Face à falta de sintonia entre o Ministro da Educação e o Ministro das Finanças, evidenciada pelas declarações de ambos nas últimas duas semanas, relativamente à restituição do Tempo de Serviço dos professores ter início ainda este ano, Missão Escola Pública apela a todos os sindicatos para que, no dia 3 de maio, se juntem e levem uma proposta conjunta e única para a reposição do Tempo de Serviço. Este tem de ser começado a restituir ainda este ano, sob pena de tudo não passar de uma manobra de diversão perante uma classe que tão maltratada tem sido pelos sucessivos Governos; não dar prioridade a esta matéria é querer continuar a Luta do último ano e meio. Esta deverá ser uma das primeiras medidas implementadas pelo atual governo, sem desprestigiar outras, tendo em conta que foi bandeira de campanha eleitoral.
Este é o tempo de procurar pontos de contacto entre as diversas estruturas sindicais da Educação e não o de encontrar os pontos que as separam. O único objetivo deve ser o de defesa dos interesses do grupo profissional que representam, de forma inequívoca e imediata.
Caso a primeira tranche da restituição desse tempo não se venha a verificar ainda durante este ano, Missão Escola Pública reserva-se o direito de partir para novas ações de luta, por iniciativa própria, não desmerecendo todas as que forem marcadas por todos os sindicatos da Educação. No entanto, este é ainda o tempo da negociação, em que convém uma só voz.
Porque os docentes o merecem: Pela Escola Pública, Sempre!
(Este apelo foi enviado a todos os Sindicatos da Educação, bem como ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação)




14 comentários
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A coligação AD fez mal quando não pediu apoio a CHEGA! para acodo governar, e bem sei que não é não, e admiro o Exm PM por ser um homem de palavra, espero que mantenha a sua palavra e faca a recuperação integral do tempo de serviço.
Como disse e bem o Dr André Ventura so fará coligação negativa (leia-se positiva e de elementar justiça) se a AD não souber governar….
20% ao ano
5 anos,
Preferencialmente com datas “redondas, est ano a 31 de Agosto os seguintes a 1 de Janeiro,
Equitaiva de quotas de acesso ao 5 e 7 escalões, com Abolição das mesmas no futuro.
Não poderia estar mais de acordo com o texto escrito. Acho inadmissível, os próprios sindicatos mostrarem ideias divergentes na hora de haver consenso sobre o tema que ansiamos ver resolvido.
Concordo plenamente!!!
Aceito que venha só a partir de janeiro mas se for 25 por cento em 4 anos.
É vergonhoso utilizarem este assunto na campanha e ainda se ter que negociar! Deviam começar pelos escalões em que os docentes estão a aguardar pela reforma e restituir o que é seu direito, na totalidade. Qianto menos se exige, menos querem dar! Esta devia ser a prioridade pois vão ser seriamente prejudicados na reforma. Deviam dar a todos o tempo correspondente ao qie trabalharam pois também fescontaram para isso. Depois, seguiriam os outros escalões pela ordem de tempo de serviço. Andam a brincar com pessoas sérias que sempre se dedicaram aos alunos, ao futuro do país. Que exemplo afinal querem deixar?
Todos serão prejudicados na reforma.
Acha que quem está no 3.º escalão, tendo quase 20 anos de serviço, vai ter que reforma?
Quem está à beira, beirinha, da reforma já tem o destino traçado na medida em que o cálculo das pensões assenta, em função da carreira contributiva de cada um, num determinado número de anos (os melhores em termos de vencimento feitas as devidas correções da valorização salarial em função de determinados critérios que só a CGA conhece).
Portanto, uma progressãozinha agora ou amanhã, em termos de pensão futura vai acrescentar tostões.
O prejuízo jamais será recuperado.
Não esquecer que ainda há professores com os 9 anos, 4 meses e 2 dias… por recuperar. Eu sou um deles…
Para estes, deve ser criado um mecanismo de conversão deste tempo para a antecipação da reforma. Parece-me justo.
Não me parece que antecipação da reforma seja o que mais convirá em termos devalor de pensões (claro que cada um sabe de si).
Julgo ser mais justo um mecanismo de valorização das pensões a atribuir em função do tempo perdido e que impediu que cada docente, chegado o seu tempo, tivesse um escalão remuneratório em função da sua normal progressão na carreira, sem cortes ou hiatos.
É que, em alguns casos, a diferemnça poderá ser de muitas centenas de euros, feitas as contas finais.
Basta ir ao simulador da CGA.
No meu caso só nas transposições de carreira perdi cerca de quatro anos e mais oito meses porque já deveria estar no sétimo escalão desde agosto passado e ainda estou no sexto
Não é tolerável que não avancem e cumpram!!!
As listas so servem para travar o processo e pelo menos, ja deviam estar actualizadas.. e publica-las!
O respeito, está a tardar!
Concordo plenamente com o texto escrito. Para quê divagar com outros assuntos! É só para atrasar, ainda mais este que repõe justiça a toda a classe docente e foi a principal razão de da saída de milhares docentes durante todo o último ano!
Até parece que há muita gente, dentro da classe docente e sindicatos, interessada em atrasar este processo!
Não divaguem, por favor!!!
Aceitem o que foi proposto em campanha eleitoral e não atrasem mais a resolução deste assunto!!!
Desculpe, mas acho que uma negociação é uma negociação. Ou então fica-se na mesma como queriam os anteriores, que empatavam todos os dias.
Não me parece razoável estar a promoter uma recuperação para 5 anos, quando a legislatura nunca poderia durar mais do que 5 anos.
Seria de justiça fazê-lo no tempo da legislatura, ou seja, em 4 anos ou menos. 25% (4 anos) ou 33% (3 anos) por ano seria o mais correto.