Será que os horários pedidos pelas escolas após o dia 13 não tenham vindo a concurso nesta bolsa de forma a permitir a colocação administrativa dos DCE para lugares vagos?
É incompreensível o erro das listas da BR6 se não for essa a justificação, embora nas listas de colocados tenham vindo a concurso horários que terminam o contrato no dia 17/11.
Conforme já tinha feito referência aqui o OE2012 prepara-se para cortar nas ofertas não essenciais do ensino básico.
Estes cortes no valor de 100,2 milhões de euros têm um impacto no PIB de 0,1%.
Para além destes cortes que devem incidir essencialmente no currículo também se prevê um acréscimo de alunos por turma no ensino regular e nos cursos EFA com uma poupança de 87,8 milhões de euros bem como a continuação da racionalização da rede de escolas do 1º ciclo e a continuação da aposta na criação de mega agrupamentos com uma redução de 54 milhões de euros.
Com a redução de 147,4 milhões de euros no ensino superior e ciência mais uma redução de 208,7 milhões de euros que não está discriminada, a redução total no MEC para 2012 irá ser de 600,1 milhões de euros, 0,4% do PIB.
Acrescido os cerca de 600 milhões de euros com o não pagamento dos subsídios de Férias e Natal o corte total que irá afectar a Educação ultrapassa em muito o mil milhão de euros.
Para analisar estes dados amanhã com mais alguma calma. Mas 9,6% são mais do que os 605 milhões de euros que há pouco tempo se falava para cortes no MEC.
Medidas do relatório do OE2012 para o Ensino básico e secundário e administração escolar (página 197 e 198)
Em matéria de educação e formação, o País enfrenta como principais desafios o garantir de uma melhoria significativa das aprendizagens, o elevar dos níveis de qualificação dos jovens e de adultos e o combate ao abandono escolar precoce. O compromisso assumido entre o Estado português e a Troika internacional vem reforçar precisamente a necessidade de reunir esforços e apostar em medidas que tenham em vista ―o aumento da eficiência no sector educativo, o aumento da qualidade do capital humano e a facilitação da adaptação ao mercado de trabalho‖.
Assim, no que diz respeito a matérias relacionadas com questões curriculares, pedagógicas e de qualificação, consideram-se os seguintes objetivos estratégicos:
Elevar os níveis de qualificação e melhorar significativamente a qualidade das aprendizagens, desde o ensino pré-escolar ao ensino secundário (quer nos cursos gerais, quer nos cursos profissionalizantes), e a sua comparabilidade no espaço europeu;
Alargar o acesso ao ensino especial e adequar a intervenção educativa e a resposta terapêutica às necessidades dos alunos e das famílias no ensino especial;
Reforçar a aposta no ensino profissionalizante de jovens quer no nível básico, quer no nível secundário de educação;
Manter as respostas de qualificação de adultos, com especial incidência na elevação dos níveis de certificação profissional e na reconversão e integração laboral das pessoas em situação de desemprego;
Desenvolver e consolidar uma cultura de monitorização e avaliação a todos os níveis do sistema de ensino, assente no rigor, na responsabilização, na promoção e valorização do mérito e na deteção das fragilidades.
Para o efeito, será implementado um conjunto extenso de medidas em áreas de intervenção diversas:
Profunda reorganização e racionalização dos currículos e revisão de planos/projetos associados à promoção do sucesso escolar;
Melhoria da complementaridade entre percursos de reconhecimento e percursos de formação certificada.
No que diz respeito à administração escolar, consideram-se os seguintes objetivos estratégicos:
Melhor gestão dos recursos humanos por via do processo de mobilidade, utilizando critérios exigentes de gestão e racionalização;
Reordenamento da rede escolar do sistema de ensino, nomeadamente através da criação de uma rede de oferta pública coerente e aproveitando os recursos existentes;
Reforçar a autonomia das escolas, contratualizando com um maior número de escolas maior autonomia;
Empreender reformas na administração escolar, nomeadamente numa primeira fase, o modelo de financiamento das escolas particulares e cooperativas com contrato de associação e a implementação de um novo modelo de avaliação de desempenho docente.
Para o efeito, será também implementado um conjunto extenso de medidas em áreas de intervenção diversas, como sejam:
Estabilidade e dignificação da profissão docente: é imperativo o desenvolvimento de um modelo de Avaliação de Desempenho Docente centrado nas vertentes científica e pedagógica e que promova a motivação e o desenvolvimento profissional dos docentes no quadro de um sistema de rigor que reconheça o mérito e a excelência;
Racionalização da rede de oferta de ensino: constituem prioridades nesta área de intervenção a estabilização do processo de organização dos agrupamentos de escola, privilegiando a verticalização pedagógica e organizacional de todos os níveis de ensino, bem como a reorganização das escolas do 1º ciclo, permitindo aos alunos usufruírem de melhores condições de ensino e de aprendizagem;
Desenvolver e aperfeiçoar o ensino pré-escolar: nesta área de intervenção, procurar-se-á alargar a rede pré-escolar, a qual constitui um fator de equidade no progresso educativo das crianças, incluindo a aposta na articulação entre o ensino pré-escolar e o ensino básico
Desde o dia 12 de Setembro existiu sempre uma Bolsa de Recrutamento a uma segunda-feira, por isso acredito que saia hoje a BR6. Esta será a última bolsa que não terá candidatos que tenham regressado por termo de contrato.
Boa sorte para a BR6 a quem ainda está não colocado.
A data provável para a greve geral será o dia 29 de Novembro dia da previsível aprovação do Orçamento de estado para 2012 que será conhecido ao final do dia de hoje.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda considera que a transparência no processo de colocações através das bolsas de recrutamento tem que ser assegurada para o futuro. Basta para tal que, à semelhança do que já ocorre com os restantes procedimentos de colocação de docentes previstos na legislação, as listas de docentes, com o respectivo grupo de recrutamento e a respectiva posição na lista ordenada sejam tornadas públicas. Não se compreende aliás porque é que no que diz respeito às Bolsas de Recrutamento tal não é feito, já que permite o escrutínio público de todo o processo transparente e eficaz, não ficando dependente de denúncias avulsas tornadas públicas pelas escolas e candidatos, com tudo que de daí advém de prejudicial para os próprios.
Este projecto de lei não tem razões para ser chumbado na assembleia da república, embora possa existir uma justificação porque irá ser negociado o diploma de concursos em breve (e esta alteração nunca viria a tempo para este ano porque as bolsas terminam já em dezembro). Se passos Coelho é defensor da transparência que aceite este princípio para o novo modelo de concursos que irá começar a ser negociado em breve com as organizações sindicais que subscreveram o acordo relativo à avaliação de desempenho
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.
Artigo de José Luís Peixoto, publicado na revista Visão de 13 de Outubro de 2011
Um 1º lugar com média negativa é sempre um primeiro lugar. 😀
Ordenação das escolas básicas do país, com base na média das provas de Português e Matemática (critérios). O “Ranking 1” inclui todas as escolas; o “Ranking 2” considera apenas aquelas com 50 ou mais provas realizadas.
Profissional do hospital do Barlavento Algarvio recebeu mais do dobro do valor pago a todos os cinco elementos do conselho de administração.
Sinceramente já não sei qual dos vencimentos será mais preocupante. Se o do médico que recebeu todo aquele dinheiro ou o do conselho de adminstração que afinal mal administrou.
João Dias da Silva adiantou à Lusa que na quarta-feira a FNE vai reunir com o MEC para “iniciar a negociação de diversas matérias”, entre as quais a revisão do Estatuto da Carreira Docente, a revisão do diploma de concursos e a revisão do regime jurídico de autonomia e gestão de escolas.
Depois do dossier da Avaliação de Desempenho ter ficado fechado chegou a hora de rever o diploma de concursos e o regime jurídico de autonomia e gestão de escolas, foi também esse o compromisso do MEC para a existência de um acordo.
No meu ponto de vista os exemplos que se verificam com as contratações de escola devem ter um peso importante para travar a localização desregulada dos concursos, as anteriores recomendações para ingresso na carreira de docentes com mais de 10 anos de serviço devem ser tomadas em conta para o novo modelo de concursos, a constatação que os DCE não podem aguardar dois meses por uma colocação próxima da área de residência e dos tratamentos deve ser resolvida e os DACLpodem ter uma solução com alguma imaginação sem penalização para nenhuma das partes.
Só hoje tive acesso à notícia do DN sobre a possível redução curricular mas pelo que pude constatar ainda não estão definidas quais as alterações curriculares que Nuno Crato está a pensar fazer.
A fundamentação do Ramiro e do Adalmiro hoje estão esgotadas quando dizem que para cortar 500 milhões de euros seria necessária uma reforma curricular estruturante ou uma redução do curriculo ao seu mínimo. Pelas minhas contas os cortes nos subsídios já ultrapassam o corte previsto para o MEC no ano de 2012.
Se o MEC baixa no orçamento para 2012 605 milhoões de euros, se existem cerca de 130000 professores, se em média cada um recebe por volta dos 2000 euros ilíquidos, se o subsídio de Férias e o de Natal vão ser tirados a TODOS os professores, não é preciso fazer mais nenhum corte na Educação, pois não?
130000 x 2000 x 2= 520 MILHÕES
Então esqueçam também a mudança do currículo por contenção de despesas, ok?
os restantes 85 milhões saem dos subsídios de férias e de natal do ensino superior
Já sabíamos que havia sacrifícios para suportar. Já sabíamos que a dimensão das dificuldades era colossal. Já sabíamos que tínhamos de aplicar um esforço colossal para ultrapassar os problemas. Já sabíamos que os Trabalhadores em geral teriam de suportar uma pesada fatura para se encontrar caminho e solução.
O que ficámos sem saber foi o que o Governo pretende fazer em termos de desenvolvimento, crescimento e emprego.
A receita da austeridade tem limites. É que sabemos que, em muitas circunstâncias, austeridade só se traduz em mais austeridade, porque não traz condições de desenvolvimento e de crescimento, antes só o caminho mais rápido para a recessão.
Os trabalhadores portugueses só ficaram a saber hoje que recai sobre mais dificuldades de vida e menores condições de trabalho a solução preconizada pelo Governo.
A FNE exige que o Governo assuma que a justiça social e o respeito pelos portugueses só é possível com medidas que promovam o desenvolvimento e o emprego. De outro modo, o abismo é a solução a que estamos condenados.
A FNE, em nome dos Trabalhadores que representa, discorda desta estreita e única via de resposta aos problemas de deficit com que nos confrontamos e que se traduz em aumentar a precariedade e em diminuir excessivamente as condições de vida dos Portugueses.
A FNE entende que se torna urgente que o Governo assuma, para além de medidas de restrição e de austeridade, a concretização de ações concretas de promoção de emprego com crescimento económico.
Comecei a disponibilizar hoje um formulário que permite cada um colocar os dados dos docentes colocados em Contratação de Escola. O Formulário ficará na barra superior horizontal do Blog na parte das CONTRATAÇÕES DE ESCOLA que se encontra à direita.
Qual o objectivo deste formulário?
Dat a conhecer quem fica colocado nas contratações de escola de forma a quem ainda está à espera de uma colocação ter uma noção de quem sai da lista de não colocados para as bolsas.
Irei disponibilizar os dados sempre que o número de formulários se justifique. Sempre que tenha pelo menos 100 colocações coloco as tabelas em pdf. Quando tiver dados suficientes para tratamento de dados farei o tratamento por grupo de docência.
Alguns campos do formulário são de preenchimento obrigatório outros são facultativos, embora seja importante que preencham todos os campos.
O BE apresentou hoje um projecto de lei na Assembleia da República (AR) no qual defende o ingresso de professores com três anos de serviço nos quadros das escolas.
Concordo com uma abertura de vagas de acordo com as reais necessidades das escolas e até aceito que não haja alteração de posição remuneratória pelo ingresso de carreira até 2014, mas dizer que os 3 anos de serviço são condição para ingresso no quadro parece uma condição irreal.
Vou experimentar um formulário para ser preenchido com as colocações em contratação de escola.
Agradeço a quem tiver disponibilidade de o preencher que o faça de forma a eu testar os resultados deste formulário. Se for fácil ordenar os candidatos colocados em ficheiros que permitam a publicação neste espaço irei fazê-lo.
Fica neste post disponibilizado a evolução das ofertas de escola por grupo de recrutamento desde o dia 16 de Agosto até ao dia 17 de Outubro.
Como exemplo de apresentação fica aqui o grupo 110 disponibilizado em quadro, sendo que podem ter acesso a todos os restantes grupos neste documento em pdf.
85.288 euros é o valor fixado por turma para o ano lectivo 2011/2012 do apoio financeiro a conceder no âmbito dos contratos de associação que se encontra na portaria 277/2011, publicada hoje.
Novidade da portaria é a gestão flexível do currículo que foi dada às escolas do ensino particular e cooperativo para:
a) Nos 2.º e 3.º ciclos de escolaridade e no ensino secundário uma gestão flexível dos tempos lectivos entre os quarenta e cinco e noventa minutos, visando uma adequada resposta às necessidades dos alunos, salvaguardando o cumprimento dos tempos anuais constantes nos currículos nacionais;
b) No 2.º ciclo de escolaridade e no âmbito da componente curricular não disciplinar caso assim entendam e, de acordo com o seu projecto educativo, assegurarem o estudo acompanhado apenas por um professor;
c) No 3.º ciclo, a carga horária definida na alínea f) do anexo III do Decreto -Lei n.º 94/2011, de 3 de Agosto, poderá ser distribuída por qualquer área curricular disciplinar, ou por projectos específicos no âmbito do projecto educativo de escola.
Conforme prometido vou começar a disponibilizar gráficos com a evolução do número de horários em contratação de escola por grupo de recrutamento.
Hoje apresento o gráfico com o número de horários para os grupos 100 e 110.
Aconteceu um grande pico de pedidos de horários neste dois grupos no dia 20 de Setembro, curiosamente no dia seguinte à famosa BR2. Pelo que observei quase todos estes horários eram de escolas TEIP que aguardaram na BR2 pela colocação dos DACL.
Ficam aqui disponibilizados as listas das contratações de escola que terminam o prazo entre o dia 13 e 17 de Outubro.
Cada dia que passa o número das pedidos de horários reduzem-se. A terminar no dia 13 existem 40 horários a concurso, no dia 16, 108 horários e no dia 17 são 71 horários.
Em breve apresentarei um gráfico com a todos os dados desde o dia 16 de Agosto até agora por grupo de docência.
Este post é para retribuir a vossa ajuda nas listas que me têm enviado.
Com a vossa ajuda tem sido possível colocar alguma transparência nas colocações das Bolsas de Recrutamento. Este trabalho devia ser da exclusiva responsabilidade da DGRHE de forma a que cada um se sentisse mais seguro nas opções a fazer em concursos futuros de forma a evitar que se faça um concurso como um tiro no escuro.
Estas listas podem de nada valer para comparação com o concurso de 2012/2013, já que se prevê uma nova revolução que vai novamente afectar os professores contratados, tudo em nome da contenção de despesa, mesmo assim guardem estas listas para o concurso de 2012/2013.
Aconselho que se posicionem na lista de colocações que deixo de seguida e percebam se as opções que fizeram poderiam ter sido outras e se o fossem se já estariam colocados ou não.
Só publico as listas dos grupos com os colocados nas 5 bolsas de recrutamento. Se o vosso grupo não está aqui é porque ou não tenho as listas do vosso grupo ou porque falta-me pelo menos uma. Se entretanto quiserem ver incluídos os vossos grupos aqui enviem-me email com as listas em falta.
Esta é uma das medidas possíveis para o Orçamento de Estado para 2012.
Quem reúne as condições para aposentação com penalização, actualmente é possível requerer a aposentação com 55 anos de idade e 30 anos de serviço, deve estar atento a esta possível alteração das regras que pode ter início já no dia 1 de Janeiro de 2012.
Segundo o Jornal Público as novas regras para a aposentação antecipada com penalização vão aumentar para os 57 anos de idade e os 32 anos de serviço.
Comparando o número de contratados colocados atá à 5ª bolsa de recrutamento existem menos 9931 docentes.
Como não consigo comparar o número de contratados colocados até à data de hoje em Contratação de Escola não posso dizer se estes números representam a verdadeira redução do número de docentes nas escolas públicas portuguesas.
NOTA: Atenção que os números das Bolsas de 2010 e 2011 não representam o número de docentes colocados em cada uma das bolsas, mas sim o número de horários em concurso.
O Bruno Reis elaborou uma grelha de denúncias para as contratações de escola onde se podem identificar os candidatos selecionados para determinado horário.
Acrescentei na grelha um espaço para identificar a situação de cada candidato de forma a comparar a graduação profissional com os candidatos selecionados.
Mesmo sabendo que as escolas, na sua maioria, definem critérios legais é importante ter uma recolha de situações que podem configurar benefícios para determinado candidato e que sejam descarados, nomeadamente a ultrapasagem de candidatos profissionalizados por candidatos com habilitação própria.
A única situação que pode ser considerada mais estranha é a colocação da mesma docente para 2 horários na mesma escola em que a soma do número de horas dos dois horários ultrapassam o limite para o pedido de acumulação.
Quanto ao resto é perfeitamente possível que um docente fique colocado no mesmo dia em mais do que uma escola visto que cada escola não tem acesso ao que as outras fazem.
Na sequência da ocupação pacífica das instalações do Ministério da Educação nas Laranjeiras, o grupo de professores contratados que nasceu no facebook e que já se havia manifestado a 10 de Setembro não desiste e vai continuar com os protestos. Agrada-nos também saber que os colegas do Norte se estão também a organizar e vêm para a rua na mesma data que os colegas de Lisboa: próxima quinta-feira dia 13 de Outubro, 17h.