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Rui Cardoso

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Out 26 2021

Recomendação de instalação de desfibrilhadores automáticos (DAE) em todas as Escolas e o reforço da formação em suporte básico de vida

  • By Rui Cardoso
  • 26 de Outubro de 2021

Esta recomendação peca por ser apensa uma recomendação e não ter uma força de obrigação. Já tinha falado disto a semana passada… Há, também, que referir que tal medida não está prevista o OE que parece que vai ser “chumbado”, pode ser que ainda se vá a tempo…

Resolução da Assembleia da República n.º 262/2021 – Diário da República n.º 208/2021, Série I de 2021-10-26

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 – Instale desfibrilhadores automáticos externos (DAE) em todos os recintos desportivos, conforme previsto no Decreto-Lei n.º 188/2009, de 12 de agosto, bem como nos estabelecimentos de ensino, ouvindo o Grupo de Trabalho criado para o efeito sobre as prioridades na colocação destes equipamentos.

2 – Reforce a formação dos professores e pessoal de apoio educativo em suporte básico de vida e desfibrilhação automática externa.

3 – Introduza o ensino de suporte básico de vida no currículo escolar dos alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, em termos adequados à idade daqueles e ao ano frequentado.

4 – Realize campanhas de literacia em saúde que promovam a importância de todos os cidadãos estarem aptos a aplicar o suporte básico de vida e a manusear um desfibrilhador automático externo.

5 – Avalie, ouvindo os especialistas do sector, a necessidade de proceder à revisão do Decreto-Lei n.º 188/2009, de 12 de agosto.

Aprovada em 8 de outubro de 2021.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.»

 

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Out 26 2021

Reunir e juntar forças em defesa de quem trabalha nas Escolas – S.TO.P

  • By Rui Cardoso
  • 26 de Outubro de 2021

 

“Caros colegas dirigentes sindicais da FENPROF, FNE, SINAPE, SIPE e todos os outros sindicatos docentes,

Tivemos conhecimento que algumas das vossas estruturas sindicais convocaram uma greve nacional para docentes dia 5 de novembro. Vimos por este meio, mais uma vez, expressar a nossa solidariedade com esta greve, cujas reivindicações, como é público, são comuns não apenas com o que o S.TO.P. defende mas também com outros sindicatos/federações docentes. 

Como sabem, em finais de julho enviámos a todos os sindicatos/federações docentes um convite para juntarmos forças em defesa de questões fundamentais para quem trabalha nas escolas (inclusive muitas das reivindicações desta greve de 5 de novembro). Fraternalmente temos que vos transmitir que lamentamos não ter tido qualquer resposta a esse nosso convite porque acreditamos genuinamente que juntos seríamos mais fortes.

Como sabem, o S.TO.P. depois de auscultar sócios e não sócios num Plenário a 4 de setembro e posteriormente numa sondagem online, seguiu essa decisão democrática dinamizando uma greve nos primeiros dias de aulas deste ano letivo que, como chegou a ser noticiado por alguns media, encerrou várias escolas. Infelizmente nenhuma das vossas estruturas sindicais expressou qualquer solidariedade com essa greve (à semelhança do que o S.TO.P. faz com as vossas iniciativas de luta). Continuamos a considerar que a melhor forma de pressionar mudanças significativas neste Orçamento de Estado (O.E.) seria antes (e não depois) da votação na generalidade a 27 de outubro (a sua votação mais decisiva). Esse timing (depois da votação decisiva do O.E.) tem também acontecido em anos anteriores, com as principais formas de luta dinamizadas pelos maiores sindicatos/federações/centrais sindicais a acontecerem depois da aprovação do O.E. e infelizmente os resultados estão à vista.

Também continuamos a considerar que face à brutal dimensão das injustiças e ataques a quem trabalha nas escolas, dificilmente esses ataques serão travados com as formas tradicionais de lutas/greves de um dia e sobretudo sem um plano de luta democrático e consequente. É fundamental a construção democrática de um plano de luta consequente, idealmente dinamizada pelo menos por todo o movimento sindical unido na área da Educação.  O S.TO.P. como sempre está disponível para isso e os outros sindicatos/federações/centrais sindicais?

É preciso fazer o que ainda não foi feito para tentar mobilizar quem trabalha nas escolas. Por exemplo, em vez da concentração à frente do parlamento dia 5 de novembro que foi marcado apenas pela FENPROF sem sequer tentar discutir/coordenar com todas as estruturas sindicais na área da Educação, não teria mais impacto pelo menos tentar juntar forças nesse dia com todas as estruturas sindicais da área da Educação? Se sim, porque não se tentou isso? Será que também no futuro não ganharíamos todos se, de forma coordenada entre todos os sindicatos/federações, tentássemos, além de mobilizar todos os Profissionais da Educação, também apelar à participação das comunidades educativas que tanto têm sido prejudicadas pelos brutais ataques à Escola Pública (os muitos milhares de alunos sem professor a uma ou mais disciplinas é apenas um exemplo)? Será que também não teria sentido que todos os sindicatos/federações discutissem e avaliassem entre si a possibilidade de criar fundos de greve para apoiar greves de quem trabalha nas escolas? Estas e outras ideias poderiam ser naturalmente melhoradas ou até substituídas por outras eventualmente melhores, mas isso só é possível se houver a mínima vontade dos sindicatos/federações em reunir com todos e fazer o que ainda não foi feito em defesa de todos que trabalham nas escolas. 

O S.TO.P. pelo superior interesse de quem trabalha nas escolas está disponível, como sempre, a juntar forças e a discutir desde já com todos os sindicatos/federações, o que podemos fazer para inovar as lutas sindicais. Mais alguma estrutura sindical na área da Educação está disponível para isso? Se sim, apesar de nunca termos recebido qualquer convite, estamos disponíveis para reunir com quem quiser juntar forças.

No S.TO.P. o que nos move é exclusivamente a defesa de quem trabalha nas escolas e acreditamos genuinamente na importância da união. Por isso agimos de forma consequente, no passado, sendo o único sindicato a convidar todos os outros sindicatos/federações docentes (por dezenas de vezes em torno de diferentes temáticas) e no presente, considerando que, como sempre, numa greve/luta entre M.E. e quem trabalha nas escolas não deve haver dúvidas: estamos sempre ao lado dos trabalhadores. Claramente consideramos que, apesar das diferenças com a data/forma, é mais positivo para quem trabalha nas escolas que a greve de 5 de novembro tenha o maior sucesso possível (até para permitir que se possa equacionar posteriormente outras formas de luta mais consequentes).

Esperamos que rapidamente nos respondam (ou convidem) para que juntos possamos fazer mais e melhor em prol dos direitos de todos que representamos.

JUNTOS SERÍAMOS + FORTES! 

Com os melhores cumprimentos,

Direção do S.TO.P. “

 

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Out 25 2021

Viseu tem 13 turmas em isolamento e aumento de casos “é preocupante”

  • By Rui Cardoso
  • 25 de Outubro de 2021

O concelho de Viseu tem 13 turmas com pessoas infetadas com SARS-CoV-2, que provoca covid-19, assim como em empresas e instituições, disse hoje a delegada de saúde Conceição Casimiro, que considera a subida de infeções preocupante.

Viseu tem 13 turmas em isolamento e aumento de casos “é preocupante”

“Atualmente temos várias empresas e instituições com casos e também em estabelecimentos de ensino, desde jardins de infância a todos os ciclos de ensino, inclusive no Instituto Politécnico” de Viseu, afirmou a responsável.

Aos jornalistas, disse que, “no total, são 13 turmas com situações de casos de covid-19 e, em algumas delas, os respetivos colegas têm de estar em isolamento profilático”, sendo que a maioria das turmas são escalões mais baixos.

“As crianças mais pequenas, do primeiro ciclo para baixo, pelo nível etário tão baixo, têm a agravante de, para além de não estarem vacinados, também não usarem máscara e a proximidade ser maior e, realmente, temos aqui o maior número de situações”, especificou.

Conceição Casimiro explicou que também há “pessoal não docente em isolamento profilático, porque são casos”, uma vez que “quem tem a vacinação completa há mais de 10 dias e quem não tenha tido a doença nos últimos 80 dias, não fica em isolamento profilático, mas sim em vigilância, para controlarem os sintomas e, naturalmente, também fazerem o teste”.

 

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Out 25 2021

A inovação educacional Lusitana vista por um extra-terrestre…

  • By Rui Cardoso
  • 25 de Outubro de 2021

A inovação educacional nas Terras Lusitanas, vista e comentada por um extra-terrestre, oriundo de um planeta ainda por descobrir, através de um Report, apresentado na 1ª Cimeira Educativa do seu planeta, tendo como participantes todos os “olheiros” de Educação destacados para o Sistema Solar e arredores:

Caros colegas, nas Terras Lusitanas apresentam-se e discutem-se frequentemente muitas teorias e expõem-se abundantes reflexões teóricas, que nós, neste nosso planeta por descobrir, costumamos designar por subterfúgios… Teorias têm eles muitas, o pior é a prática…

Bom, e a prática nas Terras Lusitanas parece-me ser esta:

Em nome da “inovação” educacional (enfatizando as aspas com um ilustrativo gesto), a tendência mais recente consiste na apresentação de chusmas infindáveis de projectos… Há projectos para tudo e para todos os gostos, menos para o que é essencial e básico… A esse ror de projectos sem nexo chamam “inovação”, nós apelidamos essa circunstância de repetição ad nauseam… Sim, nós também conhecemos as locuções latinas… (Risos abafados na plateia).

Os Dirigentes Educativos Lusitanos parecem estar em constante “delírio”, bem patente na frequente percepção perturbada e alterada da realidade e no desvario que costuma desnortear grande parte das medidas preconizadas por si, como qualquer colega “olheiro” de Saúde Mental, poderá comprovar na respectiva Cimeira… E, além de não terem consciência da realidade, fazem tudo o que podem para não se verem confrontados com ela… (Ouve-se um certo bruaá na plateia, incrédula perante tal facto).

Os seus pensamentos e as suas acções não apresentam coerência e as medidas educativas, fruto dessa inconsistência, costumam ser atabalhoadas e sem planeamento: em vez de servirem para resolver problemas, sim, para resolver problemas (pausa no discurso, olhando fixamente para a plateia), essas medidas destinam-se a negar a existência destes últimos, ou a inventar outros, como forma de escamotear os primeiros… Confusos? Pois, lamento, mas é precisa muita resiliência para não desistir de tentar decifrar estes Dirigentes…

Caros colegas “olheiros” de Educação, para clarificar, vou dar-vos um exemplo do que afirmei anteriormente: há alguns dias, o Governo das Terras Lusitanas avançou com a ideia de integrar o Ensino Pré-Escolar na escolaridade obrigatória.

Ora, acontece que o ensino obrigatório actualmente existente por aquelas Terras tem ainda tantos problemas por resolver que a sua enumeração obrigaria à realização de uma Cimeira exclusiva para esse fim… Não querendo massacrar-vos com tais vicissitudes, direi apenas que se o Governo Lusitano pretendesse genuinamente resolver esses problemas, não teria sequer tempo nem justificação para alvitrar qualquer alargamento do ensino obrigatório no momento actual… Mas o objectivo não passou despercebido: enquanto durar “o fogo de artifício” lançado pela possibilidade dessa integração, não se pensará nos outros problemas e vão-se distraindo as almas com suposições… Inventar problemas sem resolver os anteriores, parece ser uma prática corrente…

Digo-vos mais, caros colegas, há, até, muitas escolas onde uma verdadeira “inovação” seria:

– Ter casas de banho com condições dignas, sem lavatórios entupidos, sem torneiras desactivadas por falta de manutenção ou com autoclismos a funcionar adequadamente;

– Ter papel higiénico disponível em todas as casas de banho, sem o constrangimento de alguém, se ver obrigado a “mendigar” tal produto ou a ver-se coagido a ter que justificar a quantidade de que necessita;

– Ter computadores em número suficiente para alunos e professores e a funcionar plenamente;

– Ter uma rede de internet devidamente capacitada para fazer face às necessidades de utilização de todos os utentes, sem “solavancos” ou “apagões” frequentes;

– Ter salas de aula sem tectos e paredes corroídos por bolor, consequência de recorrentes e “seculares” infiltrações pluviais;

– Ter quadros eléctricos que não colapsem à mais pequena “sobrecarga” e que não tenham sido instalados à medida de edifícios decrépitos e disfuncionais;

– Ter salas de aula com janelas e com estores a funcionar adequadamente, permitindo controlar o arejamento e, em parte, a temperatura dentro dessas salas;

– Ter salas de aula onde não se registem 39ºC nos meses estivais e -2ºC nos de Inverno ou ter ventoinhas/aquecedores em número suficiente para todas essas salas, de forma a atenuar as amplitudes térmicas (e já nem falo da “loucura” e da fantasia quimérica que seria para os Lusitanos desejar ter ar condicionado nessas salas);

– Ter uma rede de esgotos eficaz e que não entupa assim que ocorram chuvadas mais intensas (não confundir com dilúvios), provocando inundações nauseabundas nas casas de banho ou em alguns corredores dos edifícios escolares;

– Não ter que “mendigar” fotocópias e telefone, imprescindíveis à realização de algumas actividades intrínsecas a determinadas funções e não ser tratado como um “oportunista”, por recusar utilizar os meios próprios em contexto de trabalho…

Isso, sim, seriam verdadeiras inovações…  

Pelas Terras Lusitanas, o essencial e o mais básico continuam por fazer há anos e parece que o esforço é sempre no sentido de esconder a existência desse tipo de problemas e encontrar os mais diversificados “fait-divers”, com o objectivo de desviar as atenções…

Quando algum “bem iluminado” visita determinadas escolas, em certos dias, costuma estar tudo tão “perfeito” e a “funcionar tão bem” que se torna impossível vislumbrar a penúria e a degradação existentes nos restantes dias do ano…

Nessas ocasiões, uns escondem os “podres” e os outros agradecem por assim ser, evitando confrontar-se com situações iminentemente desagradáveis… E como, para todos, seria muito inconveniente estragar a “festa”, impõe-se sempre a ditadura do politicamente correcto e da polidez…

Estes Lusitanos são, realmente, seres muito estranhos e o seu comportamento daria um verdadeiro “estudo de caso” interplanetário…

A começar pelas ilustres figuras que integram o Ministério da Educação das Terras Lusitanas, há quem não faça a menor ideia das carências materiais existentes em grande parte das escolas… Mas, caros colegas, por desagradável que possa ser falar sobre aspectos tão terrenos e mundanos, não nos esqueçamos da sua importância e do que poderão representar no dia-a-dia das escolas, em termos de constrangimentos, limitações e ineficácia…

E, já agora, escusamos de fazer de conta que as coisas terrenas e mundanas não são importantes porque isso não é verdade… Veja-se o exemplo paradigmático do papel higiénico: aparentemente tão básico e tão comezinho, é afinal muitíssimo valorizado por todos os Lusitanos, como se comprovou há alguns meses atrás…

Mas parece que para eles, nós é que somos os “extra-terrestres”…

Pelo que me foi dado a conhecer, deixo esta conclusão: o Governo das Terras Lusitanas acredita e aposta na resignação e na apatia incondicionais dos seus concidadãos e serve-se dessa prerrogativa para os ludibriar… E o mais estranho é que os cidadãos Lusitanos, paulatinamente, deixam que isso aconteça e que tudo passe… Enfim, cada Povo tem o Governo que merece… (“Muito bem!”, ouviu-se repetidamente na plateia).

Seguiram-se muitas palmas e ovações de pé, sobretudo agraciando a imensurável paciência e o estoicismo demonstrados pelo extra-terrestre “olheiro” de Educação nas Terras Lusitanas… Outros teriam rapidamente sucumbido, sem conseguir concluir a sua missão, incapazes de suportar tantas incongruências e tamanhos disparates…

Por fim, um colega “olheiro” de Educação destacado para outro planeta, afamado pela sua boa disposição, pediu a palavra e proferiu a seguinte alegação:

Se as medidas educativas das Terras Lusitanas fossem aplicadas em Marte obter-se-iam resultados verdadeiramente fantásticos: ninguém seria prejudicado por elas! (Risos alardes na plateia)…

 

(Às vezes, também me sinto como um extra-terrestre, oriundo de um planeta por descobrir…).

 

(Matilde)

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Out 24 2021

Não se sabe quando chegarão 600.000 computadores às escolas

  • By Rui Cardoso
  • 24 de Outubro de 2021

Para cumprir a garantia dada por António Costa em 2020, de que cada aluno teria o seu portátil, faltam ainda 600 mil computadores, a ser entregues por seis fornecedores. Mas sem Internet de qualidade não há escola digital que se aguente. Ministério garante que as escolas deixarão de ter uma rede “obsoleta” até 2023.

Ministério já comprou mais 600 mil computadores mas não se sabe quando chegarão às escolas

 

Os 600 mil computadores que falta ainda distribuir a alunos e professores foram já comprados pelo Ministério da Educação (ME), que, contudo, não avança prazos para a sua entrega. “Serão distribuídos à medida que forem sendo entregues pelos fornecedores, o que evitará também a forte sobrecarga sobre as escolas às quais compete a tarefa de distribuição dos equipamentos para os alunos”, indica apenas o ME em resposta ao PÚBLICO.

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Out 24 2021

Caderno de encargos do que é preciso mudar – Luís S. Braga

  • By Rui Cardoso
  • 24 de Outubro de 2021

Caderno de encargos do que é preciso mudar imediatamente para mudar isto:

1. Remuneração dos professores (seja salário ou compensações em zonas com falta de docentes).
2. Perspetivas de carreira, sérias e exequíveis.
3. Condições de trabalho nas escolas (número de turmas por professor, burocracia, tamanho de turmas, reforço da autoridade do professor, etc)
4. Cálculo de horas dos horários de substituição, contagem para a segurança social, aumento da duração do tempo das substituições para as pessoas as aceitarem por troca com empregos mais estáveis.
5. Tornar as substituições atractivas como degrau para estabilidade futura (como já aconteceu no passado): acabar com a norma travão e vincular professores pelo tempo total de serviço e não pela sequência aleatória de contratos completos. Esta talvez seja a mais essencial…..

6. Colocar quem perceba a tratar do assunto e não os burocratas do ministério, desligados da ensinagem há muito, e que acham que horários determinados hora a hora são uma forma eficaz de gerir o sistema.

São os verdadeiros aproveitadores do farelo e estragadores da farinha…..

Em vez da política do género “isto é birra dos professores” e “o que interessa são as contas”, uma política de incentivos, para que os que acham a Mercadona ou outras atrativas como local de trabalho as troquem pela escola, e centrada no que interessa, que é “as crianças serem bem ensinadas.”

Este post tem uma natureza: talvez não seja totalmente claro a quem não é professor. E aí está um dos problemas do atual quadro: muitos dos que gerem também não entendem estas nuances.

Eu não falo de carreiras médicas porque não sei. Como há tanta gente a falar de carreiras docentes?

A gestão educacional é uma atividade especializada, que exige conhecimento técnico e estudo e não palpites, guiados por intuições básicas de contabilistas mal formados.

 

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Out 23 2021

Assistentes Técnicos com nova carreira em 2023

  • By Rui Cardoso
  • 23 de Outubro de 2021

Em 2023 o SMN passa para 850€….
Os três primeiros escalões da carreira de Assistente Técnico vão ser absorvidos e a carreira será desvalorizada. Uma nova carreira e sem direito a negociação. Estamos nisto.
Em 2030 teremos os professores a auferir pelo SMN…

 

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Out 23 2021

A estratégia dos 5 dias na Educação

  • By Rui Cardoso
  • 23 de Outubro de 2021

 

Não é novidade nenhuma que as greves que se têm feito, não têm surtido o efeito pretendido. O governo olha para o lado e aproveita para descredibilzar as várias classes de trabalhadores, perante a sociedade.

Os sindicatos vão-se entendendo dentro de uma classe trabalhadora, mas não se entendem de forma a unir as lutas  de várias classes de um setor. Esse seria o caminho da greve dos 5 dias na Educação.

Se os sindicatos das diferentes classes de trabalhadores da Educação se unissem e definissem uma estratégia, como a que vou apresentar, talvez os resultados fossem outros.

Estratégia de greve no setor da Educação:

Os sindicatos dos professores segmentavam os diferentes ciclos de educação/ensino por dias, segunda-feira para as(os) educadoras(es), terça-feira para os docentes do 1.º Ciclo, quarta-feira para os docentes dos 2.º e 3.º Ciclos e secundário. Os sindicatos da Função Pública marcariam greve para os Assistentes Operacionais na quinta-feira e para os Assistentes Técnicos e Técnicos Especializados na sexta-feira.

Uma greve no setor da Educação traria para a praça pública muito mais eficazmente os problemas de todos os trabalhadores do que uma greve por classes profissionais. Mas isso sou eu a pensar alto…

 

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Out 23 2021

Docentes do 1.º Ciclo exigem direitos iguais

  • By Rui Cardoso
  • 23 de Outubro de 2021

 

Docentes do 1.º Ciclo querem “tentar igualizar a discriminação” de que são alvo, relativamente à redução da carga letiva.

Docentes do 1.º Ciclo exigem direitos iguais

 

  • 17 comentários

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Out 23 2021

Faltava esta na coleção que os professores fazem…

  • By Rui Cardoso
  • 23 de Outubro de 2021

Alguém impõe alguma coisa? Só se for a DGS… e o governo.

 

Fonseca e Castro cria minuta de queixa-crime contra professores “por imposição às crianças do uso de máscara”

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Out 22 2021

Compromissos assumidos pelo ME, FNE e FENPROF na Cimeira Internacional sobre a Profissão Docente

  • By Rui Cardoso
  • 22 de Outubro de 2021

Estou para ver…

“De 19 a 21 de outubro realizou-se a 11.ª Cimeira Internacional sobre a Profissão Docente, subordinada ao tema: “Learning from the past, looking to the future: Excellence and equity for all” (Aprendendo com o passado, olhando para o futuro: excelência e equidade para todos).
O ISTP é organizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a Internacional da Educação, tendo os Estados Unidos da América sido o país anfitrião este ano. As sessões internacionais foram realizadas por via remota.
Como resultado da concertação da delegação portuguesa, constituída pelo Ministério da Educação e por duas organizações sindicais (Federação Nacional de Educação, FNE, e Federação Nacional dos Professores, FENPROF), foram assumidos um conjunto de compromissos relativos à atratividade e formação da carreira docente e mobilização de recursos, com o objetivo de melhor servir as comunidades educativas como um todo (ver documento anexo).
Integraram a delegação portuguesa, além da Secretária de Estado da Educação, Inês Ramires; Joaquim Santos, membro do Secretariado Nacional da FNE; Manuela Mendonça, presidente do Conselho Nacional da FENPROF; e Maria Leonilde Pinto, professora do Agrupamento de Escolas de Alcanena.

Portugal

  • A Profissão Docente como Profissão Enriquecedora:
    Desenvolver estratégias conjuntas e medidas políticas para melhorar a atratividade e o rejuvenescimento
    profissão de docente, nomeadamente através da melhoria das ferramentas regulamentares que amplificam a estabilidade profissional e promovendo uma Campanha Nacional sobre a Relevância da Profissão Docente.
  • Apoio aos Professores desde o início:
    Refletir em conjunto sobre os caminhos de formação iniciais e sobre o papel do professor como tutor, nomeadamente o reforço a dimensão prática da formação inicial dos professores e fomentando condições favoráveis para beneficiar a experiência dos mais velhos e da inovação dos mais novos.
  • O Bem-Estar dos Professores e dos Alunos, duas faces de uma única moeda:
    Uma elaboração de políticas conjuntas, baseadas na multidisciplinaridade e apoio técnico, que potencia a escola autonomia e agência de professores como condição fundamental para prosseguir o bem-estar dos professores e dos alunos, nomeadamente através da redução da burocracia inútil e da promoção de uma maior eficiência e de libertação do tempo procedimentos, permitindo que os professores se concentrem no ensino.”

 

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Out 22 2021

Reserva de Recrutamento n.º 08

  • By Rui Cardoso
  • 22 de Outubro de 2021

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 8.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 25 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 26 de outubro de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 8

Listas – Reserva de recrutamento n.º 8

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Out 22 2021

A falta de professores é um velho problema.…

  • By Rui Cardoso
  • 22 de Outubro de 2021

 

 

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Out 21 2021

Aluna de 15 anos queixa-se de ter sido forçada a sexo oral sob ameaça de faca na Escola

  • By Rui Cardoso
  • 21 de Outubro de 2021

Se os rácios fossem adequados às reais necessidades das escolas não haveria locais não vigiados onde situações destas pudessem ocorrer. Se a autoridade da escola fosse reforçada, estas situações poderiam não acontecer. O se…


A rapariga terá sido levada pelo agressor para uma zona isolada da escola, onde foi ameaçada com uma faca e forçada a fazer sexo oral. A violação parou quando outros alunos viram o que estava a acontecer e interromperam.

Jovem forçada a sexo oral sob ameaça de faca por colega na escola 

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Out 21 2021

O Tiago a preparar o futuro pós-ministro

  • By Rui Cardoso
  • 21 de Outubro de 2021

Tiago Brandão Rodrigues foi eleito, juntamente com o ministro francês da Educação, Juventude e Desportos, “para representar o grupo regional da UNESCO designado ‘Europa Ocidental e América do Norte'”. Comité terá um total de 28 membros.

Ministro Tiago Brandão Rodrigues integra Comité de Alto Nível da UNESCO

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Out 21 2021

115 surtos activos nas escolas

  • By Rui Cardoso
  • 21 de Outubro de 2021

Há 115 surtos activos em estabelecimentos de educação e ensino dos sectores público e privado e 42 em lares de idosos. DGS diz que dados contrastam drasticamente com os máximos registados no início do ano.

Há 223 surtos de covid-19 activos em Portugal, mais de metade em estabelecimentos de educação

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Out 21 2021

Os sindicatos convergem e marcam greve para 5 de novembro, mas…

  • By Rui Cardoso
  • 21 de Outubro de 2021

 

Parece que a “plataforma de sindicatos” ressuscitou.  Uma luta, de um dia apenas, efémera e sem sentido, por isso mesmo.

Outras classes profissionais estão em luta pelos direitos que julgam justos e mostram estar dispostos  a ir bem mais longe que, apenas, marcar posição, estão a cerrar fileiras.

Os professores já perderam demais para estarem a marcar posição numa luta, à partida, perdida. O que este e outros governos têm gozado com os professores não merece apenas um dia de luta, merece muito mais e não necessita de ser, necessariamente, uma greve.

Não sou muito apologista de ir para a rua, mas neste momento necessitamos de lutar na rua e dentro das escolas. Uma greve às avaliações intercalares vinha a calhar (deixem de encher pneus com greves ao sobretrabalho), marquem a greve e deixem-nos vir com as portarias. Organizem concentrações e motivem os colegas a participar. Já que alguns sindicalistas têm muito tempo livre, vão para a frente da AR e montem acampamento em vez de ir para o abrigo do rés-do-chão do ministério queixarem-se das casas de banho fechadas e façam lá uma greve de fome como o tal cozinheiro. Sejam inovadores… seja os tais radicais de outros tempos.

A luta sindical e as ações de luta têm que evoluir ou ,no mínimo, ser recicladas em outros produtos finais. A não ser que queiram voltar ao pós 25 de abril e tomar à força as escadarias da AR como fizeram os operários da construção civil.

Posto isto, se a luta não muda tenho que concordar com o Guinote, “não há luz ao fundo do túnel… desenganai-vos”

 

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Out 20 2021

FNE avança com Pré-aviso de greve para o dia 5 de novembro

  • By Rui Cardoso
  • 20 de Outubro de 2021

 

FNE avança com Pré-aviso de greve para o dia 5 de novembro

A Federação Nacional da Educação (FNE) acabou de entregar um Pré-aviso de Greve para o dia 5 de novembro de 2021, data em que o Ministro da Educação estará na Assembleia da República a defender o seu Orçamento de Estado 2022 que, como a FNE já referiu na primeira apreciação que dele fez, “ignora a realidade e esquece os profissionais da Educação”.

Mais uma vez, e agora de uma forma ainda mais gravosa, o Orçamento de Estado esquece a educação, as escolas, os alunos e os professores. É, na prática, um orçamento que prossegue uma política de falta de investimento na Educação e que não prevê soluções para os principais problemas que afetam o sistema educativo e os seus profissionais.

Como temos vindo a defender em múltiplas oportunidades, a exemplo do Roteiro para a Legislatura que a FNE entregou ao Ministro da Educação em janeiro de 2020, consideramos imprescindível que o Orçamento de Estado para 2022 atribua à Educação os recursos financeiros adequados, no sentido de se conseguir que estes venham a representar 6% no quadro orçamental.

Mas, para além deste objetivo, a FNE considera incontornável a concretização de um efetivo diálogo social no setor da Educação, com o reconhecimento do direito à participação das organizações sindicais na determinação e acompanhamento das políticas educativas, assim como a promoção de uma escola de qualidade, com políticas de reconhecimento e valorização de todos os Profissionais da Educação – Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico, Secundário e Superior, Investigadores, Técnicos Superiores e Especializados, Formadores, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais – em termos de remuneração, desenvolvimento de carreiras, condições de trabalho e de bem-estar e mecanismos específicos de acesso à aposentação.

São cada vez mais urgentes medidas que tornem a carreira atrativa, tanto em apoios à mobilidade, como de combate ao envelhecimento e da promoção do rejuvenescimento de educadores e professores.

Este pré-aviso de greve serve de alerta para o Governo, e particularmente para o Ministério da Educação, que tem vindo sistematicamente a desvalorizar o diálogo social, recusando sucessivamente a apreciação das propostas apresentadas, em nome dos Trabalhadores da Educação, negando também a promoção de políticas, em contexto de negociação coletiva, capazes de responder aos grandes constrangimentos da condição docente e aos desafios educativos e transformacionais que temos pela frente.

Acresce ainda que o Ministério da Educação não apresenta propostas que correspondam a esta necessidade, como ainda recusa a apreciação das propostas que lhe são apresentadas, revelando uma indiferença inaceitável em relação a todos os estudos que apontam para a necessidade de se combater o excessivo desgaste associado à profissão docente, nomeadamente através de medidas que assumam uma clara e inequívoca distinção do conteúdo das componentes letiva e não letiva do trabalho docente e que respeitem os limites do tempo de trabalho, promovendo a indispensável conciliação do tempo de trabalho com o tempo de vida pessoal e familiar.

Por todas estas razões, a FNE avança com o Pré-Aviso a convocar uma greve nacional de Docentes em funções públicas, representados pelos seus sindicatos, a realizar entre as zero horas e as 24 horas do dia 5 de novembro de 2021.

A FNE vai ainda fazer chegar aos Grupos Parlamentares, com assento na Assembleia da República, uma Carta Aberta denunciando o esquecimento dos trabalhadores da Educação e os sucessivos pedidos de reuniões, para apresentar as suas críticas às insuficiências do Orçamento de Estado para 2022.

Já no dia 3 de novembro, dirigentes sindicais da FNE vão dirigir-se ao Ministério da Educação para entregar uma carta crítica sobre o Orçamento de Estado 2022.

 

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Out 20 2021

Greve do Pessoal Docente a 5 de novembro – SINAPE

  • By Rui Cardoso
  • 20 de Outubro de 2021

 

 

 

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Out 20 2021

Morreram dois alunos em 3 dias nas escolas portuguesas

  • By Rui Cardoso
  • 20 de Outubro de 2021

 

Não é um problema que tenha preocupado muito a comunidade educativa, não acontece com frequência, logo, não é discutido. O ME, por sua vez, mantém o habitual silêncio. Fosse num campo de futebol e já estaria legislada uma qualquer solução de “ataque” para minimizar os casos.

Há muito que se fala de equipar as escolas com profissionais devidamente formados em primeiros socorros e na utilização de desfibrilador cardíaco, mas, em vez disso, ocupa-se o pessoal não docente com umas formações básicas sem se quer se avaliar a capacidade emocional dos mesmos para tal tarefa.

O resultado tem estado à vista. Quando acontece algum acidente ou situação mais grave chama-se o INEM e espera-se que o aluno ou adulto resista até à sua chegada (pelo meio entra-se em pânico).

Dois jovens morreram, esta semana, em escolas portuguesas, e ainda hoje é quarta-feira…

 

 

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Out 20 2021

A comunidade escolar de Espinho entristeceu com esta perda

  • By Rui Cardoso
  • 20 de Outubro de 2021

 

Os nossos sinceros sentimentos à família, amigos e a toda a restante comunidade educativa da EB 2,3 Sá Couto, em Espinho.

Quando se perde um aluno, perde-se um pedaço de nós…

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Out 20 2021

Nova negociação sobre aumentos na função pública

  • By Rui Cardoso
  • 20 de Outubro de 2021

 

Será que desta vez vem a proposta de aumentos de 1,5% para vencimentos inferiores a 1.000€ e 0,9% para vencimentos superiores a 1.000€?

Nunca se sabe…

 

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Out 20 2021

OE 2022 da Educação, o que nos está reservado? (Já estava apresentado antes da apresentação do OE)

  • By Rui Cardoso
  • 20 de Outubro de 2021

Na escola pública, vai ser concretizado o Plano de Recuperação das Aprendizagens, que prevê um investimento de 900 M€ em dois anos letivos para o reforço de recursos humanos (mais professores e técnicos especializados, através do reforço de créditos horários e do alargamento dos programas de tutoria), a sua formação contínua, a aposta em novos recursos digitais e o apetrechamento das escolas, a par de uma maior autonomia na organização do calendário escolar, na adaptação do currículo e na gestão flexível das turmas para fins pedagógicos.

    • OE 2022 EDUCAÇÃO
    1. Recuperar as Aprendizagens
      Em resposta aos desafios criados pelos efeitos da Pandemia da Covid-19, o ano de 2022 será pautado pelo investimento na recuperação e melhoria das aprendizagens dos alunos, através do Plano 21|23 Escola+, iniciado em setembro de 2021, que dedica mais de 900 M€ ao reforço dos meios ao dispor das escolas para o desenvolvimento de medidas para a consolidação de aprendizagens, assentes numa autonomia sem precedentes conferida às escolas.
    2. Investir no bem-estar social e emocional dos alunos
      O apoio aos alunos de contextos socioeconómicos mais vulneráveis será reforçado, num trabalho de articulação com a comunidade, através do apoio tutorial específico, da expansão do programa TEIP, da formação para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais, do Plano Nacional das Artes e da continuidade dos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, que permitiram reforçar o número de técnicos especializados (psicólogos, assistentes sociais, mediadores, artistas) nas escolas.
    3. Desenvolver as competências digitais e as ciências experimentais
      Dando sequência aos investimentos do programa Escola Digital, iniciados no ano transato, as comunidades educativas verão reforçados os meios para a integração transversal das tecnologias no currículo, através da melhoria da qualidade da internet ao serviço das escolas e da instalação de equipamentos nas salas de aula e de Laboratórios para a Educação Digital, com recursos especializados para projetos nas áreas digitais, de robótica, de computação experimental, entre outros, com vista ao desenvolvimento de competências digitais. Em 2022, será alargada a Rede de Clubes Ciência Viva na Escola, em articulação com outros programas de reforço do ensino experimental e das competências nas áreas STEAM.
    4. Modernizar o ensino profissional
      Apoiar o desenvolvimento económico e a criação de emprego especializado, através do início da instalação, em 2022, de centros tecnológicos especializados do ensino profissional, para a formação e certificação de qualificações e competências em áreas emergentes tecnológicas, nomeadamente na indústria, transição climática, informática e digital, respondendo de forma mais adequada às necessidades dos territórios e das empresas.
    5. Promover a prática desportiva e hábitos de vida saudável
      Em 2022, prosseguem os programas de apoio à retoma da atividade das associações e clubes desportivos, fortemente afetada pela pandemia da Covid 19, iniciando-se também uma ação abrangente de promoção da atividade física e desportiva, através do alargamento do Desporto Escolar à comunidade, do incentivo à prática de atividade física em contexto laboral e do aumento do conhecimento dos cidadãos sobre os benefícios da prática regular de atividade física.

     

    • 2 comentários

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    Out 20 2021

    Como estão a ser organizadas as reuniões intercalares por aí?

    • By Rui Cardoso
    • 20 de Outubro de 2021

     

    “Arrisquei experimentar reuniões intercalares por ano de escolaridade, para além de reduzir 26 reuniões a 5 reuniões, este funcionamento vai permitir uma maior colaboração entre todos os professores de cada ano de escolaridade para a planificação do trabalho na disciplina de oferta complementar da escola que incide em projetos colaborativos nos temas da cidadania e desenvolvimento.
    Se funcionar bem será para continuar.
    Para além disso estas reuniões estão no horário de trabalho colaborativo que é o mesmo para todos os professores.”

     

    Já agora, serão presenciais ou à distância?

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    Out 20 2021

    Bullying nas escolas: há menos agressões físicas mas mais ameaças

    • By Rui Cardoso
    • 20 de Outubro de 2021

    Os dados são revelados pela Polícia de Segurança Pública no Dia Mundial de Combate ao Bullying.

    A PSP explica que redução do número de casos dentro dos recintos escolares parece revelar que a comunidade reage mais rapidamente, havendo menos situações de agressão física entre os estudantes.

    Até dia 29, a polícia vai estar em várias escolas do 1º, 2º e 3º ciclos em operações de sensibilização destinadas aos jovens entre os 6 e os 15 anos.

    Bullying nas escolas: há menos agressões físicas mas mais ameaças

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    Out 20 2021

    Estudar compensa cada vez menos

    • By Rui Cardoso
    • 20 de Outubro de 2021

    E ando eu a dizer aos garotos que têm de estudar para ter uma vida melhor…

    Estudo da Gulbenkian conclui que cada ano a mais de estudos sobe o salário dos jovens em 4,8%, metade do que se verificava para os nascidos nos anos 40. E alerta para “efeito cicatriz” da pandemia.

    Estudar mais ainda compensa para os jovens de hoje, mas impacto nos salários é cada vez menor

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    Out 19 2021

    Sugestão de Leitura – A escola pública e o desenvolvimento desportivo: da concetualização à operacionalização: o caso do Agrupamento de Escolas de Vagos

    • By Rui Cardoso
    • 19 de Outubro de 2021

    Decorreu no dia 18, na EB de Vagos, a apresentação do livro A ESCOLA PÚBLICA E O DESENVOLVIMENTO DESPORTIVO, da autoria de Paulo Branco e Hugo Martinho.

     

    Podem as Escolas desenvolver apenas políticas próprias, integradas no respetivo sistema (educativo), ou prosseguir políticas mais abrangentes, com interfaces com outros sistemas? Bastará à Escola seguir as diretrizes da tutela nas questões da Educação Física e do Desporto Escolar? Ou podem (e/ou devem?) ter uma política desportiva própria? Ou não devem ter nenhuma, realizando apenas “ações educativas” avulsas e desligadas? Quais os objetivos de uma política desportiva? Será que a Escola deve contribuir para o sistema desportivo local? E para o sistema desportivo nacional? Ou não deve ter qualquer interesse, ou ação, por serem realidades diferentes? Ou ser apenas reativo e colaborar quando solicitado? Ou ser pró-ativo e ser “motor” de desenvolvimento? Como interagir com os clubes locais? Ignorando-os? Estabelecendo interações? Em que áreas, de que formas e com que objetivos? E com as famílias: deve ignorá-las? Ou deve exercer uma ação pedagógica e de sensibilização? E os alunos: deverão merecer atenção igual? Ou haverá grupos-alvo prioritários? Quais? Como gerir os fatores de desenvolvimento desportivo? Com que recursos?Estas foram algumas das questões que suscitaram a reflexão dos autores e, mais do que isso, balizaram a sua intervenção no Agrupamento de Escolas de Vagos.

    • 1 comentário

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    Out 19 2021

    (sem título)

    • By Rui Cardoso
    • 19 de Outubro de 2021

     

    O BE e o PCP apresentaram as suas propostas para viabilizar o OE 2022. Uma delas poderá ter algum interesse para os professores.

    Eles querem pôr fim à penalização para as reformas antecipadas para trabalhadores com mais de 60 anos que tenham, ao mesmo tempo, 40 anos ou mais de desconto.  Isto abriria algumas portas para a saída e renovação.
    Mas duvido…

    • 26 comentários

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    Out 19 2021

    Umas horas de luta contra a ADD – Luís S. Braga

    • By Rui Cardoso
    • 19 de Outubro de 2021

     

    Hoje é dia de tentar explicar à Comissão de Educação do Parlamento os agravos que sofremos com a ADD.
    Centrado no ângulo da opacidade e falta de transparência.

    Muita gente acha que esta minha mania das petições e de querer “por o sistema a funcionar” não vale a pena.

    Ser democrata implica achar que os processos democráticos cansam, mas valem a pena.

    Ver que o Conselho de Escolas ou o Ministério não respondem aos pedidos para darem parecer ou ler os pareceres das associações de diretores já fez valer a pena.

    Vê-los a fugir com o rabo à seringa ou ver representantes dos diretores a responder com notas informativas e portarias a problemas de direitos fundamentais não deixa de ser encantador.

    Pensar como resmungaram contra mim ao escrever os pareceres (que vale a pena ler para perceber que a ADD é um sistema podre) faz-me sorrir.

    Pode a petição não matar, mas mói. E se moessemos mais, talvez não fizessem tanta farinha connosco.

     

    • 7 comentários

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    Out 18 2021

    Comunidade educativa de Condeixa-a-Nova está mais pobre

    • By Rui Cardoso
    • 18 de Outubro de 2021

     

    Os nossos sinceros sentimentos à família e a toda a comunidade educativa de Condeixa-a-Nova por esta perda tão precoce.

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    Out 18 2021

    Despacho de autorização de projetos-piloto de partilha de turmas, no âmbito do ensino profissional

    • By Rui Cardoso
    • 18 de Outubro de 2021

    Publicado hoje o Despacho do Secretário de Estado Adjunto e da Educação que autoriza a realização de projetos-piloto de partilha de turmas, no âmbito do ensino profissional, nos estabelecimentos de ensino de nível não superior.

    Despacho n.º 10085/2021

    É autorizada a realização de projetos-piloto de partilha de turmas, no âmbito do ensino profissional, nos estabelecimentos de ensino de nível não superior, doravante designados por escolas, em regime de experiência pedagógica, destinados à promoção da diversificação da oferta educativa e formativa nos territórios de baixa densidade, de modo a permitir dar resposta aos interesses dos alunos e às necessidades da economia e do mercado de trabalho dessas regiões, promover a qualidade das aprendizagens e o sucesso escolar.
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    Out 18 2021

    A importância do professor? A importância das crianças -João André Costa

    • By Rui Cardoso
    • 18 de Outubro de 2021

    .

    É Sexta-feira à tarde, já me fiz doente de tanto trabalho e pouco sono e ainda agora estive ao telefone com Hounslow na tentativa de arranjar uma escola que acolha um antigo aluno, agora no 11° e amanhã sem-abrigo, ele e a família por inteiro, vítimas dos cortes nos apoios sociais, os “benefit caps“.
    Sem poderem pagar a renda, tiveram de mudar de casa e de vida de um dia para o outro, o miúdo está sinalizado como aluno de risco “derivado” (foi a polícia que utilizou esta palavra, não eu) de ligações a gangues e nenhuma escola e nenhum professor quer um aluno “derivado”.
    Sem resposta, ainda estou à espera e ao telefone.
    E ai de quem me venha dizer em como “esta malta estava a pedi-las” ou “esta malta só vive à custa dos outros“ em comentários tão redutores como mesquinhos, apenas sedentos do mal do próximo porque sim, porque se estivermos todos mal então estamos todos bem.
    É o que acontece quando não se conhece o aluno, o seu nome e passado, a vida e onde a vida leva tantos alunos, tantos passados, tantas crianças.
    A ignorância, irmã das ditaduras militares, é o nosso eterno cavalo de batalha e enquanto a ignorância reinar, um motivo para votar: por isso a importância do professor.
    Porque se aqui estamos, é para indagar, perguntar e questionar e eternamente viver nesta idade dos porquês, porque sim, porque me apetece, porque tem de ser e todos os ídolos trazem os pés a chumbar de barro.
    Não é por nossa causa. Não somos nós. Nós não somos importantes. Importantes são as crianças. Se aqui estamos, a elas o devemos. Não o esqueçamos, porque as nossas acções, o nosso dia-a-dia, nem por sombras deve ser pensado no sentido da auto perpetuação, porque perpétuos deixámos de o ser no dia em que decidimos crescer.
    As crianças sim, são perpétuas, e correm para nós em vagas que se atropelam, umas por cima das outras, umas ao invés das outras, à procura de um “je ne sais quoi” de amor, um pouco de atenção, um minuto de saliva e a hora de um abraço.
    E não tolero a cobardia de professores e escolas eternamente dependentes de resultados e ao mesmo tempo incapazes de perguntar porquê ou apontar o dedo às instâncias superiores. Como se ao professor coubesse obedecer. Como se o professor já não pudesse ajudar, acolher, cuidar. Egoísmo? Medo.
    E quem somos nós entretanto se estas palavras daqui a nada já contam cem anos e de nós pouco resta para além da memória de uma aliança de ouro e uma data, sinal em como amámos e fomos amados?
    Histórias da vida, dão para rir e chorar, aprender e esquecer, contar e cantar, dão mas não recebem, são fontes, jorram, sempre para jusante até se perderem num qualquer mar em tudo maior que o seu.
    Escrever? Escreve-se por amor à palavra, não porque por tal se tenha proveito, mas para que outros o tenham no nosso lugar. Não se escreve, dá-se, a troco de nada.
    Escrevemos para ensinar, e para repetir a única mensagem susceptível de ser repetida: façam o favor de ser felizes, porque nós, os fenecidos, não felizes, já nem sequer somos, quanto mais tolos.
    Por tal, deixem a cobardia em casa, de pouco vos servirá uma vez na capela dos ossos, e ensinem pelo simples prazer de ensinar, porque são as palavras, e não os corpos, que ecoam nos séculos: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.
    Nunca lá entrei, na dita capela, basta-me a mensagem e a insignificância à qual nos reduz. Penitenciem-se portanto, mas desta feita não pelo perdão divino (que não existe, nem nunca existiu) mas pela certeza de nunca mais sobreporem a vossa vontade à vontade dos outros, das crianças.

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    Out 18 2021

    Pré-escolar para todos

    • By Rui Cardoso
    • 18 de Outubro de 2021

    Ao permitirmos que todas as crianças acedam ao pré-escolar, mesmo que a coberto da sua obrigatoriedade, estejamos a permitir que a escola se rejuvenesça com o pré-escolar em vez de nele se intrometer

    Pré-escolar para todos

     Alargar a escolaridade básica até aos 3 anos é uma medida sensata, considerando as necessidades das crianças. Mas não devia ser interpretada como uma parâmetro de esquerda ou de direita. E não devia representar “só” uma proposta a um plano enquadrado na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza. Por mais que, em Portugal, muitos jardins de infância custem mais que a maioria das universidades privadas. Por mais que o compromisso de dar oportunidades educativas a um filho represente um dos mais significativos obstáculos ao desejo dos casais terem mais filhos e esse encargo não possa ser assumido por muitas famílias. E por mais que haja mais de 18500 crianças em idade de frequentar o pré-escolar que estão fora dos estabelecimentos de educação a ele dedicado. A universalidade da educação infantil não pode não ter outros objectivos que não sejam pedagógicos. Doutra forma, uma medida que se impunha há muitos anos, corre o risco de nascer torta. Inquinada por acordos com incidência parlamentar circunstanciais. E muito pouco pautada por medidas que resultem dum entendimento de fundo acerca daquilo que se espera para as crianças e para a escola.

     

     

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    Out 17 2021

    A nova escola digital – Paulo Serra

    • By Rui Cardoso
    • 17 de Outubro de 2021

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    Eu sou um burro digital. Não no bom sentido de ser um holograma do animal mas de no inquérito da competência digital ter tido 30 e tal pontos. Desde 88 que não largo os computadores. Gastei fortunas… não sei..uma autêntica fnac de computadores…testei quase todos os programas da revista netsurf. Fui coordenador do nonio sec XXl ainda passavam carroças aqui na rua. Ontem vi uma colega da minha idade aflita a fazer TPC para ser competente digital: conteúdo para uma aplicação streaming. Estava eu quase a dar a ter pena dela quando tive um pensamento negro corroborado pela leitura do texto estatístico sobre o extraordinário número de rubricas a realizar e o tempo que se gasta a fazer por grupo de alunos, turmas, anos, etc etc necessidades particulares /especiais relacionado com as famosas rubricas e q a avaliação formativa obriga. Diz que são milhares de anotações e trabalho permanente.. E eu pensei que uma coisa está ligada à outra: com os preços da gasolina incomportáveis, e não havendo outra maneira de passar o tempo, vamos ter o que resta do fds a produzir materiais didáticos. Como são em stream teremos que montar o escritório 24h na cozinha para ir fazendo a sopa em simultâneo. No fundo uma espécie de era esclavagista não industrial, mas digital. Afinal, ó colegas, entre o comer e o WC o digital era o que faltava.

     

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    Out 17 2021

    A falsa quietude de um comprimido…

    • By Rui Cardoso
    • 17 de Outubro de 2021

    Depression

     

    Em Junho de 2020 foi amplamente divulgado, por praticamente toda a Comunicação Social, que Portugal era o quinto país da OCDE que mais medicamentos ansiolíticos e antidepressivos consumia…

     Segundo os dados apresentados nessa altura, bem ilustrativos desse consumo, de Janeiro a Março de 2020 ter-se-iam vendido mais de cinco milhões de embalagens de fármacos das categorias ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos (dados do INFARMED, citados na Comunicação Social)…

     Ainda que, frequentemente, se assista à patologização, por vezes excessiva e abusiva, de determinadas reacções e comportamentos, nem sempre elegíveis como manifestações de efectivos transtornos depressivos, de ansiedade ou do humor, também não será prudente ignorar ou escamotear o número astronómico daqueles psicofármacos adquiridos pelos portugueses, num tão curto espaço de tempo…

     E se, por um lado, parece existir uma certa banalização e vulgarização do consumo de alguns psicofármacos no nosso país, por outro, também parece plausível que a pandemia não possa explicar tudo, nem servir como principal justificação para esse tipo de dependência…

     Partindo dos dados anteriores, talvez se possam tecer algumas considerações e fazer algumas inferências sobre a Classe Docente e o consumo dos referidos medicamentos:

     Apesar de não estarem disponíveis estudos de âmbito nacional sobre a caracterização do consumo de antidepressivos e de ansiolíticos por parte da Classe Docente, parece aceitável considerar que um número significativo de profissionais de Educação, em particular os professores, possa ser consumidor habitual e regular dessas categorias de psicotrópicos…

     A principal justificação para a existência dessa expectativa assenta naturalmente no Burnout Docente, sobejamente analisado, reconhecido em inúmeros estudos e conhecido de todos…

    A esse propósito, refiro apenas esta conclusão de um estudo realizado a nível europeu, citado pelo Jornal Expresso, em 24 de Março de 2021: “Professores em Portugal são os que revelam maior stress na Europa”…

     Por outras palavras, parece provável que o esgotamento físico, mental e emocional que afecta parte considerável da Classe Docente possa contribuir fortemente para a existência de um consumo acentuado de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos nesse grupo profissional, apesar de não existirem estudos disponíveis de abrangência nacional que abordem especificamente essa temática e que comprovem a hipótese anterior…

     Apesar disso, existe um estudo de âmbito nacional, tornado público pela FENPROF em Outubro de 2018 (Inquérito Nacional sobre as Condições de Vida e Trabalho na Educação em Portugal), que, entre outros, aborda o consumo de algumas substâncias psicoactivas por parte dos professores, sem especificamente aludir a medicamentos das categorias antidepressivos e ansiolíticos…

     Os resultados desse Inquérito permitiram concluir que 18,7% dos professores tinha pelo menos um consumo preocupante (entre álcool, drogas e medicamentos) e que, nessa vertente, a maior preocupação dos docentes se prendia com o consumo excessivo de medicamentos…

     Ainda que nesse Inquérito não tenham sido identificados os medicamentos que mais contribuíam para suscitar a referida preocupação, inevitavelmente, entre eles, estarão expectavelmente os psicofármacos, onde se incluem antidepressivos e ansiolíticos…

     Xanax, Lorenin, Zoloft, Prozac ou Victan, quantos professores estarão (demasiadamente) familiarizados com estes “palavrões”?

     Quantos professores consumirão de forma regular e habitual tais medicamentos ou outros afins? Dos cinco milhões de embalagens, quantas terão sido adquiridas por professores?

     Quantos professores estarão dependentes de um comprimido para dormir?

    E não falo apenas dos que têm acompanhamento médico e que tomam medicação antidepressiva e ansiolítica prescrita por essa via, falo também dos que consomem tais medicamentos por via do “atalho” da auto-medicação…

     De uma forma ou de outra, consumir esse tipo de fármacos até pode atenuar alguns sintomas e proporcionar uma momentânea sensação de bem-estar, mas não debela as causas ou a origem do problema e por isso não o elimina… Na melhor das hipóteses, fica-se “anestesiado”, “adormecido” ou “dopado” e quando, porventura, se “acorda” o problema lá continuará, por resolver… E nessas circunstâncias, o mais comum é entrar-se numa espécie de “círculo vicioso”, do qual é difícil sair…

     Em cada escola, já sabemos, os problemas são sempre muitos, de natureza variada e nunca acabam… Por outro lado, também sabemos que, quase sempre, é muito mais fácil, imediato e cómodo engolir comprimidos do que conseguir dizer Não ou lutar por mudar alguma coisa… Mas é também enganar-se a si próprio…

     Quando reiteradamente se aceita tudo, se forjam “sorrisos amarelos” e se reprimem reacções, temos, muitas vezes, meio caminho andado para a auto-comiseração, para a frustração e para o consumo, meramente paliativo, de determinadas substâncias, legais ou ilegais…

     Melhor do que levar os desaforos para casa, ter a coragem de dizer Não ou de dar alguns “audíveis murros na mesa”, talvez seja muito mais terapêutico e catártico do que “enfardar” medicação e poderá, efectivamente, ajudar a eliminar alguns problemas…

     Em vez de alguém se culpabilizar por se sentir angustiado, ansioso ou exausto, talvez seja mais eficaz e vantajoso começar por estabelecer limites (inultrapassáveis) entre aquilo que é Trabalho e aquilo que é Família, Lazer ou Pessoal… Cumprir escrupulosamente o horário de trabalho é diferente de ultrapassar constantemente esse horário, de não “desligar” ou de abdicar da separação entre as várias esferas da vida…

    Desculpas ou pretextos para continuar a incorrer no anterior, cada um poderá encontrar os que quiser, sendo certo que o resultado mais óbvio disso será deixar-se anular, silenciar ou maltratar…

    O volume de trabalho incontrolável, sobretudo motivado pelas insanas tarefas burocráticas e administrativas que, na maior parte das vezes, não têm relação directa com a leccionação, só cessará quando se começarem a ouvir muitos Não…

     No actual contexto de trabalho em escolas, não há nenhum profissional, seja quem for, que possa considerar-se como insubstituível, convirá talvez ter consciência disso…

    Quando alguém morre ou adoece, física e/ou mentalmente, o “período de luto” em relação à perda, quer seja permanente ou transitória, costuma ser curto; rapidamente se esquece esse alguém; e outro tomará o seu lugar, seguindo-se sempre na perspectiva do “the show must go on”…

     Escusamos de acalentar ilusões: as escolas transformaram-se em “máquinas trituradoras de pessoas”, sobrando aos próprios eles próprios, no zelo pela sua saúde mental e física. E o resto são “lágrimas de crocodilo” e efémeras homenagens …

    Por difícil que seja aceitar, não há (infalíveis e imortais) “Super-Mulheres” ou “Super-Homens”, a não ser na ficção…

     Sem dramas desnecessários, e pelas palavras de Caetano Veloso (Vaca Profana), fica-nos esta “consolação”: “De perto, ninguém é normal”…

    Mesmo que o conceito de “normalidade” se apresente, muitas vezes, como subjectivo, duvidoso e questionável…

      

    (Matilde)

     

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    Out 16 2021

    Função Pública com menos 11% de poder de compra

    • By Rui Cardoso
    • 16 de Outubro de 2021

    Função Pública com menos 11% de poder de compra

    Aumento salarial de 0,9% em 2022 está longe de compensar mais de uma década de congelamento, só interrompida em 2020
    Entre 2010 — o primeiro ano de congelamento da tabela remuneratória — e 2022 — considerando já o aumento de 0,9% nesse ano —, os salários da Função Pública acumulam uma degradação do poder de compra de 11% (ver gráfico), indicam os cálculos do Expresso. Isto considerando apenas o impacto da inflação e sem levar em conta os cortes a que esteve sujeita nos anos da troika.
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    Out 16 2021

    Escolas num caos

    • By Rui Cardoso
    • 16 de Outubro de 2021

    Fizemos um raio-x ao ensino: há escolas que recomendam o uso de máscara em miúdos com menos de 10 anos. Há estabelecimentos que proíbem os brinquedos de casa e continuam a faltar professores.

    Máscaras nas crianças, proibição de levar brinquedos, falta de professores. Escolas num caos

    Sempre que chega à porta do infantário e deixa o filho André, que nem 2 anos tem, num berreiro, Andreia Gama fica inconsolável. Nunca entrou na escola, não conhece a sala, nem pode acalmar-lhe o choro. E não entende o motivo de as regras não serem iguais em todos os critérios de ensino. Dos três filhos (os outros têm 13 e 7 anos), só a escola do mais novo, por exemplo, faz visitas de estudo. “Nada é coerente. As crianças vão ver uma peça de teatro para bebês e depois os pais não podem entrar do infantário. Entrego o meu filho como uma mercadoria a uma cara diferente, de máscara. Ele resiste a largar o meu colo… Isto todos os dias custa muito”, desabafa esta mãe, de Setúbal.

    “Uma criança muito pequena ativa o sistema de alerta sempre que está em locais estranhos e na presença de pessoas que não conhece, e são os pais que têm de fazer, caso, a entrega à educadora. Se ficar muito tempo em estado de alarme, sem uma figura de referência, isso dificulta o desenvolvimento emocional, cognitivo e imunitário da criança”, explica à SÁBADOa psicóloga Laura Sanches. Na semana passada, o grupo parlamentar do PAN levou à Assembleia da República uma iniciativa para que o Governo “diligencie junto da Direção-Geral da Saúde com vista à revisão com caráter de urgência” das atuais normas que “impedem a presença de pais e/ou mães junto das crianças, nos momentos de transição para os contextos educativos”. Para o PAN, estando Portugal numa fase de desconfinamento situado na zona verde da matriz de risco, “não se compreende a manutenção da restrição por parte da DGS”. A continuidade desta medida “causa enorme angústia nos pais/mães bem como sofrimento emocional às crianças, principalmente quando estas entram pela primeira vez num equipamento educativo onde não foram ainda associações de segurança e vinculação com as novas figuras de referência”.

     

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    Out 15 2021

    ORÇAMENTO DE ESTADO: Governo continua a não ver os problemas reais das escolas – S.TO.P

    • By Rui Cardoso
    • 15 de Outubro de 2021

    ORÇAMENTO DE ESTADO: Governo continua a não ver os problemas reais das escolas

    Os graves problemas das escolas verificados no início deste ano letivo (muitos dos quais arrastam-se…), para o governo parecem continuar dignos da realidade virtual como se pode constatar pela sua proposta de Orçamento de Estado (O.E.).
    Neste O.E. continuamos a ter um investimento na Educação substancialmente inferior a 4% do PIB, o que contrasta com os 6% do PIB recomendado por organizações internacionais para a área da Educação.
    O governo desvaloriza totalmente as dezenas de milhar de alunos que em meados de outubro continuam sem ter professor a uma ou mais disciplinas (o que questiona o direito constitucional de igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar), bem como as profundas injustiças que afetam muitos milhares de Profissionais da Educação (docentes e não docentes) nomeadamente um modelo de avaliação injusto e artificial com quotas, precariedade, falta de subsídio de alojamento/transporte e passagem da CGA para a SS, gestão escolar não democrática, envelhecimento, roubo de tempo de serviço e ultrapassagens na progressão da carreira docente, turmas enormes, excesso de trabalho burocrático, salários de miséria do pessoal não docente, etc. Ou seja, todos os graves problemas, não justificam qualquer referência, qualquer investimento extra para a área da Educação neste O.E.
    É URGENTE A UNIÃO ENTRE QUEM TRABALHA NAS ESCOLAS
    Será que os Profissionais de Educação vão permitir esta situação continuando divididos?

    Este ano letivo iniciou-se com várias formas de lutas dinamizadas por vários sindicatos/federações na área da Educação. No entanto, mesmo com as várias tentativas do S.TO.P., estas ações não foram coordenadas/unidas. Apesar da retórica de unidade, infelizmente apenas o S.TO.P. efetivamente tentou juntar forças com outras organizações sindicais. Mais uma vez, em finais de julho de 2021, apelámos à união entre sindicatos, federações e centrais sindicais em defesa de quem trabalha nas escolas. Em setembro manifestámos ao SIPE e à FENPROF a nossa solidariedade com as suas iniciativas de 4 de outubro e de 5 de outubro (sendo o único sindicato com esta postura). Pelo superior interesse da classe, o S.TO.P. continuará a pugnar pelo não sectarismo e a lutar pela unidade em defesa de quem trabalha nas escolas. Podem continuar a contar connosco: JUNTOS SOMOS + FORTES

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    Out 15 2021

    Reserva de recrutamento n.º 07

    • By Rui Cardoso
    • 15 de Outubro de 2021

    Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 7.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

    Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de outubro de 2021 (hora de Portugal continental).

    Consulte a nota informativa.

    SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

    Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 7

    Listas – Reserva de recrutamento n.º 7

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    Out 15 2021

    As vicissitudes da ADD – Rui Ferreira

    • By Rui Cardoso
    • 15 de Outubro de 2021

     

    Depois de 4 anos numa SADD é tempo de fazer o balanço desta função. 

    Era prática corrente atribuir a nota máxima de 8,9 aos avaliados do quadro, para atingirem o Muito Bom, qualquer que fosse o escalão. Esta prática prejudicava os avaliados dos 4º e 6º escalões, que iam para as listas competir com colegas de outras escolas onde se atribuíam notas de 9 ou superiores. Julgo que a razão de ser desta prática resultava, por um lado, de se procurar ser criterioso com os excelentes e, por outro lado, de «harmonizar» as notas atribuídas. De qualquer maneira estávamos a atribuir classificações qualitativas e não quantitativas, à partida, quando a notação qualitativa devia surgir somente no final aplicando as quotas. Esta metodologia prejudicou vários colegas. Consegui que esta prática deixasse de existir, começando a haver Bons com notas quantitativas superiores ou iguais a nove. 

    Outra vicissitude que havia era a intromissão do diretor/a na avaliação dos avaliadores internos, sem ser nos dos escalões 8 e 9 de sua competência exclusiva, através de uma reunião convocada, mas sem ata (!), onde o diretor/a se inteirava das propostas de avaliações de Muito Bom e Excelente, com vista a sufragar as escolhas feitas. Qualquer avaliador interno que discuta a ADD com o diretor/a está a ceder a sua competência atribuída por lei, reforçando um poder já muito concentrado e desequilibrado. Não podemos dizer que queremos alterar o poder excessivo atual dos diretores e na prática reforçá-lo, abdicando das nossas competências. 

    Outra prática consiste em desvalorizar a avaliação externa para que a escola possa ter maior controlo sobre as classificações atribuídas. Pessoalmente inscrevi na dimensão científica e pedagógica, nos itens 4, 5 e 6, a classificação que o avaliador externo atribuíra com base nas aulas assistidas, onde o avaliador interno não esteve presente. Reconheço que para estes itens o avaliador externo tem mais informação que o avaliador interno. Contudo, não posso deixar de achar estranho a proliferação de notas máximas (10), o que sociologicamente pode indicar um ato de resistência dos avaliadores externos a esta ADD. 

    Com o surgir das reclamações houve um «movimento» para se acabarem com delegações de competência por parte dos coordenadores de departamento. Esta delegação de competências permite que o avaliador interno seja da mesma área científica ou grupo disciplinar, o que me parece fundamental. Não aderi a estas práticas, exceto quando não tinha hipóteses de delegar porque, em quem podia delegar, eram também avaliados, nesse ano. Entendo que o avaliador interno deve ser da mesma área, além de que na minha escola há mais reuniões de grupo do que departamento, com o reforço argumentativo que a dimensão dos grupos é muito mais reduzida e permite um melhor acompanhamento dos avaliados. Este movimento pareceu-me ter a intenção de reduzir os participantes no processo avaliativo, ou seja, fechar o mais possível este processo a «gente de confiança». Esta suspeita foi confirmada com a redução dos coordenadores de departamento de 8 para 6, com a entrada num novo ciclo diretivo com a recondução do diretor/a. Pessoalmente pugno pelo oposto, tornar o processo avaliativo mais transparente.  

    Concluindo, a ADD sendo uma má solução legislativa, está também a ser aplicada, no âmbito de um caso específico, com algumas práticas de que me demarquei. O resultado destas captura local da ADD é todos os elementos ligados à direção terem tido classificação qualitativa de Muito Bom ou Excelente e nunca se ter procedido à seriação dos avaliados prevista na lei para os casos de empate, o que prova um controlo sobre o processo. 

     

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