Rui Cardoso

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Saiba as novas medidas do Estado de Emergência por concelho

Selecione o seu concelho para conhecer as medidas COVID19 que se aplicam ao Concelho com a renovação do Estado de Emergência às 00h00 de 24 de Novembro.

Identifique o Concelho

 

 

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As novas Medidas para o Estado de Emergência

 

O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que prorroga a declaração da situação de emergência, em todo o território nacional continental com novas medidas restritivas.

Medidas Gerais

  • uso obrigatório da máscara nos locais de trabalho
  • proibição de circulação entre concelhos entre 27 de nov. e 2 de dez. e 4 de dez. e 9 de dez.
  • 30 e 7 de dezembro: suspensão de atividades letivas, tolerância de ponto e apelo a entidades privadas para a suspensão

Nova lista de concelhos de risco:

Concelhos com uma incidência superior a 480 casos:

  • proibição de circulação na via pública

 

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S.O.S. Escolas

 

 

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60% dos alunos em risco o que mais privilegiam é o “contato com os colegas na escola”

 

60% dos alunos em risco o que mais privilegiam é o “contato com os colegas na escola”

Um inquérito realizado pela Associação EPIS a alunos em risco de insucesso que apoia confirma o valor social e relacional da escola presencial, entre pares e, no 1.º Ciclo, entre alunos e professores. A resposta “Sair de casa e poder ir para a escola” é valorizado por todos os alunos, mas a resposta mais relevante é, de longe, a que foi dada por mais de 60% dos inquiridos, afirmando que o que mais privilegiam é o “contato com os colegas na escola”.

Já de forma crescente com a idade, surge a importância “do contato com os colegas/amigos fora da escola”. Por sua vez, o “contato com os professores na escola” é mais significativo no 1.º Ciclo, com 37,8% a terem manifestado esta resposta, que decresce muito nos ciclos de escolaridade seguintes.

A maioria dos jovens disse que se sente “muito melhor” ou “melhor” com aulas presenciais. No entanto, no 3.º Ciclo, a percentagem de alunos que se sente “na mesma”, “pior” ou “muito pior” com as aulas presenciais é de 20,8%, que compara com 13,2% e 8,6%, respetivamente, no 2.º e 1.º Ciclo, o que pode mostrar uma tendência, embora não muito vincada, de que o bem-estar nas aulas remotas tende a aumentar com a idade, pelo menos para uma parte dos alunos.

O ensino presencial é igualmente valorizado pelos alunos quando questionados sobre a “participação nas aulas”: mais de 72% nos 1.º e 2.º Ciclos refere que prefere o modelo tradicional, assim como 61,6% no 3.º Ciclo. A percentagem desce significativamente no sentido inverso, já que apenas 4,2% no 1.º Ciclo, 7,4% no 2.º Ciclo e 11,1% no 3.º Ciclo preferem participar através das aulas síncronas à distância.

No que respeita à “compreensão da matéria explicada pelo professor, independentemente da idade, mais de 84% continua a preferir as aulas presenciais, com uma minoria de alunos, apenas 4% a 6% em todos os ciclos, a mencionar as aulas remotas.

“O risco de contágio de si e dos mais próximos” é o que mais preocupa os jovens, independentemente da idade, e numa percentagem bastante significativa (mais de 75%). Já “a possibilidade de perda de emprego ou dificuldades financeiras dos pais” é uma preocupação crescente com a idade, com expressão mais significativa nos alunos do 3.º Ciclo de escolaridade (25,5%), quando compara com 18,4% e 16,4%, respetivamente 2.º e 1.º Ciclos.

A EPIS – Empresários pela Inclusão Social foi criada em 2006 por empresários e gestores portugueses e apoia alunos do pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos e Secundário em Portugal, que vivem em contextos socioeconómicos desfavorecidos, com risco acrescido de insucesso e abandono escolar e maior probabilidade de não chegarem ao fim da escolaridade obrigatória concluindo o 12.º ano de escolaridade.

 

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Descartada a antecipação da interrupção do Natal

Governo descarta antecipar férias de Natal nas escolas devido à Covid-19

Secretário de Estado diz que as coisas estão “a correr bem”. Responsável falou em 477 surtos em escolas, mas são só 68.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, revelou esta sexta-feira dados sobre a propagação da Covid-19 em meio escolar que apontavam para um número elevado. “Temos 477 surtos ativos em escolas dispersos por várias regiões: 58 na região Norte, 72 no Centro, 291 em Lisboa e Vale do Tejo, 29 no Alentejo e 27 no Algarve”, afirmou.

Afinal, foi um lapso do governante.

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Afinal não são 447, mas 68 surtos nas escolas

Governo corrige número de surtos nas escolas de 477 para 68

Os 477 surtos de infeção pelo novo coronavírus que o secretário de Estado e Adjunto da Saúde disse estarem ativos nas escolas são afinal referentes ao total do país, esclareceu o Governo, corrigindo o número para 68.

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477 surtos ativos em escolas de todo país

 

Há 477 surtos ativos em escolas de todo país

Há, neste momento, 477 surtos ativos nas escolas, dispersos pelas diferentes regiões do país. Norte conta com 58, Centro com 72, LVT com 291, Alentejo com 29 e Algarve com 27.

“Não nos parece que as escolas sejam um foco de grande intensidade”, diz Larceda Sales. “A questão das escolas estão a correr bem. “

 

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Reserva de recrutamento n.º 11

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 23 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 24 de novembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

 

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Pandemia galopante na população com idade escolar

 

Pandemia galopante na população com idade escolar

Belém fala de várias renovações do regime de exceção. Norte tem cenário negro. Origem de 81% de infeções por identificar. Aulas à distância podem voltar nas pontes dos feriados.

A covid-19 está espalhar-se entre as crianças e jovens no Norte, tendo-se tornado galopante nas últimas semanas e ultrapassado os números dos idosos. O aumento é notório: a taxa de crescimento é de 32% entre os menores de 10 anos e de 24% entre os adolescentes.

 

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Ainda não vi nenhum…

Um quarto dos 100 mil computadores prometidos já está nas escolas

Um quarto dos 100 mil computadores prometidos já está nas escolas

Distribuição dos equipamentos começou pelos alunos do ensino secundário. Até ao final do 1.º período, primeira fase do programa Escola Digital ficará concluída.

Cerca de um quarto dos 100 mil computadores portáteis que o Ministério da Educação vai entregar aos alunos carenciados já está nas escolas. Os equipamentos destinados aos estudantes do ensino secundário foram entregues nos estabelecimentos de ensino ao longo das últimas semanas, começando agora a chegar às mãos das famílias. Esta é a 1.ª fase do programa Escola Digital, que será alargada ao ensino básico até ao final do 1.º período, assegura a tutela.

Às escolas chegaram 25 mil computadores, destinados aos alunos do ensino secundário que que estão no Escalão A da Acção Social Escolar. Já se sabia que a distribuição ia começar pelos estudantes carenciados, mas o Ministério da Educação (ME) decidiu também dar prioridade aos estudantes mais velhos. O plano para este ano lectivo prevê que, face à evolução da pandemia, sejam estes os primeiros a ir para casa, caso haja necessidade de passar do ensino presencial para um regime misto.

Os computadores “foram entregues às escolas esta semana”, avança fonte do ME. O processo decorreu sem problema, confirmam os directores de agrupamentos escolares contactados pelo PÚBLICO. Além dos computadores, é também entregue uma mochila e um conjunto de auscultadores com microfone a cada aluno. Para quem não tiver acesso à Internet é também disponibilizado um router (hotspot), com o tráfego limitado a 2 GB por mês. O acesso a sites educativos, como o Estudo Em Casa ou as plataformas das editoras dos manuais escolares, não é contabilizado pelas operadoras, sendo gratuito.

Os equipamentos já começaram a chegar às mãos dos alunos, mas o processo vai prolongar-se pelos próximos dias, uma vez que as escolas têm que fazer a verificação do material recebido e instalar software relativo às plataformas de colaboração e de gestão educativa. “Somos um intermediário entre o Ministério da Educação e as famílias”, ilustra Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep).

A entrega de equipamentos aos alunos faz parte do Escola Digital, uma das linhas do Programa de Estabilização Económica e Social, apresentado pelo Governo em resposta à pandemia. São destinados 400 milhões de euros para este programa – dos quais, cerca de 160 serão investidos ainda este ano na compra de material informático para os estudantes.

“Acesso universal”
A promessa de “acesso universal” à Internet e a computadores para os alunos que estão dentro da escolaridade obrigatória será cumprida faseadamente. Na 1.ª fase, que está em curso, serão entregues 100 mil equipamentos, a alunos carenciados.

A entrega dos equipamentos está a ser feita de forma faseada para “evitar a concentração de equipamentos em espaço escolar”, avança o ME. Em causa está não só a necessidade de assegurar que as escolas cumprem a sua parte do processo, mas também preocupações com a segurança dos equipamentos e das escolas. A tutela prevê que a entrega “esteja finalizada nas próximas semanas”, antes do final do 1.º período.

Terminada a entrega dos computadores aos alunos do ensino secundário, serão agora distribuídos os restantes 75 mil computadores, destinados aos estudantes dos três ciclos do ensino básico. Os portáteis para cada nível de ensino são, de resto, diferentes. Foram definidos três tipos de equipamento – um destinado ao 1.º ciclo, outro para os 2.º e 3.º ciclos e outro para os alunos do secundário – tendo em conta as necessidades de cada nível de ensino.

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Portugal é o 7.º País onde melhor se fala inglês, mas luta para reter profissionais

 

Portugal é o 7º. País onde melhor se fala inglês, mas luta para reter profissionais

 

·              Portugal é o 7.º melhor país do mundo no que respeita a bem falar inglês, o melhor resultado de sempre desde que se publica o estudo.

·              Porto é a cidade portuguesa com melhor proficiência em inglês, Lisboa, que arrecadou o prémio há dois anos, não foi além do 4.º lugar este ano.

·              Apesar de ter uma elevada proficiência em inglês e ao contrário do restante grupo que lidera este ranking, Portugal está abaixo da linha de correlação no que respeita à capacidade de atrair, desenvolver e reter trabalhadores qualificados. 

Portugal é o sétimo país do mundo com melhor proficiência em inglês, de acordo com o relatório EF English Proficiency Index (EF EPI) – que analisa dados de 2,2 milhões de falantes não nativos de inglês, em 100 países e regiões. 

Num ranking liderado pela Holanda, Portugal surge ainda atrás da Dinamarca (2.º), Finlândia (3.º), Suécia (4.º), Noruega (5.º) e Austria (6.º). Este é o melhor registo de sempre de Portugal neste ranking, depois de no ano passado ter entrado pela primeira vez no estrito grupo de países com “elevada proficiência” em inglês. 

No sul da Europa somos, sem dúvida, os que melhor falam inglês, deixando muito para trás Grécia (21.º), França (28.º), Itália, (30.º) e Espanha (34.º). 

Porto é, pelo segundo ano consecutivo, a cidade portuguesa onde melhor se fala inglês. Coimbra (2.º) e Braga (3.º) fecham o pódio nacional. Lisboa, que arrecadou o prémio há dois anos, não foi além do 4.º lugar este ano. 

“Embora 2020 tenha sido um ano desafiador, as circunstâncias também destacaram a importância de uma comunicação e cooperação claras além das fronteiras. O inglês como língua franca global continua a unir as pessoas, e o EF EPI contém informações valiosas para os formuladores de políticas avaliarem e fortalecerem a capacidade de aprendizagem de línguas de suas organizações e governos”, afirma o vice-presidente executivo da Education First para Assuntos Académicos, Dr. Christopher McCormick. 

O EF EPI tem por base os resultados do EF Standard English Test (EF SET), o primeiro teste de inglês padronizado gratuito do mundo. O EF SET tem sido utilizado em todo o mundo por milhares de escolas, empresas e governos para testes em larga escala. 

A fechar o ranking de proficiência de inglês está Omã (98.º), Iraque (99.º) e Tajiquistão (100.º). 

Homens portugueses ultrapassam mulheres

O estudo – que avaliou o inglês de mais de 2,2 milhões de pessoas – conclui que a nível mundial as mulheres falam inglês melhor do que os homens, apesar da disparidade ser cada vez menos evidente relativamente a edições passadas do EF EPI. 

Em Portugal, e tal como já se tinha registado o ano passado, os homens conseguiram obter melhor classificação dos que as mulheres. Ainda assim, as mulheres portuguesas também atingem este ano um nível “muito elevado” de inglês (61,3 pontos), um valor bastante superior à média dos homens de todo o Mundo (49,8 pontos). 

Os jovens portugueses entre os 21 e os 25 anos continuam a ser os que levam melhor nota no EPI – um relatório que mostra uma correlação entre a fluência em inglês e o poder de compra, qualidade de vida, inovação e um conjunto de outros indicadores sócio-económicos. 

Apesar desta correlação positiva entre a fluência na língua inglesa de uma região e o valor médio do seu rendimento bruto, Portugal é um dos três países com nível de proficiência em inglês “muito elevada”, mas abaixo da linha de correlação com o rendimento médio nacional líquido per capita. 

Portugal não segue tendência mundial

Apesar da alta correlação entre a proficiência em inglês e o Índice de Competitividade Global de Talentos, um relatório que avalia a capacidade de um país de atrair, desenvolver e reter trabalhadores qualificados, Portugal e a África do Sul fogem à tendência. 

Os dois países, apesar de terem uma elevada proficiência em inglês e ao contrário do restante grupo que lidera este ranking, estão abaixo da linha de correlação no que respeita à capacidade de atrair e reter trabalhadores qualificados. 

No que respeita ao Índice de Competitividade Global de Talentos, Portugal fica atrás de países como o Japão, Emirados Árabes Unidos, República Checa, Estónia ou França. 

Outra correlação encontrada pelo EF EPI é entre a proficiência de Inglês e a facilidade de fazer negócios, bem como falar inglês e uma série de indicadores relacionados com logística. 

Para economias em todo o mundo, uma maior proficiência em inglês correlaciona-se com um maior Produto Interno Bruto, maiores salários líquidos e maior produtividade. Porém, também neste campo Portugal foge à regra. Na produtividade por hora, Portugal fica atrás de países como a Itália ou Espanha. 

Nem tudo é negativo para o nosso País. No que respeita à correlação da proficiência de inglês e a publicações de artigos científicos, Portugal sai bem na fotografia. Os dados mais recentes, referentes a 2017, mostram que 60% dos artigos do Nature Index foram colaborações internacionais, uma proporção maior do que nunca. Não é surpreendente encontrar uma forte correlação entre a proficiência em inglês de um país e o número de artigos científicos e técnicos per capita, bem como seu investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, em termos de capital e recursos humanos. 

Para Constança Oliveira e Sousa, responsável pela EF portugal, “hoje, cientistas e engenheiros simplesmente não podem perder a inovação global por causa de barreiras linguísticas”. “Não são apenas os investigadores que precisam de aceder a novas ideias. Em todos os campos, os profissionais precisam de estar actualizados com as melhores práticas internacionais. Também para as empresas, uma elevada cultura de proficiência em inglês torna possível explorar talentos e experiências que, apenas há alguns anos, estariam fora de alcance”. 

Sobre a EF Education First

A EF Education First é uma empresa de educação internacional que se foca na linguagem, na formação e na experiência cultural. Fundada em 1965, a missão da EF é “abrir o mundo através da educação”. A EF tem mais de 600 escolas e escritórios em mais de 50 países.

 EF English Proficiency Index 2020 Ranking de Países e Regiões:

 

EF EPI Ranking

País ou Região

1

Holanda

2

Dinamarca

3

Finlandia

4

Suécia

5

Noruega

6

Áustria

7

Portugal

8

Alemanha

9

Bélgica

10

Singapura

 

 

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Enquadramento jurídico dos docentes de risco em regime de teletrabalho – FNE

 

 

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+ vale mascarado do que confinado

 

 

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“Quem tem medo do lobo mau?”

 

“Quem tem medo do lobo mau?”

 

As escolas parecem estar permanentemente ligadas a um aparelho tecnológico, sem “certificação de qualidade”, altamente complicado e complexo, e que carece das mais elevadas qualificações para ser devidamente dominado e manuseado… 

Em muitas escolas, alguns esforçam-se, frequentemente, por “inventar” e fazer aplicar as suas “criações” e as suas “descobertas”, certamente fruto da sua imensurável criatividade, imaginação, engenho, brilhantismo e competência… E mesmo quando tudo parece já ter sido inventado, eis que surge quase sempre mais alguém com uma enorme capacidade “inovadora”, munido de mais um “guião de procedimentos” que, em última análise, servirá apenas para complicar o que, à partida, poderia e deveria ser simples, eficaz e despretensioso…

O problema principal reside, muitas vezes, na aplicação prática e na eficácia de tais “criações” e “invenções”, sobretudo aquelas que acabam por não beneficiar efectivamente ninguém… Que eficácia pode ser atribuída a uma medida ou a um procedimento se os seus resultados não se traduzirem em vantagens/benefícios para alguém ou para um grupo de pessoas? E se, em vez disso, criarem ainda mais dificuldades e obstáculos?

Quanto de cada um é “consumido” dentro de cada escola em tarefas, procedimentos ou medidas de natureza burocrática? Quantos registos e quantas comunicações escritas (entre relatórios, actas, preenchimento de grelhas, comunicações para múltiplas entidades…) se vê obrigado a fazer um Director de Turma ou um Professor ao longo de um Período Lectivo ou de um Ano Lectivo? Quantas horas do seu tempo diário são gastas nesses procedimentos burocráticos obrigatórios? Que tempo e que disponibilidade mental e física lhes resta para se dedicarem ao essencial e prioritário que, e até prova em contrário, deveria ser o trabalho directo com os alunos? Que contributo decorre desses procedimentos burocráticos para a melhoria do trabalho pedagógico a desenvolver com os alunos?

Paradoxalmente, uma das justificações mais ouvidas para a existência de tantos e tão complexos procedimentos burocráticos prende-se com o objectivo de incrementar o sucesso escolar dos alunos…

A contradição parece evidente: como podem os professores dedicar-se à sua principal função que é Ensinar por via do trabalho directo com os alunos, se as exigências burocráticas que sistematicamente lhes são feitas ignoram ou escamoteiam a importância desse mesmo trabalho? No mínimo, tal justificação suscita perplexidade… E este é apenas um exemplo paradigmático do que se vai passando em muitas escolas: um objectivo inicialmente válido e pertinente torna-se inatingível, inviável ou perde consistência porque, incompreensivelmente, se complexificaram todos os procedimentos para o atingir… 

O que resta depois de tudo isto? Resta pouco. Mas restam, quase sempre, os chamados “floreados” ou “fogos de artifício” e o “show-off”, que muitos, intencionalmente, confundem com estratégias muito inovadoras, também elas, por certo, sinónimo de muito dinamismo, iniciativa e eficácia ou, se se preferir, muita proactividade, numa terminologia muito moderna e actual…

E nem os tempos que correm, com todas as suas contrariedades, fizeram alterar a perspectiva da Escola que tudo pode e tudo tem que saber fazer e resolver… Enquanto não se assumir que isso não é aceitável nem exequível, a Escola, em particular os profissionais que nela trabalham, continuarão “presos na ratoeira” da Escola Omnipotente, vista como uma espécie de Entidade Suprema, plena de poderes mágicos ilimitados, capazes de resolver todos os problemas… Em consciência, as escolas não podem aceitar que lhes seja atribuído esse papel, nem que lhes seja imputada essa responsabilidade.

Não é legítimo exigir à Escola aquilo que ela, objectivamente, não pode dar, nem deve dar, porque não é da sua competência fazê-lo. E conseguir afirmar isto com clareza não é sinónimo de incapacidade ou de indolência, mas antes sinónimo de realismo, honestidade, pragmatismo e sensatez. Não colocar limites às expectativas sobre as acções que a Escola pode e deve empreender, criando falsas ambições, conduz quase sempre à frustração, à decepção/desilusão e ao desânimo… Quando, à partida, as exigências realizadas são impossíveis de serem satisfeitas, o resultado mais óbvio é, inevitavelmente, o fracasso e a insatisfação… E tudo isto “mói” muito, cansa muito e vai-se tornando numa espécie de doença em estado crónico que deveras incomoda pelos sintomas permanentes e persistentes que provoca…

Carpir mágoas em surdina pelos corredores da escola ou “andar, envergonhadamente, a chorar pelos cantos” até pode aliviar, mas não resolve o problema… Resolvê-lo implica conseguir falar alto e nos locais próprios, como em reuniões de Grupo de Recrutamento, de Departamento ou de Conselho Pedagógico. Também implica que os representantes dos professores (Coordenadores de Grupo ou de Departamento, Coordenadores de Directores de Turma, Coordenadores de Ciclo, entre outros) nos vários órgãos da escola consigam ser efectivos porta-vozes dos seus pares e não meros “ornamentos florais”… O que se espera desses representantes junto das Direcções?

 “Quem (ainda) tem medo do lobo mau?” “Domesticar o lobo mau” diz respeito a todos e a cada um, dentro de cada escola… E se não se assumir esse desígnio em termos individuais perde-se a legitimidade para posteriormente reclamar. Calar primeiro e só reclamar depois parece ilógico, incongruente e contraditório… Não calar pode dar trabalho, causar desconforto e acrescer preocupações? Pode. Mas se não for feito, nada mudará…

 

Alerta: O sarcasmo e a ironia presentes podem ferir algumas sensibilidades…

 

 Matilde

 

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Proposta de renovação do Estado de Emergência

 

Presidente da República propõe ao Parlamento renovação do estado de emergência

Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta tarde em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma renovando o estado de emergência por 15 dias, de 24 de novembro a 8 de dezembro.

 Carta enviada ao Presidente da Assembleia da República

 Projeto do Decreto do Presidente da República sobre a Renovação do Segundo Estado de Emergência

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Escolas adotam diferentes critérios para aulas online

As escolas têm adotado diferentes formas de acompanhar os alunos que entram em isolamento profilático. os pais estão preocupados com as desigualdades que estão a reaparecer…

Clique na imagem

 

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Férias escolares de Natal podem ser antecipadas uma semana

Férias escolares de Natal podem ser antecipadas uma semana

É uma das medidas que podem vir a ser aplicadas na renovação do Estado de Emergência. Governo espera validação no regresso esta manhã das reuniões no Infarmed, onde Costa e Marcelo marcam presença.

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Em Matosinhos estão 1200 alunos de 45 turmas em quarentena

 

Segundo números da Unidade de Saúde Pública, o concelho de Matosinhos tem, neste momento, 45 turmas em quarentena, num total de cerca de 1.200 alunos.

A autarquia recorda que a Comissão Municipal de Proteção Civil de Matosinhos pediu ao Governo, há menos de um mês, que ponderasse o ensino à distância para os alunos do 3.º ciclo, ensino secundário, ensino profissional e universitário.

Isto, para baixar a pressão existente nas escolas e ajudá-las a fazer uma gestão mais eficaz dos fluxos de estudantes.

 

 

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A polémica do direito de imagem – Luís Braga

Nos últimos dias, tem havido uma grande polémica jurídica e muita dialética sobre o direito à imagem e seus limites. Em muitos casos, muitos intervenientes não se situam bem no tema ao esquecer um fenómeno com os direitos de personalidade: não podem ser interpretados juridicamente como se cada direito fosse uma ilha isolada. Na verdade, os meus direitos formam um feixe de relações, que se entrelaça com os meus deveres e com os direitos e deveres de outros. Nenhum direito pode ser totalmente restringido (vide CRP) mas, à conveniência de outros direitos, podem ser parcialmente. Aliás, no artigo do Código Civil que estipula a definição de direito à imagem inclui-se uma lista de restrições (uma delas, o fim didático). E para esclarecimento dos que vão achar que isto que digo é treta, face ao uso da palavra retrato, realço que retrato aqui não significa “imagem parada do rosto” mas tem um sentido jurídico diferente, que inclui imagens em movimento. É pacífica essa interpretação. (O código civil é de 1966)
Com isto, logo na base, eu não me metia a pés juntos a invocar o direito à imagem para não dar aulas a alunos retidos em casa.
E há mais coisas.

E outra coisa a debater é mais importante são as condições técnicas para o fazer, que é outro nível de discussão.

PS: E presto aqui homenagem ao meu professor de Direito do ensino secundário, Dr. Júlio Vasconcelos, que, na singeleza das suas aulas de introdução ao estudo do direito, me ensinou uma das coisas mais úteis que aprendi na escola. Direito não é “saber de leis” é “ler o que a lei diz”. E qualquer pessoa o pode fazer, se atender às regras de interpretação da lei. Inventar é que não. Foi o professor que me deu a nota mais baixa do meu ensino secundário, mas não posso estar mais grato pelas aprendizagens. Ajudam-me todos os dias a pensar pela própria cabeça.

Luís Braga

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Simulador Pré-Reforma – Madeira

Segundo este simulador, um docente com 60 anos, posicionado no 10.º escalão e sem qualquer majoração prevista, ficaria com um vencimento, pelo período de pré-reforma, de 1 705,53 €, valor ilíquido. Bem diferente daquele que aufere estando no ativo, 3 364,63 €.

Simulador Pré-Reforma

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Ai cum catano… aqui quem manda sou eu…

Ai cum catano! ando eu a falar para o boneco, é? Queres ver que foram aditadas umas alíneas ao meu contrato e ninguém me disse!

As assistentes operacionais vão começar a levar os detergentes de casa, as costureiras levam as linhas de cassa, os enfermeiros compram a gaze para aplicar nos doentes, os médicos têm que levar os bisturis pessoais, cada PSP compra a sua arma pessoal para usar em serviço e para ser militar tens que possuir o teu próprio “canhão”…

“Há-me com cada um…” Cum catano!!!

 

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Será que os professores com “afinidade” a ser MOBILIZADOS estão considerados na alínea c)?

Que afinidade terá uma licenciatura ou grau superior em educação com rastreios ?

 

3 – Os trabalhadores que, com o evoluir da pandemia da doença COVID-19, se revelem efetivamente necessários ao reforço da capacidade de rastreamento das autoridades e serviços de saúde pública, são contactados para este efeito pela Autoridade de Saúde Regional, com o apoio da Administração Regional de Saúde, I. P., territorialmente competente, sendo-lhes facultado os equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades inerentes, quando tal se afigure indispensável.

4 – A afetação dos trabalhadores às funções referidas nos números anteriores deve ter em conta a respetiva formação e conteúdo funcional, priorizando-se os trabalhadores de acordo com os seguintes critérios:

a) Profissionais de profissões regulamentadas da saúde;

b) Agentes da proteção civil, previstos no artigo 46.º da Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na dependência do Ministro da Administração Interna, que sejam mobilizados para o efeito;

c) Trabalhadores detentores de grau de licenciatura ou grau académico superior a este, de acordo com a afinidade da formação que detenham às funções exercidas;

d) Trabalhadores detentores de 12.º ano de escolaridade ou curso equiparado.

 

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Propostas de alteração do PCP ao Orçamento do Estado para 2021 – Educação

Trabalhadores

  • Contratação, por tempo indeterminado, de 5000 auxiliares e administrativos para as escolas;
  • Contabilização integral de todo o tempo de serviço das carreiras e corpos especiais – Garantir que releva integralmente, para efeitos de progressão na carreira e valorização remuneratória, todo o tempo de serviço efetivamente prestado nas carreiras, cargos ou categorias integradas em corpos especiais; 
  • Vinculação extraordinária na modalidade de concurso externo – até 1 de setembro de 2021 são vinculados os docentes com dez ou mais anos de serviço e até 1 de setembro de 2022 são vinculados os docentes com cinco ou mais anos de serviço, independentemente do grupo de recrutamento e desde que contem com 365 dias na Escola Pública durante os últimos 4 anos;
  • Contabilização do tempo de trabalho dos docentes em horário incompleto – Garantir que aos docentes contratados a termo resolutivo, com horário incompleto, não se aplicam as normas do Decreto-Regulamentar n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro, que se referem aos contratos a tempo parcial.
  • Medidas de combate à carência de professores, educadores e técnicos especializados na Escola Pública – Reforço do crédito horário de acordo com as necessidades sinalizadas pelas escolas; possibilidade de escolas completarem os horários incompletos ainda não preenchidos, com garantia da colocação dos docentes, em horário anual e completo, nos próximos três anos e posterior ingresso na carreira; atribuição de complemento de alojamento (50% do valor pago) e deslocação (no valor do montante efetivamente despendido) desde que escola de provimento esteja localizada a uma distância igual ou superior a 50 km da residência habitual;
  • Contabilização de pontos para progressão nas carreiras – garantia da manutenção dos pontos atribuídos, relevando os mesmos para efeitos de futura alteração do posicionamento remuneratório. 
  • Suprimento de necessidades permanentes dos serviços públicos e combate à precariedade – o PREVPAP deve ser devida e atempadamente corrigido e concretizado e deve constituir um ponto de partida e não um ponto de chegada. 
  • Contribuições dos beneficiários da ADSE passem a incidir em 12 meses por ano – descontando somente na remuneração mensal, deixando de fora os subsídios de férias e de natal. Sendo o ano constituído por 12 meses, em bom rigor, este é o período que deve ser considerado paras as contribuições para a ADSE e não 14. 
  • Contratação, por tempo indeterminado, dos psicólogos escolares necessários à concretização, no ano letivo de 2020/2021, do rácio de 1 psicólogo para 500 alunos. 
  • 35 horas para todos os trabalhadores da Administração Pública.

 

Melhores condições de funcionamento e mais Ação Social Escolar

  • Redução do número de alunos por turma em todos estabelecimentos de educação e ensino na escolaridade obrigatória; 
  • Gestão pública das cantinas escolares – Adoção das medidas necessárias para assumir a gestão direta das cantinas escolares nas escolas da responsabilidade da Administração Central até ao final do ano letivo 2023/2024, com a contratação de todos os trabalhadores, meios materiais e financeiros necessários ao bom funcionamento das cantinas escolares e à qualidade das refeições fornecidas.
  • Alargamento, em 2021, da rede pública de ensino artístico especializado, garantindo a cobertura de todo o território nacional – Assegurar a existência de pelo menos um estabelecimento público de ensino artístico especializado em cada distrito onde ainda não exista;
  • Distribuição gratuita de manuais escolares novos a todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública do Ministério da Educação;
  • Distribuição gratuita dos recursos didáticos a todos os estudantes 1.º Ciclo do Ensino Básico da rede pública do Ministério da Educação – Efetivar a gratuitidade do ensino e aliviar as famílias dos encargos com a aquisição de material escolar;
  • Reforço de verbas do Fundo Social Municipal para despesas decorrentes dos efeitos da pandemia da doença COVID-19, nomeadamente para transportes escolares – garantia das condições sanitárias e de segurança para os estudantes.
  • Atribuição às escolas públicas do 1.º ciclo do ensino básico uma dotação específica para aquisição de material didático – Previsão de existência de verbas de funcionamento pedagógico por turma, alargando-se progressivamente a medida a todos os ciclos de ensino;
  • Reforço da Ação Social Escolar no Ensino Público obrigatório: 
  • Aumento dos valores da comparticipação:
  • do material escolar para os escalões A, B e C;
  • do alojamento em residência familiar no ensino secundário para os escalões A, B e C;
  • das visitas de estudo em 100% para todos os escalões;
  • da alimentação em 100% para todos os escalões.
  • Reposicionamento no escalão A dos alunos dos escalões de apoio B e C, nos casos em que um dos progenitores se encontre na situação de desemprego involuntário ou redução de horário há três ou mais meses, enquanto durar essa situação.
  • Alargamento do regime de distribuição gratuita de fruta e leite escolar a todas as crianças que frequentem a escolaridade obrigatória nos estabelecimentos de ensino públicos.

 

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RESOLUÇÃO Nº910/2020 – PRÉ-REFORMA – MADEIRA

 

Resolução nº 910/2020, de 16 de novembro, que estabelece as regras para a determinação da prestação a atribuir na situação de Pré-Reforma que corresponda à suspensão da prestação de trabalho.

 

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A lista dos concelhos das três zonas de risco Covid-19

 

Escalão máximo (≥ 960 casos)

Amarante
Belmonte
Caminha
Cinfães
Fafe
Felgueiras
Freixo de Espada à Cinta
Guarda
Guimarães
Idanha-a-Nova
Lousada
Manteigas
Marco de Canaveses
Matosinhos
Murça
Oliveira de Azeméis
Paços de Ferreira
Paredes
Penafiel
Porto
Santo
São João da Madeira
Sever do Vouga
Trancoso
Trofa
Valongo
Vila Nova de Famalicão
Vizela

Escalão intermédio (≥ 480 e < 960)

Alijó
Almada
Amares
Arouca
Arronches
Baião
Barcelos
Braga
Bragança
Cascais
Castelo de Paiva
Castro Daire
Celorico da Beira
Celorico de Basto
Chaves
Coruche
Espinho
Esposende
Estremoz
Figueira da Foz
Figueira de Castelo Rodrigo
Fundão
Gondomar
Lisboa
Loures
Mafra
Maia
Mangualde
Mealhada
Mêda
Mogadouro
Monforte
Mora
Nelas
Odivelas
Ovar
Paredes
Peso da Régua
Ponte de Lima
Póvoa de Lanhoso
Póvoa de Varzim
Proença-a-Nova
Redondo
Sabrosa
Santa
Santa Marta de Penaguião
Santarém
Seia
Setúbal
Sines
Torre de Moncorvo
Vale de Cambra
Valença
Vieira do Minho
Vila do Conde
Vila Franca de Xira
Vila Nova de Cerveira
Vila Nova de Foz Côa
Vila Nova de Gaia
Vila Pouca de Aguiar
Vila Real
Vila Viçosa

Escalão mínimo (≥ 280 e < 480)

Abrantes
Águeda
Albergaria-a-Velha
Albufeira
Alcácer
Alcanena
Alenquer
Alfândega da Fé
Aljustrel
Almeida
Almeirim
Alvaiázere
Amadora
Anadia
Ansião
Arcos de Valdevez
Arganil
Arruda dos Vinhos
Aveiro
Azambuja
Barreiro
Beja
Benavente
Borba
Boticas
Cabeceiras de Basto
Campo Maior
Cantanhede
Carrazeda de Ansiães
Cartaxo
Castelo Branco
Chamusca
Coimbra
Condeixa-a-Nova
Constância
Covilhã
Crato
Cuba
Elvas
Estarreja
Évora
Faro
Ferreira do Alentejo
Fornos de Algodres
Grândola
Ílhavo
Lagos
Lamego
Macedo de Cavaleiros
Mira
Miranda
Miranda do Corvo
Mirandela
Moita
Mondim de Basto
Montalegre
Montemor-o-Velho
Murtosa
Oeiras
Oliveira de Frades
Oliveira do Bispo
Ourém
Palmela
Pampilhosa da Serra
Penacova
Penalva
Penamacor
Penela
Ponte de Sor
Portalegre
Portimão
Reguengos de Monsaraz
Resende
Ribeira de Pena
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santa Comba Dão
São Brás de Alportel
São Pedro do Sul
Sardoal
Sátão
Seixal
Sesimbra
Sintra
Sobral
Sousel
Tábua
Tavira
Vagos
Viana do Alentejo
Viana do Castelo
Vila Verde
Vila do Bispo
Vila Flor
Vila Nova de Paiva
Vila Real de Santo António
Vila Velha de Ródão
Viseu

 

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E depois do confinamento físico, a escola confinada às salas de aula! – Marisa Costa, Isabel Castro

 

 

E depois do confinamento físico, a escola confinada às salas de aula!

O início deste ano letivo significou para as comunidades educativas a assimilação de uma nova e condicionada realidade escolar, acarretando acrescidos desafios não só ao nível do paradigma educativo, da organização e funcionamento escolares, mas também ao nível do funcionamento socioemocional de alunos, professores e restantes agentes educativos.

Na teoria, a pandemia parece ter lançando uma excelente oportunidade para se repensar e encetar mudanças, há muito apregoadas pelos especialistas como prementes no campo da educação. Na prática, o confinamento que, de março a junho, empurrou alunos e professores para as salas virtuais, foi transferido em setembro para as salas de aula, condicionando bastante, ao que nos é possível apreender, a operacionalização desta oportunidade. Alunos, professores e famílias sabiam, antecipadamente, que este regresso à escola seria pautado por muitas mudanças, ainda que (in)constantes, perspetivando fazer face a esta realidade multidesafiante. Decisores políticos e líderes das escolas, por sua vez, em prol da máxima segurança e da prevenção da propagação pandémica, acresceram à sempre desafiante preparação do arranque de ano letivo, a árdua tarefa de definir e planificar, com base nas recomendações internacionais, muitas das mudanças. Nestas inclui-se novo mapeamento dos contextos escolares, operacionalizado num conjunto de sinaléticas que, quando logisticamente concretizável, conduzem, com distância de segurança, os alunos de cada turma a uma espécie de confinamento em sala de aula.

Num recente artigo publicado pela Unesco, esclarece-se que o distanciamento físico “não exclui necessariamente a conexão social”. É um facto que a comunidade educativa está mais próxima fisicamente, mas a sua conexão social está condicionada.

Tem sido priorizada a aquisição e consolidação de aprendizagens essenciais, contudo, as relações sociais e afetivas na escola não podem ser descuradas, porque delas (também) depende o sucesso académico.

Apesar de a maioria das crianças e adolescentes parecer estar a conseguir lidar de forma adaptativa com as limitações e exigências impostas pela situação que vivemos, é também, um facto, que o distanciamento físico está a impactar a forma como estas experienciam a dimensão mais afetiva da escola.

Em março, quando todos confinámos, no âmbito do Projeto ACT estávamos prestes a implementar um programa de intervenção para promover competências socioemocionais e estimular as relações positivas e significativas entre os jovens. Surgem, agora, novas inquietações: As prioridades em termos de competências serão as mesmas que em março, face ao distanciamento físico agora imposto? Quais as dimensões socioemocionais a privilegiar? Os estudos que nos chegam deste período de confinamento indicam que há um caminho a percorrer na promoção destas competências, pese embora o impacto multifacetado desta pandemia esteja, ainda, no desconhecido!

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Rebentou o Escândalo da avaliação dos “diretores”…

 

Afinal as “injustiças” da ADD também chegaram aos diretores…

Na última avaliação de diretores pelo Conselho Coordenador de Avaliação, muitos diretores tiveram nota máxima, 10,000.

Temos lideranças fortes, fortíssimas…

Na avaliação anterior a nota máxima tinha sido de 9,750. Em poucos meses as lideranças reforçaram-se e passaram a excelentíssimas…

Como bons líderes fazem bons colaboradores, é de admirar que as avaliações dos docentes de sala de aula não tenham sido similares às dos tais excelentes líderes!

As ADD dos “colaboradores” com uma avaliação de 10,000 escasseiam. Não será esse um fator de desempate possível? É que, um líder que não leva os seus colaboradores à excelência não pode, nunca, ser um excelente líder.

Talvez, agora, os excelentes líderes comecem a pensar que, afinal, se virou o bico ao prego e se unam aos docentes… nem vou falar em entregar as chaves das escolas, porque sei que isso seria uma utopia da minha parte. Pensar que haveria alguém que quisesse provar do veneno que durante tempos espalhou é contra natura…

 

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A Antiguidade É Um Posto Na Avaliação Dos Directores! – O Meu Quintal

 

A Antiguidade É Um Posto Na Avaliação Dos Directores!

Ou seja, quanto mais tempo sentados nas cadeiras do poder, melhor, de acordo com o artigo 14º da Portaria n.º 266/2012 de 30 de Agosto.

Dizem-me que este ano houve umas dezenas de notas máximas (10), mas só 5 tiveram direito a Excelente e 21 a Muito Bom, vindo os restantes parar ao Bom, um pouco à imagem do que acontece com o pessoal mais raso. E tudo abaixo de 10 teve de ficar pelo Bom, pelo que percebo deste post do Arlindo.

O que a mim espanta nem é o aumento que se verificou nas notas máximas este ano (afinal, há por aí tanta gente xalente a mandar), mas sim o facto de ainda ninguém se ter queixado de o desempate ser feito com base no tempo no cargo ou de serviço. Afinal, não querem rejuvenescer a classe? Poderiam começar pelo topo e não dar o “prémio” a quem está quase mumificad@ no lugar.

(e não haverá uma chuvita de recursos?)

Por outro lado, eu até acharia de “interesse público” conhecer quem foram os 5 e os 21 que ganharam os “prémios” em disputa, seja para seguirmos o exemplo de tais faróis da gestão escolar, seja para termos uma espécie de edição de um Global Director Prize ou um Diretor do Ano, com menções honrosas e tal e direito a fotos e chamadas à imprensa nacional para exporem a sua visão sobre a Educação e como a sua vocação foi estarem tanto tempo longe das salas de aula.

Não me levem muito a mal… é que Portugal empatou contra 10 croatas e apeteceu-me descarregar um pouco a bílis.

 

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Há “líderes fortíssimos” que nem ler sabem quanto mais interpretar…

 

Ainda há diretores a marcar reuniões presenciais. Alguns até já agendaram as reuniões, presenciais, de final do 1.º período!
Será que é assim tão difícil ler e interpretar as Orientações Ano Letivo 2020/2021 e o Decreto-Lei n.º 94-A/2020 de 3 de novembro?
“É obrigatória a adoção do regime de teletrabalho, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer, sem necessidade de acordo escrito entre o empregador e o trabalhador.” 

Mesmo não sabendo ler e interpretar uma coisa tão simples há uma carrada de diretores que foram avaliados com 10,000 pelos seus CG… vivemos numa escola de meritocracia do medo e do compadrio?

 

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Voltando a falar em heróis e heroínas…

 

 

Voltando a falar em heróis e heroínas…

Não há palavras suficientes para reconhecer todos os professores e professoras, que estão, neste momento com muito mais esforço, a tentar mudar o mundo, uma criança de cada vez.

Faz dois meses do início do ano letivo e do regresso do ensino presencial às escolas desde o princípio da pandemia. Apesar do aumento significativo no número de casos de Covid-19 durante as últimas semanas, as escolas permanecem abertas, em atividade. Ou, como muitos dizem, estão a funcionar “normalmente”. Exceto que, de normal, não há nada e os desafios que se apresentam aos professores, alunos e a toda a comunidade escolar são maiores do que nunca.

O uso constante de máscaras, o impedimento de partilha de material, o distanciamento obrigatório, as regras de higienização, os espaços-bolha para cada turma, entre várias outras medidas, dificultam – e muito – a boa experiência no ambiente escolar e, por consequência, o processo de aprendizagem.

Não há dúvidas, porém, de que é fundamental que as escolas continuem abertas. O ensino à distância e as diversas ferramentas que proporciona, apesar de serem uma excelente alternativa e complemento aos estudos, também revelaram limitações e agravaram desigualdades. A falta de acesso a computadores (ou a partilha de apenas um computador entre toda a família) e de espaços apropriados para o estudo em casa, o risco aumentado de exposição à violência doméstica e insegurança alimentar e a ansiedade generalizada que a situação provocou são apenas alguns exemplos. Além disso, a ausência de contacto afetivo, neste caso com os colegas e professores, que representa uma componente crucial no desenvolvimento humano, também ficou prejudicada.

É de conhecimento geral que as famílias em situação socioeconómica desfavorável são as que mais sofreram as consequências da pandemia e do ensino à distância. Pelo menos um quarto dos estudantes do ensino básico em Portugal não teve acesso a um computador, o que deixou a maioria com pouquíssimo – ou nenhum – acesso às oportunidades educativas promovidas pelas escolas. Atualmente, em Portugal, há 137 agrupamentos escolares inseridos no programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), que abrangem escolas em contextos socioeconómicos desfavoráveis e, se o ensino à distância ainda apresenta tantas limitações, para estas populações é mesmo insuficiente para suprir as necessidades educativas básicas das crianças e adolescentes.

Apesar da taxa de abandono escolar em Portugal ter diminuído nos últimos anos, o Governo já alertou para o seu potencial aumento no contexto pós-pandemia. Muitos alunos, simplesmente, “saíram do radar”, por diversas razões, e não será tarefa fácil inseri-los novamente no sistema educativo.

Para o retorno às aulas presenciais, um relatório da DGE revelou preocupações com a consolidação e recuperação de aprendizagens, comprometidas durante o período do ensino à distância. Entre as orientações comunicadas às escolas, definiu-se a garantia do bem-estar socioemocional dos alunos como uma das prioridades para o ano, além da reorganização de grupos de trabalho e expansão dos programas de mentoria e tutoria personalizada. Todo o apoio possível, neste momento, é fundamental para minimizar os efeitos negativos da pandemia na educação.

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Listas Provisórias C.A.F.E. em Timor Leste 2021

Listas Provisórias dos candidatos selecionados e excluídos em sede de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2021

 

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Despacho Interno B20029403S Medição da Temperatura Corporal

 

Medição de temperatura corporal, por meios não invasivos, no controlo de acesso e permanência na DGAE.

 

Despacho Interno B20029403S Medição da Temperatura Corporal

 

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Funcionários das escolas fazem greve na primeira semana de dezembro

 

Funcionários das escolas fazem greve na primeira semana de dezembro

Os trabalhadores não docentes das escolas vão realizar uma greve no início de dezembro, reivindicando melhores condições de trabalho. A falta de funcionários é “gritante”, dizem os sindicatos.

Os trabalhadores não docentes das escolas vão realizar uma greve no início de dezembro para exigir melhores condições de trabalho e um reforço de pessoal, alertando que existem estabelecimentos onde faltam funcionários para cumprir os planos de contingência.

“A greve será na primeira semana de dezembro, mas a data ainda não está fechada”, anunciou Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), em declarações à Lusa.

Só na quinta-feira será conhecido o calendário da greve convocada pela FNSTFPS. Os pormenores do protesto dos trabalhadores não docentes das escolas públicas serão anunciados numa conferência de imprensa em Lisboa, junto ao Ministério da Educação.

A maior parte dos motivos do protesto é antiga e vai desde a falta de pessoal, a desvalorização das carreiras e a municipalização.

Mas, com a pandemia, a situação destes funcionários agravou-se: “Estamos a falar de situações que já existiam e outras que pioraram com a pandemia, como a falta de pessoal que é gritante”, sublinhou Artur Sequeira.

Para o sindicato, as soluções apresentadas pelo Governo, como a alteração da portaria de rácios, “não conseguiram responder as necessidades”.

Segundo Artur Sequeira, “muitas escolas estão a funcionar, e ainda bem, mas não conseguem cumprir os planos de contingência tal como estão estabelecidos, porque há poucos trabalhadores”.

A higienização constante dos espaços, a vigilância nas entradas da escola e durante os recreios são algumas das tarefas que ficam por vezes descuradas.

“Já antes as escolas tinham falta de trabalhadores e com estas novas regras a situação agravou-se”, criticou, considerando insuficiente a revisão da portaria de rácios, publicada no mês passado e que veio permitir ter mais três mil funcionários.

“Estamos a falar de três mil trabalhadores para 5.300 escolas. Não chega”, alertou.

Artur Sequeira considera que também não resolveu o problema das escolas a decisão do Ministério da Educação que no 1.º período de aulas permitiu a contratação de mais 1.500 assistentes operacionais.

 

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Diretores das escolas preocupados com professores que vêm de outros municípios e partilham a mesma viatura

Diretores das escolas preocupados com professores que vêm de outros municípios e partilham a mesma viatura

Os diretores dos agrupamentos de escolas estão preocupados com os professores que se deslocam de outros concelhos e de fora do distrito e partilham a mesma viatura, devido aos possíveis contágios de Covid-19 que poderão surgir. Em Miranda do Douro há três professores infetados. O diretor António Santos reconhece os custos das viagens, mas admite que é um risco acrescido:

“Nós temos professores que se deslocam vários quilómetros e têm por hábito partilhar a viatura e sabemos que nos tempos que correm é um risco acrescido, mas eu acredito que as pessoas têm os devidos cuidados.”

Também no agrupamento de Alfândega da Fé uma professora de outro concelho esteve infectada. Ainda assim, a irmã que viajava com ela todos os dias e que também trabalha no agrupamento não ficou contagiada. A informação foi confirmada pelo diretor.

José Monteiro adianta ainda que os professores têm manifestado medo de ficar infetados e alguns até deixaram de partilhar o mesmo carro e de usar transportes públicos:

“Têm medo, porque muitos deles já têm alguma idade, já têm problemas de saúde, o que os leva a serem pessoas de risco. Tenho ouvido algumas situações de pessoas que se deslocariam em transportes públicos e neste momento não o fazem.”

Em Macedo de Cavaleiros, o diretor do agrupamento também revelou que há um professor infetado com Covid-19 e que vive noutro concelho.

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A escola como suporte socioeconómico

A escola como suporte socioeconómico

Chegados até aqui, é quase unânime que, apesar do reconhecido esforço dos professores, a tentativa de ensino à distância que aconteceu no final do ano letivo transato, não é solução, nomeadamente para os alunos mais novos.

Diariamente, o número de pessoas infetadas bate recordes e a pandemia parece totalmente descontrolada. Voltámos, como consequência, ao estado de emergência. É sabido que o número de infetados não quer dizer número de doentes, mas com um aumento tão rápido, colocamos em enorme pressão o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Como disse por estes dias a ministra da Saúde, podemos estar a falar de uma subida da mortalidade nos próximos tempos devido a essa pressão acrescida. Terá faltado preparação! Onde também foi notória a enorme falta de planificação foi na área da Educação, onde recentemente foi anunciada uma plataforma digital onde se pode registar os casos de covid-19 nas escolas. Foi anunciada com meses de atraso. Não teria de estar esta ferramenta operacional logo no dia 1 de setembro?

Não me quero repetir, mas a falta de planeamento para este ano letivo, trouxe-nos aqui. Não fazendo muito mais do que aquilo que foi feito, era expectável. Aqui chegados, estamos perante um cenário com poucas alternativas. Seremos obrigados a reagir apenas porque não quiseram agir em antecipação, delineando com decência os possíveis cenários.

O problema é tanto mais grave quanto mais se percebe a importância da escola enquanto um dos principais suportes socioeconómico. Diz quem nos governa que as escolas não podem fechar. Mas para que isso seja possível urge emendar a rota, ajustar processos e dinâmicas.

No entanto, depois de um início de ano tão atribulado, por falta de tudo, inclusive diretrizes coerentes, e onde ficou mais uma vez provado que a Educação é o parente pobre do Governo, não podemos, agora, simplesmente esperar que aqueles que têm sido, nas últimas décadas, tão maltratados estejam dispostos a serem os da linha da frente.

Bem sabemos que o colapsar da sociedade económica está intrinsecamente ligada ao fecho ou não de escolas e por conseguinte esta deveria ser a altura ideal para começarem a olhar para a comunidade educativa, nomeadamente para os professores, de outra perspetiva.

Infelizmente, o que vimos no passado dia 7 de novembro foi mais uma prova cabal de que a consideração que os governantes têm pelos professores é nula, ao requisitarem 128 docentes sem componente não letiva, para rastreio de covid-19, dando a entender, intencionalmente, a todo o país que esses professores estariam sem fazer nada nas escolas e que por isso podiam desempenhar aquela função. É falso. Quem a sugeriu sabe bem disso.

Olhar para a Educação de outra perspetiva significa:

Em primeiro lugar, reabrir a discussão da recuperação do tempo de serviço efetivamente prestado, seja faseado, seja com bonificação para efeitos de aposentação, mas que seja devolvido e os professores reposicionados de imediato.

Em segundo lugar, a eliminação de todas as cotas existentes na carreira docente, valorizando assim a progressão e aumentado a possibilidade de mais professores serem melhor remunerados. Rever o formato da Avaliação Docente que mais não é que um bloqueador da carreira e potenciadora de pequenas corrupções devido às vagas e às cotas.

Em terceiro lugar, acabar com os discursos pouco sérios sobre a realidade escolar, dizer que está tudo bem nas escolas, que os alunos vão todos caber dentro da sala e que as bolhas funcionam tornando as escolas em locais seguros é liminarmente falso. Prova disso é o mais recente estudo que indica que “na divisão por idades o grupo etário dos 10 aos 19 anos é claramente aquele onde o aumento tem sido mais expressivo, mais do que duplicando em apenas um mês. No final de setembro o país registava 4.216 jovens com estas idades que tinham sido contagiados, número que chegou aos 10.199 no final de outubro (+142%)”.

Em quarto e último lugar, começar desde já a perspetivar o resto do ano letivo, e consequentemente colaborar na diminuição de infetados a nível nacional. Para diminuir as probabilidades de contacto, aglomerados e deslocações devem passar, o quanto antes, para o ensino à distância ou misto, consoante o concelho, o 3.º ciclo e secundário.

As escolas não podem fechar porque a sua função assistencial se tornou tão grande que se sobrepôs à educativa. Se voltarem a fechar as escolas, teremos um país próximo da bancarrota.

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S.TO.P entrega aviso de greve de uma semana

 

Sindicato convoca greve de professores de uma semana

O Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) anunciou a entrega de pré-avisos para a realização de uma greve de docentes de uma semana, entre 30 de novembro e 4 de dezembro.

A paralisação, segundo o S.T.O.P., pretende “exigir medidas concretas para que os alunos possam aprender em segurança”, numa escola de qualidade “e em condições de igualdade em todo o país”.

Em comunicado, no qual anuncia a greve, o S.T.O.P contesta a “narrativa do governo” e argumenta que “em muitas escolas não estão garantidas condições de segurança” de alunos, profissionais de educação e respetivas famílias.

Aludindo a uma espécie de “lei da rolha” que vigora em muitas escolas, ao “evitar ao máximo realizar testes”, o S.T.O.P. argumenta que “o grupo etário dos 10 aos 19 anos (idade escolar) é claramente aquele onde o aumento de casos Covid-19 tem sido mais expressivo (um aumento de 142%!)”

Segundo o S.T.O.P., dois meses após o início do ano letivo, há “milhares de alunos sem professores” e faltam também “milhares de assistentes operacionais, estes que são particularmente essenciais para garantir a higiene/segurança neste contexto de pandemia.”

 

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I WEBINAR CIENTÍFICO – PREVENÇÃO DA COVID 19 Em CONTEXTO ESCOLAR

 

I WEBINAR CIENTÍFICO – PREVENÇÃO DA COVID 19 Em CONTEXTO ESCOLAR
18 de novembro de 2020, 17 horas no Auditório da Francisco Sanches
 

Inscrição

 

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Plataforma do Ministério da Educação para registo de avaliação contínua dos alunos, pelos professores, nunca falha(ou)!

Mais uma vez o nosso país está ao nível do que melhor se faz no mundo, especialmente ao nível organizacional, dos direitos dos professores e da educação, sendo certamente na …lândia ou outro afim quase assim.

Não há registo de uma única falha na plataforma disponibilizada pelo Ministério da Educação aos professores para utilizarem diariamente nos computadores dos seus gabinetes de apoio e onde registam os elementos de avaliação contínua dos seus alunos, dando cumprimento à rigorosa complexidade percentual das dezenas/centenas de itens dos respetivos critérios por cada aluno.

Obviamente que nunca falha(ou) porque pura e simplesmente não existe rigorosamente nada organizado pelo Ministério da Educação para estes profissionais desempenharem uma das funções mais meticulosamente inspecionadas/controladas pelo sistema educativo e pelos qualificadíssimos encarregados de educação dos alunos. Primeiro, porque não existem gabinetes de apoio para os professores nem com computadores em número minimamente suficiente para o trabalho dos professores nas escolas, sendo eles obrigados a comprarem este tipo de equipamento e afins com o dinheiro do seu ordenado para colocarem ao serviço da sua entidade patronal (Estado) e segundo, porque não existe qualquer plataforma disponibilizada pelo Ministério da Educação para o trabalho diário da complexa e diversificada agenda do professor e para arquivo e tratamento de dados recolhidos na avaliação de cada um dos seus alunos aula a aula, bem como dos respetivos cálculos finais para conversão nas escalas de classificação e avaliação intercalar e de final de período/ano letivo. Para estes cálculos não serve sequer uma avançada folha de cálculo inventada por alguns professores experts por carolice em informática. Já agora, vêm aí mais umas toneladas de computadores/netes para os alunos do “povalhão” e os professores que continuem a comprá-los para sua imprescindível ferramenta de trabalho, roubando ao rendimento da sua família para encher os bolsos ao Santo Estado de Direito.

Pasme-se, o sistema funciona da seguinte forma:

1 – Cada professor tem de produzir os seus próprios documentos para recolha dos elementos de avaliação por aluno, respeitando os infindáveis e complexos critérios e percentagens gerais, sem que o próprio Ministério da Educação forneça quaisquer exemplos por disciplina. Há disciplinas que nem programa curricular têm, mas têm metas ou competências (ou sabe-se lá o quê porque está sempre a mudar). Alguns professores pagam do seu bolso a licença anual de programas informáticos para o efeito, com todas as limitações que tem e o dispêndio das horas de aprendizagem e utilização que lhe são inerentes, sem qualquer segurança, garantia ou proteção, sendo por vezes obrigados a apagar totalmente os dados registados por exigência dos altamente instruídos encarregados de educação ao abrigo da “conspurcada” lei de proteção de dados que ninguém sabe o que é, mas que todos veneram e que serve espetacularmente bem para dificultar ainda mais as funções profissionais dos professores. Outros pagam com favores a quem os ajude ou a quem lhe ceda o acesso a umas “manhosas” folhas de Excel, cuja utilização é exigida nalgumas escolas, mas que não são fornecidas pelas Direções (tipo, façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço e nem vos digo como se faz, sendo esta a real lei da Administração Educativa). Ainda, outros fazem o possível e o impossível para terem os seus registos da melhor forma à custa de muitos sacrifícios e “milagrosas” invenções. Por fim, outros mantêm os seus registos manuscritos digitalmente arcaicos e que usam há mais de 40 anos com caráter infalível, tal com os seus métodos de ensino (que, face às modernidades implementadas na educação pelos “experts” da matéria e da formação ministrada nas instituições de ensino superior que vivem à sombra dos ministérios, são imensamente mais fiáveis).

2 – Os professores transportam sempre consigo todos os elementos de avaliação (como se donos deles fossem) recolhidos aula a aula de cada aluno e têm de levar para casa os trabalhos todos para avaliação, porque na escola não têm local apropriado (em espaço e segurança) para os guardarem enquanto são analisados e classificados. Por isso, imaginem-se pastas pessoais carregadíssimas, carros atafulhados e casas-escritório cedidos graciosamente pelos professores, com tudo ao alcance de família/amigos, a bem e ao serviço do Ministério da Educação. Milagrosamente tudo corre bem e quando não corre o professor que descalce a bota, sendo-lhe movido um processo disciplinar com passaporte para a irradicação do sistema educativo.

3 – Quando há um recurso, de um encarregado de educação (dos altamente competentes/poderosos ou até dotados técnica e juridicamente), a uma classificação atribuída a um aluno e formalizada, o professor em causa, não tem qualquer apoio técnico ou jurídico da Administração Educativa, antes pelo contrário, esta é a primeira a questioná-lo e a exigir-lhe todos os elementos que não se preocupou em acautelar oportuna/atempadamente, bem como a enxovalhá-lo/acusá-lo/puni-lo se algum dos elementos não foi rigorosamente contemplado pelos infinitos critérios que a própria Administração Educativa descurou ou não controlou como devia ser sua obrigação.

4 – Semanalmente, o professor, no seu horário semanal, tem uma redução de cerca de um quinto do total de horas para utilizar na preparação de aulas das várias turmas a que leciona (algumas assistidas), na elaboração/preparação de materiais, na planificação de todas a atividades de professores/alunos preenchendo os respetivos documentos ou fazendo contactos, de elaboração (invenção) de sumários, de correção/classificação de testes/fichas/trabalhos, de avaliação diária de cada aluno (cerca de 100/200 alunos ou mais),  de gestão da sua agenda de múltiplos compromissos e de todo o trabalho burocrático nomeadamente conceção sistemática de todo o tipo de documentos impostos ou para abrilhantar, conhecimento e domínio das leis/normas diariamente alteradas, preenchimento de centenas de documentos, elaboração de relatórios com várias páginas, elaboração de atas com várias páginas de texto e de recolha de dados, análise de processos de alunos com centenas de folhas, idas regulares aos diversos serviços para resolução de problemas, acompanhamento de alunos problemáticos e disponibilidade para atender encarregados de educação a qualquer hora quando se justifica, acompanhamento de alunos a atividades externas que ultrapassam os seus horários e direitos laborais, elaboração/tratamento de ocorrências (processos) disciplinares atualmente às dezenas (sem qualquer apoio jurídico e de nível de exigência equiparado a autênticos julgamentos civis), recolher/tratar/analisar dados diversificados, responder a questionários, reunir com várias entidades, elaborar relatórios para diversas entidades e fazer obrigatoriamente dezenas de horas de formação anualmente por candidatura a ações de formação por vezes pagas e frequentadas sempre em horário pós laboral (depois das 18.30 horas e aos fins de semana prejudicando o seu bem estar e a sua família). Ainda está obrigatoriamente contactável a qualquer hora (dia, noite e fins-de-semana) pelos responsáveis dos vários órgãos escolares para procedimentos em conformidade com o infindável serviço. A acrescentar a tudo isto, com a lei da pandemia, agora também tem de preparar aulas, chamadas assíncronas, as quais tem de ministrar e gravar em direto, fazendo completamente sozinho de professor e de “cameramen”, de “alombador” de equipamento/materiais/ferramentas/utensílios, de “montador” de cenários, de “tratador” especialista de imagem/vídeo, de “desenrascador” profissional de tudo e ainda fazer das tripas coração para o aluno que está em casa aprenda e tenha sucesso, senão a culpa é da “incompetência” do professor. Ainda ao abrigo do covid alguns professores têm de lecionar aulas de disciplinas específicas (Educação Visual, Educação Tecnológica, etc., em salas de aulas que não têm as mínimas condições para o efeito, transportando materiais/utensílios/ferramentas aula a aula e inventando atividades para serem desenvolvidas fora do contexto das suas salas de aulas específicas. Ou seja, uma “palhaçada” total, teimando em manter um professor para toda a turma que já tinha sido uma fenomenal invenção ministerial.

Vergonhoso! Assim se é professor em Portugal, inclusive sem lhe ser contado o tempo de trabalho e sem se poder aposentar com 55 anos de idade e 36 de serviço, como foi  norma durante dezenas de anos devido ao reconhecido desgaste profissional, tal como foi negociado (em direitos adquiridos e agora roubados) ao longo dos anos do seu percurso profissional em troca de direitos atribuídos às outras classes profissionais, e como outras classes profissionais privilegiadas, por exemplo, ainda podem beneficiar os militares, que nem sequer colaboram na “guerra” que os alunos atualmente fazem aos professores nas escolas e com o apoio dos seus encarregados de educação que, por vezes, em vez de contribuírem para a resolução dos problemas e compreenderem a atuação dos professores quando confrontados com situações complexas, aparecem logo na escola para atacarem “habilmente” os professores. Tão só como, no ano letivo passado um aluno agrediu fisicamente quatro alunos da turma e a seguir, por os proteger, agrediu-me também a mim, seu professor e diretor de turma, arremessando-me à cabeça um malote com o seu equipamento de Educação Física e o apoio que me foi prestado pela Administração Educativa foi rigorosamente zero e, antes pelo contrário, tudo fez para que não fosse considerado acidente em serviço, obrigando-me a ter de interceder várias vezes com extensos pedidos, recursos e justificações para fazer valer os meus direitos. Por isso, atualmente as escolas (no silêncio abafado dos sofridos e pelos poderosos), se não são “campos de tortura” de professores, parecem o epicentro da guerra aberta aos “velhos e caquéticos” professores com 56 a 60 e mais anos de idade que não podem sequer defender-se de alunos, encarregados de educação e da Administração Educativa com total aval de toda a classe política, porque são “trucidados” e enxovalhados de todas as formas possíveis e imaginárias, arrastando-se vergonhosamente pelo meio das “selvas” em que as escolas se transformaram para eles e que são mais um alvo a abater (com covid ou com tortura) para não lhes pagarem as reformas a que têm direito no fim de vidas de trabalho com 40 e mais anos de descontos, numa profissão que já foi de reconhecido mérito.

– A exploração fascista no seu melhor, pós 25 de abril, com vaipes exterminadores do trabalhador professor. “Se bem me lembro”, noutros tempos correram com o comunista Vasco Gonçalves quando pediu aos trabalhadores um dia do seu salário para salvar o país da bancarrota, mas agora abençoadamente os democratas puristas obrigam o trabalhador a prolongar a sua carreira ativa e contributiva em 12 ou mais anos para salvar bancos sacados por “incógnitos” e dar subsídios a quem não precisa, a pretexto de um aumento da esperança média de vida que a maioria dos professores nunca beneficiarão face ao desgaste que a sua profissão lhes provoca.

Carlos Tiago

(Professor com 40 anos de serviço)

 

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Aos pais e encarregados de educação de crianças em isolamento profilático

 Os pais e encarregados de educação de crianças que estejam em isolamento profilático certificado pelo delegado de saúde, não necessitam de baixa de assistência à família passada pelo Médico de Família.
Basta fazerem o pedido do subsídio na segurança social direta e anexarem a declaração de isolamento profilático passada pelo delegado de saúde para a criança.

 

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Áustria encerra escolas durante 3 semanas

Áustria anuncia novo confinamento. Recolher obrigatório durante todo o dia

A Áustria anunciou este sábado um novo confinamento, em vigor a partir da próxima terça-feira, para tentar travar o aumento do número de casos de covid-19 no país.

O atual recolher obrigatório à noite vai ser alargado para todo o dia. As lojas e serviços não essenciais vão encerrar durante três semanas com exceção de supermercados, farmácias, bancos e correios.

Escolas, creches e universidades também vão parar.

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