, na nossa escola dedicamos logo à partida não menos de uma hora a conhecer a criança e respectiva família numa reunião de boas-vindas essencial para conhecer não apenas o percurso da criança mas também os seus gostos e interesses sem esquecer os anseios e desejos de cada família.
O resultado é imediato quando o outro do lado de lá deixa de nos ver, a nós e à escola, como uma ameaça, a guarda baixa e um sorriso vislumbra nos lábios de uma criança a permitir-se criança outra vez.
Daqui para a frente é tudo uma questão de tempo, cuidado e atenção para com a criança para conhecer a criança, como se comporta, quais os seus receios, aconteceu alguma coisa no caminho para a escola, em casa ou mesmo na escola e este pequeno rebento aos poucos e poucos a querer ir para a escola e o carinho pelo outro é inato.
Está inscrito nos genes e nutrir o carinho e atenção tem sido a chave constante para esse mundo ideal onde as crianças querem ir à escola não tanto pelos professores, os professores estão lá sempre, mas pelos amigos, pela brincadeira, pela consciência de se poder ser criança apenas uma vez e agora é a vez e pela brincadeira a aprendizagem e só depois da brincadeira a aprendizagem: afinal, trabalhamos com crianças todos os dias e todos os dias pelas crianças e para as crianças.

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Há muita gente a quem a ignorância interessa

Um bom professor faz a diferença na vida de uma pessoa, mas muitos estão atulhados em papelada. A escola tornou-se muito burocrática”

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Recuperação do tempo de serviço – Parecer do SIPE

RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO: Parecer na generalidade

 

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Já temos “novo” Diretor da DGE

 

Diplomas para Publicação em Diário da República

Gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação
Despacho – Designação, em regime de substituição, do mestre David Carlos da Rocha Sousa para o cargo de diretor-geral da Direção-Geral da Educação.

 

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Apoio não compensa gastos de deslocados

 

 

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 32

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 32.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 13 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 14 de maio de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 32

Listas – Reserva de recrutamento n.º 32

 

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Revogação do “acelerador” de carreiras pode prejudicar mais de 50 mil professores

Cerca de 10 mil docentes sentiram efeitos da medida do anterior Governo, mas a maioria ainda esperava a vez. Há “areias na engrenagem” a impedir acordo entre Governo e professores, dizem sindicatos.

Revogação do “acelerador” de carreiras pode prejudicar mais de 50 mil professores

 

Mais de 50 mil professores podem sair prejudicados em relação a milhares de outros colegas caso o Governo vá avante com a intenção de revogar o decreto-lei, aprovado na anterior legislatura, que permitiu a “aceleração” da progressão dos docentes na carreira. A “injustiça” que pode ser criada pela medida é o principal ponto de discórdia dos sindicatos face à proposta apresentada na semana passada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), que volta a estar em discussão na próxima segunda-feira. Mas há outras “areias na engrenagem” que deixam um acordo ainda longe.

 

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Apreciação das candidaturas

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 9 de maio e as 18:00 horas do dia 17 de maio de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a apreciação das candidaturas ao concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP, em conformidade com o n.º 1 do art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro.

Manual de utilizador – Apreciação das candidaturas ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

SIGRHE

 

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A insustentabilidade da mentira permanente – Maurício Brito

A insustentabilidade da mentira permanente

Como está em acesso reservado, pedi ao Maurício e aqui fica na íntegra.

Não há maior crise do que a da falta de valores. Nenhum défice é mais grave do que o moral. E não há pior insustentabilidade do que a da ausência de integridade.

O popular provérbio “A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima.”, procura ilustrar o valor eterno da seriedade e da honestidade, em contraste com um dos mais preocupantes défices dos nossos tempos: o da falta de valores morais. Idealmente, num mundo em que uma lógica sacrificial da vida não imperasse devido às (pretensas) inevitabilidades impostas pelos pregadores do “deus” mercado, a verdade deveria guiar a conduta de todos nós. A realidade, porém, vê-se frequentemente desviada desse ideal, envolvida em véus de manipulação e interesses mais ou menos ocultos.

Para ilustrar a escolha do título deste artigo e aprofundar estas primeiras linhas, recuemos até ao ano de 2019, quando Mário Centeno, então Ministro das Finanças, declarou que “o descongelamento das carreiras dos professores, com a recuperação de nove anos, quatro meses e dois dias, representaria “o maior aumento da despesa permanente decidido por este Governo” e seria “incompatível com a regra da despesa”.  Nesse mesmo ano, a análise de um relatório apresentado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) lançou uma evidente crítica sobre as justificações apresentadas para a não devolução integral do tempo de serviço congelado dos professores. Debrucemo-nos sobre estes três seguintes pontos:

  • A Despesa Permanente.

A afirmação de que a contagem integral do tempo de serviço resultaria numa despesa “permanente” falha ao ignorar o óbvio: que os professores envelhecem e se aposentam. Essa “permanência” sempre foi, portanto, temporária e decrescente.

  • O Risco Orçamental.

Contrariando a narrativa alarmista do governo, a UTAO apurou que a contabilização integral do tempo de serviço congelado (para todas as carreiras, registe-se) não colocaria em risco as metas orçamentais da União Europeia. Este ponto é crucial, pois desmantela a ideia de que a recuperação completa seria financeiramente insustentável.

  • A Apresentação dos Custos em Valores Ilíquidos.

O governo misturou despesas com receitas, apresentando uma imagem distorcida dos impactos financeiros. A UTAO criticou essa abordagem, pela sua falta de clareza e precisão, apontando a necessidade de uma representação transparente dos dados.

Uma “prova dos noves” facilmente comprova esta narrativa da UTAO e confirma a mistificação criada:

  • A despesa para a reposição integral do tempo de serviço congelado dos professores, avançada pelo governo de então, seria de 635 milhões de euros.
  • Foi assumido, pelo próprio governo, em 2019, que a reposição de 1/3 desse tempo ficaria em 196 milhões e, em 2023, que a despesa da reposição dos 2/3 em falta ficaria em 331 milhões.
  • Ou seja, a despesa inicialmente apresentada de 635 milhões vai, neste momento, em 527 milhões (196 + 331), sempre expostos em valores ilíquidos e sem qualquer projeção da receita obtida com o aumento dos rendimentos. O que apenas nos pode levar a questionar quaisquer números até aqui apresentados, enquanto a UTAO não apresentar o estudo solicitado para o efeito.

Sejamos claros: tanto o governo de então como os seguintes sempre souberam que foi apresentado um valor extrapolado. Todos tinham a noção de que, logo a partir de 2019, milhares de professores iriam, todos os anos, para a reforma, e que uma devolução faseada provocaria uma despesa muitíssimo inferior a uma feita numa única vez. Ora, ter-se avançado que a despesa dos 2/3 em falta rondam 331 milhões é, exatamente pelo mesmo motivo, outra falácia: sendo a recuperação total feita de forma faseada, conforme prometido e assumido pelo atual governo (página 109, do Programa do Governo), muitos milhares de professores já não verão a totalidade dos anos congelados restituídos, ou por já estarem hoje no topo da carreira, ou por, entretanto, se aposentarem, o que faz com que o valor em causa reduza todos os meses – evidência, diga-se em abono da verdade, já assumida pelo novo Ministro da Educação em recentes declarações.

Estivemos, portanto, ao longo de vários anos, enfrentando uma crise profunda. Não a financeira, mas uma crise de valores onde a verdade é frequentemente sacrificada no altar das conveniências políticas. E aqueles que insistem, enquanto opinadores nos media, incompreensivelmente e passados tantos anos, em perpetuar essas e outras falácias, além de merecerem as respostadevidas, devem ter a noção de que estão a cometer graves injustiças, não apenas contra os professores, mas contra toda a sociedade, que merece e depende de decisões políticas fundamentadas na realidade e em opiniões isentas, e não em interesses obscuros ou desconhecidos. Apenas por meio de um debate aberto e transparente, poderemos cultivar um ambiente onde a justiça não apenas prevaleça, mas oriente a formulação de melhores e adequadas políticas públicas, atraindo os mais bem preparados para o exercício de tão dignas funções.Não há maior crise do que a da falta de valores. Nenhum défice é mais grave do que o moral. E não há pior insustentabilidade do que a da ausência de integridade. Mais do que nunca, a verdade deve ser a luz que guia a nossa sociedade, desmontando mentiras e assegurando que a democracia seja sustentada não apenas por palavras, mas por ações concretas e princípios inabaláveis.

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Agressão a um aluno reúne pais em manifestação contra “bullying” na EB 2,3/S de Caminha

”Revisitar” o Estatuto do Aluno deve ser uma prioridade deste Ministério da Educação. Embora não esteja previsto no programa do governo a urgência sobrepõe-se.
A autoridade do professor e a atribuição de horas de crédito específicas para a equipa multidisciplinar são uma medida que deve entrar em vigor, o mais tardar, no início do próximo ano letivo.

 

Perto de meia centena de pais e encarregados de educação estão concentrados em frente da Escola EB 2,3/S de Caminha, numa manifestação silenciosa contra o “bullying” que alguns alunos mais velhos exercem contra os mais novos.

Agressão a um aluno reúne pais em manifestação contra “bullying” na EB 2,3/S de Caminha

Esta manifestação convocada de forma espontânea através das redes sociais, surge depois de um aluno de 11 anos ter sido agredido ontem ao final da manhã por um outro de 17 anos. Segundo o Jornal C conseguiu apurar, o aluno agredido teve que ser socorrido pelo INEM tendo sido posteriormente transportado para o Hospital de Viana do Castelo onde ficou em observações até ao final do dia.

O Jornal C conversou com uma mãe que se encontrava no local a protestar contra aquilo que garante ser uma situação recorrente – “o bullying” na escola, mas que segundo adiantou, a direção daquele estabelecimento de ensino tenta esconder ao máximo.

Reprodutor de áudio

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Contactada a mãe do aluno agredido, Marciana Stelling, esta relatou ao Jornal C que não foi a primeira vez que o aluno agrediu o seu filho.

Reprodutor de áudio

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Ontem, a agressão repetiu-se, mas desta vez mais grave, como relata a mãe do pequeno Artur.

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Face à gravidade da situação, a mãe do aluno agredido apresentou uma queixa na GNR.

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Quanto ao regresso às aulas, vai depender na vontade do aluno que segundo a mãe neste momento “tem medo”.

O Jornal C contactou a direção da EB 2,3/S de Caminha que confirmou a agressão. Segundo a professora Maria Esteves, a escola abriu um processo disciplinar interno ao aluno, estando neste momento a proceder a averiguações que poderão resultar numa pena a aplicar pela escola ao aluno agressor.

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Cerca de 30 mil alunos continuam sem (pelo menos) um professor

O problema herdado ainda não tem solução à vista.

A gestão do corpo docente português tem sido desastrosa nas últimas décadas. Passamos de “excesso” de professores a uma falta sistémica.

O sistema não está a responder às necessidades de docentes. O continente e ilhas estão com o mesmo problema.

A solução passa por muitas pequenas soluções que não estão a ser pensadas, quanto mais implementadas. Este novo governo necessita de puxar pelas ideias e pô-las em prática ou no próximo ano letivo teremos um início a meio gás.

Cerca de 30 mil alunos continuam sem (pelo menos) um professor

 

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A actual Carreira Docente já não tem conserto: é preciso terraplanar e voltar a construir…

 

O resultado mais óbvio dos muitos malabarismos, ilusionismos, manigâncias e contorcionismos exercidos pela Tutela ao longo dos últimos anos sobre os Professores e contra a respectiva Carreira, conducentes a clamorosas desigualdades e injustiças, é este:

– A actual Carreira Docente já não tem conserto…

Podem dar-se muitas voltas e podem fazer-se muitas tentativas de remendar o que está mal, mas a verdade é esta, neste momento:

– A actual Carreira Docente encontra-se em frangalhos e irrecuperável;

 Já não há margem para qualquer coerência, unidade, equidade ou justiça numa Carreira, cujas virtudes muito dificilmente alguém reconhecerá…

A Carreira Docente é actualmente afectada por roubos, quotas, afunilamentos, vinculações, reposicionamentos, concursos, travões, progressões, ultrapassagens, acelerações, congelamentos, avaliações de desempenho e mais um infindável número de outras complicações e perplexidades…

A Carreira Docente transformou-se num emaranhado tão grande de procedimentos burocráticos confusos e tortuosos que até os próprios Professores têm, por vezes, dificuldades em compreender e dominar tais “obscuridades”…

Em resumo, a actual Carreira Docente, apresenta-se como um “puzzle” composto por fragmentos e peças impossíveis de combinar ou encaixar e, portanto, irresolúvel, onde já não é possível repor a equidade e a justiça, sonegadas ao longo dos últimos anos…

E, chegados a esse ponto, já só existirá uma solução para tal problema:

– Arrasar a actual Carreira Docente, que se encontra em ruínas, e definir uma nova Carreira…

Mas arrasar a actual Carreira Docente tem que significar e implicar, em primeiro lugar, esquecer todos os critérios de progressão que não sejam o tempo de serviço de cada Professor…

Será esse o único critério capaz de, no presente, anular, ou pelo menos mitigar, as injustiças e as iniquidades actualmente existentes, ainda que, e mesmo assim, seja impossível o ressarcimento pelos eventuais danos sofridos ao longo dos últimos anos…

Por outras palavras, num primeiro momento, a utilização do critério tempo de serviço terá que prevalecer sobre qualquer outro, permitindo o reposicionamento de todos os Professores no Escalão a que teriam direito, de acordo com o respectivo tempo de serviço…

Em segundo lugar, e depois do reposicionamento anterior, conceber uma nova Carreira Docente, que disponha de mecanismos de progressão que não sejam inquináveis por injustiças, iniquidades e “obscuridades”, como por exemplo o actual modelo de Avaliação de Desempenho Docente…

Continuar uma construção, cujos alicerces e fundações se encontram podres, é correr o sério risco de desmoronamento ou de colapso do edifício…

E a prova do anterior é que os remendos que foram sucessivamente aplicados ao longo dos últimos anos na Carreira Docente ou serviram para introduzir ainda mais injustiças ou para disfarçá-las, ou então serviram como meros paliativos, face a uma enfermidade potencialmente fatal…

Nunca tais remendos se mostraram capazes de induzir a paz nas escolas, pela instauração da justiça, da equidade e do equilíbrio na Carreira Docente…

E porque a actual Carreira Docente já não tem conserto, há que, em primeiro lugar, terraplanar, extinguir, para só depois voltar a construir…

Talvez seja essa a única forma de contrariar o desânimo, a tristeza e a desmotivação que vão consumindo e tomando conta de uma classe profissional numerosa, reiteradamente desrespeitada e humilhada ao longo dos últimos anos…

Talvez também seja essa a única forma de atrair e de angariar candidatos a Professores…

Uma Carreira inquinada, em fragmentação, reduzida a pedaços sem nexo, pejada de injustiça e impossível de harmonizar, dificilmente seduzirá novos membros, nem satisfará os que já lá se encontram…

 

Paula Dias

 

 

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Rapaz de 10 anos hospitalizado após ser agredido por colega mais velho dentro da escola

Um rapaz de 10 anos ficou ferido após ter sido alegadamente agredido por outro mais velho, de 16 anos, ontem, na Escola Secundária de Caminha.

Rapaz de 10 anos hospitalizado após ser agredido por colega mais velho dentro da escola

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Para gastar em horas extraordinárias é preciso que os professores aceitem trabalhá-las

 

Ministério adianta ainda que as horas extra “serão pagas à medida que as escolas façam a requisição das mesmas junto do Instituto de Gestão Financeira da Educação”.

Governo estima gastar até “1,5 milhões de euros por mês” com horas extra dos professores de informática

 

 

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Meio caminho andado para o fim de uma guerra

 

Hamas aceita proposta de cessar-fogo

O movimento islamita palestiniano já informou os mediadores que aceitou proposta do Egito e do Qatar.

Falta Israel….

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Educadora de infância esmurrada à porta da escola por pais em Vila Real de Santo António

 

Mulher teve de ser transportada para o hospital.

Educadora de infância esmurrada à porta da escola por pais em Vila Real de Santo António

Uma educadora de infância com cerca de 60 anos da Escola de 1º ciclo de Santo António, do Agrupamento D. José I, em Vila Real de Santo António, no Algarve, foi agredida de forma muito violenta, na sexta-feira de manhã, à entrada da escola. Os agressores serão o pai e a mãe de uma criança, que a professora tinha chamado à escola devido aos conflitos que a criança causava.

Segundo apurou o CM junto de uma fonte anónima, o casal terá feito um ‘mata-leão’ à professora, que terá ainda sido esmurrada na cara e levado chapadas, assim como puxões de cabelo. As crianças assistiram a tudo.

Um pai tentou ajudar, mas acabou também por ser agredido, tendo sido um senhor que passava de trotinete que salvou a docente.

O INEM e a GNR foram chamados ao local e a mulher foi transportada para o hospital.

Depois de ser feita queixa na GNR, os agressores foram ouvidos.

CM sabe que foram identificadas sete pessoas envolvidas nas agressões, bem como apreendidos um ferro e uma chave de rodas que terão sido usados para agredir a professora.

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Agressões a docentes e não docentes vão passar a crime público

O Governo vai reforçar o quadro jurídico em casos de agressões e ofensas contra forças e serviços de segurança, pessoal docente e não docente, guardas prisionais e profissionais de saúde. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, após a reunião do Conselho de Ministros que decidiu novas medidas para aumentar a proteção e segurança destes profissionais.

O reforço da tutela criminal anunciado pelo Executivo passará por três eixos essenciais:

  • Aumento da moldura penal contra os agressores destes profissionais públicos;
  • Isenção de custas judiciais para os ofendidos;
  • Classificação das agressões a estes profissionais como crime público, nos casos em que isso ainda não acontece.

“É necessário dar, também através do quadro criminal, um sinal de reforço da autoridade de profissionais públicos que são absolutamente decisivos ao serviço público”, sublinhou o Ministro da Presidência, reiterando que “é fundamental, é imprescindível” dar este passo –  que corre a par com a valorização das carreiras, atualmente objeto de um processo negocial que o Executivo lançou logo que assumiu funções.

O Governo vai agora iniciar um processo de consultas obrigatórias, após o que a proposta de lei será entregue na Assembleia da República.

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PEQUENOS DETALHES, GRANDES DIFERENÇAS

O acordo sobre a devolução do tempo de serviço tem de ser conseguido até junho e, ainda mais importante, que seja publicado em Diário da República até final de junho com efeitos a partir do dia seguinte à sua publicação, e passo a explicar o motivo.
É que, só após a publicação dessa legislação, as escolas poderão contabilizar o tempo de serviço recuperado e informar os professores quando será a data da sua próxima mudança de escalão.
Isto é tão mais importante quanto permitirá que os professores que, fruto dessa recuperação de tempo que antecipará a passagem ao próximo escalão, cuja transição irá acontecer ainda neste ou no próximo ano letivo, possam ser avaliados nos meses de julho e agosto.

Se a publicação em DR, da recuperação da 1ª tranche de tempo, não acontecer até final de junho, muitos docentes não poderão progredir na carreira, porque não foram avaliados em tempo útil.
O tempo propício das avaliações situa-se no final do ano letivo e este pequeno detalhe temporal poderá ditar que milhares de profissionais percam ainda mais tempo de serviço, criando ainda mais desigualdades.

Para efeitos de passagem de escalão, e para evitar este constrangimento, os sindicatos defendem a possibilidade de se ir recuperar a última avaliação do professor. Constituindo uma boa solução, não o é para quem pretende passar para o 5º ou 7º escalão, pois criaria ainda mais iniquidade, visto que o atual governo está a revogar o DL74 o chamado «acelerador»), voltando a impedir o acesso a esses escalões aos docentes que não obtenham uma avaliação de «Muito Bom» ou «Excelente» (dão com uma mão, mas tiram com a outra).
Porquanto, ir buscar a última avaliação poderia prejudicar professores que estão no 4º ou 6º escalão, que na anterior avaliação tivessem obtido a menção de «Bom» (a esmagadora maioria, devido às quotas) ficando, deste modo, retidos a aguardar vaga vendo perdido o tempo de serviço que lhes estava a ser devolvido.

Assim se compreende o problema da publicação da legislação só em setembro, que devido a constrangimentos temporais e processuais relativos à organização do trabalho nas escolas, prejudicaria os professores que não seriam avaliados a tempo e beneficiaria o governo que poupava mais dinheiro, alimentando ainda mais disparidades dentro da própria classe.
(mas os mecanismos que o governo se propõe aplicar para poupar dinheiro, impedindo muitos professores de conseguirem aceder ao tempo de serviço a recuperar, são muitos e maquiavélicos – mas a isso, lá irei se tiver tempo…)
Além disso, vendo outras carreiras profissionais, que começaram a luta há poucos meses, a receberem propostas de imediato, os professores que andam nisto há tantos anos, têm mais do que o direito a desejar ver o seu tempo recuperado o mais depressa possível.

Posto isto, nas próximas reuniões com a tutela, os sindicatos que não abdiquem da necessidade da legislação da recuperação de tempo de serviço ser publicada de modo a entrar em vigor, no máximo, a partir de 1 de julho.
Já chega de tempo à espera e de injustiças.

Carlos Santos

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MINISTRO NÃO QUER CONSIDERAR RECUPERAÇÃO DOTEMPO DE SERVIÇO EM SEDE DE APOSENTAÇÃO

Após uma anterior reunião de apresentação, a Pró-Ordem e a Federação Portuguesa de Professores e de que faz parte, reuniram hoje com o Ministro da Educação, Ciência e Inovação e com os seus dois Secretários de Estado, bem como com a Secretária de Estado da Administração Pública, com vista ao inicio de negociações para a recuperação do tempo de serviço.
Na proposta escrita que este conjunto de membros do Governo nos apresentou nada consta sobre medidas compensatórias para os professores que estando no topo da carreira também perderam tempo de serviço congelado e que estarão mais ou menos próximos do momento de aposentação.
A este propósito, a Pró-Ordem teve ocasião de suscitar um pedido de esclarecimento ao Sr. Ministro perguntado se se trataria de um lapso involuntário ou se era propositado, tendo o mesmo respondido que é propositado e que não está prevista qualquer majoração para efeitos de aposentação, facto que não pode merecer o nosso acordo.
Também não pode merecer o acordo da Pró-Ordem a, ora proposta, revogação do Decreto-Lei no 74/2023, de 25 de Agosto que implementou alguns mecanismos em sede de progressão de carreira. De igual modo, os colegas que iriam recuperar o tempo de serviço perdido em lista de espera para progressão ao 5o ou ao 7o escalão já não o recuperam e se já o recuperaram ele ser-lhes-á agora descontado.
O Ministério propõe a recuperação anual de apenas 20% do tempo de serviço, o que perfaz 5 anos, mas no Caderno Reivindicativo que a nossa Federação entregou na primeira reunião realizada com esta equipa ministerial propusemos a recuperação em 3 anos.
Nós e o restante movimento sindical docente voltamos a reunir com a Tutela nos próximos dias 13 e 21 do corrente, pelo que, com o apoio do Corpo Docente, tudo iremos fazer para que o Governo se aproxime das suas justas aspirações.

Lisboa, 3 de maio de 2024
Pela Direção Nacional O Presidente da Direção Filipe do Paulo

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Os telemóveis nas escolas: o super tamagoshi? Luis S, Braga

A escola não prepara para a vida. A escola é a vida.
John Dewey
Uns anos depois de começar a dar aulas surgiram os Tamagoshi.
Era uma chatice. Os bichinhos eletrónicos tinham de ser alimentados e era uma dependência dos miúdos, que os levavam para as aulas e insistiam em dar-lhes atenção ou o bichinho finava-se.
Tenho dado por mim a pensar nos Tamagoshi, quando ouço falar da discussão aguerrida dos telemóveis.
Por me lembrar de como eramos ridículos, nesse tempo, a falar de tamagoshi.
A História é realmente um lugar estranho….
Os tamagoshi encerram uma verdade sobre o problema: se os pais não dessem tamagoshi, não tinha havido problemas com tamagoshi.
A escola é parte da vida. Não é um segmento segregável do resto da vida dos miúdos.
Se, em família e fora da escola, o uso de telemóveis é desregrado e selvagem, não há esperança para a eficácia de proibições escolares, que ficam como um exotismo fora do mundo e um convite à desobediência pelo absurdo.
Se o telemóvel é o totem central da vida, sem alternativas, é na escola que se vai resolver o problema? E de forma radical?
E o telemóvel é só problema? Ou todos os temos no bolso, porque são úteis e um progresso? (falando de lugares estranhos da História, sabem o que foram luditas?)
Proibir telemóveis: o quadro legal atual
Sou de esquerda, como muitos os que me leem sabem. Mas sou liberal.
Não, no sentido do partido que se reivindica desse nome. Na verdade, um partido liberal capitalista em que o capitalismo é mais forte que o liberalismo.
O meu liberalismo é mais igualitário e de direitos fundamentais. E até acho que sou mais liberal que a IL, porque tenho uma cultura radical de Direitos Humanos (que em Portugal nem é muito popular). Eu chamo-lhe o “espírito Peter Benenson” e tenho quase sempre de explicar quem foi.
Liberal que sou, olho para tudo o que seja proibir como uma questão de liberdade.
Proibir telemóveis é limitar uma liberdade.
A nossa Constituição permite limitar liberdades. Tem um critério: a restrição de direitos fundamentais só pode acontecer “nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos.” (Artigo 18º, nº2 da CRP)
Restringir o direito de levar e usar um telemóvel numa escola tem várias implicações:
  1. Agradará aos “liberais” que lembre a primeira: o telemóvel é propriedade de alguém. E a propriedade é um direito fundamental cuja restrição é limitada.
  2. O telemóvel é um instrumento de acesso à comunicação e expressão (que são direitos fundamentais, de restrição limitada, mesmo para menores de idade).
  3. Os pais e encarregados têm muito a ver com isso, porque eles pagam o telemóvel, de que provavelmente até são donos e têm o direito de condicionar esse aspeto da vida dos seus filhos, cujos direitos exercem no seu superior interesse.
Por isso, podemos defender que restringir telemóveis serve causas e objetivos muito importantes (e não estou a dizer que não concorde com isso), mas se não houver consenso dos titulares de direitos conexos ao objeto, só através de uma lei da Assembleia da República se pode limitar o uso deles nas escolas.
E um pai, mesmo isolado da opinião geral, tem legitimamente o direito de achar que o seu filho pode expressar-se através do telemóvel e suas aplicações no recreio de uma escola se não houver lei proibitiva (e disse lei, não disse regulamento).
Os direitos existem nas leis para os proteger, na sua realidade efetiva, das maiorias que os queiram limitar ou retirar.
O lugar dos regulamentos
A proibição não pode fazer-se por regulamento da escola, se não houver lei habilitante que permita fazer o regulamento proibitivo.
A não ser que haja lei a dizer expressamente “As escolas podem proibir telemóveis no recreio”, proibir telemóveis no recreio, por efeito de regulamento interno, é ilegal e uma violação de Direitos Fundamentais.
As escolas, locais de ensino da Democracia não deviam, mesmo por boas razões, promover atuações que violam o regime de direitos fundamentais da Constituição.
Por muito úteis e benevolentes que sejam para os alunos os objetivos educativos da proibição, proibir, implica lei, porque eu posso achar que os telemóveis nas escolas são muito maus, mas pode haver quem ache que são muito bons.
E está no seu direito, já que só pode ser proibido por uma Lei da República (que nem pode ser um Decreto-Lei do Governo, mas obrigatoriamente uma Lei votada no Parlamento, precisamente porque limita Direitos Fundamentais e por isso tem de ser feita no órgão democrático por excelência).
E estou a pensar o caso do ponto de vista dos adultos e dos alunos.
Já vi proibições por via de “regulamento interno” escolar (numa das escolas até falavam de um “regimento”, palavra cujo uso é de uma ignorância crassa).
Por isso, face às proibições (hoje ilegais) de telemóveis em recreios, há que ver primeiro o que diz a lei vigente.
E a lei, feita no parlamento, por ser limitadora de Direitos Fudamentais, é o Estatuto do Aluno (a que uma passagem do PSD/CDS pelo Governo juntou o estúpido e despropositado acrescento nominalista “da ética escolar”).
Sobre telemóveis, cria um regime que é o que habilita para fazer normas sobre telemóveis.
Os regulamentos precisam sempre de uma lei habilitante porque não podem ser inovadores face à lei (isto é, em termos simples, não podem criar regimes, especialmente regimes restritivos, que vão além da lei).
O que diz a lei vigente….
Os limites do que hoje se pode fazer são os que estão escritos na lei, que diz isto, no capítulo dos deveres (artigo 10º)
“O aluno tem o dever, sem prejuízo do disposto no artigo 40.º e dos demais deveres previstos no regulamento interno da escola, de:(….)
r) Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, designadamente, telemóveis, equipamentos, programas ou aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da escola em que participe, exceto quando a utilização de qualquer dos meios acima referidos esteja diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e seja expressamente autorizada pelo professor ou pelo responsável pela direção ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso;”
A má formulação do artigo (“sem prejuízo (…) dos demais deveres previstos no regulamento interno da escola”) parece que permite por no RI mais coisas do que as que aqui estão.
Mas isso é asneira de quem escreveu a lei. O regime de direitos fundamentais é protetor e limitativo e essa menção não permite fazer o que é inconstitucional. Isto é, a regra sobre telemóveis é só a da alínea r) e mais nada (nem menos nada, se me faço entender).
O regime dos telemóveis que está na alínea r) é então em resumo:
– Não legitima hoje a proibição em recreios ou fora de aulas (só legitima em aulas e outras atividades formativas ou reuniões). Se fosse para proibir em recreios o legislador previa. Não previu, logo é permitido (liberdade é mesmo isto….).
– Dá autonomia aos professores para usar o telemóvel em aula se acharem útil (aqui está um caso em que se dá poder aos professores e muitos preferem perdê-lo para uma proibição radical e genérica, o que não deixa de ser curioso sobre como nos concebemos em matéria de poder interno à escola).
Sobre recreios, o legislador que, insisto, é o único que tem o poder de restringir o direito de usar telemóveis (e que não habilita os Regulamentos internos para os proibir nos recreios) nada diz. Logo, são aí permitidos.
A legalidade de qualquer restrição implica uma lei nova.
Na minha opinião, o regime atual para aulas é muito razoável. Mas para funcionar e dar espaço ao uso pedagógico do telemóvel (e do computador a que o artigo se refere) é preciso que o sistema legal não caia na tentação de vir agora proibir a entrada de telemóveis nas escolas.
Com uma proibição geral, este artigo atual não fazia sentido.
Como pode usar-se com utilidade nas aulas, se o telemóvel não for permitido de todo na Escola?
As tendências de mudança da Lei
Bem, os defensores da proibição dos telemóveis perceberam que para levarem a água ao seu moinho têm de se mudar a lei. Por isso, há petições e pedidos de ação parlamentar. E acho muito bem. E se fizer falta a minha assinatura, assino (mesmo sem concordar com a proibição radical, acho que o assunto precisa de ser discutido).
E a discussão vai ser entre um artigo simplesmente proibitivo (“O uso e posse de telemóveis nas escolas por alunos com menos de 18 anos é proibido”) e uma coisa mais moderada.
E chamo a atenção que, se vencer a ideia proibicionista, essa regra proibitiva só pode aplicar-se aos alunos e não pode ser alargada aos professores e outros adultos.
É claramente uma limitação excessiva e a teoria “do exemplo que os professores devem dar” é um abuso de restrição inconstitucional (afinal se se proibirem os telemóveis é para promover o interesse educativo dos alunos e os adultos já estão educados).
Se algum dia chegar a haver uma lei proibitiva de telemóveis para adultos em escolas (e chamo a atenção que isso abrange os alunos com mais de 18 anos) eu serei o primeiro a invocar a inconstitucionalidade do regulamento que a aplique. Em Tribunal. E ganharei.
Mas o que pode ser uma coisa mais moderada? E porque acho que deve ser uma coisa mais moderada?
Em primeiro lugar a norma legal teria que ser qualquer coisa do género:
  1. “Os regulamentos das escolas podem impor a alunos com menos de 18 anos limitações permanentes ou temporárias à posse e uso de telemóveis e outros equipamentos informáticos em todos os espaços das escolas e atividades escolares”
  2. “O uso de telemóveis pode ser permitido, com fins de utilidade pedagógica, em salas de aula e atividades escolares, desde que haja autorização dos órgãos da escola e dos docentes responsáveis pelas aulas ou atividades” (presume-se que a autorização implica o uso do telemóvel ser útil, como é óbvio, mas dá-se liberdade aos órgãos e docentes de determinar o contexto da norma).
  3. “Nos casos em que a posse seja proibida o regulamento pode prever a possibilidade de ordenar ao aluno, que com ele seja detetado, a entrega do objeto para ser guardado na escola e depois entregue num certo prazo ao encarregado de educação, podendo ser aplicada sanção por violação da norma de proibição.”
Esta questão coloca um problema: a posse. Obviamente que a recolha de telemóveis em caixas e cacifos, na entrada de salas ou de escolas e outras soluções tem muitos problemas (nomeadamente furtos e confusões). Não vamos, nem legalmente é possível, andar a revistar alunos para ver se têm telemóveis consigo, escondidos. Isso era uma bizarria sem jeito nenhum. Uma perda de tempo e uma coisa lamentável numa escola.
Quando fui confrontado, num contexto proibitivo em sala de aula, com as questões de telemóveis e seu abuso em sala de aula criei, como diretor, uma norma prática para o exercício do poder disciplinar que a lei me atribuía.
Se o professor não quer que usem telemóveis na sala, não interessa se o aluno tem ou não telemóvel consigo, desde que não o use e não mostre, mas se é proibido usar, se o tiver à vista, está a infringir.
E com esta regra não é preciso mais nada. Mas isto pode ser feito hoje para as aulas, mas nunca agora, sem mudar a lei, para os recreios (embora haja escolas a fazer, baseadas na suposta “bondade” da medida).
E tenho a dizer que a minha experiência de 6 anos no Ministério da Administração Interna num serviço que tinha poderes de ordem pública e de coordenação com polícias me ensinou algo: normas demasiado proibitivas são muito difíceis de fazer cumprir sem infrações. E um número alto de infrações enfraquece a possível adesão voluntária à norma, que será maior se ela for razoável.
Com lei bem feita, deve caber às escolas decidir…
Com as minhas normas moderadas dava-se liberdade à escola.
Muitos Diretores com muito espírito de doutrinador, que alinha com a opinião pública missionária (que normalmente limita liberdades e pouco atende ao regime das liberdades constitucionais do país), já andam a proibir em toda a parte e até a professores.
O que eu digo é que primeiro têm de mudar as leis. Não, os órgãos da escola “não são soberanos”. Pelo menos nunca os vi como órgãos de soberania na Constituição.
As minhas sugestões de norma íam sempre obrigar, por lei, a um debate interno largo e a uma conciliação interna sobre este assunto.
Isto porque todos os regulamentos por lei (norma do CPA), antes de entrar em vigor, tem de ser sujeitos a consulta pública dos interessados (30 dias com larga publicidade).
Assim, qualquer abrangido pela norma, até os alunos, têm o direito de se vir pronunciar, antes do RI ser aprovado, e explicar as suas razões.
Nessa altura é ouvir e perceber as razões de cada um.
Por isso, a proibição total, ou com nuances, sempre terá de ser debatida.
E até posso sonhar, num contexto com uma lei moderada, que permite, mas não impõe, com assembleias de alunos e de pais a referendar as normas e aconselhar os conselhos gerais sobre o sentido da regulação do problema.
Proibir é o mais fácil, regular em equilíbrio, é o mais difícil.
Mas é o melhor a fazer.
Os telemóveis não são vida? Como vamos ter adultos a regular o seu uso, se simplesmente se proibem, quando estão a aprender?
Hoje a discussão está quente. E quem é que ainda se lembra do que era um tamagoshi?
Luís Sottomaior Braga
(professor há 29 anos, por isso me lembro dos Tamagoshi e gestor escolar durante 8 anos)

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Comunicado do ME – Recuperação do tempo de serviço congelado dos professores

Recuperação do tempo de serviço congelado dos professores

1. Governo apresenta proposta para a recuperação do tempo de serviço dos professores à razão de 20% ao ano, com início já a 1 de setembro de 2024.

2. Proposta cumpre o Programa do Governo e o compromisso eleitoral da AD.

3. Ministério da Educação, Ciência e Inovação está a preparar outras medidas para valorizar a carreira dos professores e melhorar as condições de ensino e de aprendizagem na escola pública, incluindo medidas excecionais para ultrapassar dificuldades de recrutamento no próximo ano letivo.


O Governo reuniu-se hoje com as 12 estruturas sindicais que representam os professores para negociar a recuperação do tempo de serviço congelado.
Durante as reuniões, a equipa governativa apresentou uma proposta aos sindicatos para que os professores vejam reconhecidos os 6 anos, 6 meses e 23 dias congelados, ao longo da legislatura, cumprindo o Programa do Governo e o compromisso eleitoral da AD.
O documento entregue às estruturas sindicais prevê a recuperação de tempo de serviço de forma faseada, com início já em 2024, a 1 de setembro, à razão de 20% ao ano.
No sentido de evitar situações de desigualdade entre professores, é ainda explicitado que a recuperação à razão de 20% ao ano se aplica ao tempo congelado de cada docente, reconhecendo que nem todos estão na mesma situação.
Esta é uma proposta que representa um esforço orçamental significativo, mas faseado e responsável, refletindo a importância que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação atribui à carreira docente. Além desta, serão adotadas outras iniciativas que valorizam os professores, tendo em vista devolver a tranquilidade às escolas.

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A Proposta do ME para a recuperação dos 6 anos, 6 meses e 23 dias

 

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Declarações da FNE sobre a reunião com o ME

 

 

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Declarações de Mário Nogueira no final da reunião com o ME

 

De acordo com Mário Nogueira, a proposta apresentada pelo Governo “vai no sentido de esse tempo que foi recuperado de espera nas vagas ser agora descontado nos seis anos e seis meses”, ou seja, “uma pessoa que teve seis anos à espera para mudar para o quinto escalão agora só recuperaria três anos e seis meses”, o que para a Fenprof “não é aceitável”.

“A proposta do ministério começa em setembro de 2024 terminando no prazo da legislatura, se é que a legislatura terá quatro anos, provavelmente não terá mas isso não cabe a nós decidir, portanto, é até 2028”, recorda, explicando que “este é um tempo exagerado para professores”.

“Isto significa que os professores vão estar 10 anos para recuperar seis, é um tempo exagerado e em que muitos professores vão ficar de fora”, realça.

Desta forma, considera Mário Nogueira, “o que é necessário para que o início do próximo ano e o final deste seja tranquilos é que no final do processo negocial – temos marcadas mais duas reuniões, uma a 13 e outra a 21 de maio – o produto final da negociação seja positivo”. “Hoje não foi a negociação, hoje foi o início”, conclui.

 

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Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025 – 2.ª Validação

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 3 de maio e as 18:00 horas de 6 de maio de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação do Aperfeiçoamento da Candidatura ao Concurso Interno, Concurso Externo, Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Nota Informativa – Validação do Aperfeiçoamento das candidaturas ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

SIGRHE – Validação do Aperfeiçoamento

 

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 31

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 31.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 6 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 7 de maio de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 31

Listas – Reserva de recrutamento n.º 31

 

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Diretores temem que o caos marque o final do ano letivo nas escolas

Sindicatos e Ministério da Educação (ME) reúnem-se esta sexta-feira para dar início às negociações para a recuperação do tempo de serviço dos docentes. Decisão do Governo vai ser decisiva para a reta final do ano letivo

Diretores temem que o caos marque o final do ano letivo nas escolas

Ministério da Educação (ME) e sindicatos iniciam esta sexta-feira as negociações sobre a recuperação tempo de serviço congelado dos professores. As plataformas sindicais já fizeram saber que exigem uma devolução mais acelerada do que a proposta do Governo prevê. O ME, agora liderado por Fernando Alexandre, tinha garantido que essa recuperação começaria ainda este ano, mas Miranda Sarmento, ministro das Finanças, remeteu-a para 2025. E essas declarações do governante colocaram sindicatos e classe docente em alvoroço, criando um clima de tensão na escola pública.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), descreve a grande expectativa por parte dos docentes no que se refere às negociações que hoje se iniciam. “Os professores do continente estão à espera dessa recuperação há muitos anos e está tudo na expectativa de que as negociações decorram a favor dos professores”, afirma. Para o responsável, “o ME não pode esticar muito a corda senão ela vai rebentar”. “Os colegas da Madeira e dos Açores, em 2025, já terão o tempo totalmente recuperado, ao contrário dos docentes do continente, que ainda não começaram a ver esse tempo devolvido. Essa recuperação tem de acontecer num curto espaço de tempo, mais rápido do que nos cinco anos que o governo quer”, defende

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Candidatura

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 2 de maio e as 18:00 horas do dia 8 de maio de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a candidatura ao Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP.

Manual de utilizador – Candidatura ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

Nota informativa – Candidatura ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

SIGRHE

 

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Foi fatal não confiar nos professores – Paulo Prudêncio

 

– É o Paulo Prudêncio? – perguntaram do outro lado da linha.
– Sim – respondi.
– Sou Marco X. Venho entregar a encomenda y a sua casa, mas ninguém atende.
– Abra o portão e vá em frente. Percorre uns cinco ou seis metros e tem à sua direita um resto de lenha por baixo do vão de umas escadas. Deixe aí a encomenda, por favor – sugeri-lhe.
– Ok. Muito bem. Já percebi. Deixo por trás da lenha.
– Exacto. Obrigado. Tenha um bom dia.
– Igualmente.
Este diálogo incluiu a confiança como a palavra-chave que consolidou a sociedade da informação e do conhecimento. É evidente que a recepção da encomenda podia correr mal. Mas correu bem. Confia-se e o comércio electrónico faz o caminho da simplificação. Há desvios? Claro que haverá. Mas as sociedades avançam se ao clima de confiança se associar uma justiça célere e eficaz.
E ao se acordar, tarde e finalmente, para a falta de professores, considere-se a desconfiança em quem ensina. Perceber-se-á o inferno burocrático e até o défice democrático. Estude-se a relação informacional destes profissionais com as escolas, e destas com o Ministério da Educação (ME) ou até no interior do ME; o simples acto de receber a encomenda x exigiria uma teia de planos, projectos, relatórios, actas e plataformas digitais.
É desafiante desconstruir, neste breve registo, este monstro que “adoeceu” os professores e que Governo e sindicatos reconvocam para a mesa negocial com um preocupante desconhecimento do universo informacional ao circunscrevê-lo à penosa tarefa burocrática de um grupo específico (directores de turma).
Mas centremos o debate. Desde que há escolas que os professores devem estar sempre preparados para a prestação de duas contas: como gerem o programa da disciplina que leccionam e como avaliam os alunos.
Contudo, e por influência das políticas neoliberais – reduziram investimento descredibilizando a escola pública e os seus professores -, aplicou-se aos professores uma espécie de inversão do ónus da prova (IOP). A institucionalização da desconfiança traduziu-se no registo de todos os passos de planificação e avaliação, com o argumento da correcção dos desvios à profissionalidade. Em linguagem comum de gestão, nivelou-se por baixo e tornou-se medíocre toda a organização. E recorde-se que, e a pensar num leitor menos versado, os programas das disciplinas, e os critérios de avaliação dos alunos, constam dos documentos essenciais do ME; e são públicos.
E se em relação ao domínio científico a IOP foi uma impossibilidade, já nas didácticas cresceu para um inferno de procedimentos repetidos e inúteis. Estes domínios, objectos de formação inicial, profissionalizante e contínua, não devem integrar as plataformas digitais (entregues a empresas privadas) e muito menos usar processadores de texto, folhas de cálculo e correio electrónico como se fossem bases de dados.
A bem dizer, a transição para o digital acentuou a IOP. Agravou-se com os mega-agrupamentos de escolas. O aumento da escala da gestão “exigiu” plataformas digitais totalmente preenchidas, com a ilusão de um controlo não contrariado pela avaliação externa das escolas.
Buscando um pequeno exemplo perceptível, inseriram-se os horários dos professores em plataformas digitais e os sumários (a sua existência é um modelo de IOP) têm um limite temporal para o preenchimento em ambientes de exasperante lentidão ou de interrupção de servidores e de sinal de internet. Para lá do prazo, exige-se a justificação. Interrogar-se-á o leitor: mas é aí que se marcam as faltas dos professores? Não. As faltas são, e bem, sinalizadas por assistentes administrativos e operacionais. É, portanto, um ambiente de inutilidades diárias que desgasta e contribui para o tão estudado burnout.
Para além do que foi dito, as escolas são o espelho do ME no desnorte burocrático e no clima de desconfiança. É iniludível a incapacidade do ME em organizar e catalogar o que amontoou anos a fio. A AdeA, empresa luso-espanhola especializada em gestão documental, foi escolhida pelo ME (DGE) para tratar 35.000 pastas e 3.500 metros de prateleiras. Para o director-geral da AdeA em Portugal, “a documentação acumulada não tem qualquer instrumento de descrição de arquivo, pelo que a localização e recuperação de qualquer documento ou informação torna-se uma tarefa quase impossível”. Aliás, qualquer concurso no âmbito escolar que requisite a confirmação de dados pode cair num clima de suspeição.
Mas a desconfiança nos professores também provocou um défice democrático. Recordem-se dois detalhes significativos ocorridos numa reunião, por volta de 2004, em Lisboa, com dirigentes escolares da maioria dos países da Europa. Percebeu-se a sua inveja com a legitimação democrática de quem geria as escolas portuguesas e com o testemunho de confiança que recebiam. A eleição num caderno eleitoral que incluía todos os profissionais da educação, e vários representantes dos encarregados de educação, já quase só existia por cá. As políticas neoliberais acabaram com esse devaneio (por cá foi em 2009) e já se preconizava a falta de professores que viria a assolar a Europa.
A agenda da reunião incluía o estudo de um software integrado de gestão muito prospectivo. Mas a questão mais intrigante para os dirigentes europeus parecia menor: a justificação das faltas dos alunos.
Após alguma perplexidade, entendeu-se: espantavam-se como tantas crianças e jovens portuguesas faltavam às aulas sem conhecimento dos encarregados de educação e consideravam inadmissíveis os procedimentos plasmados no artigo 20.º (faltas injustificadas) no nº 3 do estatuto do aluno em Portugal (ainda está em vigor): “As faltas injustificadas são comunicadas aos pais ou encarregados de educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo director de turma ou pelo professor titular de turma, no prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.” Ou seja, para o legislador, o aluno que falta, mesmo já adulto, não sabe o horário escolar nem sequer que faltou. Tem que ser o professor a informá-lo; e com prazo.
Acima de tudo, foi fatal não confiar nos professores exigindo-lhes a inversão do ónus da prova. É óbvio que contribuiu uma máquina sem sala de aula que sobrevive neste ambiente. É crucial libertar os professores. Confiar não pode ser uma ficção retórica e urge a emersão da prestação de contas informada, moderna, sensata e inteligente.

 

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Ministro autoriza 5 horas extraordinárias no âmbito do Plano Escola Digital

 

As ações em curso, nomeadamente, a aquisição de novos computadores, a recolha e a entrega dos kit’s aos alunos para o próximo ano letivo, a instalação dos LED’s e a preparação e a realização das provas de aferição em suporte digital, exigem, desde já, um grande esforço em termos de recursos humanos por parte das escolas, nomeadamente dos professores do GR 550 e dos outros docentes envolvidos.

Neste sentido, os diretores devem ter ao seu dispor instrumentos para poderem beneficiar das competências dos professores envolvidos nestes processos, reconhecendo e valorizando o seu papel fundamental na transição digital.

Assim, considerando a competência que lhes está concedida, nos termos do disposto nos ao abrigo dos n.os 1 e 4 do artigo 83.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), Secundário, aprovado pelo DecretoLei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na sua redação atual, os diretores estão autorizados a atribuir até cinco horas semanais de serviço docente extraordinário aos professores do GR 550 e a outros docentes aos quais os diretores tenham conferido serviço nesta área. Neste contexto, sublinha-se a importância de que esta possibilidade se reveste, considerando a
necessidade de assegurar a adequada implementação das suprarreferidas ações.

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Pré-avisos de greve – PROVAS DE AFERIÇÃO – MAIO 2024

 

 

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Será está uma parte da solução para a falta de professores?

Em 2022 davam aulas docentes de 70 nacionalidades. Diretores garantem que são bem-vindos ao sistema desde que dominem o português.

Há cada vez mais professores estrangeiros nas escolas públicas

Num contexto de escassez de professores, há cada vez mais docentes de nacionalidades estrangeiras nos agrupamentos públicos. Em 2022 (dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Educação), eram 1776 de 70 nacionalidades. Mais 486 do que os 1290 que estavam integrados em escolas públicas em 2013/ 2014. Na última década, tanto o número de docentes como de nacionalidades têm aumentado sucessivamente.

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Quase um ano depois, Ministério decidiu limpar registo de três docentes do Barreiro

S.TO.P. denunciou que há docentes com faltas injustificadas por fazerem greve. O Observador descobriu 3 casos e questionou na última semana o Ministério da Educação, que entretanto anulou as faltas.

Professores com faltas injustificadas por fazerem greve. Quase um ano depois, Ministério decidiu limpar registo de três docentes do Barreiro

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A violência é um ciclo. Quebra o ciclo.

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Avisos de abertura

 

Encontram-se disponíveis os avisos de abertura no âmbito do Concurso extraordinário de vinculação de docentes às EPERP.

Avisos de Abertura do Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

 

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Comunicado aos Sindicatos- Missão Escola Pública

Face à falta de sintonia entre o Ministro da Educação e o Ministro das Finanças, evidenciada pelas declarações de ambos nas últimas duas semanas, relativamente à restituição do Tempo de Serviço dos professores ter início ainda este ano, Missão Escola Pública apela a todos os sindicatos para que, no dia 3 de maio, se juntem e levem uma proposta conjunta e única para a reposição do Tempo de Serviço. Este tem de ser começado a restituir ainda este ano, sob pena de tudo não passar de uma manobra de diversão perante uma classe que tão maltratada tem sido pelos sucessivos Governos; não dar prioridade a esta matéria é querer continuar a Luta do último ano e meio. Esta deverá ser uma das primeiras medidas implementadas pelo atual governo, sem desprestigiar outras, tendo em conta que foi bandeira de campanha eleitoral.

Este é o tempo de procurar pontos de contacto entre as diversas estruturas sindicais da Educação e não o de encontrar os pontos que as separam. O único objetivo deve ser o de defesa dos interesses do grupo profissional que representam, de forma inequívoca e imediata.

Caso a primeira tranche da restituição desse tempo não se venha a verificar ainda durante este ano, Missão Escola Pública reserva-se o direito de partir para novas ações de luta, por iniciativa própria, não desmerecendo todas as que forem marcadas por todos os sindicatos da Educação. No entanto, este é ainda o tempo da negociação, em que convém uma só voz.
Porque os docentes o merecem: Pela Escola Pública, Sempre!

(Este apelo foi enviado a todos os Sindicatos da Educação, bem como ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação)

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