Rui Cardoso

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Provas de aferição. Falta de condições dos professores podem comprometer resultados

Movimento “Missão Escola Pública” alerta que esta é a primeira vez que exames e provas de final de ciclo acontecem enquanto as aulas estão ainda a decorrer.

Provas de aferição. Falta de condições dos professores podem comprometer resultados

Os resultados das provas de aferição podem ficar comprometidos devido à falta de condições dos professores. O Movimento “Missão Escola Pública” denuncia à Renascença um excesso de trabalho para os docentes que terão aulas, reuniões de final de ano letivo e a vigilância aos exames ao mesmo tempo.

Cristina Mota alerta que esta é a primeira vez que exames e provas de final de ciclo acontecem enquanto as aulas estão ainda a decorrer.

“Acontece que muitos professores têm, em simultâneo, as aulas, as reuniões de avaliação, as provas de aferição e a vigilância aos exames”, afirma, indicando que um professor de uma disciplina com prova de aferição chega a ter mais de 200 provas para corrigir.

“Não nos choca nada que, tendo em conta não termos as melhores condições para efetuar o trabalho, este fique comprometido”, aponta.

Esta terça-feira, o movimento irá organizar um debate sobre o estado da Escola Pública, com o objetivo de denunciar que o Governo está a falhar a meta dos 60 dias, período durante o qual disse que iria anunciar medidas para colmatar a falta de professores.

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Um conto de ADD – Luís Sottomaior Braga

Vamos imaginar um concurso para jardineiro numa Câmara. O Município é Aldeia dos Doudos (ADD)
3 vagas.
Aparecem 25 candidatos.
O Júri nomeado inclui o Diretor de Departamento de Jardins, Eufrósino Pires, o Diretor de Serviços de Parques e Canteiros, Manuel Feio do Rosário e a Diretora de Serviços de Horto e Floreiras, Hidranja Rosa Lima.
Entre os 25 candidatos está o Jardineiro, altamente competente, por sinal, Manuel Bosque de Carvalhos. Que sabe que tem currículo para ficar numa das vagas. É o melhor Jardineiro. Até inventou uma nova forma de jardinar que se chama Jardinagem Quântica.
O Bosque de Carvalhos é conhecido por ser um chato. E neste caso teve azar e teve de se chatear até ao tribunal, adianta-se já.
A Hidranja Lima, que mora, como ele, num concelho ao lado, teve em tempos um conflito de vizinhança com ele e chamou-lhe pessoa sem ética e “abusador dos direitos das plantas” (para, julgava ela, o degradar na sua dignidade profissional porque, limitada não entendia o Bosques), “guerrilheiro sem princípios “e exemplo indigno da nossa terra e redondezas”.
Toda a gente ficou solidária com ela porque era porreira e o outro era chato (embora realmente a Hidranja não tivesse razão).
Tinha realmente roubado um bocado de terreno de um caminho e o Bosque de Carvalhos queixou-se dela e, além de pagar uma multa, a Hidranja teve de devolver o terreno, onde já tinha posto uns anões de louça e uns pneus com flores de que gostava muito.
Ficava linda a sua entrada de casa e disfarçava a falta de beleza do quiosque que vendia gomas no lote ao lado.
Para pressionar o Bosque de Carvalhos a calar-se fez queixa dele na GNR por uma coisa qualquer.
Quando a Hidranja viu o nome dele no concurso pensou dentro de si que estava ali uma bela oportunidade de se vingar. E fez de tudo para continuar nesse júri.
Como os outros membros do júri não sabiam do caso, ninguém reparou, até que o Bosque de Carvalhos veio com um requerimento a deduzir suspeição.
Informava o júri e o Presidente da Câmara de que a HRL era sua inimiga e era certo que, se ela estivesse no júri, embora o mais qualificado, nunca seria jardineiro no Serviço de Parques, Jardins e Floreiras de Aldeia dos Doudos.
A HRL disse que não na resposta. Podia participar no procedimento e analisar documentos de outros candidatos e bastava sair da sala quando se tratasse dos assuntos do Bosques.
O Feio do Rosário escreveu a resposta, em redondilhas e com muitas palavras bonitas. E o Júri votou por unanimidade.
O Eufrósino ainda disse que, não sendo jurista, talvez se pudesse abster porque lhe parecia até que o Bosques, sendo indubitavelmente um chato sem remédio, até podia ter razão.
Os outros dois lá o convenceram a apoiar a sua decisão e ele, mesmo não sabendo bem porquê, porque nem tinha lido os papeis do Bosques (que eram, como se previa uma chatice)lá alinhou. Tinha um primo para meter numa das vagas e os outros faziam vista grossa. O primo não era jardineiro mas fazia umas flores e tinha jeito para a pirotecnia e cachoeiras luminosas até parecem cravos.
Mas o Bosque de Carvalhos não se convenceu e continuou a contestar. Era um chato da pior espécie. E até falou do primo do Eufrósino. O que o Eufrósino achou forte ofensa (agora vale tudo? atacar a família?)
Era mesmo um “guerrilheiro sem princípios” este Bosque…
Mas o Bosque de Carvalhos insistia que não aceitava a Hidranja a avaliá-lo no júri (mesmo que saísse da sala, etc e tal): como o concurso ía terminar com uma lista ordenada de todos os candidatos, em que uns entravam nas vagas e outros não, mexer no caso de uns, era mexer no caso de todos. Se uns subiam, os outros desciam.
E isso incluia tudo: formulários, datas de provas, calendário de atos porque tudo concorria para a decisão final “Quem ficava com as 3 vagas?”
Até havia o caso de uma prova prática em que era preciso preencher uma ficha que tinha lá uns passos talhados para o prejudicar na Jardinagem Quântica e, mais ainda, o calendário estava feito contra ele (era de uma religião em que não se trabalhava à quinta-feira e a prova, adivinharam, estava marcada à 5ª feira).
Que vos parece: pode a Hidranja, considerando as garantias de imparcialidade da lei, participar na seleção de trabalhadores deste concurso, em que o Bosque de Carvalhos é candidato?
Pode participar só em alguns atos, sobre os seus oponentes e afastar-se quando se tratar do Bosques de Carvalho e sair da sala e este não tem nada que reclamar e deve ir chatear outros porque não tem nada com isso?
(quem já participou em júris sabe a resposta indubitável, quem não participou pensa um bocadinho, imagina-se em ADD e fica cristalino no seu espírito do que fala este conto)
Tenham um bom fim de semana e feriado 😉
E não se esqueçam de votar.
(Quem tiver a melhor resposta às perguntas pode ganhar uma viagem de burro ou trotinete a Aldeia dos Doudos, se a terra existisse….)

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 36

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 36.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira dia 11 até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de junho de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 36

Listas – Reserva de recrutamento n.º 36

 

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Para resolver cria-se o décimo primeiro escalão

Para Fernando Alexandre, se o método agora adotado já tivesse sido aplicado “há oito anos” muitos mais professores teriam sido beneficiados.

Ministro reconhece: recuperação do tempo de serviço exclui “milhares de docentes”

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Tomou Posse

O Diretor que vai para a escola de bicicleta, tomou posse hoje.

 

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Calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024/2025 a 2027/2028. em Consulta Pública

1. Nos termos e para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 98.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, torna-se público que, por decisão do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, é dado início ao procedimento conducente à emissão do despacho que estabelece o calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024/2025 a 2027/2028 destinado aos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como aos estabelecimentos particulares de ensino especial.

2. A emissão do referido despacho insere-se no âmbito da regulamentação prevista no n.º 3 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, bem como do disposto na alínea c) do artigo 5.º da Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro.

3. O presente procedimento tem por objetivo proceder à aprovação do calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024/2025 a 2027/2028 destinado aos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como aos estabelecimentos particulares de ensino especial.

ANEXOS DA CONSULTA

 

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Concluídas negociações sobre reposição do tempo de serviço dos docentes

Concluídas negociações sobre reposição do tempo de serviço dos docentes

  • Negociações decorreram num curto espaço de tempo, para que os docentes beneficiem da reposição com a maior brevidade e para devolver tranquilidade às Escolas.
  • 90% dos atuais docentes no quadro vão chegar aos últimos escalões da carreira, em julho de 2027, com vencimentos significativamente mais elevados.
  • Governo vai convocar hoje sindicatos para auscultação prévia, a realizar no dia 26 de junho, sobre revisão do regime de mobilidade por doença e sobre o enquadramento do pessoal não docente.
O Governo finalizou hoje as negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores para efeitos de progressão, após a ronda suplementar com 5 estruturas sindicais, realizada a pedido destas.
O Executivo procurou concluir estas negociações num curto espaço de tempo, para que os docentes beneficiem da reposição com a maior brevidade e para que fosse possível devolver a tranquilidade às Escolas, fundamental para o sucesso dos Alunos.
Começará agora a transposição do acordo assinado com as 7 estruturas sindicais no dia 21 de maio para Decreto-Lei, tendo em vista a sua apreciação em Conselho de Ministros.
A recuperação do tempo de serviço vai ocorrer à razão de 25% ao ano, produzindo efeitos a 01 de setembro de 2024 e a 01 de julho de 2025, 2026 e 2027. Ao fim de 2 anos e 10 meses estará concluída a reposição total.
Será ainda assegurado o acesso ao 5.º e 7.º escalões a todos os Professores que, por via da recuperação do tempo de serviço, reúnam as condições de progressão.
O acordo assinado no dia 21 de maio com 7 estruturas sindicais irá permitir que, em julho de 2027, 90% dos atuais docentes progridam aos últimos escalões da carreira, com vencimentos significativamente mais elevados. Esta percentagem situa-se atualmente nos 41%.
A recuperação do tempo de serviço dos professores representa um esforço orçamental muito significativo, refletindo a importância que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação atribui à carreira docente.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação irá convocar hoje os representantes dos Professores para uma reunião de auscultação, a realizar no dia 26 de junho, prévia à negociação sobre a revisão do regime de mobilidade por doença e sobre o enquadramento do pessoal não docente, em articulação com as autarquias.

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Reunião sindicatos/MECI sobre MPD marcada

O Ministro Fernando Alexandre vai convocar os sindicatos para uma reunião sobre a MPD a realizar no dia 26 de junho.

 

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“Procura-se pessoa séria para tocar às campainhas e fugir”…

No passado dia 5 de Junho, o Parlamento votou a proposta da AD para uma nova tabela de Escalões do IRS…

 

Essa proposta acabou por ser rejeitada, com o contributo determinante do PS e do Chega que, afinal, terão muito mais em comum do que aquilo que inicialmente se poderia supor ou prever:

 

– “Os votos contra do PS, PCP, BE e Livre e a abstenção do Chega ditaram esta quarta-feira o chumbo da nova tabela de taxas dos escalões do IRS propostas pelo PSD e CDS-PP.” (SIC Notícias, em 5 de Junho de 2024)…

 

– “Depois de chumbadas as novas taxas de IRS propostas pelo PSD e pelo CDS, os deputados da Comissão de Orçamento e Finanças aprovaram a proposta do PS sobre redução das taxas do IRS até ao 6.º escalão, mas mantendo as taxas dos escalões seguintes.” (SIC Notícias, em 5 de Junho de 2024)…

 

– “A nova tabela de taxas foi aprovada com os votos contra do PSD e do CDS-PP, a abstenção do Chega e o voto favorável dos restantes partidos.” (SIC Notícias, em 5 de Junho de 2024)…

 

Nesta votação em concreto, e sem eufemismos linguísticos, a aliança entre o PS e o Chega talvez se possa resumir a esta pretensão, ao que tudo indica, comum a esses dois Partidos Políticos:

 

– Que se lixe a Classe Média!

 

E se o anterior não levanta qualquer admiração ou estupefacção, em particular no que respeita à acção do PS, habitualmente muito prolixa em lixar a Classe Média, já o mesmo não se poderá afirmar do Chega que, até há pouco tempo atrás, defendia que os Socialistas eram o principal “alvo a abater”…

 

O mesmo Chega que, nos últimos meses, elegeu como “inimigo visceral” o PS aparece agora completamente disponível para estabelecer alianças com esse Partido Político, desdizendo-se e contradizendo-se de forma clamorosa…

 

O Chega saltou definitivamente para o colo do PS, o que não deixa de ser caricato, face às afirmações de André Ventura na mais recente campanha pré-eleitoral, visando o PSD…

 

Parece que a “máscara caiu” ao Chega, deixando à vista de todos que esse Partido Político não reúne quaisquer condições para ser levado a sério…

No fundo, o Chega é uma “Maria vai com as outras” e age de forma interesseira, sem convicções credíveis, conforme as circunstâncias…

 

A aliança entre o PS e o Chega, bem visível pela cumplicidade existente nesta votação, também evidencia que o PS não tem qualquer reserva em fazer de conta que o Chega não representa o radicalismo de Direita, supostamente, alegadamente, teoricamente rejeitado pela “Esquerda Democrática”, encabeçada pelos Socialistas…

 

Confuso, não é?

 

Pois é… Tão confuso e tão incoerente que, de forma sarcástica, talvez se possa afirmar que o PS e o Chega olham um para o outro e, reciprocamente, atiram com este anúncio:

 

– “Procura-se pessoa séria para tocar às campainhas e fugir”…

 

Dependendo das circunstâncias, PS e Chega parecem estar disponíveis para uma relação assente na “brincadeira de se unirem para tocar às campainhas”, restando saber qual deles conseguirá correr e fugir mais depressa…

 

Claro está que, pelo caminho, serão enganados e defraudados muitos residentes, crentes num toque de campainha que, afinal, não passa de um logro, intencionalmente arquitectado, com consequências imprevisíveis…

 

“Procura-se pessoa séria para tocar às campainhas e fugir” é uma expressão roubada da internet, de autor desconhecido, que me pareceu muito ilustrativa do que se passa actualmente na Assembleia da República…

 

Paula Dias

 

 

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Diretora de escola em Gondomar suspensa 20 dias por tarja polémica

O Ministério da Educação aplicou uma suspensão por 20 dias à diretora do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, em Gondomar, pela exibição de uma tarja polémica, sanção, todavia, suspensa por um ano,

Diretora de escola em Gondomar suspensa 20 dias por tarja polémica

 

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Diplomas aprovados pelo Conselho de Ministros

 

3. Aprovou a Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a realização da despesa relativa aos contratos de cooperação a celebrar no âmbito da educação especial para o ano letivo de 2024/2025.
4. Aprovou a Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a realização da despesa relativa à aquisição de licenças digitais de manuais para o ano letivo de 2023/2024.

 

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Quem não berra não mama – Rui Gualdino Cardoso

Os professores conseguiram justiça. Outros vêm no mesmo caminho: forças de segurança, oficiais de justiça, enfermeiros, médicos, forças armadas…

Quem não berra não mama

Durante 8 anos os professores “berraram” e os “berros” não chegaram aos céus.

De tanto berrarem, não se cansaram e viram as suas preces atendidas. Outros berram, agora, pela mesma razão inspirados pela luta dos professores e com razões idênticas.

Oito anos de uma política injustiça laboral, a juntar a quatro anos de Troika, causada pelo mesmo tipo de politicas têm, um términos iniciado este ano.

Os professores conseguiram justiça. Depois de uma campanha eleitoral em que todos se lembraram de piscar o olho aos professores, o actual Ministro da Educação conseguiu surpreender os sindicatos. Ninguém estava à espera de uma proposta de acordo que acudisse a quase todas as reivindicações de recuperação de tempo de serviço congelado como a que foi negociada e assinada por sete sindicatos.

Os sindicatos que não assinaram o acordo, ou nunca assinaram nenhum, ou os que assinaram, foram em “modo” de plataforma em que todos os sindicatos de professores se uniram por uma causa. E vêem, agora, pedir e reivindicar o que nunca esteve em cima da mesa durante todos estes anos. Não é que seja de inteira justiça, mas quando não se quer concordar, até com a cor das folhas de outono discordam.

A verdade é que os professores estão satisfeitos com o acordo negociado pelos sindicatos da FNE e assinado por mais alguns sindicatos.

A recuperação do tempo de serviço congelado vai permitir, que a maioria dos professores, tenha a possibilidade de conseguir chegar ao topo de carreira. Até agora, toda uma geração estava impedida de conseguir chegar ao topo e consequentemente de se aposentar com uma reforma digna. O socialismo aplicado aos professores durante todo este ano não era originário do centro partidário.

Outros vêem no mesmo caminho. Forças de segurança, oficiais de justiça, enfermeiros, médicos (são poucos como me disse um uma vez) e as Forças Armadas estão a preparar caminho.

A Função Pública é a bússola do sector particular, se uns não vêem as suas condições de vida melhorada os outros lhe seguirão os passos.

Um país de baixos salários, nunca evolui na sua plena potencialidade, tanto a nível económico como a nível social fazendo com que a Democracia nunca seja alcançada na sua plenitude.

 

Rui Gualdino Cardoso, Professor, Colaborador do Blog DeAR Lindo

 

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Análise das reclamações e Classificação das candidaturas

 

Encontra-se disponível entre o dia 5 de junho e as 18:00 horas do dia 19 de junho de 2024 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica que permite aos estabelecimentos de ensino efetuarem a análise das reclamações dos candidatos e a classificação das candidaturas ao concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP, em conformidade com o artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro.

Manual de utilizador – Análise das reclamações e classificação das candidaturas ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

SIGRHE

 

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Provas sem aferição e sem futuro

 

Aferir o nível de aprendizagem dos alunos em áreas estratégicas para o seu desenvolvimento e fornecer informações sobre o seu progresso escolar devia ser uma prerrogativa exclusiva do professor.

 

Provas sem aferição e sem futuro

 

As provas de aferição são um instrumento de avaliação externa aplicado no Ensino Básico em Portugal que consomem inutilmente recursos humanos, tempo lectivo e tempo de aprendizagem. Não tenho memória de alguma vez, de forma demonstrada, terem contribuído para a melhoria do ensino não só de quem aprende mas também de quem ensina. O objectivo principal de aferir o nível de aprendizagem dos alunos em áreas consideradas estratégicas para o seu desenvolvimento e fornecer informações para o acompanhamento do seu progresso escolar devia ser sempre uma prerrogativa exclusiva do professor. E sempre foi até ao dia em que inventámos estas inúteis provas.

 

 

 

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46 mil professores efetivos concorrem a mudar de escola

Há agrupamentos onde mais de 90 docentes concorreram para tentarem aproximar-se de casa.

46 mil professores efetivos concorrem a mudar de escola

Este ano há 46 088 professores dos quadros a concorrerem ao concurso interno, para tentarem mudar de escola e ficarem colocados mais perto da residência. No último concurso, realizado em 2022, tinha havido 33 700 candidatos, pelo que estamos perante um aumento de 37% no número de docentes que procura uma transferência de estabelecimento de ensino.

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Recomendações pela suspensão e avaliação do projeto MAIA

 

 

Projeto de Resolução 141/XVI/1 [L]

Recomenda a garantia de mais tempo para a prática pedagógica e a suspensão do projeto MAIA e respetiva avaliação externa

 

Projeto de Resolução 135/XVI/1 [BE]

Pela suspensão e avaliação do projeto MAIA

 

Projeto de Resolução 126/XVI/1 [PAN]

Pela suspensão e revisão do Projeto MAIA

 

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Recomendação para o reforço do Programa Escola Segura e das ações de sensibilização contra a violência em meio escolar

 

Neste sentido, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os/as
Deputados/as do Grupo Parlamentar do PSD, abaixo-assinados, propõem que a
Assembleia da República recomende ao Governo as seguintes medidas:

– O reforço do programa “Escola Segura”, através do aumento dos meios humanos que
lhe estão afetos, e das ações junto da comunidade escolar (alunos, professores, pais,
encarregados de educação, auxiliares de ação educativa) de forma a promover uma
maior sensibilização para a segurança e prevenção da criminalidade;

– A promoção de estratégias junto da comunidade escolar, com vista ao reforço em
termos de responsabilidade social, para a prevenção e disseminação de ações que
apelem à violência;

– A recolha e a análise integrada de dados no âmbito do Programa Escola Segura (dados
dos Estabelecimentos de Educação e Ensino e das Forças de Segurança), de forma a
garantir a sua monitorização e respetivo acompanhamento;

Projeto de Resolução 130/XVI/1 [PSD]

Recomenda ao Governo o reforço do Programa Escola Segura e das ações de sensibilização contra a violência em meio escolar

 

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Provas de aferição arrancam com alunos sem internet após fim dos contratos. Há escolas a pedir routers emprestados aos professores

Contratos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação com as operadoras para o fornecimento de internet nos kits digitais da generalidade dos alunos terminou no fim do mês de maio. As provas de aferição arrancam em massa esta segunda-feira, com o exame de Português do oitavo ano, e vão ser realizadas em formato digital

Provas de aferição arrancam com alunos sem internet após fim dos contratos. Há escolas a pedir routers emprestados aos professores

A generalidade dos alunos ficou sem internet nos kits digitais fornecidos pelo Ministério da Educação Ciência e Inovação (MECI) na última sexta-feira, com o fim dos contratos com as operadoras de telecomunicações fornecedoras do serviço. Só os professores e os alunos beneficiários de ação social escolar vão continuar a ter acesso ao serviço até 31 de agosto. O fim dos contratos surge poucos dias antes da realização das provas de aferição de índole teórica, que arrancam esta segunda-feira com o exame de Português do oitavo ano.

Os diretores escolares foram confrontados com esse esclarecimento enviado por email. “No âmbito da Escola Digital, nomeadamente no que concerne ao serviço de conetividade, reiteramos a informação presente na Lei de Orçamento de Estado, Artigo 143.º ‘Até ao final do ano letivo 2023/2024, é assegurada a gratuitidade do serviço de conetividade aos professores, bem como aos alunos dos ensinos básico e secundário beneficiários da ação social escolar posicionados nos 1.º, 2.º e 3.º escalões do abono familiar’”, pode ler-se num email a que a CNN Portugal teve acesso.

A CNN Portugal sabe também que há escolas que receberam queixas de pais e encarregados de educação de que o serviço teria sido cancelado ainda antes do fim do mês de maio. “Há contratos que já tinham terminado e há miúdos que já não tinham internet ainda antes do final do mês”, relata Rui Cardoso, diretor do Agrupamento de Escolas do Viso, em Viseu, reiterando que, no seu caso, “a internet na escola é péssima”: “Continuamos com rede totalmente obsoleta.”

No caso da escola em que trabalha o diretor Rui Cardoso, a própria rede de telemóvel apresenta problemas. Enquanto conversava com a CNN Portugal, a chamada caiu. Quando foi retomada, o professor brincou com a situação: “Aqui é assim. Dentro da sala tenho rede, ponho um pé no corredor e a chamada cai.”

Filinto Lima, presidente da direção da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), mostra-se preocupado com a situação. Até porque o ano letivo ainda tem mais duas semanas de duração.

“Esta mudança de paradigma no final do ano letivo pode pôr em causa a equidade no acesso aos recursos digitais e só se compreende por questões orçamentais. Há alunos que não têm escalão, mas a vida deles em termos financeiros é difícil e passam por grandes necessidades. Entendemos a medida se a justificação for razões orçamentais, mas esperamos que seja só uma fase de transição e que a partir de 1 de setembro todos os alunos e todos os professores tenham acesso aos recursos digitais sem limitações”, diz à CNN Portugal.

“E coloca-se ainda a situação dos alunos com manuais digitais, que ainda têm 15 dias de aulas. Com o fim dos contratos podem deixar de ter acesso aos manuais em casa. Gostaríamos que a partir do próximo ano não houvesse estes constrangimentos”, alerta ainda Filinto Lima.

O também diretor do Agrupamento de Escolas Doutor Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, sublinha que a qualidade da rede WI-FI das escolas continua a ser muito deficitária, apesar dos alertas e pedidos feitos “aos sucessivos ministros da Educação”.

“A rede das escolas precisa urgentemente de ser reforçada. Nos dias de hoje é essencial o acesso à internet. É fundamental. Não é um luxo! A rede é tão má, que, no dia a dia, obriga os professores a levarem para a escola dois planos de aula: um em suporte digital e outro com recurso a papel, caneta e o tradicional quadro branco e marcadores”, assegura Filinto Lima.

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Validação da Reclamação da candidatura ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 3 de junho e as 18:00 horas de 4 de junho de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação da Reclamação da Candidatura ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025.

Nota Informativa – Validação da Reclamação das candidaturas ao Concurso Interno/Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

SIGRHE – Validação da Reclamação

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Estudo da UTAO sobre reposição do tempo de serviço na função pública pronto em Junho

 

Coordenador da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) conta que estudo que avalia impacto orçamental do descongelamento de carreiras da função pública esteja pronto no próximo mês.

Estudo da UTAO sobre reposição do tempo de serviço na função pública pronto em Junho

Depois de assinado o acordo com professores e com outros profissionais da função pública a perfilarem-se para exigirem também a reposição do tempo de serviço em que as suas carreiras estiveram congeladas, o Governo terá em Junho uma noção do impacto que a recuperação do tempo perdido terá nos orçamentos do futuro. A data é avançada ao PÚBLICO pelo coordenador da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que está a ultimar o estudo sobre a avaliação do impacto orçamental da contagem do tempo de serviço das carreiras dos funcionários públicos.

 

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Sondagem: Melhor Ministro é o da Educação

Fernando Alexandre beneficia, pelo menos em parte, do acordo com os professores. Paulo Rangel (Negócios Estrangeiros) e Pinto Luz (Infraestruturas) no verde. Ministro das Finanças no vermelho.

Melhor ministro é o da Educação, o pior é o da Defesa

Fernando Alexandre, na Educação, é o melhor ministro deste Governo (saldo positivo de 22 pontos) e Nuno Melo, na Defesa, é o pior (saldo negativo de nove pontos), de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, que testou a popularidade dos responsáveis por sete pastas. Paulo Rangel (Negócios Estrangeiros) e Miguel Pinto Luz (Infraestruturas) estão no verde.

O ministro da Educação arranca com 47% de avaliações positivas e 25% de notas negativas. Um resultado a que não será alheio o protagonismo nas negociações com os professores, mesmo que o acordo sobre a recuperação das carreiras só tenha sido anunciado quando o trabalho de campo desta sondagem estava a terminar.

Fernando Alexandre consegue um saldo positivo em todos os segmentos sociodemográficos da amostra e destaca-se entre os mais velhos (saldo de 37 pontos). Mas também consegue bons resultados quando se tem em conta o voto partidário: até os eleitores socialistas e do Livre estão satisfeitos.

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Hoje é o teu dia, criança

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Recrutamento de Professores Portugueses – USA

 

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Nota Informativa

 

Encontra-se disponível a Nota Informativa relativa aos docentes que foram simultaneamente opositores ao Concurso Nacional regulado pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, e ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP.

Nota Informativa – Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP

 

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Reserva de recrutamento 2023/2024 n.º 35

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 35.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 3 até às 23:59 horas de terça-feira dia 4 de junho de 2024 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 35

Listas – Reserva de recrutamento n.º 35

 

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Bazuca dá 130 milhões para renovar e ampliar 22 escolas do Norte

Na maioria dos casos, são estabelecimentos que esperam há anos por obras e passaram do Estado central para as câmaras no âmbito da descentralização.

Bazuca dá 130 milhões para renovar e ampliar 22 escolas do Norte

São escolas onde há anos se vai remediando, arranjando aqui e ali, para manter a porta a aberta a milhares de alunos. Os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a apelidada bazuca, vão permitir que, finalmente, seja dado o conforto e as condições de ensino que toda a comunidade letiva sempre ambicionou. A Norte, há cerca de 130 milhões de euros que serão investidos na reabilitação – e, em alguns casos, inclui a ampliação – de 22 escolas de 2.º e 3.º ciclos e secundárias em 16 municípios. Paços de Ferreira é o concelho com mais candidaturas aprovadas: quatro estabelecimentos com uma comparticipação superior a 16,23 milhões.

 

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Recrutamento 2024/2025 – Escola Camilo Castelo Branco – Luanda

 

 

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Idade da reforma sobe para os 66 anos e sete meses em 2025

A idade da reforma vai subir para os 66 anos e sete meses em 2025, segundo indicam os dados da esperança média de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

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Ilícitos em ambiente escolar aumentam 12,4%

 

 

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Mais de 10 Mil Professores Vão Entrar Nos Quadros

 

Mais de 10 Mil Professores Vão Entrar Nos Quadros

O concurso externo deste ano vai permitir a vinculação aos quadros do Ministério da Educação de cerca de 10 mil professores. É este o número aproximado de docentes que são candidatos na 1.ª prioridade, segundo as listas de ordenação provisórias publicadas pela Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE). A maioria são os 9111 docentes que vinculam através da vinculação dinâmica, havendo ainda 1210 que se poderão tornar efetivos através da chamada norma-travão.

Estes últimos foram praticamente obrigados a concorrer ao País todo para não correrem riscos. “A lei não os obriga a concorrer ao País todo, mas podem ficar excluídos de todos os concursos do próximo ano letivo se não obtiverem colocação neste concurso. Terão de ter concorrido, pelo menos, a Lisboa e Algarve, onde faltam mais professores e é mais provável conseguirem colocação”, afirmou ao CM Davide Martins, especialista em estatísticas da educação e responsável pelos cálculos aqui referidos e publicados no blog ‘Arlindovsky’.

Já quanto aos 9111 docentes da vinculação dinâmica, que concorreram em 2023 a todo o País, candidataram-se agora aos novos Quadros de Zona Pedagógica.

ACIMA DE 67 ANOS

Há 23 candidatos a entrar nos quadros que têm entre 67 e 71 anos, ou seja, passaram a idade de aposentação.

ENTRE 62 E 66 ANOS

Neste concurso há 315 professores entre os 62 e os 66 anos que ainda estão a tentar entrar nos quadros do ministério.

OBRIGAÇÃO INJUSTA

Davide Martins considera “injusta” a obrigação de concorrer a todo o País para vincular pela norma-travão e pede “revisão” da lei.

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𝐂𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐢𝐧𝐢𝐜𝐢𝐚𝐥 – 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟓 𝐋𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 – Madeira

– Lista ordenada provisória de candidatos admitidos (2024/05/27)

– Lista ordenada provisória de candidatos excluídos (2024/05/27)

𝐏𝐫𝐚𝐳𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐥𝐚𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨: de 28 de maio a 3 de junho de 2024, obrigatoriamente efetuada via correio eletrónico, para o endereço [email protected]

– Formulário de reclamação:

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Dados da Recuperação total do tempo de serviço congelado em 2 anos e 10 meses

 

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Nota Informativa LS/N.º 1/2024 – LICENÇA SABÁTICA – ANO ESCOLAR 2024/2025

 

Nota Informativa LS/N.º 1/2024 – LICENÇA SABÁTICA – ANO ESCOLAR 2024/2025

 

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Nota Informativa EB/N.º 1/2024 – CONCESSÃO DE EQUIPARAÇÃO A BOLSEIRO – ANO ESCOLAR 2024/2025

 

Nota Informativa EB/N.º 1/2024 – CONCESSÃO DE EQUIPARAÇÃO A BOLSEIRO – ANO ESCOLAR 2024/2025

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes às EPERP – Listas Provisórias

 

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão e exclusão do Concurso Externo Extraordinário de vinculação de docentes às EPERP.

Listas

 

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O Xico Lardosa andou na inclusão – José Afonso Baptista

 

A boa inclusão é chumbar ano sim ano não (1)

Quem inventou o chumbo foi o Xico Lardosa, um rapaz do meu tempo do Liceu, mais velho que eu uns cinco ou seis anos que eram os chumbos que já contava. Era um rapaz singular, carismático, conhecido em toda a cidade de Castelo Branco e arredores. O que o distinguia de todos nós era a sua velocidade no jogo da bola e a sua persistência a decorar as lições. A jogar a bola, no campo da Sarangonheira, agora um grande estádio, era o único que conseguia marcar um canto e correr para a baliza a tempo de ser ele a meter o golo de cabeça. Extraordinário, velocidade superior à da bola. No estudo não era menos singular: para ele, a melhor estratégia para aprender melhor era chumbar quantas vezes fosse preciso.

No verão, quando voltava a casa, o pai perguntava logo: então, filho, passaste? E o Xico explicava, paciente: Pai, há alunos que passam todos os anos, mas esses não ficam a saber nada, eu é que aprendo tudo melhor porque não faço dois em um, faço um em dois, e quando é preciso em três anos. O pai ficava inchado com a inteligência e persistência do filho.

Cruzávamo-nos muitas vezes no parque da cidade, sossegadinho, onde se estudava bem, ora sentado, ora caminhando, para não dar o sono. Lembro-me bem, um dia o Xico Lardosa passou por mim dezenas de vezes, a estudar o corpo humano e repetiu toda a manhã a mesma frase: “os dentes estão na boca, os dentes estão na boca, os dentes…”. Ao fim da manhã já tinha interiorizado este raciocínio difícil.

Bendito país onde há rapazes com esta inteligência. O ministério, que gosta muito de tomar medidas, nada lhe escapa, adotou logo esta medida e ficou conhecido em toda a europa por ser o país que mais chumba, logo o que tem a geração de crianças e jovens mais inteligentes em todo o mundo, como diria um senhor que eu não cito para não dizerem que ando a fazer política.

Eu já andei lá pelos países nórdicos a ver escolas, estúpido que eu sou, e não é que eles não sabem o que é chumbar! Ignorantes! Os alunos lá passam todos os anos. Da Inglaterra para cima é esta desgraça, por isso é que eles todos, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, tudo países atrasados por que só formam burros, não têm dinheiro para deixar as crianças aprender melhor repetindo anos a fio. Desculpam-se com a inclusão, sempre a mania da inclusão!…

Uma escola inclusiva, dizem, é a que não rejeita, nem exclui, nem deixa nenhum aluno para trás, “no child left behind”, dizem os américos e os beefs. O nosso ministério, invejoso, também fez uma lei sobre inclusão, que é o conhecido 54, e lá diz tudo, sucesso de todos, dos bons, dos medíocres e dos maus, tudo incluído, igualdade de oportunidades, com medidas para todos os gostos. Isto gerou revolta, claro, passar assim toda a gente sem nunca chumbar, que é isso a inclusão, mas o ministério, Xico esperto, não se esqueceu da lição do Xico Lardosa e no mesmo dia, seis de junho de 2018, publicou o 55, para dizer que afinal, não senhor, temos de ter também chumbo e retenção. Sim, no mesmo dia, um decreto para a inclusão e outro para a exclusão. Como diria Gil Vicente: “E assim se fazem as cousas”.

(1) (Baptista 2020, O meu sobrinho anda na inclusão, Nimba/Amazon, pp.113-115)

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Professora com processo disciplinar por referir nacionalidade de aluna: hipocrisia e ataque à liberdade de expressão

Lembre-se: quem cala consente. Não podemos permitir que a censura e a autocensura ditem o que podemos ou não dizer.

Professora com processo disciplinar por referir nacionalidade de aluna: hipocrisia e ataque à liberdade de expressão

Uma professora tem um processo disciplinar, de que se está a defender, porque num documento interno da escola se referiu a uma aluna de uma determinada nacionalidade, dizendo: “a aluna de nacionalidade x com determinado nome” tem uma série de problemas e, ao referir os problemas, visava proteger, apoiar e obter recursos para que esta aluna pudesse ser apoiada convenientemente. Por mencionar a nacionalidade da aluna, apenas e só a nacionalidade da aluna, a professora tem um processo disciplinar por discriminação. Isto é, a mera menção da nacionalidade da aluna foi interpretada como um ato discriminatório, levando à abertura de um processo disciplinar.

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Uma escola para adultos excluídos

 

É condição sine qua non ter uma história e uma história para contar quando o destino e fim de alguém se resume a trabalhar em prol de alunos excluídos numa escola de alunos excluídos e o Luís não é excepção.
A começar pelo desemprego de canudo na mão, a vergonha de estudar em vão, como se fosse possível estudar em vão e o saber ocupasse lugar, mas o saber não paga contas mais o sacrifício familiar e o resultado para além do óbvio quando o Luís se decidiu por uma Licenciatura em Filosofia.
O olhar de lado do irmão mais velho e o “eu não te disse para não estudares” ainda hoje nos ouvidos, uma memória auditiva, uma cicatriz, uma tatuagem e a tatuagem não sai, a cicatriz também não, um disco riscado cuja mensagem é a mesma, é a mesma, é a mesma e eu não te disse não te disse não te disse para não estudares?
E depois o discurso do pai a apontar para o exemplo do teu irmão a fazer entregas e hoje é tão fácil arranjar trabalho, está tudo nos telefones e tivesse eu a vossa idade e faria o mesmo e fazer o mesmo o tanas para não dizer pior, nos intervalos o irmão ainda faz de conta ser PT e ao fim de semana faz de Uber com o carro do pai e portanto escravatura na ponta dos dedos sem quaisquer direitos mas como os direitos não pagam contas o povo verga as costas sem tempo sequer para reclamar e o Luís de fora a ver de fora a viver lá fora.
E viver lá fora significa aceitar qualquer emprego, qualquer trabalho e qualquer trabalho é esta falta de auto-estima no espelho e ensinar onde os outros não querem ensinar e ensinar quem não quer ser ensinado, razão pela qual o Luís começou por trabalhar com alunos excluídos e acabou a trabalhar pelos alunos excluídos e para os alunos excluídos.
Excluídos por problemas mil a começar pelo comportamento e a acabar no contexto familiar e social, um emprego relevante e afinal valeu a pena estudar e o saber não só não ocupa lugar como paga as contas e o Luís já não é, ele próprio, um excluído mas os seus colegas são, os outros professores são entre registos criminais, despedimentos por justa causa, vítimas de violência doméstica, imigrantes desterrados e igualmente desempregados dos países de origem e nenhum com excepção feita para a senhora directora é autóctone ou nacional.
Significa isto ser o dia do Luís tantas vezes dedicado à gestão das emoções de adultos sem pai nem mãe, meninos perdidos da Terra do Nunca mas em ponto grande e igualmente necessitados de colo e o Luís é a perfeita almofada psicológica enquanto nos corredores os alunos correm à solta ou não estivesse o professor agora com o Luís a fazer de terapeuta dia após dia e onde estão os alunos do Luís senão a correr igualmente lá fora.
Tudo porque um aluno chamou um nome a um professor e o professor não se ficou e chamou um nome ao dito aluno e afinal estamos na presença de duas crianças e não apenas uma, a original, ou então o professor desatou num pranto e dentro da sala a histeria total enquanto o professor chama a polícia e aí estão as luzes e sirenes à porta e o entretenimento total para os alunos em geral.
E isto quando não é o professor a accionar propositadamente o alarme de incêndio e a escola toda na rua porque o professor precisa de atenção e alguém com quem falar e não há com quem falar quando se vive só fruto de divórcios litigiosos para não dizer mais e os fins de semana são passados sem abrir a boca e por conseguinte toca de accionar o alarme e outra vez o gáudio geral da criançada.
Trabalhar em prol de alunos excluídos requer resiliência. Mais, requer os melhores professores para os alunos mais carentes e necessitados. O contrário é uma distopia onde os autóctones se recusam liminarmente a resolver um problema social cuja génese é da sua total responsabilidade, delegando a mesma responsabilidade para quem tantas vezes tem histórias por contar sendo o resultado um conjunto de supostos adultos igualmente carentes e necessitados incumbidos de educar e criar as crianças que um dia foram.
E o Luís já perdeu a conta aos dias perdidos de volta dos colegas sem sequer se lembrar da existência das crianças a seu cargo senão chegado o fim do dia e as crianças, então e as crianças?
A escola do Luís é um vale dos caídos mas não devia ser, dos petizes aos adultos e o apoio psicológico essencial tanto para uns como para outros acrescentando-se a isto a importância de reter quem na escola do Luís quer trabalhar, apesar das suas histórias e independentemente das suas carências.
E portanto o Luís lá continua a colecionar peripécias até por não haver outra alternativa e o regresso a uma escola secundária uma visão cada vez mais distante: por não ter experiência no ensino secundário, já lhe disseram, ou não estivesse a sua carreira cingida aos currículos alternativos.

João André Costa

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Escola a mais, família a menos…

 A denominada “escola a tempo inteiro”, excêntrica “inovação educacional” concebida por José Sócrates/Maria de Lurdes Rodrigues, tem permitido e fomentado que muitas crianças possam ficar confinadas num espaço escolar durante sete, oito, nove ou, até mesmo, dez horas por dia…

 

Em 2019, a competência da organização e da gestão da escola a tempo inteiro foi transferida para as Autarquias…

 

Pelo Artigo 39.º (Escola a tempo inteiro) do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de Janeiro, as crianças do Ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo podem ficar encerradas em determinados espaços escolares na maior parte do seu dia, como se fossem putativos reféns:

 

– Compete às câmaras municipais promover e implementar medidas de apoio à família que garantam uma escola a tempo inteiro, designadamente actividades de animação e de enriquecimento curricular, antes e depois do período diário de actividades lectivas e durante a sua interrupção…

 

Temos, assim, crianças, entre os três e os dez anos de idade, diariamente massacradas com o cumprimento de insanos e abomináveis horários, que muitos adultos provavelmente não suportariam…

 

Temos, assim, crianças, entre os três e os dez anos de idade, depositadas na escola ou noutros espaços escolares durante a maior parte do seu dia, obrigadas a permanecer nesses lugares até serem resgatadas pela respectiva família…

 

A escola a tempo inteiro será boa para quem?

 

Para as crianças não é, com certeza, boa…

 

A escola a tempo inteiro dificilmente contribuirá para a boa saúde mental das crianças ou para o estabelecimento de relações afectivas securizantes com as respectivas figuras parentais ou até para o tão almejado sucesso escolar…

 

E o que sobra em escola falta em família…

 

Família que, nessas circunstâncias, frequentemente aproveita para se desonerar de muitas das suas responsabilidades parentais, às vezes esperando da escola aquilo que é da sua exclusiva competência…

 

Mas a escola não pode substituir a família, nem ocupar o seu lugar…

 

As Associações de Pais, em vez de reclamarem por medidas laborais protectoras da educação e da natalidade, têm permanecido em silêncio face a esta aberração, manifestando assim o seu acordo tácito com a denominada escola a tempo inteiro, que mais não faz do que legitimar e “oficializar” o aprisionamento de crianças, com a conivência e autorização dos pais…

 

O pretenso “apoio” às famílias, aludido no Artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de Janeiro, acaba por evidenciar, na realidade, o fracasso das políticas sociais de apoio à família, em particular aquelas que respeitam à educação de crianças e jovens e aos incentivos à natalidade…

 

E, entretanto, as crianças continuarão enjauladas, sem o direito a serem, de facto, crianças…

 

A escola a tempo inteiro prova que somos um país pobre a todos os níveis…

 

Paula Dias

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Aluno menor internado por fazer um ‘mata-leão’ a professora no Porto

Jovem de 15 anos vai oito meses para centro educativo.

Aluno menor internado por fazer um ‘mata-leão’ a professora no Porto

Um aluno de 15 anos vai passar oito meses internado, em regime aberto, num centro educativo por ter feito um mata-leão (asfixia com o braço no pescoço) e dado puxões e empurrões a uma professora na sala de aulas de artes plásticas, na Escola do Cerco, Porto. O Tribunal da Relação do Porto confirmou, em acórdão a que o CM teve acesso, a decisão do Juízo de Família e Menores.

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