A “escola família”: mãe de defeitos e sogra que traz burocracia…..
Estes dias o que mais tenho lido é gente, satisfeita com colocações, a dizer que “esta escola é a minha família.”
Má postura e sei que muita gente não vai gostar que se diga isto.
Mais pontos para ficar antipático.
Uma escola é uma organização com fins sociais e contextos muito diferentes de uma família (que não é uma organização, para começo de conversa….).
Aliäs, a informalidade famiiar, como ûnico laço entre profissionais é um dos defeitos de muitas escolas, que as prejudica cono organizações.
A cultura da “escola família” é um problema que introduz a familiaridade, a informalidade, o clientelismo (os clientes romanos eram “da família” do paterfamilias) e o feudalismo na gestão.
Dizer-se “esta escola é uma família” é um sinal metafórico de potenciais maleitas organizacionais e de gestão.
E já nem lembro que os grupos da máfia são famiglias….para nåo levar tåo longe a antipatia racionalista.
Mas pensem bem em certas famílias e como funcionam ou recebem novos elementos. Veem o meu ponto?
A ironia ė que o excesso de burocracia escolar acaba por vir exatamente dessa ideia errada e abusiva de que a escola é uma família (tese complexa que um dia talvez perca tempo a tentar explicar).
Não encontrei um texto a dizer e explicar que uma “escola NÅO é uma família.” (Nem deve ser pensada assim ou tentar ser).
Num dos cursos de administração escolar que frequentei havia uma professora que estava sempre a lembrar que os professores não podem ser missionários nem mercenários, ideia com pontos de contacto com a frase “uma escola não é uma família.”
Os missionários escolares, às vezes doentios, são desta cultura da escola família e isso prejudica a lógica, que é a mais consistente, da escola como “instituição social que é uma organização.”
Certos conceitozinhos fazem falta para nåo mergulharmos em metáforas simplistas que estragam e toldam o olhar e perturbam o agir.
Uma escola também não é uma empresa, mas o que no link se diz sobre as empresas, com as devidas adaptações, pode dizer-se sobre essas organizaçõe complexas chamadas escolas, que não são meras coleções de salas de aula, adjacentes umas às outras, com profs isolados em cada uma.
Uma escola vai mal “se for uma família”.
E um gestor escolar será uma bela porcaria se cair nisso…..gerir não ė ser pai, nem irmão, nem avó e, deus nos livre, sogra ou madrasta.
Se essa for a melhor metáfora organizacional que se arranja, vai mesmo mal.
E em algumas onde estive decidi que a família tinha de ter “ovelha ronhosa”…..
E vi como certas “famílias” tratam os que não querem alinhar com certos vícios famiiiares…..
Já vi a alma organizacional doente de umas quantas “famílias”…..




19 comentários
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Nem sempre acontece, mas no essencial concordo com o autor. Em muitas escolas o à vontade já é à vontadinha, e quem não segue o modus operandi acaba por se lixar com f.
É porque não conhece o autor
Uma escola é uma escola, vejam a dificuldade.
Alguns até têm de utilizar a negativa…
Meteu o dedo numa ferida tão contusa e exposta que às vezes parece que ninguém vê.
Parabéns pelo artigo.
Apoio integralmente o seu texto de opinião. É exatamente o que eu penso.
Facil é estar perto de casa como tu …..
Vens aqui cagar farelo
…
Estás tão perto meu baboco e vens aqui botar bitaites…
O teu problema sei eu qual é ,,,,,
São as dores de corno que tens….
Querias a ser Diretor mas em viana agora temos um canil,concorre para diretor do canil …
Lá impoes as tuas ordens mo conselho de canilagem
Baixo nível…
Concordo com a opinião do autor, mais nada.
Devia saber escrever “mágico”….
Aprenda a escrever.
Depois, provavelmente, é formado. Faça juz à boa educação que, porventura, lhe deveria ser inerente.
Mas tu meu desgracado sabes la o que é governar uma casa ????
E tinhas com que vir com o DIRETOR…… tanta dor de cotovelo…. tanto ódio se tivesses quem te aquecesse os pés …….
As tuas hormonas estavam calmas.
Rega os tomates e mistura -os com urtigas.
Não percebo qual o motivo em dar voz a este humano. Basta ir a Viana do Castelo e perguntem… simples.
Atenção, por falar em família… não confundam mãe e filho. Anos luz, no minimo.
Mas tu meu desgracado sabes la o que é governar uma casa ????
E tinhas com que vir com o DIRETOR…… tanta dor de cotovelo…. tanto ódio se tivesses quem te aquecesse os pés …….
As tuas hormonas estavam calmas.
Rega os tomates e mistura -os com urtigas.
Se eu não fosse professor, o que é que eu pensaria depois de ter lido estes comentários?
É triste haver professores a agredirem-se desta maneira. Parecem aqueles mal formados do Chega. Vocês também pertencem ao Chega? Se não, parece.
Não, caro Agostinho! mas muitos dos”anónimos ” cagunças que aqui vêm descarregar as “dores ” e um parto mal parido, são. Estão é no armmário!
Muito bem. Concordo e gostei do texto.
Caro Luís!
Excelente texto, como sempre! Bem no epicentro daquilo que a “escolinha” se tornou para um grupo de proletários, os “setôres”. O polvo do nosso insigne Vieira aplica-se bem ao que escola se tornou nos últimos 20 anos.
Quem não tem haters, não tem personalidade nem espinha dorsal e tu, exemplarmente, tens as duas coisas. os outros? São anfíbios. O Padre António Vieira nunca os citaria num texto de oratória sagrada.
Obrigado!
Que azia, Luís.
Penso que quem diz a expressão “A escola é uma família.” estará, com certeza, a falar de características como entreajuda, confiança, estima, dedicação, respeito e convívio.
Vamos lá animar, homem! Que azedume, caraças!
Falta de profissionalismo haver professores que formam grupos watsapp com pais e alunos! Professor é professor não é familiar das famílias.
Falta de ética os pais fazerem grupos watsapp por turma. A turma não é a familia e as familiaridades a mais são altamente escorregadias e nefastas para o correto funcionamento daquilo que, pela sua natureza, não é nem pode ser informal e levar doses de amiguismo ou de ódios de estimação. É uma questão de respeito institucional e de colocar ” cada macaco no seu galho “.
Familiaridades a mais levam a abusos irremediáveis.
O Dr. Luís Sottomayor Braga não é tolo, nem pessoa de se fechar num casulo. É inteligente, culto, trabalhador, tem uma casa, companheira bonita e sábia, família que ama e o ama. Tem as suas coisas sim, como todos! Os ataques ao seu carácter provam a mesquinhez e baixaria que vigora no Alto Minho. Provam também a mentalidade de dixotes e de malhas feudais que, por lá, são mais fortes que no resto do país e, sobretudo, provam que a teia de diretores eternos com as suas redes de colaboracionistas conseguem ligar-se às esferas e “fazer a folha” a qualquer um, desde que se recuse ser mais uma ovelha no rebanho! Este é, no fundo, um país à Dom Corleone!
A propósito, já assinaram a petição pelo fim deste modelo de gestão amiguista e autocrático? Ou fazem parte daqueles que dobram o joelho para beijar o anel?
Este blogue deve-se ter “esquecido” de colocar esta petição na sua máquina registadora…
Estes comentários são o retrato fiel da fauna que habita as salas de professores das escolas portuguesas.
O que só vem provar a justeza do artigo de opinião de L. S. Braga.
Que tristeza!