Os candidatos da 3ª prioridade são os docentes profissionalizados com menos de 365 dias de serviço nos últimos 6 anos escolares.
Como ocupam os lugares finais das listas de ordenação, analisar a sua colocação permite perceber e antecipar as carências de professores.
A tabela seguinte apresenta os 1472 professores da 3ª prioridade colocados em HORÁRIOS COMPLETOS E ANUAIS, até à RR3, distribuídos por QZP e Grupo de recrutamento. Destas 1472 colocações, 33 reúnem condições para vincular este ano ao abrigo da Norma Travão, o que acho estranho, mas mostra bem como as listas de ordenação estão cada vez mais curtas.

Pela análise da tabela confirma-se a dificuldade em recrutar professores de Informática por todo o país. O número reduzido de colocados não significa que haja pouca necessidade, mas apenas que a lista não tem professores disponíveis, estando as centenas de horários a ser ocupados por professores não profissionalizados.
Em muitos outros grupos, se nada for feito, acontecerá o mesmo.
No QZP 7 percebemos que nos grupos 110 (1º ciclo), 300 (Português), 500 (Matemática) e 510 (Física e Química), a lista de ordenação para determinadas zonas está a esgotar-se. Lembro que analisei apenas os colocados em horários completos e anuais, porque se falarmos de horários incompletos ou temporários a situação é MUITO PIOR!
Isto não se resolve com Contratação feita pelas Escolas, não se resolve com remendos… é imprescindível que os professores sejam reconhecidos; que a carreira seja melhorada; que se extingam os estorvos burocráticos das escolas. Só assim teremos uma pequena possibilidade de vermos jovens a querer ser professores!
Qualquer coisa que a tutela faça que não vá de encontro a estes princípios é atirar areia para os olhos dos portugueses!



