Category: Rui Cardoso

Escolas continuam sem receber verbas entregues em dezembro ao Estado

O dinheiro entregue ao IGeFE em dezembro pelas escolas “ainda não foi devolvido”, acusou o ANDAEP, sublinhando que “há muitas escolas a precisar desse dinheiro”.

Escolas continuam sem receber verbas entregues em dezembro ao Estado

“As escolas entregaram em dezembro o dinheiro ao IGeFE (Instituto de Gestão Financeira da Educação) que ainda não foi devolvido e, neste momento, há muitas escolas a precisar desse dinheiro“, alertou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, durante a audição na omissão parlamentar de Educação.

A audição tinha como objetivo debater o dever de reporte das escolas face a suspeitas de violência sobre crianças, mas o representante dos diretores aproveitou o momento para pedir ajuda aos deputados na resolução de um problema que afeta os estabelecimentos de ensino.

Todos os anos, em dezembro, as escolas entregam ao Tesouro as receitas próprias conseguidas através de vendas feitas nos bares, nas papelarias ou de iniciativas desenvolvidas pela escola, como o aluguer de espaços.

Os diretores ficam sempre a aguardar a devolução das verbas no início do ano seguinte, mas tem sido recorrente, ano após anos, queixarem-se de atrasos na devolução, acusando o Governo de ficar com milhares de euros retidos nos cofres.

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Prova de Matemática do 9.º ano e os critérios de correção

 

 

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“Grave e incompreensível”: Governo acusa Executivo anterior de não acautelar vagas suficientes no pré-escolar

 

Faltam ainda cerca de 20 mil lugares para garantir a universalização do acesso à educação pré-escolar às crianças com três anos, sublinhou o Ministério da Educação em comunicado esta terça-feira. Executivo deixa sérios reparos ao Governo anterior.

“Grave e incompreensível”: Governo acusa Executivo anterior de não acautelar vagas suficientes no pré-escolar

O Ministério da Educação acusou esta terça-feira o anterior Executivo de não acautelar a criação de vagas suficientes no pré-escolar, pelo que faltam 20 mil lugares para garantir essa universalização e comprometeu-se em apresentar um plano de ação que abrange vários ministérios até ao final deste mês.

Assim, no que diz respeito ao acesso à educação pré-escolar por crianças de três anos, o Governo concluiu, após consulta aos serviços do  Ministério da Educação, Ciência e Inovação e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, bem como os parceiros dos setores social e privado, que a rede existente “é insuficiente para o aumento da procura na educação pré-escolar para crianças com 3 anos, havendo o risco de milhares de crianças e famílias ficarem sem resposta”.

“Segundo as estimativas iniciais, em setembro de 2024, cerca de 29.000 crianças concluirão o ciclo de frequência em creches, por terem atingido os 3 anos. Destas, 12.070 frequentam o programa ‘Creche Feliz’, devendo transitar para a rede de educação pré-escolar”, realça o Ministério da Educação em comunicado.

Assim, e no sentido de assegurar a universalização da educação pré-escolar aos 3 anos, “estarão em falta mais de 19.600 lugares. É grave e incompreensível a ausência de planeamento por parte do Governo anterior, que não previu a necessidade de criação de milhares de vagas na educação pré-escolar, de modo a acomodar o aumento de procura por parte de crianças às quais já foi garantido o acesso gratuito à creche.

Perante esta situação, o Governo, através do Ministério da Educação, Ciência e Inovação e do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, determinou a criação de um grupo de trabalho interministerial, para apresentar um plano de ação até ao final deste mês, e propor, até ao final de novembro de 2024, “uma estratégia que assegure a continuidade na transição da creche para a educação pré-escolar e a qualidade pedagógica para as crianças até aos seis anos”.

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O Var na escola – José Afonso Baptista

O futebol é um desporto maravilhoso, contagiante. Quem não gosta de futebol não tem sensibilidade. Tem um nome esquisito porque nasceu na Inglaterra, há mais de 100 anos, e, quando aqui chegou, o nome Football não se entranhou. Os puristas quiseram logo dar-lhe um nome português, ao mesmo tempo fino e sugestivo, e chamaram-lhe Pedibola, uns, e Pebola outros. Isto sim tem poesia. O problema é que para português culto, com estudos e tudo, nem Pebola nem Pedibola representavam a magia de um ballet em que 22 bárbaros agressivos dão pontapés até à exaustão numa bola de caoutchouc, cabedal em português, que agora até já é sintético. No meio de todas as contingências, o futebol resistiu e cresceu, transformou-se numa espécie de religião com mil seitas que cultivam o ódio entre si. Assim é mais excitante.
Sim, o futebol veio para ficar e, em tempos de tecnologias avançadas, foi preciso dotá-lo de um instrumento que permitisse ver claro, que não deixasse dúvidas se é ou não é mão, se é ou não é penalti, outra inglesice que assentou arraiais na nossa língua. Tristeza, não temos língua à altura de tão glorioso desporto. E aí está, a tecnologia que deu verdade ao futebol chama-se VAR, Video Assistant Referee, fruto das tecnologias avançadas que fazem o nosso conforto e felicidade. Está aqui a força, a magia para traduzir tão elevado conceito. Há apenas um problema: é que o VAR tem leituras diferentes conforme a cor das camisolas. Admiro em especial a tecnologia da linha de golo, nome lindo, que demonstra se a bola entrou por inteiro dentro da baliza. Para os vermelhos ultrapassou mais de meio metro, para os verdes nem sequer chegou à área da baliza. Problema de investigação curioso: como é que as cores influenciam os movimentos e posicionamentos da bola? O VAR é tão personalizado que cada um vê como lhe apetece. Em educação isto é individualização, no futebol é doença.
O VAR, como tecnologia do nosso tempo, invade todos os espaços e movimentos da vida, das profissões, de todas as empresas e indústrias. A escola, sempre à frente nos avanços para uma modernidade próspera e bem sucedida, claro, também tem de ter o seu VAR, com outro nome, diferente, em educação não há plágios. Nas escolas temos o VAT – Vídeo Assistant Teacher – em Inglês, para percebermos melhor a profundidade do conceito. Que pode estender-se a um Video Assistant Teaching, com áreas de aplicação especializadas para aprendentes de todas as idades e com necessidades ou problemas específicos, sem especialistas nas escolas, mas com respostas online impensáveis até agora e ao alcance de todos. O VAT promete que vamos poder observar as nossas crias desde o berçário até ao doutoramento e podemos reclamar porque não comeram a sobremesa até ao fim nem lavaram as mãos e a boca depois da refeição. Isto sim, é progresso. A escola vai atingir o brilho e a importância dos estádios.
Imagina só esta hipótese, que imaginar faz bem e alivia: Na sala nobre dos atos de uma universidade decorrem provas de doutoramento com toda a pompa e circunstância. Neste momento as novas tecnologias de longo alcance permitem-nos ver e ouvir em casa, com o rabinho acomodado no sofá, até os segredinhos que os membros do júri trocam entre si. O VAT analisa e transmite em direto todos os momentos e atores das provas, desde os cerimoniais de entrada e saída, até às minúcias no decorrer da prova, inclusive os erros do júri. Só falta mesmo uma porta aberta para reclamar em direto, mas a democracia já está à espreita.
Este cenário pode replicar-se, com as diferenças de imagem e de estatuto, em todas as escolas onde decorrem exames, dando aos pais, colegas e bisbilhoteiros do costume a possibilidade de assistir a espetáculos tantas vezes marcados pelo imprevisível.
Nós, artistas da profissão docente, sabemos por experiência que cinco professores a classificar a mesma prova podem atribuir cinco notas diferentes. Eu próprio vivi a situação, com diferenças entre 7 e 14. Professores qualificados e especializados ao mais alto nível. O que significa que os docentes como balança, como metro ou pedómetro são uma nulidade. Não acreditam? Então vejam as diferenças entre as notas dos exames do secundário e as notas atribuídas em instância de recurso para o Júri Nacional de Exames. Professores incompetentes? Não, normalíssimos, mas aqui a norma é que cada pessoa é única e diferente de todas as outras. Nisto os professores têm os mesmos “defeitos” dos alunos. Cada cabeça, sua sentença. E não há, para já, nem VAR nem VAT que lhes valha.

Diário as Beiras 2024.06.11

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UMA DAS REALIDADES QUE NOS ENVERGONHA – António Galopim de Carvalho

50 anos de liberdade e de democracia mantiveram as duas classes de escolas de que eu me lembre (remonto aos anos de 1930, há quase um século): a privada, rica, ao serviço de uma minoria com capacidade financeira, e a pública, pobre, para os outros, a maioria, onde cabem uma classe média, mal remunerada, e uma outra, a raiar a pobreza ou a sobreviver dentro dela.

A luta dos professores que, a todas as horas, nos entrou em casa, através dos vários canais de televisão nacionais, com mais evidência, no passado ano de 2023, numa determinação e intensidade nunca vistas, trouxe, ao de cima, a degradação a que chegou este grande sustentáculo de qualquer sociedade democrática que, entre nós, dá pelo nome de Escola Pública.
Receio que, uma vez alcançado o acordo com o ministério da tutela, sobre a recuperação do tempo de serviço, volto a dizer, receio, que, por um lado, uma parte muito considerável da enorme massa humana, que se manifestou nas ruas do Portugal inteiro, se sinta confortavelmente satisfeita e deixe, para a outra parte, a continuação da luta por uma Escola Pública a sério e que, por outro, o ministério se sinta desobrigado de atender às restantes reivindicações, as mais sérias e profundas, as que visam uma completa remodelação deste importante pilar da sociedade que se deseja melhorar.

Não vou repetir o que já aqui escrevi em 14-02-2024. Apenas direi que urge demolir o edifício obsoleto da Educação que temos tido e, em seu lugar, fazer surgir um outro, concebido e levado a cabo, numa profícua colaboração entre governo e oposições, para durar três ou mais legislaturas e que envolva gente verdadeiramente capaz de o concretizar. Desta vez, será necessário ouvir os professores e dar início a uma campanha poderosa, com base na verdade e no dever patriótico, que entre na poderosa “máquina ministerial”, melhore o que tiver de ser melhorado e varra o que tiver de ser varrido.

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Posição do MPM em relação à proposta de calendário escolar

Tornamos publica, a posição do MPM em relação à proposta de calendário escolar para os próximos 4 anos letivos.

Da mesma destacamos 5 conclusões:

-A primeira e óbvia constatação e conclusão a retirar desta Proposta, é a de que não coloca em primeiro lugar o superior interesse das crianças;

-Segunda conclusão: Em Portugal, as crianças mais novas (que frequentam as creches, educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico), são as que mais tempo passam na escola!;

-Terceira conclusão: espera-se e exige-se que a escola cumpra e assuma igualmente duas funções: educativa e assistencial! As crianças necessitam de uma educação de qualidade mas os pais necessitam de um espaço onde possam deixar os seus filhos enquanto trabalham. Portanto, a escola, deve corresponder de igual modo a ambas as exigências!;

-Quarta conclusão: Portugal tem das semanas de trabalho mais longas contudo, o índice de produtividade do país continua a cair. Portanto, mais horas de trabalho não significam maior produtividade;

-Quinta conclusão: são necessárias melhores e diferentes políticas de apoio à família, centradas na flexibilização e regulação dos horários de trabalho de pais com filhos pequenos, melhores condições de vida e de habitação.

A resposta não é, não pode, não deve ser, o alargamento do horário de funcionamento das escolas, a manutenção da já excessiva permanência das crianças mais novas na escola.

E não é, como ficou demonstrado, nem do ponto de vista do superior interesse da criança, nem do ponto de vista das suas aprendizagens ( e portanto pedagógico), nem do ponto de vista dos pais que querem assumir a sua função de pais, nem sequer do interesse nacional!

É apenas e unicamente a resposta mais fácil de quem, com responsabilidades, é incapaz de atender a estas exigências!

E isso nada tem de inovador!

 

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A censura não pode ser indultada…

 

Ainda não passaram dois meses desde as comemorações oficiais dos 50 anos do 25 de Abril de 1974…

Entretanto, parece ter-se retomado a “normalidade”, os cravos vermelhos murcharam e muitos dos discursos laudatórios e louvaminhas, enaltecendo o Dia da Liberdade, foram certamente guardados nas gavetas mais fundas de alguns armários…

Ainda não passaram dois meses desde as comemorações oficiais dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 e ficou a conhecer-se a sentença do Ministério da Educação face à acusada Glória Sousa, Directora do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis:

– “A diretora do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, em Gondomar, foi suspensa por 20 dias pelo Ministério da Educação, devido a uma tarja de apoio à luta dos professores.” (Jornal Correio da Manhã, em 7 de Junho de 2024)…

 “Estamos a dar a aula mais importante das nossas vidas”, referia a faixa, colocada por docentes à entrada da Escola Júlio Dinis, que levou a diretora a ser acusada de violação dos deveres de imparcialidade e lealdade.” (Jornal Correio da Manhã, em 7 de Junho de 2024)…

Perante o anterior, o que dizer desta pretensa Democracia, implantada há 50 anos?

Passado meio século, a “Democracia” encontra-se inquinada, decadente, decrépita, rançosa…

As consequências da acção governativa do anterior Ministério da Educação, pelo que se conhece, ainda se fazem sentir…

A sentença que agora atinge Glória Sousa é bem ilustrativa da degradação de uma “Democracia” que não teve qualquer reserva em exercer uma prepotente acção de censura, absolutamente incompreensível e inaceitável, encapotada de legalidade, engendrada contra um profissional de Educação, neste caso Directora de um Agrupamento de Escolas…

Mas o Estado de Direito Democrático, consagrado no Artigo 2º da Constituição da República Portuguesa, não parece admitir a possibilidade de alguma forma de censura ou de intimidação à Liberdade de Expressão e ao Direito de Opinião…

Ainda que a frase ostentada na Escola Júlio Dinis, e posteriormente também noutras escolas, possa ser entendida como uma crítica implícita ao anterior Ministério da Educação, será isso proibido num Estado de Direito Democrático?

Em que momento Portugal terá deixado de ser um Estado de Direito Democrático?

Se isto não é censura da mais óbvia e ostensiva, então o que será censura?

O acto de criar e adoptar uma divisa, por sinal, muito apropriada a qualquer Escola Pública, de que é exemplo a frase “Estamos a dar a aula mais importante das nossas vidas”, não pode ser censurado apenas porque um qualquer Ministério da Educação o interpretou como atentatório à sua “doutrina”, ao seu paradigma ou à sua propaganda…

Numa verdadeira Democracia não é admissível que um Director possa ser acusado de violação dos deveres de imparcialidade e lealdade, por discordar das políticas ministeriais de um qualquer Governo…

Cabe a cada um de nós não permitir que a censura possa ser indultada, desculpada, perdoada, amnistiada, relevada, nem absolvida…

Este gravíssimo atropelo à Liberdade de Expressão e ao Direito de Opinião não pode deixar de ser denunciado por todos, de todas as formas que cada um tiver ao seu alcance e dispor…

Porque esta sentença não atinge apenas Glória Sousa…

Esta sentença atinge-nos a todos, enquanto cidadãos e enquanto profissionais de Educação…

A censura não pode ser indultada, desculpada, perdoada, amnistiada, relevada, nem absolvida…

Se a indultarmos, desculparmos, perdoarmos, amnistiarmos, relevarmos ou absolvermos, voltaremos, com certeza, ao dia 24 de Abril de 1974…

E muito mais depressa do que seria suposto…

 

Paula Dias

 

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Provas de aferição. Falta de condições dos professores podem comprometer resultados

Movimento “Missão Escola Pública” alerta que esta é a primeira vez que exames e provas de final de ciclo acontecem enquanto as aulas estão ainda a decorrer.

Provas de aferição. Falta de condições dos professores podem comprometer resultados

Os resultados das provas de aferição podem ficar comprometidos devido à falta de condições dos professores. O Movimento “Missão Escola Pública” denuncia à Renascença um excesso de trabalho para os docentes que terão aulas, reuniões de final de ano letivo e a vigilância aos exames ao mesmo tempo.

Cristina Mota alerta que esta é a primeira vez que exames e provas de final de ciclo acontecem enquanto as aulas estão ainda a decorrer.

“Acontece que muitos professores têm, em simultâneo, as aulas, as reuniões de avaliação, as provas de aferição e a vigilância aos exames”, afirma, indicando que um professor de uma disciplina com prova de aferição chega a ter mais de 200 provas para corrigir.

“Não nos choca nada que, tendo em conta não termos as melhores condições para efetuar o trabalho, este fique comprometido”, aponta.

Esta terça-feira, o movimento irá organizar um debate sobre o estado da Escola Pública, com o objetivo de denunciar que o Governo está a falhar a meta dos 60 dias, período durante o qual disse que iria anunciar medidas para colmatar a falta de professores.

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Um conto de ADD – Luís Sottomaior Braga

Vamos imaginar um concurso para jardineiro numa Câmara. O Município é Aldeia dos Doudos (ADD)
3 vagas.
Aparecem 25 candidatos.
O Júri nomeado inclui o Diretor de Departamento de Jardins, Eufrósino Pires, o Diretor de Serviços de Parques e Canteiros, Manuel Feio do Rosário e a Diretora de Serviços de Horto e Floreiras, Hidranja Rosa Lima.
Entre os 25 candidatos está o Jardineiro, altamente competente, por sinal, Manuel Bosque de Carvalhos. Que sabe que tem currículo para ficar numa das vagas. É o melhor Jardineiro. Até inventou uma nova forma de jardinar que se chama Jardinagem Quântica.
O Bosque de Carvalhos é conhecido por ser um chato. E neste caso teve azar e teve de se chatear até ao tribunal, adianta-se já.
A Hidranja Lima, que mora, como ele, num concelho ao lado, teve em tempos um conflito de vizinhança com ele e chamou-lhe pessoa sem ética e “abusador dos direitos das plantas” (para, julgava ela, o degradar na sua dignidade profissional porque, limitada não entendia o Bosques), “guerrilheiro sem princípios “e exemplo indigno da nossa terra e redondezas”.
Toda a gente ficou solidária com ela porque era porreira e o outro era chato (embora realmente a Hidranja não tivesse razão).
Tinha realmente roubado um bocado de terreno de um caminho e o Bosque de Carvalhos queixou-se dela e, além de pagar uma multa, a Hidranja teve de devolver o terreno, onde já tinha posto uns anões de louça e uns pneus com flores de que gostava muito.
Ficava linda a sua entrada de casa e disfarçava a falta de beleza do quiosque que vendia gomas no lote ao lado.
Para pressionar o Bosque de Carvalhos a calar-se fez queixa dele na GNR por uma coisa qualquer.
Quando a Hidranja viu o nome dele no concurso pensou dentro de si que estava ali uma bela oportunidade de se vingar. E fez de tudo para continuar nesse júri.
Como os outros membros do júri não sabiam do caso, ninguém reparou, até que o Bosque de Carvalhos veio com um requerimento a deduzir suspeição.
Informava o júri e o Presidente da Câmara de que a HRL era sua inimiga e era certo que, se ela estivesse no júri, embora o mais qualificado, nunca seria jardineiro no Serviço de Parques, Jardins e Floreiras de Aldeia dos Doudos.
A HRL disse que não na resposta. Podia participar no procedimento e analisar documentos de outros candidatos e bastava sair da sala quando se tratasse dos assuntos do Bosques.
O Feio do Rosário escreveu a resposta, em redondilhas e com muitas palavras bonitas. E o Júri votou por unanimidade.
O Eufrósino ainda disse que, não sendo jurista, talvez se pudesse abster porque lhe parecia até que o Bosques, sendo indubitavelmente um chato sem remédio, até podia ter razão.
Os outros dois lá o convenceram a apoiar a sua decisão e ele, mesmo não sabendo bem porquê, porque nem tinha lido os papeis do Bosques (que eram, como se previa uma chatice)lá alinhou. Tinha um primo para meter numa das vagas e os outros faziam vista grossa. O primo não era jardineiro mas fazia umas flores e tinha jeito para a pirotecnia e cachoeiras luminosas até parecem cravos.
Mas o Bosque de Carvalhos não se convenceu e continuou a contestar. Era um chato da pior espécie. E até falou do primo do Eufrósino. O que o Eufrósino achou forte ofensa (agora vale tudo? atacar a família?)
Era mesmo um “guerrilheiro sem princípios” este Bosque…
Mas o Bosque de Carvalhos insistia que não aceitava a Hidranja a avaliá-lo no júri (mesmo que saísse da sala, etc e tal): como o concurso ía terminar com uma lista ordenada de todos os candidatos, em que uns entravam nas vagas e outros não, mexer no caso de uns, era mexer no caso de todos. Se uns subiam, os outros desciam.
E isso incluia tudo: formulários, datas de provas, calendário de atos porque tudo concorria para a decisão final “Quem ficava com as 3 vagas?”
Até havia o caso de uma prova prática em que era preciso preencher uma ficha que tinha lá uns passos talhados para o prejudicar na Jardinagem Quântica e, mais ainda, o calendário estava feito contra ele (era de uma religião em que não se trabalhava à quinta-feira e a prova, adivinharam, estava marcada à 5ª feira).
Que vos parece: pode a Hidranja, considerando as garantias de imparcialidade da lei, participar na seleção de trabalhadores deste concurso, em que o Bosque de Carvalhos é candidato?
Pode participar só em alguns atos, sobre os seus oponentes e afastar-se quando se tratar do Bosques de Carvalho e sair da sala e este não tem nada que reclamar e deve ir chatear outros porque não tem nada com isso?
(quem já participou em júris sabe a resposta indubitável, quem não participou pensa um bocadinho, imagina-se em ADD e fica cristalino no seu espírito do que fala este conto)
Tenham um bom fim de semana e feriado 😉
E não se esqueçam de votar.
(Quem tiver a melhor resposta às perguntas pode ganhar uma viagem de burro ou trotinete a Aldeia dos Doudos, se a terra existisse….)

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 36

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 36.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira dia 11 até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de junho de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 36

Listas – Reserva de recrutamento n.º 36

 

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Para resolver cria-se o décimo primeiro escalão

Para Fernando Alexandre, se o método agora adotado já tivesse sido aplicado “há oito anos” muitos mais professores teriam sido beneficiados.

Ministro reconhece: recuperação do tempo de serviço exclui “milhares de docentes”

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Tomou Posse

O Diretor que vai para a escola de bicicleta, tomou posse hoje.

 

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Calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024/2025 a 2027/2028. em Consulta Pública

1. Nos termos e para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 98.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, torna-se público que, por decisão do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, é dado início ao procedimento conducente à emissão do despacho que estabelece o calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024/2025 a 2027/2028 destinado aos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como aos estabelecimentos particulares de ensino especial.

2. A emissão do referido despacho insere-se no âmbito da regulamentação prevista no n.º 3 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, bem como do disposto na alínea c) do artigo 5.º da Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro.

3. O presente procedimento tem por objetivo proceder à aprovação do calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024/2025 a 2027/2028 destinado aos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como aos estabelecimentos particulares de ensino especial.

ANEXOS DA CONSULTA

 

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Concluídas negociações sobre reposição do tempo de serviço dos docentes

Concluídas negociações sobre reposição do tempo de serviço dos docentes

  • Negociações decorreram num curto espaço de tempo, para que os docentes beneficiem da reposição com a maior brevidade e para devolver tranquilidade às Escolas.
  • 90% dos atuais docentes no quadro vão chegar aos últimos escalões da carreira, em julho de 2027, com vencimentos significativamente mais elevados.
  • Governo vai convocar hoje sindicatos para auscultação prévia, a realizar no dia 26 de junho, sobre revisão do regime de mobilidade por doença e sobre o enquadramento do pessoal não docente.
O Governo finalizou hoje as negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores para efeitos de progressão, após a ronda suplementar com 5 estruturas sindicais, realizada a pedido destas.
O Executivo procurou concluir estas negociações num curto espaço de tempo, para que os docentes beneficiem da reposição com a maior brevidade e para que fosse possível devolver a tranquilidade às Escolas, fundamental para o sucesso dos Alunos.
Começará agora a transposição do acordo assinado com as 7 estruturas sindicais no dia 21 de maio para Decreto-Lei, tendo em vista a sua apreciação em Conselho de Ministros.
A recuperação do tempo de serviço vai ocorrer à razão de 25% ao ano, produzindo efeitos a 01 de setembro de 2024 e a 01 de julho de 2025, 2026 e 2027. Ao fim de 2 anos e 10 meses estará concluída a reposição total.
Será ainda assegurado o acesso ao 5.º e 7.º escalões a todos os Professores que, por via da recuperação do tempo de serviço, reúnam as condições de progressão.
O acordo assinado no dia 21 de maio com 7 estruturas sindicais irá permitir que, em julho de 2027, 90% dos atuais docentes progridam aos últimos escalões da carreira, com vencimentos significativamente mais elevados. Esta percentagem situa-se atualmente nos 41%.
A recuperação do tempo de serviço dos professores representa um esforço orçamental muito significativo, refletindo a importância que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação atribui à carreira docente.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação irá convocar hoje os representantes dos Professores para uma reunião de auscultação, a realizar no dia 26 de junho, prévia à negociação sobre a revisão do regime de mobilidade por doença e sobre o enquadramento do pessoal não docente, em articulação com as autarquias.

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Reunião sindicatos/MECI sobre MPD marcada

O Ministro Fernando Alexandre vai convocar os sindicatos para uma reunião sobre a MPD a realizar no dia 26 de junho.

 

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“Procura-se pessoa séria para tocar às campainhas e fugir”…

No passado dia 5 de Junho, o Parlamento votou a proposta da AD para uma nova tabela de Escalões do IRS…

 

Essa proposta acabou por ser rejeitada, com o contributo determinante do PS e do Chega que, afinal, terão muito mais em comum do que aquilo que inicialmente se poderia supor ou prever:

 

– “Os votos contra do PS, PCP, BE e Livre e a abstenção do Chega ditaram esta quarta-feira o chumbo da nova tabela de taxas dos escalões do IRS propostas pelo PSD e CDS-PP.” (SIC Notícias, em 5 de Junho de 2024)…

 

– “Depois de chumbadas as novas taxas de IRS propostas pelo PSD e pelo CDS, os deputados da Comissão de Orçamento e Finanças aprovaram a proposta do PS sobre redução das taxas do IRS até ao 6.º escalão, mas mantendo as taxas dos escalões seguintes.” (SIC Notícias, em 5 de Junho de 2024)…

 

– “A nova tabela de taxas foi aprovada com os votos contra do PSD e do CDS-PP, a abstenção do Chega e o voto favorável dos restantes partidos.” (SIC Notícias, em 5 de Junho de 2024)…

 

Nesta votação em concreto, e sem eufemismos linguísticos, a aliança entre o PS e o Chega talvez se possa resumir a esta pretensão, ao que tudo indica, comum a esses dois Partidos Políticos:

 

– Que se lixe a Classe Média!

 

E se o anterior não levanta qualquer admiração ou estupefacção, em particular no que respeita à acção do PS, habitualmente muito prolixa em lixar a Classe Média, já o mesmo não se poderá afirmar do Chega que, até há pouco tempo atrás, defendia que os Socialistas eram o principal “alvo a abater”

 

O mesmo Chega que, nos últimos meses, elegeu como “inimigo visceral” o PS aparece agora completamente disponível para estabelecer alianças com esse Partido Político, desdizendo-se e contradizendo-se de forma clamorosa…

 

O Chega saltou definitivamente para o colo do PS, o que não deixa de ser caricato, face às afirmações de André Ventura na mais recente campanha pré-eleitoral, visando o PSD…

 

Parece que a “máscara caiu” ao Chega, deixando à vista de todos que esse Partido Político não reúne quaisquer condições para ser levado a sério…

No fundo, o Chega é uma “Maria vai com as outras” e age de forma interesseira, sem convicções credíveis, conforme as circunstâncias

 

A aliança entre o PS e o Chega, bem visível pela cumplicidade existente nesta votação, também evidencia que o PS não tem qualquer reserva em fazer de conta que o Chega não representa o radicalismo de Direita, supostamente, alegadamente, teoricamente rejeitado pela “Esquerda Democrática”, encabeçada pelos Socialistas…

 

Confuso, não é?

 

Pois é… Tão confuso e tão incoerente que, de forma sarcástica, talvez se possa afirmar que o PS e o Chega olham um para o outro e, reciprocamente, atiram com este anúncio:

 

 “Procura-se pessoa séria para tocar às campainhas e fugir”…

 

Dependendo das circunstâncias, PS e Chega parecem estar disponíveis para uma relação assente na “brincadeira de se unirem para tocar às campainhas”, restando saber qual deles conseguirá correr e fugir mais depressa…

 

Claro está que, pelo caminho, serão enganados e defraudados muitos residentes, crentes num toque de campainha que, afinal, não passa de um logro, intencionalmente arquitectado, com consequências imprevisíveis…

 

“Procura-se pessoa séria para tocar às campainhas e fugir” é uma expressão roubada da internet, de autor desconhecido, que me pareceu muito ilustrativa do que se passa actualmente na Assembleia da República…

 

Paula Dias

 

 

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Diretora de escola em Gondomar suspensa 20 dias por tarja polémica

O Ministério da Educação aplicou uma suspensão por 20 dias à diretora do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, em Gondomar, pela exibição de uma tarja polémica, sanção, todavia, suspensa por um ano,

Diretora de escola em Gondomar suspensa 20 dias por tarja polémica

 

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Diplomas aprovados pelo Conselho de Ministros

 

3. Aprovou a Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a realização da despesa relativa aos contratos de cooperação a celebrar no âmbito da educação especial para o ano letivo de 2024/2025.
4. Aprovou a Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a realização da despesa relativa à aquisição de licenças digitais de manuais para o ano letivo de 2023/2024.

 

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Quem não berra não mama – Rui Gualdino Cardoso

Os professores conseguiram justiça. Outros vêm no mesmo caminho: forças de segurança, oficiais de justiça, enfermeiros, médicos, forças armadas…

Quem não berra não mama

Durante 8 anos os professores “berraram” e os “berros” não chegaram aos céus.

De tanto berrarem, não se cansaram e viram as suas preces atendidas. Outros berram, agora, pela mesma razão inspirados pela luta dos professores e com razões idênticas.

Oito anos de uma política injustiça laboral, a juntar a quatro anos de Troika, causada pelo mesmo tipo de politicas têm, um términos iniciado este ano.

Os professores conseguiram justiça. Depois de uma campanha eleitoral em que todos se lembraram de piscar o olho aos professores, o actual Ministro da Educação conseguiu surpreender os sindicatos. Ninguém estava à espera de uma proposta de acordo que acudisse a quase todas as reivindicações de recuperação de tempo de serviço congelado como a que foi negociada e assinada por sete sindicatos.

Os sindicatos que não assinaram o acordo, ou nunca assinaram nenhum, ou os que assinaram, foram em “modo” de plataforma em que todos os sindicatos de professores se uniram por uma causa. E vêem, agora, pedir e reivindicar o que nunca esteve em cima da mesa durante todos estes anos. Não é que seja de inteira justiça, mas quando não se quer concordar, até com a cor das folhas de outono discordam.

A verdade é que os professores estão satisfeitos com o acordo negociado pelos sindicatos da FNE e assinado por mais alguns sindicatos.

A recuperação do tempo de serviço congelado vai permitir, que a maioria dos professores, tenha a possibilidade de conseguir chegar ao topo de carreira. Até agora, toda uma geração estava impedida de conseguir chegar ao topo e consequentemente de se aposentar com uma reforma digna. O socialismo aplicado aos professores durante todo este ano não era originário do centro partidário.

Outros vêem no mesmo caminho. Forças de segurança, oficiais de justiça, enfermeiros, médicos (são poucos como me disse um uma vez) e as Forças Armadas estão a preparar caminho.

A Função Pública é a bússola do sector particular, se uns não vêem as suas condições de vida melhorada os outros lhe seguirão os passos.

Um país de baixos salários, nunca evolui na sua plena potencialidade, tanto a nível económico como a nível social fazendo com que a Democracia nunca seja alcançada na sua plenitude.

 

Rui Gualdino Cardoso, Professor, Colaborador do Blog DeAR Lindo

 

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Análise das reclamações e Classificação das candidaturas

 

Encontra-se disponível entre o dia 5 de junho e as 18:00 horas do dia 19 de junho de 2024 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica que permite aos estabelecimentos de ensino efetuarem a análise das reclamações dos candidatos e a classificação das candidaturas ao concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP, em conformidade com o artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro.

Manual de utilizador – Análise das reclamações e classificação das candidaturas ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

SIGRHE

 

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Provas sem aferição e sem futuro

 

Aferir o nível de aprendizagem dos alunos em áreas estratégicas para o seu desenvolvimento e fornecer informações sobre o seu progresso escolar devia ser uma prerrogativa exclusiva do professor.

 

Provas sem aferição e sem futuro

 

As provas de aferição são um instrumento de avaliação externa aplicado no Ensino Básico em Portugal que consomem inutilmente recursos humanos, tempo lectivo e tempo de aprendizagem. Não tenho memória de alguma vez, de forma demonstrada, terem contribuído para a melhoria do ensino não só de quem aprende mas também de quem ensina. O objectivo principal de aferir o nível de aprendizagem dos alunos em áreas consideradas estratégicas para o seu desenvolvimento e fornecer informações para o acompanhamento do seu progresso escolar devia ser sempre uma prerrogativa exclusiva do professor. E sempre foi até ao dia em que inventámos estas inúteis provas.

 

 

 

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46 mil professores efetivos concorrem a mudar de escola

Há agrupamentos onde mais de 90 docentes concorreram para tentarem aproximar-se de casa.

46 mil professores efetivos concorrem a mudar de escola

Este ano há 46 088 professores dos quadros a concorrerem ao concurso interno, para tentarem mudar de escola e ficarem colocados mais perto da residência. No último concurso, realizado em 2022, tinha havido 33 700 candidatos, pelo que estamos perante um aumento de 37% no número de docentes que procura uma transferência de estabelecimento de ensino.

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Recomendações pela suspensão e avaliação do projeto MAIA

 

 

Projeto de Resolução 141/XVI/1 [L]

Recomenda a garantia de mais tempo para a prática pedagógica e a suspensão do projeto MAIA e respetiva avaliação externa

 

Projeto de Resolução 135/XVI/1 [BE]

Pela suspensão e avaliação do projeto MAIA

 

Projeto de Resolução 126/XVI/1 [PAN]

Pela suspensão e revisão do Projeto MAIA

 

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Recomendação para o reforço do Programa Escola Segura e das ações de sensibilização contra a violência em meio escolar

 

Neste sentido, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os/as
Deputados/as do Grupo Parlamentar do PSD, abaixo-assinados, propõem que a
Assembleia da República recomende ao Governo as seguintes medidas:

– O reforço do programa “Escola Segura”, através do aumento dos meios humanos que
lhe estão afetos, e das ações junto da comunidade escolar (alunos, professores, pais,
encarregados de educação, auxiliares de ação educativa) de forma a promover uma
maior sensibilização para a segurança e prevenção da criminalidade;

– A promoção de estratégias junto da comunidade escolar, com vista ao reforço em
termos de responsabilidade social, para a prevenção e disseminação de ações que
apelem à violência;

– A recolha e a análise integrada de dados no âmbito do Programa Escola Segura (dados
dos Estabelecimentos de Educação e Ensino e das Forças de Segurança), de forma a
garantir a sua monitorização e respetivo acompanhamento;

Projeto de Resolução 130/XVI/1 [PSD]

Recomenda ao Governo o reforço do Programa Escola Segura e das ações de sensibilização contra a violência em meio escolar

 

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Provas de aferição arrancam com alunos sem internet após fim dos contratos. Há escolas a pedir routers emprestados aos professores

Contratos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação com as operadoras para o fornecimento de internet nos kits digitais da generalidade dos alunos terminou no fim do mês de maio. As provas de aferição arrancam em massa esta segunda-feira, com o exame de Português do oitavo ano, e vão ser realizadas em formato digital

Provas de aferição arrancam com alunos sem internet após fim dos contratos. Há escolas a pedir routers emprestados aos professores

A generalidade dos alunos ficou sem internet nos kits digitais fornecidos pelo Ministério da Educação Ciência e Inovação (MECI) na última sexta-feira, com o fim dos contratos com as operadoras de telecomunicações fornecedoras do serviço. Só os professores e os alunos beneficiários de ação social escolar vão continuar a ter acesso ao serviço até 31 de agosto. O fim dos contratos surge poucos dias antes da realização das provas de aferição de índole teórica, que arrancam esta segunda-feira com o exame de Português do oitavo ano.

Os diretores escolares foram confrontados com esse esclarecimento enviado por email. “No âmbito da Escola Digital, nomeadamente no que concerne ao serviço de conetividade, reiteramos a informação presente na Lei de Orçamento de Estado, Artigo 143.º ‘Até ao final do ano letivo 2023/2024, é assegurada a gratuitidade do serviço de conetividade aos professores, bem como aos alunos dos ensinos básico e secundário beneficiários da ação social escolar posicionados nos 1.º, 2.º e 3.º escalões do abono familiar’”, pode ler-se num email a que a CNN Portugal teve acesso.

A CNN Portugal sabe também que há escolas que receberam queixas de pais e encarregados de educação de que o serviço teria sido cancelado ainda antes do fim do mês de maio. “Há contratos que já tinham terminado e há miúdos que já não tinham internet ainda antes do final do mês”, relata Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Escolas do Viso, em Viseu, reiterando que, no seu caso, “a internet na escola é péssima”: “Continuamos com rede totalmente obsoleta.”

No caso da escola em que trabalha o diretor Rui Cardoso, a própria rede de telemóvel apresenta problemas. Enquanto conversava com a CNN Portugal, a chamada caiu. Quando foi retomada, o professor brincou com a situação: “Aqui é assim. Dentro da sala tenho rede, ponho um pé no corredor e a chamada cai.”

Filinto Lima, presidente da direção da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), mostra-se preocupado com a situação. Até porque o ano letivo ainda tem mais duas semanas de duração.

“Esta mudança de paradigma no final do ano letivo pode pôr em causa a equidade no acesso aos recursos digitais e só se compreende por questões orçamentais. Há alunos que não têm escalão, mas a vida deles em termos financeiros é difícil e passam por grandes necessidades. Entendemos a medida se a justificação for razões orçamentais, mas esperamos que seja só uma fase de transição e que a partir de 1 de setembro todos os alunos e todos os professores tenham acesso aos recursos digitais sem limitações”, diz à CNN Portugal.

“E coloca-se ainda a situação dos alunos com manuais digitais, que ainda têm 15 dias de aulas. Com o fim dos contratos podem deixar de ter acesso aos manuais em casa. Gostaríamos que a partir do próximo ano não houvesse estes constrangimentos”, alerta ainda Filinto Lima.

O também diretor do Agrupamento de Escolas Doutor Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, sublinha que a qualidade da rede WI-FI das escolas continua a ser muito deficitária, apesar dos alertas e pedidos feitos “aos sucessivos ministros da Educação”.

“A rede das escolas precisa urgentemente de ser reforçada. Nos dias de hoje é essencial o acesso à internet. É fundamental. Não é um luxo! A rede é tão má, que, no dia a dia, obriga os professores a levarem para a escola dois planos de aula: um em suporte digital e outro com recurso a papel, caneta e o tradicional quadro branco e marcadores”, assegura Filinto Lima.

CONTINUA AQUI

 

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Validação da Reclamação da candidatura ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 3 de junho e as 18:00 horas de 4 de junho de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação da Reclamação da Candidatura ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025.

Nota Informativa – Validação da Reclamação das candidaturas ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

SIGRHE – Validação da Reclamação

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Estudo da UTAO sobre reposição do tempo de serviço na função pública pronto em Junho

 

Coordenador da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) conta que estudo que avalia impacto orçamental do descongelamento de carreiras da função pública esteja pronto no próximo mês.

Estudo da UTAO sobre reposição do tempo de serviço na função pública pronto em Junho

Depois de assinado o acordo com professores e com outros profissionais da função pública a perfilarem-se para exigirem também a reposição do tempo de serviço em que as suas carreiras estiveram congeladas, o Governo terá em Junho uma noção do impacto que a recuperação do tempo perdido terá nos orçamentos do futuro. A data é avançada ao PÚBLICO pelo coordenador da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que está a ultimar o estudo sobre a avaliação do impacto orçamental da contagem do tempo de serviço das carreiras dos funcionários públicos.

 

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Sondagem: Melhor Ministro é o da Educação

Fernando Alexandre beneficia, pelo menos em parte, do acordo com os professores. Paulo Rangel (Negócios Estrangeiros) e Pinto Luz (Infraestruturas) no verde. Ministro das Finanças no vermelho.

Melhor ministro é o da Educação, o pior é o da Defesa

Fernando Alexandre, na Educação, é o melhor ministro deste Governo (saldo positivo de 22 pontos) e Nuno Melo, na Defesa, é o pior (saldo negativo de nove pontos), de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, que testou a popularidade dos responsáveis por sete pastas. Paulo Rangel (Negócios Estrangeiros) e Miguel Pinto Luz (Infraestruturas) estão no verde.

O ministro da Educação arranca com 47% de avaliações positivas e 25% de notas negativas. Um resultado a que não será alheio o protagonismo nas negociações com os professores, mesmo que o acordo sobre a recuperação das carreiras só tenha sido anunciado quando o trabalho de campo desta sondagem estava a terminar.

Fernando Alexandre consegue um saldo positivo em todos os segmentos sociodemográficos da amostra e destaca-se entre os mais velhos (saldo de 37 pontos). Mas também consegue bons resultados quando se tem em conta o voto partidário: até os eleitores socialistas e do Livre estão satisfeitos.

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Hoje é o teu dia, criança

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Recrutamento de Professores Portugueses – USA

 

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Nota Informativa

 

Encontra-se disponível a Nota Informativa relativa aos docentes que foram simultaneamente opositores ao Concurso Nacional regulado pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, e ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP.

Nota Informativa – Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

 

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 35

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 35.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 3 até às 23:59 horas de terça-feira dia 4 de junho de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 35

Listas – Reserva de recrutamento n.º 35

 

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Bazuca dá 130 milhões para renovar e ampliar 22 escolas do Norte

Na maioria dos casos, são estabelecimentos que esperam há anos por obras e passaram do Estado central para as câmaras no âmbito da descentralização.

Bazuca dá 130 milhões para renovar e ampliar 22 escolas do Norte

São escolas onde há anos se vai remediando, arranjando aqui e ali, para manter a porta a aberta a milhares de alunos. Os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a apelidada bazuca, vão permitir que, finalmente, seja dado o conforto e as condições de ensino que toda a comunidade letiva sempre ambicionou. A Norte, há cerca de 130 milhões de euros que serão investidos na reabilitação – e, em alguns casos, inclui a ampliação – de 22 escolas de 2.º e 3.º ciclos e secundárias em 16 municípios. Paços de Ferreira é o concelho com mais candidaturas aprovadas: quatro estabelecimentos com uma comparticipação superior a 16,23 milhões.

 

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Recrutamento 2024/2025 – Escola Camilo Castelo Branco – Luanda

 

 

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Idade da reforma sobe para os 66 anos e sete meses em 2025

A idade da reforma vai subir para os 66 anos e sete meses em 2025, segundo indicam os dados da esperança média de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

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Ilícitos em ambiente escolar aumentam 12,4%

 

 

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Mais de 10 Mil Professores Vão Entrar Nos Quadros

 

Mais de 10 Mil Professores Vão Entrar Nos Quadros

O concurso externo deste ano vai permitir a vinculação aos quadros do Ministério da Educação de cerca de 10 mil professores. É este o número aproximado de docentes que são candidatos na 1.ª prioridade, segundo as listas de ordenação provisórias publicadas pela Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE). A maioria são os 9111 docentes que vinculam através da vinculação dinâmica, havendo ainda 1210 que se poderão tornar efetivos através da chamada norma-travão.

Estes últimos foram praticamente obrigados a concorrer ao País todo para não correrem riscos. “A lei não os obriga a concorrer ao País todo, mas podem ficar excluídos de todos os concursos do próximo ano letivo se não obtiverem colocação neste concurso. Terão de ter concorrido, pelo menos, a Lisboa e Algarve, onde faltam mais professores e é mais provável conseguirem colocação”, afirmou ao CM Davide Martins, especialista em estatísticas da educação e responsável pelos cálculos aqui referidos e publicados no blog ‘Arlindovsky’.

Já quanto aos 9111 docentes da vinculação dinâmica, que concorreram em 2023 a todo o País, candidataram-se agora aos novos Quadros de Zona Pedagógica.

ACIMA DE 67 ANOS

Há 23 candidatos a entrar nos quadros que têm entre 67 e 71 anos, ou seja, passaram a idade de aposentação.

ENTRE 62 E 66 ANOS

Neste concurso há 315 professores entre os 62 e os 66 anos que ainda estão a tentar entrar nos quadros do ministério.

OBRIGAÇÃO INJUSTA

Davide Martins considera “injusta” a obrigação de concorrer a todo o País para vincular pela norma-travão e pede “revisão” da lei.

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𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢𝐚𝐥 – 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟓 𝐋𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 – Madeira

Lista ordenada provisória de candidatos admitidos (2024/05/27)

Lista ordenada provisória de candidatos excluídos (2024/05/27)

𝐏𝐫𝐚𝐳𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐥𝐚𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨: de 28 de maio a 3 de junho de 2024, obrigatoriamente efetuada via correio eletrónico, para o endereço [email protected]

Formulário de reclamação:

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Dados da Recuperação total do tempo de serviço congelado em 2 anos e 10 meses

 

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Nota Informativa LS/N.º 1/2024 – LICENÇA SABÁTICA – ANO ESCOLAR 2024/2025

 

Nota Informativa LS/N.º 1/2024 – LICENÇA SABÁTICA – ANO ESCOLAR 2024/2025

 

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