Category: Rui Cardoso

Se fosse preciso, preparávamos aulas na Lua, por Lúcia Vaz Pedro

Se fosse preciso, preparávamos aulas na Lua

Ninguém estava à espera, mas rapidamente nos adaptámos. Nós, os professores. Eles, os alunos. Apesar de tantas vezes as relações não terem sido as mais amistosas, numa fase difícil, parece que todos nos unimos, inclusivamente os encarregados de educação, que, sobrecarregados com o teletrabalho, passaram a acompanhar os filhos.

Os professores desdobraram-se em reuniões onde procuraram as melhores soluções para chegarem até aos seus alunos. Aprendem e ensinam, reaprendem e atualizam-se, formando-se rapidamente, durante o dia, à noite, sem tempo, sem horas. Mas estão lá. E as aulas nascem! A maior parte dos alunos cumpre. Os meus, particularmente, têm sido excecionais. São pontuais, obedientes, respeitadores. Cumprem as tarefas. Ouvem-me com atenção. Sei que o tempo é pouco e não tão rentável como o seria numa situação habitual. Eles sabem-no também. Parecem ter consciência da importância do saber aproveitar o tempo. Esse tempo que temos de rentabilizar, porque estamos confinados. Esse tempo que serve para aprender a estudar sozinho, a organizar, a refletir, a meditar sobre a vida e o que queremos dela.

Na primeira aula que lhes dei, confessei-lhes o quanto eles me faziam falta, as saudades que sentia. Falei-lhes da importância do isolamento para amadurecerem, para aprenderem a dar valor àquilo que têm. Eles ouviram. Consentiram. Concordaram. Passou algum tempo. As aulas continuam. As tarefas continuam, ponderadas, doseadas, porque os computadores não abundam, o tempo é muito, mas as disciplinas são muitas também. Os professores são responsáveis e, se fosse preciso, preparavam aulas na lua.

Estou orgulhosa de nós, povo humilde português. Um povo lutador! Um povo capaz de atos grandiosos! Um povo que ensina os seus filhos a proteger os mais fracos, os mais velhos, os mais frágeis. Estou orgulhosa de fazer parte deste grupo lusitano que, discreta e organizadamente, tem dado passos pequenos, mas seguros: médicos, enfermeiros, bombeiros, assistentes operacionais, padeiros, funcionários de supermercado, políticos, pais responsáveis que se desdobram em casa, professores.

Afinal, somos portugueses. Professores portugueses! Só poderíamos ser bons!

In Público

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Ensino à distância funciona nos Açores com dificuldades e muita boa vontade

 

Ensino à distância funciona nos Açores com dificuldades e muita boa vontade

 O professor João Francisco Linhares dá aulas à distância a três turmas, duas do PROFIJ com 9 alunos cada, equivalentes ao Básico e 15 alunos num Curso Profissional, correspondente ao ensino secundário, na Escola Secundária Antero Quental.
Os alunos de João Linhares, na generalidade, “são responsáveis, empenhados e mais ordeiros na utilização do tempo online, mas porque as regras estabelecidas a isso conduziu”.
Todavia, prossegue o professor, “falta a percepção da dúvida do aluno, que se consegue numa aula presencial. As aulas presenciais têm mais efeito psicológico na motivação e mobilização dos alunos. Proporciona um contacto onde se percebe, mesmo no aluno mais introvertido, a sua dúvida, o momento em que perdeu o interesse”.
No entender de João Francisco Linhares, do lado dos professores, há “realidades muito diferentes, conforme o tipo de conteúdos ou de disciplinas. Mas haverá um denominador comum, mais trabalho pois muito do que é o esclarecimento oral de dúvidas tem de ser passado para escrito, em resposta a mensagens de dúvidas, a par da preparação de materiais que têm de sofrer adaptações para uma realidade diferente da de aulas presenciais”.
“No meu caso”, afirma o professor, “esse envolvimento não será grande. Os alunos têm, no mínimo, 16 anos. Todavia, na fase de ‘recrutamento’ dos alunos para a plataforma do Classroom, senti necessidade de recorrer aos directores de turma para comunicarem com os encarregados de educação, o que surtiu efeito. Mas foram poucos os casos. Sei que, com alunos mais novos, há envolvimento e nem sempre no melhor sentido”.
“E quando digo nem sempre no melhor sentido, refiro-me a intervenção no processo, a condicionamento do formato de aulas. Ouve-se falar de outros casos, mas o que tenho conhecimento directo tem a ver com pretender que a filha não tivesse aulas em videoconferência”.

E como é um dia de aulas com o professor João Linhares? “Um dia de aulas, comigo”, responde, “envolve trabalho que foi preparado na noite ou dias anteriores. Conforme o horário dos alunos, são colocados os materiais preparados na hora em que se inicia uma aula assíncrona. Esses materiais são textos de apoio e, eventualmente, links para videos disponíveis na internet que podem apoiar o texto. Um conjunto de perguntas de resposta simples que permitem avaliar a compreensão do texto. Algumas perguntas vão buscar directamente conteúdo do texto, outras apelam à compreensão desses conteúdos e à interacção com a realidade. Essas perguntas têm um prazo de resposta até ao fim da aula seguinte, sempre em dia posterior. Entretanto, elas vão aparecendo resolvidas e, no tal trabalho fora de aulas, vai-se lendo, avaliando e esclarecendo por mensagem e individualmente os alunos. Em cada dia há uma ou duas aulas síncronas com as diferentes turmas. Para a aula síncrona já foram percebidas as dúvidas que os alunos apresentaram nas perguntas de resposta simples, pelo que parte da aula estende-se a toda a turma os esclarecimentos de dúvidas que se foram observando. Esclarecem-se outras dúvidas e faz-se a relação com a realidade em muitos dos conteúdos. Conclui-se a aula síncrona com uma ficha de trabalho, cujo tempo de resposta é muito limitado, normalmente 10 minutos para 10 a 15 perguntas de escolha múltipla. Há alunos que permanecem na videoconferência, outros, porque usam telemóvel em vez de computador, optam por sair da videoconferência e responder à ficha de trabalho à parte. Quando terminam a ficha de trabalho, dentro dos 10 minutos, têm automaticamente a avaliação da ficha de trabalho e o esclarecimento sobre as respostas erradas”.
“As aulas vão evoluindo durante parte do dia, conforme o horário de cada turma no início do ano lectivo, em aulas assíncronas, em que são colocados os materiais, e aulas síncronas, em que é feita videoconferência com todos os alunos. Entretanto, vai-se adaptando material para o ensino à distância, que será disponibilizado aos alunos nos dias seguintes. Vão também surgindo dúvidas dos alunos a que se dá resposta, tão imediata quanto possível. Escreve uma mensagem…”
E os professores estão a trabalhar mais horas? “Da minha parte”, responde João Linhares, “houve que adaptar material que tinha para outra realidade, e isso tomou-me muito tempo, a somar ao tempo que usei a preparar material para aulas presenciais que acabei por não dar (preparo módulos de matéria o que implica que já tinha material que deixou de poder ser utilizado no formato em que estava)”.
“Todavia”, prossegue, “o tempo de trabalho vai depender muito dos conteúdos e da forma como se trabalha com os alunos. Sinto que os directores de turma (não sou) terão tido muito trabalho acrescido, relativamente ao trabalho que tinham num funcionamento normal. Em certos casos por falta de sensibilidade de colegas que transferiram para o director de turma todo o trabalho de ‘recrutamento”’ de alunos para as plataformas, mas também da tutela e das direcções das Escolas, pela recolha de elementos sobre as possibilidades dos alunos acederem à internet, em certos casos com pedidos de repetição de recolha desses mesmos elementos. Acresce uma maior quantidade de contactos de email com alunos e encarregados de educação. Creio que os directores de turma tiveram um acréscimo muito grande de trabalho. Se juntarmos a isso, alguma inadaptação de alguns docentes às novas tecnologias, vendo-se forçados a aprender tudo por si a par da necessidade de trabalho a realizar, terão existido professores que tiveram muito mais horas de trabalho do que tinham num funcionamento normal”, completa.

A avaliação é um “problema novo que tem de ter resposta… E quanto à avaliação? No entender do professor João Linhares, este “vai ser um problema novo. E, novamente aqui, vai depender muito do tipo de conteúdos. Imagino que não será a mesma coisa avaliar História, Inglês ou Matemática, para não falar de Educação Física. Alguns terão de recorrer ao que se passou no 1º e 2º Períodos. Outros poderão fazer uma avaliação mais efectiva do trabalho desde o início do ensino à distância”.
Como explica, “há Universidades que avaliam com perguntas de escolha múltipla, que terão, no ensino à distância, um acuidade maior, do que perguntas de resposta mais longa, com tempos de resolução mais estendidos. Saber se foi o aluno que fez ou não, é outro problema, que pode igualmente diferenciar alunos entre os que podem ter um suporte em casa e os que não têm. Vai ter de haver bom senso e alguma adaptação”.
“Quando as aulas presenciais foram interrompidas, tinha acabado de fazer revisões de conteúdos com uma turma, para a ficha de avaliação que faria na semana seguinte. A turma acabou por fazer a Ficha de Avaliação por internet (ainda não se falava em aulas síncronas e eu marquei um dia e hora para que todos fizessem ao mesmo tempo a ficha de avaliação). Foi uma Ficha de Avaliação com 40 perguntas de escolha múltipla a resolver em 20 minutos. Os resultados obtidos não diferiram muito do que era normal a turma obter ao longo do 1º período e parte substancial do 2º período, pelo que assumi os resultados na avaliação do módulo, conforme dei conhecimento depois em reunião de Conselho de Turma”.
O professor João Francisco Linhares aponta ainda duas situações constatáveis no arranque do ensino à distância. “Quando a tutela (regional e nacional) se preocupou com alunos terem ou não meios de acesso à internet, esqueceu-se dos professores. Há professores deslocados que não os têm. Usavam os meios das escolas e, claro, para lá podem continuar a ir para fazer o seu trabalho, mas faltou uma palavra. Também há professores com filhos e poucos recursos em casa, e quando são as Escolas a agendar as aulas síncronas dos docentes, esquecem o ‘conflito’ com filhos a terem aulas síncronas na mesma hora”.
Uma outra questão, concluiu, “a tutela tem desvalorizado muito a possível avaliação dos alunos neste período, o que tem desmobilizado alunos. Falta aqui uma mensagem da tutela a filhos e encarregados de educação de que a avaliação deste ensino pode ter alguma influência e que será dada alguma latitude à autoridade e bom senso dos professores”.

In Correio dos Açores

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O retorno à escola pela Europa

 

Em Portugal, as escolas secundárias abrirão em 18 de maio para os alunos do 11.º e 12.º ano. Nos outros países da União Europeia, as aulas já foram retomadas, enquanto cinco países optaram por não reabrir até setembro.

Não é claro que todos os alunos suecos estavam cientes da chegada da epidemia. No país escandinavo, que optou por não decretar confinamento, as escolas nunca fecharam. Na Dinamarca, as aulas pararam, mas já foram retomadas. No resto da Europa, as reaberturas estão a ser preparadas, mas numa ordem dispersa.

Para a Alemanha, será a 4 de maio. Uma semana depois, será o início do ano letivo para os alunos franceses e holandeses, depois a 18 de maio na Bélgica e a 25 na República Checa. Mas em alguns países, as aulas só serão retomadas em setembro. Cinco fizeram essa escolha: Irlanda, Roménia, Portugal (com a exceção dos anos acima nomeados) , provavelmente Espanha e Itália. No Reino Unido, o país da Europa mais afetado pela pandemia, as aulas terão sido suspensas por seis meses.

 

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Cartoon para setembro – O regresso…

 

 

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Esta comédia desumana e triste – Santana Castilho

Esta comédia desumana e triste

1. Já me referi ao tema. Mas é imperioso que a ele volte, agora que, tudo indica, a emergência dará lugar à calamidade. Estão em processo de continuidade ideias torturadoras dos mais velhos. É pois altura de ser claro: enquanto estiver lúcido e não prejudicar os outros, sou eu que decido os riscos que quero correr. Amedronta-me menos o vírus circulante que os perímetros abdominais e as papadas de alguns políticos que me querem proteger. Basta de paternalismos cívicos!
Em tempo de restrições como nunca tivemos depois de Abril, a liberdade é o valor maior que me apetece invocar, num país sob uma autofágica polarização: os que querem permanecer fechados, encurralados pelo pânico, e os que, embora reconhecendo a gravidade da situação, sacodem cabrestos e discriminações que julgavam afastadas.
São livres os portugueses presos em lares miseráveis, que não percebem porque lhes desapareceram filhos e netos? Não é um défice de liberdade a falta de conhecimento para interpretar com serenidade o fenómeno que nos atormenta? São hoje livres os milhares de portugueses que ficaram ontem sem emprego? Os que já viviam na fronteira da sobrevivência e hoje desesperam, esses, são livres?
Porque não tenho senhores e penso livremente, ouso perguntar ainda: será que um estado de emergência duas vezes repetido, com tão pequeno questionamento e tão generalizada aceitação, pode ser socialmente havido como um resquício da ditadura de que Abril nos livrou? Como aceitar, sem enorme perplexidade, os delatores que a covid-19 destapou? Antes, a PIDE zelava pela ordem que o Estado Novo determinava e a censura amordaçava-nos. Hoje há quem defenda certificados de imunidade e a georreferenciação das pessoas, enquanto, sofredores, resignados, confinados, de máscara posta, adoecemos mentalmente.
Vão-me dizendo que as decisões políticas são tomadas depois de ouvir os especialistas. Mas há especialistas que não são ouvidos. Não são ouvidos os virologistas e os epidemiologistas que pensam a contrario sensu dos que são seguidos por Marcelo e Costa, muito menos são ouvidos outros especialistas, de outras áreas (psicólogos sociais e psiquiatras, por exemplo), que poderiam complementar o saber médico e epidemiológico e explicar as consequências do autêntico assédio moral que tem sido exercido sobre os mais velhos, ou a influência depressiva do massacre noticioso dos telejornais, sobre toda a população.
Deputados do PS, do PSD e do CDS, chumbaram no Parlamento a atribuição temporária de um subsídio de risco aos trabalhadores que asseguram actividades críticas, enquanto o resto do país está em casa (protegido, dizem). A ministra buzina permitiu que médicos e enfermeiros fossem miseravelmente discriminados quanto ao indecoroso aumento salarial dos restantes funcionários públicos. Depois batem-lhes palmas à janela e chamam-lhes heróis.
No Parlamento, as propostas que visavam a proibição da distribuição de dividendos relativos a lucros de 2019 (e que exigiam das empresas apoiadas que não despedissem) foram rejeitadas pelo PS e pelo PSD. Depois abrem-se linhas de crédito, que a banca aproveita para transformar créditos antigos, com risco seu, em créditos novos, com risco do Estado.
A minha geração, aquela que mais lutou pela liberdade, essa, pelo menos, entenderá como me revolta tudo isto e entenderá que não esteja passivamente disponível para assistir à erosão das liberdades individuais, em moldes inaceitáveis numa democracia aberta e plural.

2. Subliminarmente, António Costa apelou a uma certa união nacional em torno das aulas da novel telescola, quando classificou de “mesquinhas” as críticas feitas nas redes sociais às primeiras sessões e argumentou que os professores “não são actores de cinema”. O problema não está em pedir aos professores, que foram formados para ensinar em sala de aula, que sejam profissionais de TV. O problema está nos erros científicos e pedagógicos expostos. Porque torrei a paciência a ver as primeiras aulas e ele não, e porque sempre defendi os professores e ele não, posso, serenamente, dizer isto. Teria sido melhor não acrescentar os professores à paranoia das palmas à janela, depois de, no anterior Governo, lhes ter roubado o tempo de serviço efectivamente prestado. Citando Torga, “o que não presta é isto, esta mentira quotidiana. Esta comédia desumana e triste”.

In “Público” de 29.4.20

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3 dicas para se manter produtivo em casa

 

Para muitas pessoas a quarentena já está próxima do final, sendo que a partir de maio alguns setores da economia vão voltar de pouco a pouco ao funcionamento normal. No entanto, é comum sentirmo-nos perdidos ao tentar conciliar as tarefas do dia a dia: a rotina de trabalho, as compras online, o contacto familiar e a saúde física e mental.

Manter-se produtivo diante de um cenário incerto pode parecer desafiante, mas é essencial para não perdermos o otimismo. Naturalmente, quando falamos de produtividade, não estamos a referir-nos somente à produtividade no trabalho, mas em todos os campos: no planeamento das tarefas do lar, na organização de uma dieta e de uma rotina de exercícios, nas atividades de lazer.

Para que possa estar ainda mais ativo, mesmo que dentro de casa, deixamos algumas dicas que farão a diferença na sua produtividade e na sua capacidade de estabelecer e alcançar metas.

  1. Imprima calendários e afixe-os na parede

Antes de começar a semana é importante ter anotado tudo o que os adultos e os pequenos terão de fazer ao longo dos próximos dias. Assim definem-se objetivos e é possível estudar as melhores estratégias para os alcançar. Gostava de aprender um novo idioma? Pretende que as crianças desenvolvam a leitura e a escrita? Quer exercitar-se ao menos dois dias na semana? Com um calendário impresso e canetas à mão pode tomar nota dos seus objetivos e visualizar maneiras de os alcançar.

2. Procure estar sempre ocupado

A ler um livro, a montar quebra-cabeças, a exercitar-se com aulas em direto, a cozinhar… o importante é manter a mente ocupada para evitar os pensamentos ansiosos sobre o futuro. Neste momento é necessário viver um dia de cada vez, enquanto reflete sobre as pequenas tarefas diárias que poderá executar. Pensar em excesso sobre coisas que não pode controlar e que ainda não têm resposta só trará mais angústia, o que lhe impedirá de fazer o que está ao seu alcance.

3. Planeie a tão sonhada remodelação da casa

Sobretudo se o que pretende é trocar as caixilharias, vai precisar

de tempo para tirar as medidas, escolher os materiais e pedir os orçamentos para janelas, portas e estores. Por exemplo, se o material utilizado na obra original é a madeira, poderá querer trocar por caixilharias em alumínio, janelas em pvc ou mesmo optar por ter todas as novas caixilharias em pvc. A D&S Caixilharia poderá ajudá-lo, uma vez que essa empresa de fabrico próprio de janelas dispõe de uma equipa atenciosa e de materiais de primeira qualidade.

Com efeito, todas as mudanças e remodelações em casa envolvem planeamento, pedidos de orçamento e adaptações à sua realidade. Aproveite que está em família para discutir formas de remodelar o espaço do lar sem que o mesmo perca a sua identidade.

Para estar mentalmente saudável é preciso ocupar-se diariamente a deixar apenas o espaço necessário para refletir sobre o futuro. Concentre-se no que pode fazer hoje e estabeleça pequenos objetivos a cumprir. Assim ao final do dia terá a sensação de dever cumprido, com a certeza de que se mantém produtivo e otimista.

 

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João Costa: O que vai ser o terceiro período?

Vale a pena ouvir… nem que seja para saber o que criticar.

 

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Cartoon do Dia – Vamos abrir as creches…

 

 

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As escolas e a comunidade não estão preparadas para o regresso em setembro

 

Espera-nos um regresso que nada poderá ter a ver com o passado. Quando voltarmos às escolas não seremos os mesmos que de lá saíram a 13 de março, as crianças também não o serão, com certeza.

Acreditemos ou não, esta crise sanitária vai-se prolongar por um ano ou um ano e meio. Entre se conseguir produzir uma vacina e atingir uma imunidade de grupo aceitável para que o receio se desvaneça, o tempo vai passar. Entretanto, são necessárias soluções a médio longo prazo, não vamos esperar pelo dia 31 de agosto para pensar nisso.

As regras terão que ser bem diferentes daquilo que eram. O medo vai estar presente em todos aqueles que já têm discernimento para entender a totalidade da grave situação que se vive, mas não podemos esperar o mesmo dos mais novos, dos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo. Que soluções? O que esperar? O que fazer? Como atuar?

O pré-escolar apresenta-se como a situação mais delicada. As crianças entre os 3 e os 5/6 anos não têm a noção do perigo. Na escola estão habituados a um contacto próximo da parte dos colegas, das(os) docentes e das assistentes operacionais, até no refeitório o contacto é permanente. Como preparar os adultos (não podemos exigir às crianças que mudem os seus comportamentos do dia para a noite) para continuar o contacto exigido por esta faixa etária sem os por em risco desnecessário?

A solução não é de fácil articulação em virtude dos espaços que temos não estarem preparados minimamente para uma situação destas, mas é por isso que se tem que pensar com tempo. Será viável termos os adultos equipados com equipamento protetor dentro da sala de aula? Sim, é. (as crianças estranharão no início, mas habituar-se-ão)

As escolas vão ter que adequar os espaços para que tal seja possível. Vai ser necessário equipamento disponível, espaço para se equiparem, um espaço de “sujos” e o mais importante, formação adequada e atempada. Para esta ou outra solução, é necessário começar já.

No caso do 1.º ciclo a solução é um pouco mais simples, mas não menos complexa. Os professores e os alunos vão ter que se adaptar ao espaço que temos nas nossas escolas. As nossas salas não permitem, de forma alguma, o distanciamento social aceitável, vamos ter que adaptar os métodos e os tempos de aula. É impensável ter uma centena de crianças dentro de uma escola, ao mesmo tempo, num dia de chuva durante um intervalo. Nem num dia de Sol com espaço exterior se conseguiria controlar tão elevado número de crianças.

O desdobramento das turmas e o tempo na escola vão ser a chave de segurança que as crianças necessitam, que os professores e os pais querem. Dentro da sala de aula o professor só poderá introduzir as matérias, conteúdos, a exercitação dos mesmos terá de continuar a ser realizada à distância. Numa turma de 24 alunos, poderão existir dois períodos distintos, da parte da manhã, onde 12, de cada vez, assistirão presencialmente à aula, ficando a parte da tarde para E@D durante o qual serão acompanhados no seu estudo pelo professor.

Sendo estas ou outras soluções, uma coisa é certa, as medidas de segurança têm que ser seguidas à risca. A higienização dos espaços não chega para sossegar os espíritos. Todos nós necessitamos de formação para que a escola possa reabrir e as crianças de testes serológicos no primeiro dia de aulas.

A forma como estávamos, e estamos habituados a interagir não poderá ser a mesma.

 

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Diretores ainda sem saber como vai ser o regresso às aulas

Este governo, primeiro anuncia e depois  regula. Foi assim no apoio às empresas e às famílias, todos os dias com novidades. Vai ser assim nas medidas de desconfinamento e regresso às aulas presenciais que têm e devem ser feitos, mas com regras claras.

Diretores de escolas secundárias ainda sem saber como vai ser o regresso às aulas

Os diretores das escolas secundárias da região de Viseu ainda não sabem como vai decorrer o regresso às aulas presenciais. O Governo equaciona a possibilidade de as escolas poderem reabrir as salas de aula a partir de 18 de maio, depois da pausa provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Em declarações ao Jornal do Centro, o diretor da Escola Secundária Alves Martins (Viseu), Adelino Azevedo Pinto, admite estar preocupado com esta situação.

“Ainda não temos informação. Saiu na imprensa, mas, a nível oficial, não chegou nada. Terá de haver aqui uma adaptação muito grande e queremos saber como. Terá de haver alguém responsável a nível dos ministérios da Educação e da Saúde”, afirma.

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Milhares de professores em condições de recusar regresso às escolas em tempo de pandemia

 

Milhares de professores em condições de recusar regresso às escolas em tempo de pandemia

Directores precisam de respostas do Ministério da Educação para saberem exactamente o que fazer se as aulas presenciais recomeçarem em Maio.

Foto
Aulas serão para os alunos que têm exames nacionais DANIEL ROCHA

Milhares de professores poderão estar afastados à partida da possibilidade de assegurarem aulas presenciais do 11.º e 12.º ano, caso estas sejam retomadas ainda este ano lectivo, conforme o Governo está a prever que aconteça a partir de 18 de Maio.

Este afastamento pode ser motivado tanto devido à idade, como a situações de doença, e é um dos cenários que está a afligir os directores escolares numa altura em que, devido às regras de saúde por causa da pandemia, poderão até precisar de mais professores do que aqueles que estão ao serviço.

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SOBRE A REALIZAÇÃO DE EXAMES NACIONAIS NO ANO LETIVO 2019/2020

 

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Decisão sobre a reabertura das escolas não é unânime

Emergência. As novas medidas que não são unânimes

O Governo está a preparar o calendário da reabertura de algumas atividades, mas médicos de saúde pública pedem cautela no alívio das restrições. Nas escolas, o facto de haver mais turmas pode exigir a contratação de professores.

As medidas para o começo do regresso à normalidade são anunciadas esta quinta-feira, mas as novidades já vão surgindo a conta-gotas – com aplausos de uns e reticências de outros. Em cima da mesa está a passagem do estado de emergência para o estado de calamidade, que traz consigo algum alívio das medidas restritivas. E, ontem, António Costa adiantou que a intenção do Governo nos próximos dias será a de “fixar o calendário para o que pode abrir a 4 e a 18 de maio e a 1 de junho”. O primeiro-ministro avança, no entanto, com cautela e garantiu que “se as coisas correrem mal” é preciso “dar um passo atrás”. “Todas as semanas iremos avaliando para ver se o passo que demos não foi maior que a perna e se podemos continuar a avançar com confiança e segurança neste processo”, acrescentou António Costa. O primeiro setor a abrir deverá ser o pequeno comércio.

No entanto, os médicos de saúde pública pedem cautela. Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, explicou que é preciso ter em conta que o número de novos casos de infeção nos últimos dias, apesar de não se ter registado um aumento exponencial, não diminui de forma clara. “A situação epidemiológica, apesar de estável, não sofreu uma evolução muito grande desde que foi feita a avaliação que levou ao prolongamento do estado de emergência”, esclareceu ao i Ricardo Mexia.

O médico especialista em saúde pública considera que dificilmente “a situação será descrita de forma substantivamente diferente daquela que tínhamos até à data da avaliação anterior” e que, por isso, “do ponto de vista da saúde pública não é possível reduzir já todas as medidas que foram colocadas”. “Não é tempo de prescindir de medidas e, a haver levantamento do estado de emergência, é importante que seja claro para todos quais são as medidas a ser implementadas em contrapartida porque, para essas maiores atividades passarem a funcionar, vamos ter de encontrar algo que equilibre esse maior funcionamento também”, acrescentou.

Contratação de professores pode ser necessária Marques Mendes, durante o seu habitual comentário na SIC, começou a levantar o pano e avançou algumas das propostas que estão em cima da mesa. Marques Mendes, aliás, parte do princípio de que é necessário “tratar da economia sem descurar a pandemia”.

Um dos setores que têm gerado mais discussão é precisamente o do ensino. Nesta área, segundo foi avançado, “haverá aqui uma preocupação do Ministério da Educação de fazer uma alteração dos horários escolares por forma a desfasá-los dos horários de ponta dos transportes públicos. Por exemplo, começar as aulas não logo de manhã, mas a meio da manhã”.

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Com cautela e sem pressas se regressa à escola na Noruega

 

Regresso à escola na Noruega faz-se com “cautela e sem pressa”

De forma consistente, a Noruega é um dos “melhores lugares para se viver”, segundo o índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, que mede a riqueza, o acesso à educação, ao serviço nacional de saúde e às oportunidades de trabalho. Indicadores que se revelaram essenciais na hora de combater a pandemia do novo coronavírus. E que permitiram ao país reabrir, esta segunda-feira, as escolas aos mais de 250 mil alunos do 1º ciclo (6-10 anos), depois de cinco semanas de aulas online. Isto depois de as autoridades de saúde norueguesas terem permitido que as creches e os jardins de infância abrissem as portas na passada semana.

Foi um regresso à “normalidade”, mas com apertadas regras de higiene, como a lavagem das mãos, e promovendo o distanciamento social. Uma escola em Asker, a oeste de Oslo, limitou as aulas a apenas 15 crianças por professor. “Espaço não nos falta, temos o edifício todo disponível para estes alunos”, explicou o diretor da escola à emissora estatal NRK, uma vez que os estudantes do 2º e 3º ciclos, assim como os professores, ainda se mantém em casa com ensino à distância.

O ministro da Saúde, Bent Høie, apoiado nos dados divulgados pelo Instituto de Saúde Pública, assegurou ao país que deixar as crianças voltar à escola não terá efeito sobre a propagação do vírus, mas não hesitará em “encerrar rapidamente” todos os estabelecimentos de ensino caso a curva epidemiológica se altere. “Se não conseguirmos conter o vírus, vamos apertar as medidas novamente”, disse Høie. “Precisamos de fazer esse trabalho juntos, porque já vimos que é muito fácil perder o controlo da infeção”.

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1° webinário da coalização de parlamentares

No dia 28 de abril, data em que se comemora o Dia Mundial da Educação, será realizado o 1° webinário da coalização de parlamentares que coordenam a COMEX/MEC (Comissão Externa de Acompanhamento dos Trabalhos do MEC). Apesar da suspensão dos trabalhos da Comissão, os parlamentares que coordenam a COMEX têm atuado de forma articulada para acompanhar as políticas públicas de educação no período de pandemia.

Para este webinar, o diálogo entre os especialistas convidados terá foco em casos práticos do sistema educacional brasileiro e internacional durante a covid-19, com análise de como a tecnologia vem sendo utilizada para minorar o impacto de suspensão das aulas e exemplificação de soluções inovadoras e de larga escala, a fim de dar conta dos desafios impostos pela crise atual.

Às 10 horas

O webinário será transmitido na página do facebook criada para o evento. Link a seguir: https://www.facebook.com/webinardaeducacao

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Carta aos professores, por Luís Osório

 

POSTAL DO DIA

Carta aos professores

  1. E os professores?

Acordei a pensar nisto.

E os professores, o que se pede a quem é professor, o que se exige de capacidade de adaptação, de capacidade para sem tempo e num clima de emergência fazer diferente do que sempre fez?

2. Não é fácil imaginar ou colocar-me na pele de muitas professoras e professores. Maltratados nos últimos anos, esquecidos bastas vezes, a ter de lidar com as aceleradas mudanças sociais em que perderam a respeitabilidade que lhes era devida, menosprezados nos seus papéis, atacados por pais e alunos e sem poder para impor uma disciplina mínima na sala de aula.

3. Nas últimas semanas falei de médicos, enfermeiros, auxiliares.

Mas ainda não escrevera sobre professores, uma das mais belas profissões a que se pode ambicionar. Muitas das suas reivindicações são justas – se são praticáveis ou não é um outro departamento, um outro texto que um dia escreverei. Os professores existem, são feitos de carne e de osso, têm sentimentos e todos os dias estão na primeira linha entre os que constroem o nosso futuro. Sem eles não há futuro.

4. E tem sido muito bom ver a forma como os professores disseram presente. Tem sido muito bom ver o modo como se têm tentado adaptar a um ensino à distância, tecnológico e que obriga a usar ferramentas que uma larga maioria certamente jamais experimentara desta forma. Provaram estar vivos. Provaram com enormíssima coragem o seu brio profissional, a sua capacidade de adaptação e a sua resiliência.

5. Não me esqueço também do que tenho visto na telescola. Sem tempo para serem preparados cerca de 100 professores avançaram e estão a fazer genericamente bem. Melhor do que muitos profissionais que não são capazes de ser tão empáticos ou genuínos.

6. E toda esta mudança foi feita num clima de instabilidade psicológica e profissional. A média de idade dos professores no ensino secundário está bem acima dos 50 anos. Muitos estão numa idade já crítica se forem contagiados. O assunto ainda não se colocou, mas estará certamente na cabeça de muitos quando voltarem a dar aulas na presença física de alunos. Como na cabeça de muitos estará também o que está em cada uma das nossas – receio, insegurança, incredulidade. Foi neste cenário que disseram presente e será pelo seu esforço e capacidade que passará uma parte importante do sucesso do regresso à vida.

Era só isto, pouco para o que desejava dizer. Se os médicos e enfermeiros ajudam a salvar vidas, professores ajudam vidas a encontrar-se com o futuro.

LO

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Escolas vão cumprir regras de saúde no regresso das aulas

 

Escolas vão cumprir regras de saúde no regresso das aulas

O Governo já está a preparar o regresso às aulas dos alunos dos 11º e 12º anos. Este reabertura das escolas poderá ter lugar a 18 de maio, como avançou hoje o Público, com a diretora-geral da Saúde a garantir que várias regras de saúde vão ter de ser cumpridas por alunos e docentes.

“Está a ser preparado o regresso. Todas essas medidas são ponderadas entre o ministério da Saúde e o da Educação. Há um conjunto de regras que todos conhecemos e que vao ser aplicadas também às escolas e a estas turmas”, disse hoje a líder da Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Vão ser estudadas situações especificas, como o caso dos docentes, e discentes, que possam ser mais vulneráveis”, afirmou Graça Freitas.

Conforme aponta, no caso dos docentes serão “analisadas em conjunto com as autoridade de saúde os “critérios de idade” e “patologia de doença de base que justifique alguma situação específica”.

No caso do alunos, serão tidos em conta os casos dos “imunosuprimidos ou doença base grave” que poderá gerar “medidas de exceção”.

“As medidas estão a ser trabalhadas em conjunto pelos dois ministerios, seguindo regras basicas e depois especificando regras muito concretas para o ambiente escolar e o grupo etario”, afirmou Graça Freitas.

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Centro Nacional de Cibersegurança – Divulgação de boas práticas

 

Senhores(as) Diretores(as) / Presidentes de CAP

O Centro Nacional de Cibersegurança disponibiliza aqui – https://www.cncs.gov.pt/recursos/boas-praticas/ – um conjunto de boas práticas a utilizar no âmbito do trabalho a partir de casa, desde o contexto de aulas não presenciais até reuniões, passando por cuidados a ter no download de apps e outros comportamentos defensivos que devem ser adotados especialmente neste período.

Com os melhores cumprimentos,

Maria Manuela Pastor Faria

Diretora-Geral dos Estabelecimentos Escolares

 

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Quando a aula online termina para pais, professores e alunos, por Sofia Ramires

A vida dos professores por estes dias…

Quando a aula online termina para pais, professores e alunos

A aula online acaba. O professor tem agendada, dentro de 30 segundos, uma reunião com o conselho pedagógico para definir estratégias de futuro. Sai e recebe um e-mail com o novo ID e senha para a reunião de “como preparar as aulas da semana seguinte”. As aulas terão de ser lúdicas, interactivas, cheias de criatividade, interessantes, divertidas, alegres, espectaculares, espantosas e encantadas, sem esquecer o conteúdo, o programa, as metas, as linhas orientadoras do currículo nacional, o peso dos alunos com os trabalhos de outras disciplinas, aqueles que não têm internet ou computador em casa. Tem ainda de responder aos pais que pedem mais trabalhos e se queixam da falta de preparação das escolas, aos que reclamam da quantidade exorbitante de tarefas a serem dadas aos filhotes e, ainda, aos que não dão sinal de vida. Serão 23h e, de rabo espalmado, olhos inchados, cheio de fome, com três chamadas não atendidas de um familiar e sem ter tido tempo de ir à casa de banho, decide dormir porque tem aula às 8h30 do dia seguinte. Isto foi o caso do professor solteiro. Imagine-se aquele que tem três filhos com aulas online.

Os pais, que assistiram à aula no canto da secretária para não serem apanhados pela câmara, monitorizaram a criança que não sabe (pensam eles) mexer no Zoom, no Microsoft Teams, no Classroom, na escola virtual, no e-mail e nos documentos e nas pastas, uma para cada disciplina, cada ano, cada filho, cada idade, cada professor e triplamente organizadas em “Por fazer”, “Feito, pronto a enviar”, “Recebido, a corrigir”. Agora já sabem que não só os filhos sabem mexer com tudo isto, como já sabem cortar os áudios e vídeos dos colegas e professor durante as aulas online e partilhar as suas telas por 20 minutos, desculpando-se com o súbito “acidente” provocado. No final da aula, os pais recebem um telefonema do trabalho com o alertas de prazos finais, outro do cônjuge a pedir ajuda com o almoço porque também ele esteve num outro computador, numa outra aula online. Tem de ser, claro, uma decisão rápida porque são 13h30 e as aulas da parte da tarde começam às 14h.

aula online terminou e os alunos organizam pastas de trabalhos a fazer, trabalhos já corrigidos com necessidade de revisão rápida e cadernos das aulas que vêm a seguir. Limpam ao mesmo tempo a parte do quarto à qual a câmara dá acesso, colocando a pilha de roupa que estava do lado esquerdo no direito e os pacotes de bolachas que estavam atrás do ecrã do computador passam de novo para a frente, já que agora podem comer sem serem vistos. Agarram no telemóvel e partilham printscreens uns com os outros pelo WhatsApp e Messenger de momentos em que a imagem parou e o João estava de olhos fechados, a Maria inclinava-se para a frente de tal forma que só a testa era visível e a professora estava de boca aberta porque relembrava o Canto X dos Lusíadas. Como só têm a tarefa ter aulas online e não fazer nada, são transformados, de forma injusta, em autênticas fadas do lar, aprendendo a separar roupa preta, branca e vermelha para as várias rondas que a máquina de lavar roupa faz, a passar a ferro camisas que devem ficar bem vincadas na parte dos ombros para que os pais se apresentem elegantes aquando de reuniões pela câmara com os chefes, a aspirar, cozinhar e outras tantas actividades que deixem todos felizes, menos carregados e mais ou menos cansados.

No geral, reina o estranho sentimento de pensar que se pode finalmente ver um filme ou outro com três reuniões agendadas, tarefas por entregar, e-mails a enviar, propostas a definir, chamadas a atender, outras tantas por fazer e filas de espera em frente à porta do supermercado a aguentar. Isto tudo, claro, sem esquecer o treino do Paulo e Helena no Insta às 19h30. A mensagem é clara: Fiquem em casa, abram os vossos habituais cinco separadores: e-mail, YouTube, Classroom, Microsoft Teams, Facebook/Instagram. Preparem o cabelo, o espaço que a câmara do vosso PC apanha para a vossa próxima reunião Zoom e entrem com o ID: pais, alunos e professores; Senha: covid-19.

In Megafone

 

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Condições relativas à candidatura dos titulares dos cursos de dupla certificação de nível secundário e cursos artísticos especializados aos ciclos de estudo de licenciatura e de mestrado integrado

 

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Acesso à renovação da MPD enquanto o site está em manutenção

O site da DGAE encontra-se em manutenção desde sábado.

Quem pretender aceder à sua área pessoal no SIGRHE deverá faze-lo diretamente.

Cliquem na imagem

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Prorrogação da suspensão das atividades letivas e não letivas e formativas presenciais

 

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Professores da EPE receiam contágio no regresso às aulas

 

Professores de português no estrangeiro receiam contágio no regresso às aulas

Com o anúncio da reabertura em maio das escolas em alguns países europeus, vários professores do Ensino do Português no Estrangeiro receiam ficar infetados com a Covid-19 e consideram-se esquecidos.

“No país onde trabalho [a pandemia de Covid-19] está muito, mas muito pior do que em Portugal e querem abrir as escolas para lecionar presencialmente”, contou à agência Lusa um professor do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) num país europeu, que solicitou anonimato.

Para este docente, abrir as portas das escolas é um risco, pois “a maioria das turmas é grande, algumas com alunos do primeiro ao 12.º ano, confinados em salas pequenas e sem qualquer hipótese de manter a distância”. “O nosso maior receio é ficarmos infetados [pela Covid-19], os professores e os alunos”, pois “algumas salas são demasiadamente pequenas. Saem uns alunos e entram logo outros, sem que seja feita qualquer higienização, pois o horário também não permite”, disse.

 

 

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Guia sobre saúde mental em regime de teletrabalho

 

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Em Itália as escolas só reabrirão em setembro

 

O plano italiano: Visitas à família e parques reabertos em maio. Escolas só em setembro

Já as escolas só voltam a reabrir em setembro. Conte diz que este será um momento perigoso, dado que grande parte dos professores estão no grupo etário de maior risco, e que os especialistas apontam para um grande número de contagens se o ano letivo recomeçar nesta fase.

 

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Aulas presenciais dos 11.º e 12.º anos a 18 de maio e creches a 1 de junho

O jornal Público avança com as possíveis datas de abertura à possível “normalidade”…

 

Aulas presenciais dos 11.º e 12.º anos voltam a 18 de Maio e creches abrem a 1 de Junho

As aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12.º anos deverão ser retomadas a 18 de Maio e as creches e comércio em geral reabrirão a 1 de Junho, soube o PÚBLICO. Já a 4 de Maio abrirá o pequeno comércio de bairro. Estas são as datas previstas pelo Governo na estratégia que está a delinear para a retoma gradual, progressiva e monitorizada da economia e da sociedade, quando for decretado o fim do estado de emergência.

A estratégia do Governo será posta em marcha se tal for permitido pelos dados e análises dos especialistas da Direcção-Geral de Saúde (DGS), que serão apresentados na reunião de terça-feira, dia 28, no Infarmed. Mas o plano está traçado e, do ponto de vista legal, deverá desenvolver-se sob a medida de excepção do estado de calamidade.

A estratégia do Governo contempla que haja medidas e orientações de contenção para pessoas mais velhas e grupos de risco – doenças cardíacas, vasculares, oncológicas e crónicas, como diabetes e asma -, nesta fase de abertura gradual e monitorizada, em que a circulação de pessoas e as interacções sociais irão aumentar, em consequência da reabertura da economia e a sociedade.

Ainda que a partir de dia 4 de Maio, com a abertura do pequeno comércio local, vá aumentar a circulação de pessoas, o momento decisivo do processo de abertura gradual é, para o Governo, o do recomeço das aulas presenciais do 11.º e 12.º anos, a 18 de Maio, pois é aquele em que aumentarão de forma significativa as interacções sociais, explicou ao PÚBLICO um responsável governativo.

Por isso, ainda que as aulas presenciais sejam retomadas apenas para as 22 disciplinas dos dois últimos anos do secundário cujo exame conta para a média de entrada na universidade e no politécnico, está previsto um plano de contingência para as escolas, que assenta no distanciamento social e no uso de materiais de protecção.

LER ARTIGO AQUI

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Mensagem Encriptada, por Carlos Santos

 

A fumaça à distância chama a atenção. Se fosse possível simplesmente ignorar…
Acontece que, onde há fumo, costuma haver fogo – pais a reclamarem que os alunos ficaram prejudicados sem aulas, porque os professores estiveram a gozar 4 semanas de férias na Páscoa. Seguindo o rasto a esta fumosidade não foi difícil encontrar o paciente-zero de uma antiga pandemia incurável que volta a alastrar-se. Bastou-me atentar para a alteração do calendário escolar para descortinar a mensagem encriptada que escondia.

Se é compreensível o prolongamento das aulas por mais 2 semanas para os anos que vão a exame, para proporcionar que esses alunos recuperem aprendizagens não adquiridas no E@D, já o mesmo não tem qualquer base de fundamentação para os restantes níveis de ensino.

Deste prolongamento letivo depreende-se que os professores terão de ser castigados com mais 2 semanas de aulas no 3º período, porque não trabalharam nas 2 últimas semanas do 2º período.
Observando todo o trabalho suplementar que os professores têm tido (desde que foram para casa no final do 2º período) para que o Ensino à distância funcione, este acréscimo de trabalho letivo não poderia ser mais injusto, pois aos olhos da sociedade deixa subjacente a ideia de que estivéramos sem trabalhar quando fomos mandados para isolamento em casa.
Uma atitude que em nada favorece os decentes.

Toda uma mensagem que parece encriptar uma vontade de demonstrar que os professores em casa não estão a trabalhar, abrindo a porta aos monstros que, sob renovadas máscaras, começam a sair novamente detrás das pedras sugerindo que devemos abdicar de um terço do salário e perder os subsídios de férias e de natal. Gente que quer dar como terminado o ano letivo desvalorizando o colossal trabalho que os professores estão a desenvolver em suas casas para chegar a todos os alunos, não deixando ninguém para trás evitando, assim, o afastamento das crianças ao direito à educação e a um futuro condigno.
Mas o que me dá pena é ver professores que – imbuídos de uma certa ingenuidade – também querem ver terminado o ano letivo, não se apercebendo que o astucioso objetivo-último de toda essa gente não é para com a aprendizagem dos alunos, mas em nos cortarem no vencimento a qualquer custo.

Como costumo avaliar a intenção das pessoas pelos atos e não pelas palavras belas que debitam diante da comunicação social (pois, de boas intenções está o inferno cheio e a classe docente bastante queimada), não me agradou nada a dilatação do ano letivo por mais 2 semanas e as vozes que vão apelando aos sacrifícios e aos cortes cegos nas despesas do Estado.
Sentimentos de hostilidade que fazem ressuscitar fantasmas de um passado recente que colocou o setor privado contra o público e novos contra velhos. Um prolongamento letivo que se afigura como um castigo que desprestigia o incomensurável trabalho que os professores têm estado a realizar desde que foram afastados das escolas.
Mais do que aqueles que são vistos na rua a furar o isolamento, preocupam-me os pensamentos que povoam as mentes de algumas pessoas – um vírus social destruidor que começa a ganhar forma para corroer a nossa comunidade.

No dia de abandonarmos o mundo dos vivos, a terra irá receber-nos a todos de igual modo… e isso não me assusta. Assusta-me aquilo que fazemos uns aos outros enquanto caminhamos sobre ela. Tenho a indescritível sensação de que estarei debaixo da terra e, lamentavelmente, debaixo do céu o pior da natureza humana permanecerá imutável.
Destes tempos difíceis, irei lembrar-me de tudo, mas não desejava ter de ser testemunha de algo ainda mais pavoroso do que o COVID19 que não queria ver acontecer; não gostaria de um dia ter memorizado que, quando as pessoas experimentaram o medo, foram capazes de tudo, até de se comerem umas às outras.

Carlos Santos

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Site da DGAE em Manutenção desde ontem

 

O site da DGAE está em manutenção desde ontem. Isto impossibilita a entrada dos docentes que queiram proceder à renovação da MPD. Esperemos que esta situação não interfira, mais do que o necessário, na vida dos docentes e que não seja necessário estender o prazo para além do dia 30 de abril.

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A indisciplina ganhou novos atores com o E@D

 

A indisciplina em sala de aula era um fenómeno a que todos estávamos habituados e tínhamos as estratégias para a controlar bem presentes e exercitadas. Com o E@D este fenómeno não desapareceu, apenas se modificou, arriscando mesmo dizer que evoluiu.

A indisciplina surge de novas formas e com novos intervenientes. Não é de forma generalizada, mas se não se tomam medidas vai ter tendência a tornar-se vulgar. Além dos alunos, agora, alguns encarregados de educação tornaram-se, também, parte do problema. (Só dando razão ao velho ditado; “Quem sai aos seus não degenera”)

Ainda nos estamos a adaptar a esta modalidade de ensino, logo necessitamos de um pouco mais de tempo para compreendermos os novos fenómenos que vão surgir nestas salas de aula virtual para melhor lidarmos com eles.

 

Indisciplina de pais e alunos desespera professores

«Os alunos, usando as suas competências digitais boicotaram algumas sessões, com comportamentos que me escuso de qualificar», diz, acrescentando ainda que «alguns pais entraram nas sessões, deram opiniões sobre o que entenderam e classificaram o desempenho do docente».

«Não posso aceitar estas situações», desabafa a diretora, lembrando que «os alunos têm de ter um comportamento cívico e de participação correto e respeitador».

«Enquanto diretora, mas também enquanto mãe, não revejo nas atitudes que presenciámos aquilo a que estou habituada na relação encarregados de educação/escola».

«Não posso nem quero aceitar a interferência de alguns pais nas sessões», acrescenta ainda.

Concluindo que em causa não estão comportamentos generalizados, mas sim algumas exceções, a direção do agrupamento, termina o email pedindo a colaboração de todos para que não se repitam as interferências nas aulas à distância.

LER O ARTIGO AQUI

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Sugestão de Leitura – A Avaliação dos Alunos do Ensino Básico, por Hélia Velez Grilo

 

A Avaliação dos Alunos do Ensino Básico

O modelo avaliativo dos alunos do ensino básico está identificado como sendo o instrumento fundamental de concretização dos objetivos das reformas educativas contemporâneas. Nos países com políticas de mercado mais acentuadas, a avaliação dos alunos é fortemente selectiva e nos países que adoptam políticas educativas com discursos mais democratizantes rejeita-se a selectividade escolar e a exclusão de alunos socioculturalmente desfavorecidos. Contudo, nestes últimos, os modelos avaliativos tendem a eliminar a retenção dos alunos, mas mantêm dois…

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Cortar Salários dos Professores

 

 

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Mil razões a favor e contra o ensino à distância – Sílvia Fernandes

 

Mil razões a favor e contra o ensino à distância

Hesitei mas, uns dias depois de ter entendido tudo isto melhor, julgo-me capaz de apresentar, hoje, as ideias que eu, afinal, já tinha.

Ouviremos mil razões a favor; umas outras tantas contra. Nunca a expressão agradar a gregos e a troianos fez tanto sentido para as escolas, para começar para os seus agentes mais diretos, os diretores das escolas e os professores, porque aos comandos desta adaptação in loco.

Muitos trabalhos, poucos trabalhos! Medida esta complicada porque os pais, mesmo não sendo professores, também percebem destas quantidades e de muitos métodos pedagógicos. Mas esse assunto não é com os alunos? (pergunta retórica e atrevida!); medida muito mais complicada, na verdade, porque não estamos em casa de alunos que têm quem os oriente em toda esta nova perspetiva escolar, nem dos que se vêm sozinhos nestas descobertas, nem estamos em casa dos alunos que têm um ou dois irmãos, na escola também e a precisarem de estudar online, ou em que um deles, pela sua pequenez irrequieta própria de quem quer estar próximo do irmão estudante ou em correrias gritantes, e nem estamos em casa de quem tem apenas um computador a ser partilhado e, muitas vezes, com internet limitada.

Começando por estes dois elementos de índole tecnológica, ocorre-me dizer que nem o computador é um bem essencial a uma casa nem esse referido serviço pagante pode ser exigido tendo em consideração o dito: pagante!

Não se subentendam críticas a ninguém nem mesmo de índole institucional ou governamental. Entenda-se esta aparente má-língua como, simplesmente, uma constatação das nossas realidades e, sinto-me, como elemento desta engrenagem, culpada (porque sou professora) e preocupada (porque sou professora também!) que se veja esta situação catalogada como normal e assumida. Mas não o é!

Um computador não é um objeto imprescindível mesmo à vida dita moderna porque é um objeto académico ou profissional que se torna apenas pessoal quando temos dinheiro “a mais” e nem todos o temos.

Como professores, saberemos isso bem das vivências próximas com os nossos alunos; também o saberá bem quem estiver atento a quem nos rodeia, sabendo fazer contas pelos números das nossas vidas, sem esquecer também que, muitas vezes, estão, e bem, abaixo disso.

E mesmo nunca olvidando que a vida é coisa séria, estamos a carregar os alunos de preocupações, de ansiedades, fazendo de conta que eles não estão, como nós, entalados física e emocionalmente neste confinamento, que se compreende, mas de que nem por isso gostamos. E esses miúdos que não vão para a escola, que não podem andar em folias e traquinices com os amigos, não têm, no entanto, o direito de aligeirar a sua categoria de alunos.

E depois de vermos um computador como um elemento essencial como o serão um fogão ou um frigorífico, também vemos, com toda a normalidade, os nossos contactos via e-mail em viagens dispersas, e também abrimos as nossas casas e entramos nas dos nossos alunos em videoconferência.

É o mundo livre do digital onde, porque não vemos nada de suspeito, sentimos que não há nada a temer. Tememos em muitas outras situações burocráticas, quanto à exposição dos dados dos alunos, relembro também que muitos são menores, e os nossos enquanto cidadãos, porque a legislação assim nos exige e nos dá o direito de privacidade, mas depois comunicamos sem resguardos.

Acabarei este desabafo com algo sobre o qual, mais profundamente ainda, nunca tinha pensado: dizia uma colega de trabalho que não estamos a compreender também que os alunos, os maiorzitos, não vão querer com facilidade estar em contacto visual connosco, também porque atrás de muitos deles não estão lindas estantes repletas de livros, mas uma realidade caseira, popular.

Valeria mesmo a pena pensar nisto.

In Público

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É possível educar para liberdade?

É possível educar para liberdade?

Primeiro, é importante frisar que liberdade pressupõe responsabilidade. Liberdade não é poder fazer tudo, não é uma abstração acima da realidade social. Quando a liberdade é exercida sem limites, degenera-se em licenciosidade, em atitudes irresponsáveis diante do outro, o professor e o colega de turma ou mesmo em relação a si próprio. A licenciosidade rompe o tenso equilíbrio entre liberdade e autoridade; outro fator de ruptura é a degeneração da autoridade em autoritarismo. A liberdade não significa ausência de limites. A questão é como as esferas da autoridade e da liberdade se relacionam e não anulam ou corrompam uma à outra, isto é, que se mantenha o equilíbrio, sempre tenso, entre ambas.

A autoridade pode contribuir para afirmar a liberdade ou autoritariamente aniquilá-la. A ausência de limites favorece a licenciosidade e, consequentemente, a irresponsabilidade. A autoridade também estorva a liberdade quando tutela o outro e o mantém em permanente infantilidade. Um exemplo é a imaturidade observável em adolescentes mimados** que, inseguros e/ou de uma prepotência típica de quem está acostumado a ter e poder tudo, não demonstram atitudes inerentes aos indivíduos educados para a liberdade.

A autoridade fortalece a liberdade quanto investe no diálogo educador-educando, rompe com a concepção bancária do saber, vê o educando como agente do conhecimento e não objeto, não restringe a práxis educativa à mera transmissão e memorização de conteúdos, abdica de utilizar os instrumentos próprios da atividade docente enquanto formas de coação e a adota uma atitude democrática submetendo-se à crítica dos educandos. Educa-se para a liberdade ao investir na autonomia do educando e responsabilizá-lo por sua formação. Ele deve ser estimulado a exercer a liberdade com responsabilidade, a assumir os seus atos e ser consciente das consequências. É essencial, ainda, que a escola se democratize; que a sala de aula seja um espaço de práticas e atitudes democráticas, a começar pelo docente; e que estimule a participação responsável do educando. É preciso politizar o espaço e cotidiano escolar.

A educação é contraditória: tanto pode formar indivíduos adaptados e dependentes quanto críticos e livres; ela pode ser autoritária e/ou tutelar, mas também pode contribuir para a formação de indivíduos autônomos e capazes de intervir consciente e responsavelmente no mundo. A postura do educador, para o bem ou para o mal, é essencial. É uma opção que se traduz na práxis docente e tem efeitos práticos reais.

Por Antonio Ozaí da Silva

 

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Eu queria estar na tua festa, pá

 

 

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PAN quer alunos do 12.º ano a fazer melhoria de nota em exames

As alterações excepcionais no regime de acesso ao ensino superior levam a que os alunos com o 12.º ano deixem de poder melhorar a nota interna nos exames e impõe que estas provas nacionais contem apenas para efeitos de ingresso na universidade, o que já motivou uma petição com mais de oito mil assinaturas. O PAN quer corrigir a “injustiça” e entregou um projecto de lei nesse sentido.

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Dar computadores a alunos – da vergonha política ao abuso público

 

O Sr. Vereador da Educação proclamou orgulhoso:
“Vamos oferecer computadores aos alunos carenciados”.
E pediu o levantamento de alunos.
As escolas cumpriram, confiantes que a solução no ensino a distância estava bem encaminhada.
O Sr. Vereador mandou, agora, a indicação para as escolas de 1º ciclo cederem aos alunos carenciados os poucos computadores que possuem para gestão de serviços.
O Sr. Vereador agendou, entretanto, a entrega dos computadores que são património da escola pública (ofertados pelo município há tantos anos atrás) com pompa e a circunstância, fotógrafo, encarregados de educação e alunos coitadinhos.
Um júbilo, tão maravilhosa dádiva!…
Os mesmos computadores que contêm dados sensíveis de alunos que ninguém apagou.
Os mesmos computadores que são a única ferramenta de trabalho dos professores no seu local de trabalho.
Entregues numa cerimónia cheia de gente a sorrir, num tempo em que o Covid também expõe a (in)inteligência dos políticos que temos.
Assim se pilha a escola pública por detrás do glamour da fachada e do caroço vazio.

 

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Reserva de recrutamento n.º 27

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 27.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de abril de 2020 (hora de Portugal continental).

A apresentação dos docentes é efetuada no AE/ENA, nos dois primeiros dias úteis após a respetiva colocação. Excecionalmente, devido à vigência do Estado de Emergência, deverá ser efetuada por e-mail dirigido à Direção do Agrupamento de Escolas / Escola não Agrupada onde ficaram colocados.

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

 

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Ó Centeno, larga as listas…

 

Já não se entende o porquê das listas do 5.º e 7.º ainda não terem saído. Já não se entende o silêncio à volta deste assunto…

Será que o Centeno cativou as listas?

Será que o “aparecido” ainda não teve tempo para as assinar, no meio de tantas aparições?

Será que o outro membro desaparecido ainda as tem por fazer?

Larguem lá as listas…

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Regulamentação dos cursos, de nível secundário de dupla certificação, escolar e profissional

 

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«Professores devem mudar o seu método de ensino em Setembro»

Os professores já mudaram o seu método de ensino em março… em setembro, nada mais será igual.

Esta aprendizagem forçada a que estamos a ser sujeitos, obrigou-nos a dar um passo gigante em frente. para que não demos um passo atrás, em setembro, as escolas, os alunos e os professores necessitam de muito mais do que vontade. Será que o governo e o ministério estarão à altura de acompanhar os professores?

 

«Professores devem mudar o seu método de ensino em Setembro», avisa responsável da OCDE

Andreas Schleicher, director do departamento de educação da OCDE e chefe do relatório do programa PISA, que analisa o nível de conhecimento de jovens de 15 anos de 75 países, considera que a pior consequência do encerramento dos estabelecimentos de ensino devido ao novo coronavírus, é precisamente o desaparecimento durante meses do maior «equalizador social»: a escola.

Numa entrevista ao jornal espanhol ‘El País’, o responsável considera que a escola é o único local em que todas as crianças recebem o mesmo tratamento, longe da situação pessoal que cada uma delas vive nas suas casas. «Nas escolas (os alunos) lidam com uma outra forma de pensar, agir e até andar, aprendendo o conceito de responsabilidade social». O seu maior medo é que a «fábrica social» em que as escolas se tornaram, acabe por desaparecer.

Schleicher considera  que os professores terão de mudar o seu método de ensino em Setembro. «O grande preço que pagaremos pela crise não é apenas a perda de aprendizagem, mas os jovens afectados pela insatisfação, decepção e que perderam a confiança no sistema educativo», afirma defendendo que os professores «terão que ouvir mais, detectar a necessidade de cada um e projectar novas formas de ensino para se adequarem aos diferentes contextos pessoais.Não é possível regressar como se nada tivesse acontecido».

Quando questionado sobre a carência de materiais em casa, por parte de alguns alunos, Schleicher refere que «os sistemas educativos devem encontrar uma forma de duplicar esforços e analisar junto dos alunos com menos recursos em casa, como é que podem continuar a aprender», refere acrescentando que «existe uma grande expectativa para com os professores e são eles que devem actuar como mentores, até assistentes sociais, e estar em contacto permanente com os seus alunos».

«O futuro dos nossos países depende da educação. As escolas de hoje serão a economia de amanhã», afirma o responsável.

Sobre o ambiente vivido ao Setembro, quando as aulas presenciais regressarem à normalidade, o responsável considera que a situação será vivida de forma diferente pelos alunos: «Uns vão regressar animados, cheios de aprendizagens online que os vão enriquecer, muito graças ao apoio familiar. Outros virão desmotivados e esse é o desafio, o de aumentar o reforço escolar para essas crianças».

Relativamente ao custo social do encerramento de escolas, Schleicher classifica como «dramático». «Diferentes estudos mostram que não é todos os meses, mas todos os dias. Inevitavelmente, a diferença de desigualdade vai aumentar e temos de encontrar maneiras de a mitigar.

«Os alunos terão que passar mais horas a estudar, as famílias terão que estar envolvidas. Não há uma resposta clara. Famílias com mais recursos poderão compensar com aulas extra-curriculares pagas pelo próprio bolso. O que as famílias querem para os seus filhos é aquilo que o governo terá que garantir para todos», afirma.

Sobre a avaliação à distância, o especialista indica «a educação e a avaliação andam de mãos dadas. Quando estamos na escola, sabemos a evolução de cada aluno, mas quando não os vemos dia após dia, temos de usar ferramentas online para verificar a sua aprendizagem. Estou muito optimista e acho que podemos ser muito criativos com novos formatos de avaliação», refere.

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