Category: Rui Cardoso

A humanidade não deu certo. – Flávio Migliaccio

Para refletir…

 

“Desculpem-me, mas não deu mais. A velhice neste país é o caos como tudo aqui. A humanidade não deu certo. Tive a impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este e com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje.”

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Estar ao serviço 24h por dia e 7 dias por semana…

 

Ensino à distância. Ser professor sem sala de aula é estar ao serviço 24h

Os professores não têm tido mãos a medir e estão a fazer das tripas coração para acompanhar e ensinar os alunos. A Renascença dá-lhe a conhecer o dia-a-dia de duas professoras, uma do 1º ciclo do ensino básico e outra do 3º ciclo e secundário.

Fátima Torre tem 58 anos. É professora do 1º ciclo do ensino básico. Doutorada em Análise Psicoeducativa na Escola, Fátima podia optar pelo ensino superior, mas o gosto e a paixão pelas crianças mantêm-na no primeiro ciclo. Apaixonada pelo que faz, sente o ensino à distância como um desafio, uma experiência nova, um compromisso.

“Eu considero que um professor do primeiro ciclo é a extensão da família, a extensão da mãe e do pai. É como que uma corrente que se cria e os laços perduram para sempre. São laços que se criam e que vão ser eternos”, afirma.

Nestes tempos em que tudo é novo para todos, a professora Fátima destaca a capacidade que os professores tiveram de reinventar a escola. Os professores, mas também os coordenadores, as direções das escolas e os próprios pais. “Tem sido toda a gente incansável”, assinala.

Trabalho duplicou

Em termos de trabalho, Fátima não tem dúvidas de que duplicou e em termos de horas também – não se equipara ao tempo que despendia na escola.

“Não digo que é dobrado, mas numa fatia bem maior que tínhamos com as aulas presenciais. Temos de reinventar tudo: as ferramentas, aprender a trabalhar com essas ferramentas digitais que, para muitos de nós, já não eram novas, mas outras eram; aprender a fazer vídeos, aprender a partilhar a tela … São coisas, capacidades que tiramos da nossa cartola, mas somos capazes de realizar”, conta.

Quando as aulas aconteciam no espaço físico da escola, Fátima Torre entrava às 9 horas e saía às 16h00. Agora não há horas para ligar nem para desligar. “Não diria que são as 24 horas, mas muitas vezes estou à meia-noite a atender dúvidas e a receber trabalhos e reuniões com os pais”.

Fátima dá aulas síncronas e assíncronas às 25 crianças do 1º ano. “As síncronas são três vezes por semana, onde as crianças têm oportunidade de ter contacto com o professor e também com os colegas. Cada vez que nos encontramos é uma festa”, conta à Renascença.

Professores mais expostos

Nas aulas síncronas, os pais estão presentes. E, por isso, Fátima considera que agora “os professores estão muito mais expostos”.

“Os pais têm agora oportunidade de ver como é que se faz, têm agora uma amostra do que é o trabalho de um professor no desenvolvimento das atividades, da matéria e o esforço e empenho em chegar a todos os meninos, porque a escola é para todos, é para aqueles que têm as facilidades todas e para aqueles que têm as dificuldades todas e não são poucas”, sublinha.

De acordo com a professora do 1º ciclo do ensino básico, “o trabalho é imenso, as planificações são feitas na mesma, os trabalhos chegam quase diariamente ao nosso telemóvel por WhatsApp, por mensagem, por telefone. O contacto é constante.

As aulas síncronas são realmente momentos de encontro, os meninos têm oportunidade de tirar dúvidas, de reencontrar os colegas e os professores”. Já as aulas assíncronas são para “receber e verificar onde os meninos têm dificuldades”.

“E por mensagens, aí estamos nós, a qualquer hora do dia. São praticamente as 24 horas do dia”, conta, assinalando que “ainda que muita gente pense que os professores não fazem nada, essa imagem que tem a sociedade tem de mudar”.

“Só quem sente e está dentro das coisas é que pode falar com autoridade sobre isso. Eu tenho a sorte de ter um grupo de pais excelentes, que valorizam o trabalho do professor e têm-me feito maravilhas, surpresas lindíssimas”.

A família em segundo plano

Fátima é mãe de dois filhos. Um já está na universidade, o outro frequenta o 10º ano de escolaridade. Há dias quase impossíveis. Cada um a trabalhar no seu computador. São três computadores. E eu posso dizer que os meus filhos têm ficado em segundo plano”, admite.

“O meu mais novo, que tem agora 15 anos, precisa de muito acompanhamento. Aproveito os fins de semana, mais o sábado, para ir dar uma voltinha com ele. Depois chegamos a casa, vai lanchar e depois dou-lhe o apoio que ele precisa”, conta.

A vida é uma correria permanente, mas “ser professor é, acima de tudo, vocação, como sinónimo de missão”, observa, confessando que já tem saudades do ensino presencial, da relação com as crianças.

“É a saudade constante, presencial. Só ver aquele brilho nos olhos que vi na primeira aula síncrona que fiz, vale tudo, vale o sacrífico, vale tudo. Eles sabem disso e os pais também. E os pais são espetaculares”.

Fátima Torre vê e sente a escola como um complemento à família e, por isso, defende a valorização das famílias – “porque elas são o suporte” e a valorização dos professores – o que não acontece, denuncia.

“A sociedade está mais preocupada em apontar o dedo a pequenas falhas que a escola também tem. E nós precisamos mais de quem nos ajude a sermos melhores do que quem nos aponte o dedo e diga que os professores não valem, que não querem, que são preguiçosos”.

“Maus e bons profissionais todas as profissões têm e na sociedade há bons e maus profissionais em todas as profissões que existem. Mas não apontem o dedo aos professores, por favor”, pede a professora, realçando que “os professores trabalham imenso, dão o que têm e o que não têm de si. Deixam as suas famílias, relegam as famílias para segundo lugar”.

“Esta é a mais pura verdade. É a verdade nua e crua”, conclui.

“Bombardeada por emails e trabalhos dos alunos”

Paula Carvalho tem 50 anos, é professora de matemática. Mestre em Administração Educacional, dá aulas a uma turma do 3º ciclo e a três turmas dos cursos profissionais. É também diretora de turma.

“Não é fácil. São mudanças muito drásticas. Tivemos que nos adaptar assim muito de repente a uma realidade completamente nova e não tivemos tempo sequer para nos prepararmos”, diz à Renascença.

Em casa, o trabalho também aumentou para a professora de matemática, porque, a qualquer hora, é “bombardeada por emails e trabalhos dos alunos” e, às vezes, tem “alguma dificuldade em gerir o tempo”.

“Os alunos mandam email a qualquer altura. Se se lembrarem de mandar um mail às tantas da manhã com um trabalho, mandam, ou uma mensagem. E não pensam se são ou não são horas”, conta.

Paula Carvalho está a utilizar a plataforma ‘zoom’ para dar as aulas e depois envia para o email dos alunos os trabalhos devem fazer.

“Há muitos alunos que não têm computador, mas têm o telemóvel e assistem às aulas através do telemóvel e fazem os trabalhos no caderno”, diz a professora, acrescentando que “isso é bom, porque resolve o problema de quem não tem o computador”.

Também assim a professora se “certifica” que cada um faz o seu trabalho, “porque, depois, eles têm que enviar fotografias do caderno”.

Mas tudo isto exige um esforço maior à professora que, de repente, começou a ver chegar ao email mais de 50 mensagens e, por isso, teve que “adotar uma estratégia” para se “tentar organizar” e que foi criar um email apenas para receber os emails dos alunos, os trabalhos”.

Sem coragem para dizer “agora não”

Paula Carvalho assegura que os professores estão a “trabalhar mais” do que se estivessem na escola. “Temos muito trabalho e estávamos habituados a dar as aulas de uma forma e agora as aulas são dadas de outra forma”.

“Temos que as preparar as aulas de forma diferente, o que nos leva mais tempo para preparar as aulas. Eu, como professora de matemática, utilizava muito o quadro. Agora, sem o quadro, tenho que preparar muitos materiais para fazer compartilhamento de tela e os alunos verem”, explica.

Os professores foram obrigados a descobrir estratégias para resolver os problemas e “essas pesquisas também levam tempo e trabalho”.

Depois, diz Paula, há que dar o ‘feedback’ aos alunos. “No outro dia fiz a contagem e recebi e respondi a 57 mails”. Isto, porque “não adianta os alunos mandarem-nos os trabalhos e não lhe darmos o ‘feedback’. Tem sido muito trabalhoso e depois não temos horas. Os alunos são capazes de nos enviar uma dúvida a qualquer hora e até no feriado o fizeram, mas eu não tenho coragem de lhes dizer “agora não!”

Alunos reagem bem e estão interessados

De acordo com a professora de matemática, os alunos “estão a reagir bem, melhor do que pensava”.

“Eles próprios já estão com saudades da escola. Eles, que se queixavam sempre, se pudessem, voltavam para a escola. Não está a ser fácil também para os alunos”, observa.

Paula Carvalho também tem saudades dos alunos. E, se pudesse escolher, se estivessem garantidas as condições de segurança, a sua escolha recairia sobre as aulas presenciais.

“Preferia o contacto com os alunos que, depois, quando regressarmos nem o vamos poder ter da forma que tínhamos. Não é a mesma coisa, não. É muito melhor dar aulas na escola, estar com os alunos, conviver com eles. Eu preferia ir trabalhar. Claro, neste momento, ir trabalhar para conviver com o vírus, claro que não”.

A professora de matemática já não vai regressar à escola este ano letivo, porque não tem aulas com exames nacionais, mas sublinha que, à distância, as aulas vão-se prolongar até mais tarde.

“Vamos ter aulas até ao fim de junho, mas online. Pensei que os alunos fossem reagir mal ao facto de terem aulas até tão tarde, mas estão a reagir bem. Eles gostam de conviver e uma vez que não podem conviver presencialmente, com os colegas e com os professores, também lhes faz bem este convívio online”.

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De mansinho, a municipalização é isto….

Contratar Assistentes operacionais a empresas de trabalho temporário…

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Quando se quer aparecer e não se sabe como… Instalam-se polémicas onde não existem…

Que eu saiba o homem até é professor,

seja lá de cor for.

Interessará o conteúdo abordado

ou a quem foi desprezado?

“Miséria.” Nuno Melo critica escolha de Rui Tavares para telescola e polémica estala no twitter

Há assuntos que só servem para fazer aparecer quem se sente entre os desaparecidos…

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Contratação inicial e mobilidade interna – R. A. Madeira

Contratação inicial e mobilidade interna

  • Candidatura ao concurso de contratação inicial: 5 a 8 de Maio de 2020 (através da plataforma AGIR)
  • Inscrição para o concurso de mobilidade interna: entre 4 e 8 de Maio de 2020 (através do Formulário C, só para candidatos sem vínculo aos estabelecimentos da RAM, a ser enviado por correio registado para:

DRAE

Edifício Oudinot, 4.° andar

Apartado 3206 – 9061-901 Funchal). 

Posteriormente haverá prazos para os concursos à:

  • Mobilidade interna (docentes dos quadros de escola): 26 a 28 de Maio de 2020.
  • Afectação (docentes dos quadros de zona pedagógica): 1 a 3 de Junho de 2020.

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Saudades…

 

Saudades…
De ser Professora (no) Presente.
De chegar à escola e receber e dar os Bons dias de colegas, auxiliares e alunos.
Das conversas matinais misturadas com o cheirinho a café.
Do toque de entrada e das diferentes reações ao mesmo.
Os que logo se levantam, e outros que por mais um minuto ou dois prolongam a conversa. Também os alunos estão lá fora ainda num alvoroço desorganizado…
Saudades da sala de aula.
Saudades deles. Dos alunos.
De todos. E de cada um.
Mesmo dos que nos dão dores de cabeça.
Saudades dos raspanetes. Do abrir de olhos. Da cara de má. Dos castigos e das repreensões.
Saudades do som do abrir dos cadernos, dos manuais, do eterno: ” Stora, que dia é hoje? Isso é para saber? Isso é para passar?…”
Saudades de ouvir chamar: ” oh Stora, oh DT!!!”
Saudades da barafunda dos intervalos. Dos risos, das corridas, das gargalhadas, dos gritos, do futebol no campo, das brincadeiras parvas.
Saudades dos nossos intervalos. Das partilhas extra-escola.
Dos olhares cúmplices, dos abraços reconfortantes, do apoio mútuo, das gargalhadas conjuntas.
Saudades até do som da fotocopiadora…
Sei que tem que ser.
É para um bem comum.
Mas não fui feita para ser Professora à distância.
Sou uma Professora de proximidade(s).
Gosto de estar presente.
Sou uma Professora de cinco sentidos.
E tenho saudades… muitas!!!
De tudo.
De todos.
Até de mim…

Maria José Marques

 

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César Israel Paulo o novo Subdiretor-Geral da DGAE

De professor contratado a Subdiretor-Geral da DGAE em poucos anos. César Israel Paulo, o professor que ficou conhecido como um dos fundadores da Associação Nacional de Professores Contratados, tem agora a oportunidade de combater as injustiças que apontou durante tantos anos do outro lado da barricada.

 

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Quem vai controlar a temperatura corporal dos docentes e alunos?

Vamos ter funcionários à porta das escolas secundárias, dos jardins de infância e das creches de termómetro na mão… se forem daqueles novos que parecem umas “pistolas” e se apontam à cabeça do “pessoal” até é rápido, mas se tiverem que os colocar no “sovaquinho” vai demorar…

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Pai, professor, teletrabalhador, por Ricardo Sant’Ana Moreira

 

Pai, professor, teletrabalhador

 

O fim do estado de emergência não vai alterar a maneira como as famílias estão a viver. Sem escola, os pais e as mães têm de fazer o impossível: ser progenitores, professores e teletrabalhadores em simultâneo.

A minha filha mais velha anda no 1º ano e tem o dia completamente ocupado: telescola às 9h, trabalho “autónomo” de português, matemática e estudo do meio, aula com a professora via zoom às 14h, mais trabalhos para entregar no googleclassroom e CAF virtual pouco depois. A minha filha mais nova, na pré-primária, também tem trabalhos para fazer, vídeos para ver e desenhos para fazer com o que aprendeu; e leva isso muito a sério, não quer ficar atrás da irmã.

Os trabalhos para a escola acabam às 16h e pelo meio tivemos de enfiar o pequeno-almoço, o almoço e o lanche, e ainda uma sessão de desporto em casa para combater o sedentarismo.

Pelo meio há telefonemas, whatsapps urgentes, emails para responder e reuniões de trabalho por videochamada, desligando o microfone e a câmara de vez em quando para responder àquela dúvida de matemática ou para ver o novo penteado da boneca. Na verdade, só depois de as deitar é que se torna possível responder às solicitações, pôr os emails em dia, terminar aquele documento que ficámos de enviar há dias… Quem pensa que quem está em teletrabalho trabalha menos é porque nunca experimentou.

Nos próximos dias o país vai entrar numa nova fase, com mais pessoas na rua e no local de trabalho. Muitas famílias estão angustiadas com isso, porque muitos patrões estão a exigir a presença dos seus trabalhadores e as escolas ainda se encontram fechadas. Mesmo quando há dois pais em casa, a saída de um fará cair todo o peso das tarefas sobre o outro. As próximas semanas podem exigir ainda mais esforço às famílias.

A presença de mais gente na rua e nos locais de trabalho pode traduzir-se em mais infeções, o que poderá resultar num novo período de confinamento total. Se assim for, se houver uma segunda vaga, voltaremos aos mesmos problemas durante várias semanas.

No reverso da medalha, há outras famílias em que alguém ficou em lay-off ou desempregado. Para essas, ao problema do vírus junta-se agora a incerteza quanto ao futuro. Antes do vírus, a taxa de desemprego era relativamente baixa e muitas famílias que tinham sido afetadas pela austeridade estavam a recompor-se. Agora, as nuvens negras dos cortes parecem surgir com a falência total da resposta europeia.

Neste momento, o que as famílias precisam é que o Estado Social funcione: as crianças que não têm recursos para ter computadores para estudar não podem ser deixadas para trás; as famílias que têm pessoas no desemprego não podem ficar sem apoio; as pessoas que não têm descontos suficientes ou que viviam na maior precariedade têm de ter acesso ao RSI; o SNS tem de ter meios para continuar a salvar as pessoas da Covid-19, mas também das outras doenças; as pessoas que tiveram cortes nos rendimentos não podem ficar sem casa; e a economia tem de ser estimulada para não se perderem mais empregos.

A palavra chave é segurança. As pessoas que estão a dar o seu melhor, fazendo de pais, professores e teletrabalhadores em simultâneo, precisam de segurança nas suas vidas e o Governo tem de garantir essa segurança e recusar a austeridade que a União Europeia parece querer fazer voltar.

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Só número residual de estudantes regressa às universidades, mesmo assim…

… os custos serão na base dos milhões.

Só número residual de estudantes regressa às universidades

Politécnicos lançam concurso para 200 mil máscaras. Fatura da covid-19 pode custar “milhões” em propinas de alunos estrangeiros. Reitores avisam que é preciso reforço.

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Assim é que o Estado poupa os nossos impostos…

Que continuem com medidas apertadas pela AR… Que implementem o teletrabalho…

Pandemia faz cair para metade abonos dos deputados

Foram gastos menos 253 mil euros com deslocações de deputados a casa. Os apoios para contacto com os eleitores também desceram.

A Assembleia da República gastou em março menos 253 mil euros nas deslocações dos deputados entre a residência e o Parlamento do que em fevereiro. Uma redução de 73% no montante que normalmente é despendido, por mês, com este abono que, no ano passado, ultrapassou os 3,3 milhões de euros. Também as verbas relativas aos abonos para viagens ao círculo eleitoral caíram em março – menos 35 mil euros.

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Ministério da Educação mantém locais das provas deste ano para o próximo ano letivo

 

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Segurança no Ensino à Distância – Webinar DGE

 

 

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O último grande desafio dos professores

 

O último grande desafio dos professores

Enquanto me vejo grega para ajudar os meus filhos a responderem às várias solicitações das escolas, só me lembro dos professores, que foram apanhados de surpresa nesta mudança repentina e tiveram de responder com celeridade ao que lhes tem sido exigido.

Diria que a grande maioria não tinha sequer a experiência necessária para trabalhar com as novas tecnologias da forma que se tem imposto. Tem sido uma aprendizagem para todos – professores, pais e alunos – feita, muitas vezes, à custa de bastante sacrifício.

Os professores têm dado o litro e conseguido responder de uma forma fantástica ao desafio. Planeiam as aulas meticulosamente durante o fim de semana ou ao final do dia para que no início de cada semana já esteja tudo pronto, de forma sucinta e clara. E durante o dia vão se debatendo com uma série de desafios: as aulas síncronas são muitas vezes uma dor de cabeça, seja porque os programas não funcionam corretamente, porque alguns alunos estão pouco interessados, – muitos não têm maturidade suficiente para acompanhar uma aula daquele género – porque há pais que interferem, alunos que são mal educados ou as boicotam. (Infelizmente também tem havido relatos de comentários menos simpáticos por parte dos professores dirigidos a pais e alunos.) A qualquer hora do dia ou da noite os seus e-mails são inundados sobretudo de dúvidas e de mensagens mais ou menos simpáticas. Ao mesmo tempo os trabalhos vão chegando e têm de ser corrigidos com alguma ligeireza. E se fosse só a correção… mas tudo o que é feito, seja a correção, os planos ou a programação das aulas, tem de ser depois inserido no computador. Penso naqueles professores mais velhos, alguns deles com um contacto muito esporádico com estas modernices, que neste momento têm de fazer um esforço enorme para realizar todo o processo.

Além de tudo isto, não nos podemos esquecer que muitos professores não têm só uma turma, podem ter três, quatro, oito…. E dar resposta a todas elas. Muitos ocupam ainda funções de direção de turma, da escola ou do agrupamento. E para além disto tudo podem ter filhos a quem têm de dar atenção, cuidados e apoio no estudo, já para não falar nas refeições e tarefas da casa. Como conciliar tudo? Não sei. Nem eles às vezes devem saber como é possível.

Imagino os diretores de turma a serem assaltados com emails de mães aflitas porque os filhos não conseguem entrar nas aulas síncronas, a terem de falar com os colegas para darem respostas imediatas, enquanto os dispositivos não respondem corretamente e têm as suas próprias aulas para dar e preparar, mais os filhos em casa que por sua vez também não conseguem entrar nas aulas deles ou que têm dúvidas no estudo.

Esta quarentena tem sido muito exigente para todos os que, em casa ou fora dela, trabalham contra o tempo e acumulam várias funções. Os professores estarão no topo da lista e ninguém lhes perguntou se queriam participar no desafio. Só nos resta agradecer o esforço e dedicação de todos, sem julgar ou pressionar. Têm feito um excelente trabalho, que não sei sequer se seria justo lhes ter sido pedido. Só espero que possam ser tratados com respeito e carinho, por parte dos pais e alunos e que no final da telescola possam gozar umas belas e merecidas férias, de preferência, bem longe dos computadores.

 

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Alteração às medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19

 

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Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!

 

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar!
Quando voltar, é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça, é tudo tão verdade!

(A Invenção do Dia Claro, de Almada Negreiros, INCM)

 

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Professor ou Escravo em tempo de Coronavírus? porJoaquim Ferreira

Professor ou Escravo em tempo de Coronavírus?

Hoje, ao fim de vários dias em que estive sem tempo para a minha vida pessoal, decidi retirar ao trabalho o meu direito a ser pessoa, a ser cidadão, a deixar de estar virtualmente confinado. É que, para além de reuniões e mais reuniões online (para conseguirmos levar para diante a função docente), em que vemos (ou simplesmente, ouvimos a voz) alguns dos nossos colegas de trabalho, já nem virtualmente temos tempo, nem para a família, nem para as relações sociais ainda que virtuais. E, fechados nas nossas casas, ainda temos por esse país (de estúpidos) quem tenha a LATA de dizer e escrever nas redes sociais, que estamos em casa sem nada fazer e a receber.
Não… Os professores e professoras, em tempo de confinamento, é ser Escravo do Estado e das Tecnologias.
Escravo de um Estado que não equipou as escolas para poderem ter formado os alunos no uso destas ferramentas mas que exige agora aos docentes que, à distância e confinados, consigam o que é uma tarefa herculeana, ou mesmo babilónica: colocar e atender a todos os alunos, conseguindo que eles estejam conectados quando isso depende, na maioria dos casos, das famílias, da sua disponibilidade para atender aos filhos porque nem todos estão em casa sem trabalho. Há pais que, antes do novo coronavírus e deste confinamento, já trabalhavam em sistema de teletrabalho e que estão agora com sobrecarga de trabalho porque, à parte o seu trabalho (muitas vezes incrementado também) têm os filhos todo o dia em casa…
Será que não há limites para as exigências (quantas delas absurdas)?
Será que até o bom senso se perdeu? Será que se esqueceram que, também muitos professores têm em casa pessoas idosas (ou até, já são eles próprios idosos!) e crianças menores para cuidar, ou filhos a frequentarem a escola virtual e que, obviamente, necessitam também da atenção e apoio dos pais (professoras e professores) para os ajudarem a realizar os trabalhos no computador que, muitas vezes têm de partilhar…
Ou será que o Estado, com os impostos dos portugueses, andou anos e anos a injectar dinheiro para salvar “empresas” (bancos, como todos sabemos!) e não teve verbas para equipar as escolas com os necessários recursos e agora quer exigir que as famílias tenham recursos para os seus filhos poderem continuar a ter aulas, atribuindo aos professores mais essa tarefa de controlo da problemática das famílias que deveria ser das assistentes sociais e das autarquias?
Mas… afinal, que pensam? Que os professores são máquinas, são robôs? Ou pensam que os professores e professoras perderam o direito à condição humana para, magicamente, se transformaram em super-heróis? Não. Esses, só com muitos truques se conseguem no cinema. na realidade, já não há, há muito tempo, super-heróis.
Em que pensam transformar a profissão? Numa esponja que absorve, de uma só vez e numa só pessoa, a função que é da responsabilidade de uma multiplicidade de instituições?
Será que pensam que a panaceia das tecnologias pode fabricar, de um momento para o outro, super-homens e super-mulheres?
Não. Não o somos! E não se aguentará por muitos dias uma dedicação superior a 20 horas de trabalho diário (quando não mais!) para dar resposta a tudo o que se pensou que os super-heróis, agarrados a um teclado, diante de um ecrã de computador, produzindo recursos — como se aos médicos e enfermeiros lhes fosse exigido que produzissem medicamentos e utensílios que usam na sua função — horas e horas a fio, como se de loucos se tratasse.
A continuar assim, não tenho dúvida de que a sociedade terá não apenas a falta de professores mas antes, centenas e centenas dos que exercem a entrar em stress pós-traumático (porque, enquanto noutros países se relaxa pois vai fazer falta muita energia para retomar, por cá, pressiona-se, e pressiona-se, querendo que sejamos tudo: editores, produtores, criadores, programadores… enfim… sim está a provocar traumas) processo de descompensação cerebral… Em breve vai-se o vírus e teremos um grande problema de burnout nos cérebros dos professores que será bem mais difícil de vencer.
Que pensam? Que somos capazes de manter o mesmo número de alunos para atender de forma virtual como se estivéssemos nas salas de aula? Pensam que o professor de vai ser, ao mesmo tempo, produtor, realizador, criador e editor de conteúdos? Será que quererão dizer às editoras que podem fechar todas pois… estes super-homens e super-mulheres os vão substituir a todos? Será que vão querer que os professores desistam de ter vida para simplesmente se manterem vivos… Que vão aceitar ter uma vida sem direito a descanso, sem direito a família… sempre com os neurónios a funcionar… até ao desenlace final: a perda da vida.
Pergunta final? Onde anda o Ministro? Ora, meus caros, se a RTP, a SIC e a TVI, com o último grito da tecnologias comunicacional, quando faz “Em Directo” conferências online frequentemente apresenta problemas tecnológicos de que sistematicamente se desculpam (como todos já nos fartamos de assistir quando estão em directo) não conseguindo estabelecer uma comunicação eficaz entre os interlocutores (nenhum deles, de classes sociais desfavorecidas como os que estão nas escolas portuguesas onde milhares de famílias vivem no limiar de pobreza) imaginem só como podem os professores estabelecer uma comunicação eficaz para realizar aprendizagens online com 26 ou mais alunos. Enfim… E nenhum dos nossos alunos dispõe dos recursos dos ditos interlocutores…
Por último, gostaria que reflectisse sobre isto: se as tecnologias permitem a aprendizagem, porque não continuaram as sessões do parlamento a partir de suas casas, com os recursos pagos pelos próprios deputados, tal como exigiram aos professores, tendo muitos deles pago com os seus salários os meios de produção que devem ser, sempre, da responsabilidade da entidade patronal. Depois de tanta paulada na carreira e de estarmos ainda hoje com salários equivalentes aos de há mais de 10 anos, Por que pagamos para trabalhar? Alguém me explica outro motivo que não seja “porque somos parvos”?
Por último, pergunta-se: Por que só uma pequena percentagem de deputados está a exercer funções? Por que não fazem reuniões online todos os deputados? Por que não continuam a trabalhar e a produzir

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Crianças com mais de seis anos e educadores vão ter de usar máscara

Crianças com mais de seis anos e educadores vão ter de usar máscara

Sobre a reabertura de creches e das escolhas para os alunos de 11.º e 12.º anos, a responsável da Direção Geral da Saúe (DGS) explica que, embora sejam grupos etários diferentes, as especificações gerais terão vários pontos em comum.

Nas creches, vai existir um plano de testagem para os educadores e “serão utilizados meios de proteção individual” para todos os adultos e para crianças acima dos seis anos. Haverá também um reforço da limpeza de equipamentos e superfícies para prevenir a contaminação

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Tenho saudades dos meus alunos, por Malvina Sousa

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Municipalização adiada e aumentos de 1% garantidos em 2021

Pelo menos por agora… vamos ver quanto é que sobem os impostos indiretos.

 

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A vida de um professor merece do Tiago um grande louvor…

Para todos os professores deste país ouvirem com atenção… É uma simples brincadeira que mostra o nosso dia a dia.

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Declaração de situação de calamidade em Portugal

 

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Profissionais de creches e jardins-de-infância vão ser testados para o novo coronavírus

 

Profissionais de creches e jardins-de-infância vão ser testados para o novo coronavírus

Com a abertura fixada para o dia 18 de Maio, as creches – particulares e do sector social – terão duas semanas para se prepararem para voltar a acolher crianças. O primeiro passo é garantir que todos os profissionais destes equipamentos são submetidos ao teste de despistagem do novo coronavírus. É uma operação que, segundo Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIS), que detém metade das cerca de 2300 creches existentes no país, já foi posta em marcha por várias autarquias.

“A desinfecção dos espaços também já começou nalguns casos a ser feita. Creio que, nas próximas duas semanas, será possível fazer a formação dos trabalhadores para que tudo corra bem e para que as famílias que ainda mantêm alguma apreensão sintam a confiança de que precisam para voltarem a pôr os seus filhos nas creches”, acrescentou Lino Maia.

 

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Cuidado com o 1.º Ciclo!, por Felisbela Lopes

 

Cuidado com o 1.º Ciclo!

A partir de segunda-feira, vamos começar a sair progressivamente de casa. Os riscos para a saúde pública são colossais, porque o perigo de contágio mantém-se semelhante àquele que existia quando decidimos ficar em casa.

Há um grupo que deveria suscitar cuidados acrescidos: as crianças. Os mais pequenos não são capazes de adotar medidas de proteção, algo vital neste contexto pandémico. E isso poderá ter efeitos fatais.

Reconheço que temo bastante a preparação que os ministérios da Educação e do Ensino Superior estarão a fazer, neste momomento, para o próximo ano letivo. Cada grau de ensino apresenta dificuldades particulares: no Ensino Superior, há que resolver o problema das aulas com mais de 50 alunos, lecionadas muitas vezes em anfiteatros pouco ventilados; cuidar bem da integração dos estudantes Erasmus e ponderar melhor as deslocações ao estrangeiro dos investigadores… Nas creches, é preciso ter uma atenção redobrada com os dormitórios, os brinquedos partilhados e o chão por onde circulam os bebés… Nos 2.0º e 3.0 ciclos, bem como no Ensino Secundário, a dimensão das turmas também será um quebra-cabeças e a higienização permanente dos espaços uma obrigação a cumprir com regularidade. Para todos, impõe-se o uso da máscara. Não será fácil viver esta nova vida, mas será no 1.0 Ciclo que se situa a população estudantil mais difícil de gerir. Porque é já bastante autónoma, mas não sabe proteger-se.

Quando entram na escola, as crianças entre os 6 e os 10 anos já não estão sob o olhar permanente da educadora. Têm espaços de liberdade. Quem tem filhos nessa idade, como é o meu caso, sabe que esses alunos brincam em permanente contacto físico: empurram-se, rebolam uns por cima dos outros, dão as mãos, falam com uma proximidade excessiva relativamente aos seus interlocutores. Quem pensa que é possível impor-lhes o uso de máscaras engana-se. Eles vão tirá-las, deixá-las cair ao chão, pô-las de lado e, posteriormente, pegar naquela que estiver mais à mão e que poderá não ser a sua…

Trazendo para a escola o respetivo quotidiano familiar, estas crianças transportarão depois consigo todos os contactos que tiveram ao longo da jornada escolar e partilharão isso com aqueles que as forem buscar: na maioria dos casos, os seus avós, que, neste tempo, tanto queremos proteger. São eles quem habitualmente as esperam à porta da sala de aula, as abraçam e, de mão dada, as levam para casa.

Este é o tempo das decisões difíceis, mas pensar o regresso a uma nova realidade implica ponderar tudo. Para que não seja necessário retroceder, arrastando fatalidades que podem evitar.

In JN

 

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Cientistas contra a reabertura de escolas

 

Cientistas contra a reabertura de escolas. «Crianças podem ser tão infecciosas como os adultos»

As crianças podem ser tão infecciosas como os adultos, é esta a conclusão de um estudo realizado pela equipa do virologista alemão Christian Drosten e citado pelo ‘The Guardian’.

Segundo o estudo, embora as crianças apresentem sintomas muito mais ligeiros, aquelas que contraem a doença parecem ter os mesmos níveis de vírus no organismo do que os adultos, um facto que sugere que as escolas e creches podem funcionar como centros de transmissão da Covid-19 se as restrições actuais forem levantadas, com os cientistas a alertar contra a sua reabertura.

«Temos que nos manifestar contra a reabertura de escolas e jardins de infância na situação actual, com uma população amplamente vulnerável e uma necessidade de manter as taxas de transmissão baixas», concluiu a equipa de Drosten, acrescentando que «as crianças podem ser tão infecciosas quanto os adultos».

A Unicef publicou directrizes conjuntas com a Unesco, o Programa Mundial de Alimentos e o Banco Mundial, sobre a forma como os governos locais e nacionais podem manter as crianças seguras quando as escolas reabrirem.

«A reabertura das escolas deve ser feita em segurança e tendo em conta os interesses das crianças,na tomada de decisões. Pedimos aos governos que usem essas directrizes ao considerar uma reabertura gradual das escolas e a desenvolver um plano abrangente de recuperação de crianças que descreva o apoio contínuo a alunos que possam ter ficado para trás durante o encerramento das escolas», apela Deshmukh.

 

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Vamos ter que usar máscaras, mas quem as pagará?

António costa afirmou: “Vamos ter de usar máscaras. Enquanto houver Covid-19 a vida não será normal”.

Muito bem, vamos usar máscaras. Quando o Pré-escolar reabrir quem fornecerá as máscaras aos profissionais da educação que estarão com as crianças?

Quais serão as regras que a DGS emitirá? O uso de máscaras caseiras? A escola fornecerá as ditas máscaras? Atá há pouco tempo não era aconselhável o uso generalizado de máscaras… se nos recordarmos o vírus estava longe e nunca chegaria a Portugal.

Só nos resta exigir condições de trabalho e segurança que realmente salvaguardem os profissionais. Não se deixem ir em histórias de uma máscara por dia ou em máscaras reutilizáveis, se fossem realmente seguras os profissionais de saúde não usariam as cirúrgicas e, mesmo assim, não trocariam de más caras 2 ou 3 vezes por turno.

Qualquer reclamação que queiram fazer, chamem o Mário, ele marca uma greve… ou então imponham-se perante as direções, e tussam, tussam muito enquanto o fazem.

Já agora, as máscaras adequadas e até agora aconselhadas são as FPP2 e FPP3 de uso único.

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Hoje não vais trabalhar porque faz anos que és trabalhador

 

 

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Início dos procedimentos para elaboração das listas de 2020 de acesso aos 5.º/7.º escalões.

Nota Informativa – Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro – Início dos procedimentos para elaboração das listas de 2020 de acesso aos 5.º/7.º escalões

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Medidas de desconfinamento na Educação

Início do 3.º período

  • O 3.º período começa a 14 de abril sem atividades presenciais, ou seja, começa na modalidade de ensino à distância.
  • Haverá avaliação do 3.º período: a todos os alunos será atribuída uma nota no final do ano que deve atender ao conhecimento que o professor tem do trabalho realizado por cada aluno ao longo do ano e às circunstâncias em que o 3.º período foi ministrado.

 

Ensino Básico:

  • As aulas terão lugar em regime não presencial, ou à distância, até ao final do ano letivo.
  • Manter-se-á o apoio excecional aos pais que tenham de ficar em casa para assistência aos filhos até aos 12 anos.
  • Para complementar o ensino à distância por meios digitais, haverá – como solução de redundância – módulos de ensino/aprendizagem através da TV, no canal da RTP Memória, disponível na TDT e no cabo.

 

Ensino Secundário:

  • No dia 14 de abril as aulas começarão em regime não-presencial, ou à distância, por meios digitais.
  • No 10.º ano, as aulas prosseguirão nesse regime não-presencial, ou à distância, até ao final do ano letivo.
  • As escolas vão estar preparadas para, se a evolução da epidemia o permitir, recomeçar as aulas presenciais do 11.º e 12.º anos durante o mês de maio.
  • No 11.º e 12.º anos, só haverá aulas presenciais das 22 disciplinas cujas provas finais são necessárias para o acesso ao ensino superior; nas outras disciplinas o ensino continuará a ser feito à distância (por meios digitais).
  • Nas aulas presenciais a assiduidade não será obrigatória, ou seja, as faltas serão consideradas justificadas.
  • Cautelas a adotar quando forem retomadas as aulas presenciais: desinfeção prévia da escola pelas Forças Armadas; uso obrigatório de máscara; dispensadores de gel desinfetante à porta de cada sala de aula, com uso obrigatório à entrada e à saída.

 

Exames:

  • Não serão realizadas as provas de aferição nem os exames do 9.º ano.
  • No ensino secundário serão realizados exames das 22 disciplinas cujas provas finais são necessárias para o acesso ao ensino superior.
  • Cada aluno só realiza o/s exame/s de que necessita para acesso ao ensino superior e a nota só releva para este efeito, não contando para a avaliação da/s disciplina/s do ensino secundário.
  • Novo calendário:
    1. As aulas decorrem até 26 de junho;
    2. A 1.ª fase dos exames decorre entre 6 e 23 de julho;
    3. A 2.ª fase dos exames decorre entre 1 e 7 de setembro.
  • Os exames vão permitir que cada aluno opte por responder a determinadas matérias em alternativa.

 

Próximo ano letivo:

  • Haverá um esforço de recuperação das aprendizagens em todos os anos de escolaridade.
  • Será desenvolvido um programa de digitalização das escolas, disponibilizando equipamentos e acesso à internet em banda larga para ensino à distância por meios digitais.

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Uso de máscara para alunos do secundário mas não para crianças das creches

 

Uso de máscara para alunos do secundário mas não para crianças das creches

“Fixámos o dia 18 como dia possível para a reabertura de aulas presenciais para o 11.º e 12.º ano e também dos 2.º e 3.º anos de outras ofertas formativas do ensino secundário”, anunciou esta quinta-feira António Costa, acrescentando que a reabertura destas escolas será limitada às disciplinas nucleares de acesso ao ensino superior.

Os alunos do secundário só irão ter aulas presenciais às disciplinas para as quais pretendam realizar exames de acesso ao ensino superior, sendo obrigatório o uso de máscara.

A obrigatoriedade de marcaras não ser irá aplicar às crianças mais pequenas que também estarão entre os primeiros a regressar às creches.

No dia 18 abrem também os “equipamentos sociais na área da deficiência” e as “creches com opção de apoio à família”, refere o documento esta quinta-feira divulgado pelo Governo.

A partir de dia 1 de junho haverá a “abertura plena das creches”, explicou António Costa. Nesse dia, alem das creches, reabrem também os estabelecimentos que oferecem pré-escolar e ATL.

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Plano de desconfinamento

 

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Mobilidade por doença – Renovação, termina hoje o prazo

 

Termina hoje o prazo para renovação da MPD. Aplicação estará disponível até às 18:00 horas de 30 de abril.

 

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Reserva de recrutamento n.º 28

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 28.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 4 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 5 de maio de 2020 (hora de Portugal continental).

A apresentação dos docentes é efetuada no AE/ENA, nos dois primeiros dias úteis após a respetiva colocação. Excecionalmente, devido à vigência do Estado de Emergência, deverá ser efetuada por e-mail dirigido à Direção do Agrupamento de Escolas / Escola não Agrupada onde ficaram colocados.

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Obrigado, professores por José Manuel Diogo

 

Obrigado, professores

Só nos temos lembrado de agradecer a quem sai de casa para ir trabalhar. Só nos temos lembrado dos médicos e dos enfermeiros, dos auxiliares e dos bombeiros, dos polícias, dos assistentes sociais e de muitos cidadãos que praticam a solidariedade. Todos eles são heróis e merecem reconhecimento.

Mas desta vez há outros heróis. Silenciosos e discretos, mas tão grandes como estes, ou ainda maiores: os professores.

Quem ficou fechado em casa com filhos em idade escolar sabe melhor que ninguém quão absolutamente inestimável é o papel que os professores têm tido na vida quotidiana. Muito maior que antes, quando o Mundo era diferente.

Os professores foram capazes de se adaptar a condições de trabalho distintas mais depressa que qualquer outra classe profissional. E sem qualquer reserva ou protesto. Sem um lamento. Com espírito de classe e de entreajuda notáveis. É bom que se diga.

Desta vez, eles são um exemplo de inovação e capacidade. Um exemplo para advogados e tribunais, psicólogos e consultórios clínicos, repartições públicas e todas as profissões onde o teletrabalho seja possível de executar.

A rapidez com que a Escola se adaptou à distância não seria possível sem a cooperação exemplar dos professores. Ao contrário de outras vezes, em que estiveram do lado errado da inovação, desta vez não chagam parabéns. Obrigado, professoras e professores.

Obrigado a todos quantos estão em casa a dar aulas aos nossos filhos. Obrigado, professor Jorge, professora Clara. Obrigado por virem a nossa casa aliviar o nosso confinamento. Obrigado por se ocuparem dos nossos filhos, às vezes um a um, e nos permitirem ter um pouco de tempo livre para nós. Sem a vossa ajuda, tudo seria ainda mais difícil.

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O que pedem as escolas para o regresso

 

Mais professores, funcionários e higiene.

Três semanas após anunciar a vontade de voltar a abrir as escolas para os 11.º e 12.º anos e para as creches, Governo decide finalmente o futuro da comunidade escolar, nesta quinta-feira. As medidas de segurança necessárias podem significar a contratação de mais professores e funcionários nas escolas.

Seria difícil imaginar um cenário assim, senão em tempos de pandemia. Um batalhão de militares a entrar pela escola dentro, cobertos da cabeça aos pés por fatos brancos, de máscaras robustas no rosto, sem ser possível adivinhar-lhes ponta de identidade. Nas costas, transportam botijas e na mão levam um jato preparado para desinfetar todos os espaços à sua volta. Aconteceu esta quarta-feira, numa escola da Amadora, em Lisboa, mas o cenário irá repetir-se nos próximos dias em cerca de 800 escolas secundárias, onde as Forças Armadas se comprometeram a enviar militares para proceder à sua desinfeção.

Prepara-se o regresso às salas de aula, o que poderá ocorrer já a partir do dia 18 de maio. Mas pais e professores são assertivos em dizer que só deverá acontecer com as devidas medidas de segurança garantidas. Uma meta que começa com a higiene – e acaba com mais funcionários e mais professores.

 

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Pré-escolar reabre a 1 de junho

Para quem não queria acreditar…

Creches reabrem a 18 de maio e pré-escolar a 1 de junho

As creches, destinadas a crianças entre os zero e os três anos de idade, vão reabrir a 18 de Maio e o pré-escolar, para crianças entre os quatro e os seis anos de idade, a 1 de Junho, avançou o jornal Público, de acordo com declarações dos parceiros sociais, que reuniram esta manhã com o primeiro-ministro, António Costa.

Além das creches, também vão reabrir os centros de actividades ocupacionais para pessoas com deficiência no dia 18. Apesar deste ser o plano inicial do Governo, tudo irá depender da evolução da covid-19 no país.

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Resumo da reunião do conselho nacional de segurança sobre o (des)confinamento

Esta informação chegou-nos mais ainda carece de confirmação oficial, no entanto fica uma ideia do que pode acontecer, seja como for são apenas recomendações…

Depois da reunião do conselho nacional de segurança (resumo rápido)

Haverá 3 fases

-Primeira fase

4 de Maio (1 A)
– Trabalho recomeça a 4 de maio, respeitando a distância social ( 1,5 m).
Se for impossível, uso de máscara obrigatório.
Teletrabalho será a norma a respeitar.
Transportes públicos – uso obrigatório de máscara.
Deslocações não essenciais proibidas.
Estar fora a fazer desporto com máximo de duas pessoas que não vivam sob o mesmo teto …respeitando a distância.

– 11 de Maio (fase 1 B )
Lojas abrem excepto as profissões de contacto ( cabeleireiros dentistas etc ).
Não será autorizada a utilização 2a residência até 19 maio (mínimo).
Viagens não essenciais ao estrangeiro assim como os grandes eventos proibidos.

2a fase

-18 de Maio Escolas – 1o 2o e 6o ano e secundárias ( 3 anos) serão abertas, mas recomeçam por fases a 18 de maio. – 10 alunos por sala de aula.
Alunos com mais de 12 anos e professores terão uso de máscaras obrigatório.
As ditas profissões de contacto poderão recomeçar.
Idem abertura museus e visitas a casa.
Restaurantes permanecem fechados.

3a fase – a partir de 8 de junho.
Os cafés, dancings restaurantes e cinemas poderão, talvez, abrir.
Mas os grandes eventos proibidos até 31 de Agosto. Possíveis viagens ao estrangeiro a partir desta data (8 junho).
Assunto será revisto permanentemente.

 

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FAQ’s do JNE relativas ao ensino básico e ao ensino secundário

 

Perguntas Frequentes (FAQ’s)

 

Sempre que seja necessário ou adequado, atualizaremos as perguntas

 

 

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Covid-19 – Educação, Desafios e Oportunidades

Clicar na imagem para aceder.

 

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Balanço do E@D – O que dizem os professores?

 

Têm-nos chegado alguns relatos sobre o E@D. Alguns são hilariantes, outros de preocupação, uns de dificuldades técnicas, enquanto há quem se queixe de orientações superiores sem nexo. Damos conta que a maior parte das escolas se organizou, de uma forma ou de outra, mas há ainda quem ande à procura de rumo, perdidos. Excesso de trabalho, tarefas sem sentido, falta de conhecimentos tenológicos, má educação por parte dos alunos e professores, falta de coordenação pedagógica, ausência de distribuição de serviço e, até, desentendimentos entre colegas. Fora estes casos pontuais, tudo aparenta estar a correr sobre rodas.

O que gostávamos de saber, é qual o balanço que os professores fazem do E@D. Como estão a correr as aulas  nas vossas escolas?

Partilhem connosco na caixa de comentários as vossas novas experiências…

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