Post para as listas da BR5 que deverão sair hoje ao final da tarde.
Sobre alguns boatos de que as bolsas terminariam na BR6 o que posso dizer é que não passam disso mesmo e o único que poderá acontecer a partir da BR6 é o mesmo que se passou no ano passado em que as bolsas semanais passaram a ser diárias. O ano passado surgiram 9 bolsas semanais e só a partir do dia 2 de Novembro é que as mesmas passaram a diárias.
Para Contratação de Escola e para os grupos de recrutamento entre o dia 1 de Outubro e o dia 12 de Outubro.
Destes 747 horários apenas 225 são completos(tipo 1), 89horários são do tipo 2 (entre 18 e 21 horas), 203 horários do tipo 3 (entre 12 e 17 horas), 90 horários do tipo 4 (entre 8 e 11 horas) e 140 horáriosinferiores a 8 horas.
No total já foram pedidos desde o dia 16 de Agosto até ao dia 12 de Outubro 10414 horários para todo o tipo de contratações de escola. Para dissipar algumas dúvidas em comentários de posts anteriores nenhum horário foi pedido para os QZP de Aveiro, Bragança, Castelo Branco, Douro Sul, Guarda, Vila Real e Viseu para os grupos de recrutamento 100 e 110, aqueles que ainda têm DACL por colocar.
Saiba todos os pormenores na edição em papel do jornal ‘Correio da Manhã’
É o último critério em 5, é possível que nunca seja usado para fazer a diferença, mas nunca se sabe se a Ana será um dia escolhida em detrimento da Zélia.
Não posso deixar de referir que neste blog foi dado bastante relevo a esta situação e que acho muito estranho que a situação de apenas 435 professores seja um problema de difícil resolução.
Mal vai um governo que não tem sensibilidade para dar resposta a estas situações.
Foram divulgados os resultados das entrevistas para a manifestação de interesse em Timor Leste. Pela primeira vez foram seleccionados os candidatos com recurso a entrevista.
Pelo menos 412 professores dos quadros do 1º ciclo continuam ainda por colocar. O balanço, feito com base nas listas da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação, é apresentado hoje no blogue de professores DeAr Lindo.
No fim do texto é apresentado também o nº de recursos hierárquicos até ao final da BR2 que foram 664.
Isto representa 0,5% de que universo?
Esta percentagem representa um universo de 132800 professores, ou seja, de todos os professores colocados nas escolas públicas portuguesas, mesmo daqueles que não concorreram.
Está é a primeira listagem de DACL ainda não colocados no grupo 110 que se conhece. Como os docentes dos quadros não têm acesso à aplicação de forma a saber a ordem da sua não colocação deixo aqui está listagem.
São 412 docentes dos quadros no 1º ciclo ainda por colocar e quase de certeza que a totalidade destes docentes são dos distritos de Bragança e Vila Real.
Ser cigano é um dos requisitos pedidos num dos anúncios disponíveis na Bolsa de Recrutamento de professores, disponível no site da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE).
Já não há vergonha para o que se vai passando na contratação de escola. Abstenho-me de qualquer comentário a esta notícia, apenas trancrevo o que alguém deixou no Sol.
Ando à procura de emprego.
Não sou cigano, nem sou preto.
Não sou ucraniano, nem chinês, nem moldavo.
Sou português e sou licenciado.
Tenho alguma hipótese???!!!
Adenda: Para memória futura fica aqui disponibilizado o Print Screen da referida Oferta que afinal pede um mediador e não um professor. Conhecendo minimamente a etnia cigana parece normal que esta oferta seja destinada a alguém de raça cigana e mesmo sendo de étnia cigana existem outros critérios que devem pesar na seleção deste candidato. Pela cultura deste povo este mediador não pode ter conflitos com os membros ou familiares do grupo em causa. Existem especificidades de ofertas que tendo em conta o panorama de desemprego que existe na classe docente podia muito bem ser colocado numa outra aplicação de concurso de forma a não se criar uma confusão desnecessária.
Concursos abertos pelas escolas para contratar directamente professores estão viciados, acusam docentes e sindicatos. Dezenas de casos suspeitos têm sido publicados em blogues de professores e enviados para a redacção do CM. E corre na internet uma petição/manifesto contra as contratações de escola que será entregue a Parlamento e Governo.
Os critérios de selecção, aprovados pelas escolas em conselho pedagógico, são colocados na plataforma do Ministério da Educação e Ciência quando é aberto concurso. O critério mais polémico é o da continuidade pedagógica, que privilegia docentes que leccionaram na escola em detrimento de outros com mais graduação profissional.
Outra forma de viciar concursos, acusam, é atribuir peso determinante ao factor entrevista ou elencar critérios demasiado específicos, que indiciam ser feitos à medida de alguém.
Penso que terá sido a primeira vez que a comunicação social deu destaque como título de notícia aos critérios “manhosos” usados pelas escolas para a contratação de professores. Não terá sido o Correio da Manhã o único jornal a receber as inúmeras queixas com a denúncia de casos concretos, tenho conhecimento que centenas de reclamações são enviadas para as escolas questionando os critérios escolhidos pelo Conselho Pedagógico com o pedido de dococumentação que confirmem a conivência daquele órgão na definição dos critérios e que os mails são enviados com conhecimento às estruturas do MEC, aos sindicatos e à comunicação social em alguns casos são também enviados ao Conselho Geral e Associação de Pais de cada uma das escolas em causa.
Manuel Pereira “Percebe que docentes mais graduados se sintam lesados, mas do ponto de vista da escola, é legítimo escolher um professor com provas dadas em vez de um que não conhecemos. É até possível que o outro fosse melhor, mas as escolas não têm espaço para arriscar.”
O MEC nada diz o que me leva a crer que o teste para a autonomia total das escolas na contratação dos professores está a ser feito.
Baixaram para menos de 10 mil o número de candidatos não colocados no dia 3 de Outubro no grupo 110.
Estavam por colocar neste grupo 9938 candidatos.
Que esperança pode ter o António Márcio Vieira Vasconcelos de alguma vez exercer a função de docente no 1º ciclo?
O António não deve ter muitas razões para comemorar o Dia Mundial do Professor. O António e muitos outros foram o produto de uma mã gestão na formação de professores sendo o estado o grande responsável por esta péssima gestão pelo que deve ser ele também a encontrar uma saída para que o António não desista de um dia vir a ser professor.
Os docentes que ainda não obtiveram o Destacamento por Condições Específicas dirigiram-se ontem ao MEC para tentar saber em que ponto de situação se encontrava o seu pedido de destacamento. Segundo números transmitidos na reunião que teve lugar com o Diretor Geral dos Recursos Humanos existem cerca de 500 docentes nestas condições. Ao que parece o MEC está sensível a esta situação e promete resolver a situação rapidamente, na minha opinião teria sido fácil resolvê-la se estes docentes pudessem ter concorrido às escolas TEIP.
Para acompanhar a situação dos DCE não colocados foi criada uma página no Facebook onde é dada mais informação.
“Ponto da situação: como combinamos, dirigimo nos ao MEC, por volta das 9h30, onde fomos informadas que a DGRHE nos aguardava superiormente para uma reunião, deixamos recado para qualquer colega de DCE que necessitasse de informação, para lá se dirigir. Fomos à DGRHE, onde nos disseram que a situação estava a ser analisada e que seria dada uma resposta o MAIS BREVE possível, pois estão sensíveis aos nossos casos. Mais uma vez temos que AGUARDAR. Podemos também informar que ninguém foi destacado e por isso os sindicatos estão a fazer pressão.” Facebook
O Agrupamento de Escolas de Pinheiro, em Penafiel, pagou compensações, por caducidade de contrato, aos professores que ali deram aulas no ano passado, mas não foram reconduzidos ou ficaram sem colocação. A decisão é marcante e contraria indicações transmitidas a 8 de Junho às escolas, pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), cuja circular nº B11075804B determinava que “não há lugar à compensação”.
Para:Assembleia da República; Primeiro-Ministro; Ministério da Educação
Manifesto contra as CONTRATAÇÕES de ESCOLA
Vimos por meio deste, manifestar o nosso repúdio às Contratações de Escola, nos moldes em que tem vindo a ser praticada.
É preciso que as entidades competentes (ME; AR) tomem consciência da perversão em torno destes concursos públicos e que tome as medidas necessárias para o regularizar, terminando com o que consideramos um atentado à justiça e à dignidade do sistema educativo português.
Os nossos governantes não podem continuar a permitir às Direcções das escolas, sejam elas consideradas TEIP, ou não, a subversão do voto de confiança que lhes foi dado ao permitir que contratem o seu corpo docente.
As direcções das escolas não podem continuar a decidir e escolher os seus próprios critérios de selecção de candidatos da mesma forma que têm vindo a praticar, ou seja, permitindo favorecimentos pessoais em detrimento de um ensino de maior qualidade.
Não podem continuar a refugiar-se em falsos argumentos, como o da “continuidade pedagógica” ou da “entrevista” para seleccionar candidatos, menos graduados, com menos tempo de serviço, menos experiência e por sua vez menos capacitados para o desempenho da função.
Basta de tratarem as nossas escolas públicas como colégios privados ao gosto e capricho de cada Direcção! Chega de injustiças! Basta de ultrapassagens… Chega de roubos consentidos! Porque afinal tratam-se de verbas públicas.
Chamamos a atenção das entidades competentes para que tomem conhecimento do processo em que estão a decorrer actualmente grande parte destes concursos/Ofertas de escola, ou seja sem transperência, sem ética, sem honestidade! Pedimos que sejam tomadas medidas!
Defendemos apenas um concurso mais justo, mais transparente e que tenha em consideração a lista de ordenação dos candidatos.
Os professores voltam a concentrar-se amanhã, a partir das 15h, frente às instalações do Ministério da Educação e Ciência, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, para “não deixar esquecer a precariedade” que dizem estar votados. Amanhã assinala-se o Dia Mundial do Professores.
com um único reparo à notícia.
Num balanço feito pelo blogue de professores DeAr Lindo, a partir das listas da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação, conclui-se que, neste ano lectivo, estarão em funções nas escolas cerca de 107300 docentes. Um número que “representa 88,5% da totalidade de totalidade de professores que são necessários ao sistema de forma permanente” ou seja, acrescenta-se, “seria possível abrir entre 7888 e 10310 lugares para ingresso na carreira nos diversos grupos de recrutamento”.
Um agradecimento muito grande a todos os que me enviaram as listas que permitam ter uma melhor noção do andamento destas bolsas.
Parabéns aos que foram colocados. Alguns dos que me têm enviado as listas das bolsas foram colocados ontem mas já mostraram disponibilidade para continuar a fazer o trabalho que têm feito até aqui para tornar mais transparente estas colocações.
A DGRHE com a circular viola a hierarquia das normas, uma vez que a lei que regula o RCTFP está no topo da hierarquia.
ESTA ESCOLA PROCEDE BEM EM PAGAR A CADUCIDADE DE CONTRATO
Parabéns a esta escola do NORTE
As restantes que lhe sigam o exemplo já que não existe fundamentação legal para o não pagamento da caducidade.
Diversos sindicatos irão interpôr ações em tribunal para obrigar as escolas a pagarem a caducidade. Existem regras de procedimentos a serem feitos antes de ser enviado para tribunal estes casos:
requerer à escola o pagamento da caducidade;
reclamar da decisão caso seja indeferido o pedido;
recorrer hierarquicamente da decisão.
TRIBUNAL
Atenção aos prazos que existem para cada uma das situações. É aconselhável ter o acompanhamento jurídico para este processo que pode ser demorado e acarretar algumas despesas.
Vimos por meio deste, manifestar o nosso repúdio às Ofertas de Escola, nos moldes em que tem vindo a ser praticada.
É preciso que as entidades competentes (ME; AR) tomem consciência da perversão em torno destes concursos públicos e que tome as medidas necessárias para o regularizar, terminando com o que consideramos um atentado á justiça e á dignidade do sistema educativo português.
Os nossos governantes não podem continuar a permitir às Direcções das escolas, sejam elas consideradas TEIP, ou não, a subversão do voto de confiança que lhes foi dado ao permitir que contratem o seu corpo docente.
As direcções das escolas não podem continuar a decidir e escolher os seus próprios critérios de selecção de candidatos da mesma forma que têm vindo a praticar, ou seja, permitindo favorecimentos pessoais em detrimento de um ensino de maior qualidade.
Não podem continuar a refugiar-se em falsos argumentos, como o da “continuidade pedagógica” ou da “entrevista” para seleccionar candidatos, menos graduados, com menos tempo de serviço, menos experiência e por sua vez menos capacitados para o desempenho da função.
Basta de tratarem as nossas escolas públicas como colégios privados ao gosto e capricho de cada Direcção! Chega de injustiças! Basta de ultrapassagens… Chega de roubos consentidos! Porque afinal tratam-se de verbas públicas.
Chamamos a atenção das entidades competentes para que tomem conhecimento do processo em que estão a decorrer actualmente grande parte destes concursos/Ofertas de escola, ou seja sem transperência, sem ética, sem honestidade! Pedimos que sejam tomadas medidas!
Defendemos apenas um concurso mais justo, mais transparente e que tenha em consideração a lista de ordenação dos candidatos.
Está previsto para as 9:00 da próxima terça-feira uma concentração nas instalações da 5 de Outubro de docentes que ainda não foram colocados por Destacamento por Condições Específicas e que teve início de destaque aqui.
O que se exige é que o Ministério cumpra o seu compromisso de colocar estes docentes em escolas próximas dos locais dos seus tratamentos ou dos tratamentos dos seus familiares. Ninguém está livre de num momento para o outro precisar de um destacamento por condições específicas e esta luta acaba por tocar a todos.
Também dei conta, durante o mês de Agosto, da injustiça dos destacamentos por condições específicas não poderem ser feitos para escolas TEIP.
Darei conta de mais pormenores logo que os receba.
Este blog apoia esta luta e está solidário com todos os que se vão juntar em Lisboa no dia 4 de Outubro.
Pode acontecer durante a próxima semana caso não haja resposta aos Destacamentos por Condições Específicas que o MEC comprometeu-se a resolver. Tudo aponta que a véspera do feriado seja o dia escolhido para este protesto.
Bom dia!
Serve o presente mail para explicar a nossa situação:
Somos um grupo de 5 docentes a aguardar deferimento às exposições por nós enviadas, ao Exmº Senhor Ministro da Educação, por não termos obtido colocação no Concurso das Condições Específicas, embora a nossa situação esteja legalmente enquadrada no Despacho Conjunto A-179/89-XI, de 12 de Setembro, e deferida. Dada a situação constrangedora e desesperante em que nos encontramos e uma vez que no Portal do governo se encontra um documento datado de 31/08/2011 onde se pode ler, e passo a citar
«Os docentes de carreira que se tenham apresentado ao concurso por condições específicas, ou seja, por padecerem de doenças crónicas ou terem familiares nestas condições, e que não tenham obtido colocação, serão colocados administrativamente de forma a permitir o desenvolvimento dos tratamentos necessários.»
Até ao momento ainda não obtivemos qualquer resposta por parte do MEC, pois apesar do MEC ter afirmado aos sindicatos dos professores que já colocaram um número significativo de DCEs, (Síntese da reunião entre a FNE e o MEC, de 21 de Setembro) duvidamos desta declaração porque isso não se verifica com os nossos casos. A nossa situação é urgente pois muitos terão de deixar de comparecer ao exercício das suas funções, o que acarreta graves consequências profissionais e de carreira pelas quais não somos responsáveis.
A situação dos docentes que concorrem ao concurso de DCE é preocupante, o principal problema, e a verdadeira injustiça, é o facto de que nenhum candidato a destacamento por doença irá conseguir destacamento, porque primeiro são colocados os candidatos a DACL que absorverão facilmente os horários disponíveis.
Por lei temos o direito a pedir DCE, mas ao mesmo tempo o MEC retira essa possibilidade colocando os DCE’s após colocar todos os DACL.
Este mecanismo DCE serve para dar uma melhor qualidade de vida a pessoas que mesmo estando nas fases mais agudas das suas doenças, podem continuar a fazer aquilo que gostam, que é Ensinar. Tendo para isso o apoio das pessoas em quem confiam, médicos habituais e da sua família.
São graves as situações de professores que, apesar de não terem possibilidade de se deslocarem para as escolas em que estão colocados, não obtêm, da parte do MEC, a resposta política adequada e simples de lhes garantir uma colocação. Colocação que em nada prejudica o Estado mas que, em tudo, garantiria a estes docentes a possibilidade de se sentirem úteis ao sistema e ao pais.
Se a nossa situação não for resolvida, (o MEC comprometeu se com os sindicatos de resolver as situações até ao final do mês, hoje), vamos também acampar no Ministério da Educação, embora seja por outro motivo, promessa não cumprida.
Grata pela atenção dispensada, com os meus mais respeitosos cumprimentos.
São muitas as queixas neste início de ano lectivo que se prendem com a colocação de professores. A mais visível aconteceu ontem com a “ultrapassagem” dos docentes que optaram apenas por horários anuais em detrimento de outros com menor graduação que ficaram colocados em horários de substituição que em muitos casos serão para todo o ano.
Não vou fazer qualquer juízo de valor em fez essa opção na sua candidatura durante o mês de Agosto.
Já todos sabiamos, uns mais do que outros, que haveria grandes reduções para o ano lectivo 2011/2012. Era inevitável que isso acontecesse.
Mas o que no entanto vai acontecendo e que podia ser evitado é:
um docente profissionalizado ser ultrapassado por um não profissionalizado nas ofertas de escola;
os critérios das ofertas de escola serem feitos à medida da colocação de determinado candidato para o lugar;
a graduação não ser o principal (poderá não ser único) critério de peso na escolha dos candidatos;
falta de transparência na generalidade das escolas com a contratação de professores;
as docentes grávidas ou em licença de maternidade nas ofertas de escola serem preteridas pela condição em que se encontram;
os DCE ainda não estejam colocados nas escolas para as quais manifestaram preferências para a continuação dos tratamentos ou da assistência à família, conforme compromisso do MEC;
na contratação de escola não estar determinada a duração real do contrato por altura do concurso público;
o MEC não possibilitar que a duração dos contratos sejam adequados ao motivo pedido pelas escolas.
o MEC não considerar a subtituição por aposentação e o pedido de horários com o motivo de aumento de turmas como horários anuais.
o MEC insistir em ordenar as escolas pela duração fictícia do maior contrato, sendo que para todos os efeitos não é possível assinar um contrato por período inferior a 1 mês.
Pelas razões apontadas não chegavam 10 Palácios das Laranjeiras para receber todos estes que se sentem injustiçados com o início deste ano lectivo.
Pior do que os cortes inevitáveis é a injustiça como eles são feitos.
Os professores que passaram a noite no átrio do Ministério da
Educação mantêm a decisão de reunir com Nuno Crato para denunciar os erros ocorridos na colocação de professores contratados no concurso deste ano.
“Vamos continuar a nossa luta”, garantiu ao JN Belandina Vaz, professora de História, que dormiu no átrio do Ministério da Educação. “E apelamos a todos os professores, a todos os precários que se juntem ao protesto“.
Os professores que pernoitaram no ministério, cerca de 12, estão agora reunidos com outros docentes para decidiram quais as próximas acções a tomar.
Consideram-se lesados na segunda bolsa de colocação de professores
contratados, afirmando que em alguns casos foram ultrapassados por centenas de colegas menos graduados porque não se candidataram a horários temporários, mas apenas aos horários anuais.
“Queremos demonstrar os erros cometidos pela Plataforma neste concurso”, explicou Belandina Vaz, de 37 anos, contratada há 12 anos. “Há professores com 15 e 20 anos de contratos que ficaram sem colocação”, explicou ao JN.
“Os professores devem pertencer a outro quadro laboral para ser possível passar tantos anos a contrato, já que a lei laboral estipula um máximo de três contratos para os restantes trabalhadores”, sublinhou a docente.
Segundo dados do Ministério da Educação publicados hoje no Correio da Manhã estavam colocados nas escolas em 31 de Agosto 121291 professores.
A partir daqui a análise é minha.
De acordo com as listas de 31 de Agosto ficaram com o contrato renovado 7915 docentes e colocados nas necessidades transitórias 4834 docentes.
Em Agosto existiram 2155 ofertas de escola para escolas Teip e escolas com autonomia, algumas delas foram ocupadas por professores dos quadros em DACL, mas aqui não consigo precisar ao certo o número exacto.
Subtraíndo os totais colocados ao número de contratados em 31 de Agosto pelas listas da DGRHE e lugares para contratação em ofertas de escola durante o mês de Agosto teremos em exercício de funções no ano 2011/2012 cerca de 107387 docentes dos quadros.
Este número representa 88,5% da totalidade de professores que são necessários ao sistema de forma permanente, apesar de ainda existirem necessidades permanentes que foram surgindo pelo “aumento de turmas” nas primeira semanas de Setembro.
Não havendo qualquer alteração curricular para futuro existe margem de manobra para a exixtência de um concurso de ingresso na carreira que permita aumentar para os 95% a 97% a percentagem de professores dos quadros no sistema de ensino.
Segundo as minhas contas seria possível abrir entre 7888 e 10310 lugares para ingresso na carreira nos diversos grupos de recrutamento. As contas mais difíceis de fazer seria determinar quais os grupos onde poderiam ser abertos estes lugares.
Mais números:
Retornos
Segundo dados transmitidos ontem na Assembleia da República regressaram às escolas 514 docentes destacados nos serviços centrais e 685 docentes que se encontravam em mobilidade.
Carta de Bruno Reis ao Ministro da Educação e Cultura
Exmo. Sr. Ministro da Educação e Cultura
Eu, Bruno Reis, professor do ensino básico, com dez anos de carreira no ensino venho por este meio chamar a sua atenção para uma situação muito grave que tenho vindo a testemunhar na contratação de professores através das ofertas de escola.
É contra a sua própria vontade, publicamente divulgada, de implementar no sistema de ensino português os valores do rigor do mérito e da excelência, que muitos directores de escolas têm vindo a fazer exactamente o contrário na contratação de docentes. Abusando da liberdade e da responsabilidade que lhe foi confiada na contratação directa de professores através das ofertas de escola, estes directores têm vindo a preterir profissionais muito mais bem graduados e experientes a favor de outros professores com menos habilitações, com menos experiência no sistema de ensino e com menos graduação. Será para bem dos alunos que se escolhe um professor com graduação de 15, com apenas 300 dias de serviço, quando para esse mesmo lugar havia concorrido um outro professor com graduação de 24 e com 3600 dias de serviço? Não me parece que seja. Não vou maçá-lo com a já longa lista de exemplos que concretamente lhe poderia facultar (a menos que assim o deseje e, nesse caso, terei todo o gosto em o fazer).
O problema reside, a meu ver em dois pontos essenciais: em primeiro lugar na falta de ética dos directores de escola que praticam a gestão de uma escola como se de coisa particular se tratasse. Pois a escola pública existe para prestar um serviço aos alunos, à comunidades e ao país, por isso mesmo tem a obrigação de fazer o melhor que for capaz por esses alunos e comunidades com os recursos de que dispõem, sejam materiais ou humanos. Então como se explica que não se usem os melhores recursos humanos que se têm à disposição? Dentro da lógica do serviço público não consigo encontrar justificação.
Poderá perguntar-se como é que eu chego à conclusão que a ética nem sempre faz parte da prática de alguns directores de escola. Para lhe responder a essa dúvida deixo-lhe as seguintes questões e considerações. Será justo que os critérios de selecção e factores de ponderação sejam tão ardilosamente criados por forma a que todos os candidatos que a esse lugar concorram fiquem automaticamente pior classificados do que o candidato que de antemão se pretendia seleccionar? E isto nem é assim tão difícil de fazer, basta que o critério “Ter trabalhado neste agrupamento de escolas” valha 25 em 30 pontos possíveis, (como já tive a oportunidade de ouvir das próprias direcções com que entrei em contacto) para que se preveja quem estará melhor posicionado para ocupar esse lugar. Há ainda casos em que os critério de selecção nem têm sequer um valor de ponderação associado, como pude comprovar pela acta de Conselho Pedagógico onde foram aprovados esses critério (facultada a mim pela direcção da escola em questão após solicitação ao abrigo da Lei n.º 46/2007 de 24 de Agosto), pelo que nem imagino como se procede à ordenação das dezenas ou centenas de candidatos que concorrem a essa escola. Há escolas ainda que nem fazem constar dos seus critérios de selecção nenhum dos seguintes elementos: nota final de curso dos candidatos, a sua graduação profissional ou o seu tempo de serviço. Tantos outros exemplos lhe poderia facultar, alguns ainda mais absurdos.
O segundo ponto essencial deste problema, a meu ver, é a confiança cega que o Ministério tem depositado nas direcções das escolas, porque embora haja direcções que a têm merecido também há outras em que claramente tem havido abuso sistemático dessa confiança. A liberdade dada às direcções para seleccionar os seus professores contratados nem sempre tem sido usada para beneficiar a escola nem os alunos, como penso ter esclarecido no parágrafo anterior.
Ora, combinando estes dois pontos, a demonstrada falta de ética de alguns directores com a liberdade que lhes é dada na selecção de docentes contratados, chega-se a um situação que eu tristemente adjectivo de vergonhosa para o nosso Sistema Educativo. Vê-se premiado o compadrio, vê-se premiada a bajulação, vê-se premiada a relação social entre quem selecciona e quem é seleccionado, vê-se premiada a relação familiar entre os envolvidos e, desta forma, os valores que vossa excelência defende e promove são totalmente arredados deste processo. Como ter então uma Escola de excelência, de mérito e de rigor se aqueles que são responsáveis por implementar esses valores junto dos alunos não se encontram a exercer essa função por via desses mesmos valores?
Deixo-lhe esta questão na esperança que possa encontrar rapidamente uma resposta para este problema.
Espero que o debate seja esclarecedor e que o MEC admita algum erro seu e das escolas na BR2 e que não seja atirada a culpa para os professores conforme fez o Sr. Adalmiro, nem que se limite a culpa ao “elevador“.
E que hoje se ponha também um ponto final ao descaramento que tem sido o uso e abuso de critérios absurdos nas ofertas de escola.
A luta de poderes pela autonomia não pode ter como cobaias os professores.
Nota após o debate: Nem uma palavra sobre os critérios usados pelas escolas para a contratação de professores.
Um grupo de 20 professores está no Ministério da Educação e exigem ser recebidos pelo ministro Nuno Crato. São docentes que ficaram excluídos da bolsa de recrutamento.
Recorde-se que os resultados saíram no passado dia 19 e geraram uma onda de indignação. Muitos professores queixam-se que foram ultrapassados por colegas com menos anos de carreira e esta situação levou agora a que um grupo de professores esteja a no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, a pedir uma reunião com o ministro da Educação.
Recusam deixar as instalações e dizem que só saem quando forem recebidos.
Não havendo dados oficiais do MEC estes números são os únicos conhecidos e comprovados pela recolha que foi feita até hoje.
Estes são números que merecem uma reflexão séria e que refletem muito do descontentamento que existe na classe docente. Mais importante do que ter sido encontrada uma solução pacífica para a Avaliação Docente é urgente que se encontre também uma resposta para esta instabilidade no corpo docente especialmente para quem ainda se encontra a contrato. Durante os próximos tempos tentarei colocar a debate a forma como um próximo modelo de concursos pode servir para tentar ultrapassar este problema.
Nota: é possível que o número seja maior tendo em conta que não consegui contabilizar 3 ou 4 grupos nas diversas bolsas de recrutamento, contudo não haverá mais de 200 colocados nestas 3 bolsas.
É este o número exacto de ofertas de escola a concurso para os diversos grupos disciplinares, desenvolvimento de projectos e técnicos especializados, desde o lançamento da aplicação.