A extinção do diretor-dinossauro

Está-se a aproximar a hora do meteorito, os dinossauros perecerão em breve.

Não é invulgar encontrarmos diretores de agrupamentos de escola do tempo da outra senhora, antes da entrada e vigor dos 75/2008 por esse país fora. Diretores que se esqueceram como ser professores por falta de prática. Vinte, trinta anos há frente de uma escola deixaram-nos desfasados no tempo sobre a evolução que veio acontecendo em sala de aula.

Há concelhos em que os diretores-dinossauros se não eram a totalidade, seriam a maior parte. Agarrados ao poder foram-se mantendo, através de jogos internos e externos, no poleiro.

Os últimos estão de saída.

Concelhos com vários agrupamentos de escola, em que esses diretores permanecem no cargo há mais de vinte anos, veem agora a possibilidade de mudança, ou não. Podemos vir a assistir a uma dança de cadeiras dentro da própria direção Por mais que eu ouça alguns manifestarem a vontade de voltar a uma sala de aula até à idade da reforma, entende-se que eles não o queiram realmente fazer. Pelo bem dos alunos não deveriam…

A mudança está aí. Cabe á comunidade escolar, através do seu conselho geral exigir mudanças credíveis e não apenas de papel de parede. Os novos diretores nunca deverão ter em hipótese de se perpetuarem no tempo como tal .

A escola está em mudança e tal como ela os pequenos decisores deverão ser substituídos como as fraldas.

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27 comentários

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    • Diretor on 9 de Maio de 2021 at 13:48
    • Responder

    Está enganado!
    🤣🤣🤣🤣🤣

    • Falar verdade on 9 de Maio de 2021 at 13:50
    • Responder

    Vamos ver se isso acontecerá!
    Duvido!
    Hoje, apesar de não serem muito significativas, alguns dos diretores e outros elementos da equipa diretiva, gostam de ver mais uns euros no vencimento. O amor à camisola em muitos casos não se aplica, porque mesmo pouco é melhor do que era no tempo dos Conselhos Diretivos e Executivos.
    Depois… à a questão política. A política entrou nas escolas, onde nunca deveria ter-se instalado. Pois, muitos diretores estão ligados a partidos políticos, e no Conselho Geral estão elementos da comunidade, que não esquecem o emblema político.
    Duvido que se vá verificar grandes mudanças, porque não se escolhe por competência nem por projeto.

    Este país não leva a educação a sério!

      • Luís Lopes on 9 de Maio de 2021 at 18:40
      • Responder

      750€/mês, mais deslocações e ajudas de custo, a somar ao vencimento, não é significativo??? Você deve trabalhar no Luxemburgo!!!

        • Psantos on 9 de Maio de 2021 at 20:22
        • Responder

        750€??? Mas depende da escola, neste caso escolas com mais de 1500 alunos. As escolas com 300-600 alunos são 300…. Isto deve ser mesmo uma boa recompensa….
        https://1.bp.blogspot.com/-bC0c-8f5JUc/W66E91lyGrI/AAAAAAAAFv8/KWzFMdMB1xcOHlklnveCgeHnrQyxKq1WgCLcBGAs/s1600/suplemento%2Bremuneratorio%2Bdiretores.PNG

          • Falar claro on 9 de Maio de 2021 at 20:53

          Com a constituição dos agrupamentos, unidades orgânicas com menos de 600 alunos são residuais. Logo…

          • Professora zeca on 9 de Maio de 2021 at 22:38

          “Isto deve ser mesmo uma boa recompensa….”
          Se não é uma boa recompensa, então ainda é mais suspeito o que os “faz correr”….
          Voluntarismo e altruísmo não serão de certeza….

          • Anabela Cardoso on 12 de Maio de 2021 at 10:31

          “Voluntarismo e altruísmo não serão de certeza…. “👍👍👍

    • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 9 de Maio de 2021 at 14:24
    • Responder

    O autor deste texto não percebe nada disto.
    O que ele quer só vai acontecer em 2025.
    Porquê? Conheça as leis sobre a matéria, coisa que não sabe!
    Manda umas postas de pescada ao ar e toca a gaita de contente! Ó homem, isso só vai ser em 2025! E se não mudarem a lei!

    • Sandro on 9 de Maio de 2021 at 15:06
    • Responder

    Há tiranos com 30 anos de incompetência nas escolas, dois exemplos, Henrique Medina, Alcides de Faria. Quando fizerem 70 anos vão continuar, só saem com de caixão segurado pelos seus lambe botas.

    • Maria Amélia Pinto de Almeida on 9 de Maio de 2021 at 15:07
    • Responder

    Não sei seu o autor do texto é professor, mas sendo revela uma análise superficial e pouco rigorosa sobre o processo de recrutamento do diretor e respetivo mandato aprovado pelo Decreto-Lei n.º75/2008, de 22 de abril, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei no 137/2012 de 2 de julho.
    “Está-se a aproximar a hora do meteorito, os dinossauros perecerão em breve”. “Não é invulgar encontrarmos diretores de agrupamentos de escola do tempo da outra senhora, antes da entrada e vigor dos 75/2008 por esse país fora. Diretores que se esqueceram como ser professores por falta de prática. Vinte, trinta anos há frente de uma escola deixaram-nos desfasados no tempo sobre a evolução que veio acontecendo em sala de aula”.
    O conteúdo da transcrição fala por si, mas de qualquer forma gostaria de sublinhar o desconhecimento sobre a legislação e o grave erro ortográfico.
    Antes Decreto-Lei n. º75/2008 de 22 de abril, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei no 137/2012 de 2 de julho, de acordo com o Decreto-Lei n.º 115-A/98 de 4 de maio, a direção executiva era assegurada por um conselho executivo ou por um diretor, competindo à própria escola, nos termos do respetivo regulamento interno, a opção por qualquer das formas. Os candidatos constituíam-se em listas e apresentam um programa. Era eleita a lista que obtivesse maioria absoluta dos votos entrados nas urnas, que deviam representar, pelo menos, 60 % do número total de eleitores. O mandato dos membros do conselho executivo ou do diretor tinha a duração de três anos. Os membros do conselho executivo ou o diretor eram eleitos em assembleia eleitoral integrada pela totalidade do pessoal docente e não docente em exercício efetivo de funções na escola, por representantes dos alunos no ensino secundário, bem como por representantes dos pais e encarregados de educação
    Atualmente, o diretor é eleito pelo conselho geral, composto por representantes do pessoal docente e não docente, representantes dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do município e da comunidade local, devendo ser um número ímpar não superior a 21.
    O mandato do diretor tem a duração de quatro anos, mas o conselho geral pode deliberar, por maioria absoluta dos seus membros a sua recondução. Não sendo permitida a sua recondução para um terceiro mandato consecutivo, pode concorrer novamente e ser reconduzido, não
    Não é permitida a eleição para um quinto mandato consecutivo ou durante o quadriénio imediatamente subsequentes ao termo do quarto mandato consecutivo.
    Conhecendo a legislação e comparando os processos eleitorais, penso ser fácil retirar conclusões.
    Membros de direções executivas retomaram as aulas sem qualquer dificuldade. Enquanto exerceram cargos diretivos acompanharam as mudanças ocorridas no processo educativo em todas as suas dimensões. Atualizaram-se através de cursos/ações deformação, na área científica, pedagógica e didática.
    Impõe-se uma pergunta, como é possível gerir e administrar uma Escola sem ter o conhecimento necessário?

      • Alberto Miranda on 10 de Maio de 2021 at 11:44
      • Responder

      Podia relatara os casos de antigos diretores de escolas que voltaram a dar aulas nos últimos oito anos? Eu não conheço nenhum caso.
      Obrigado

    • Maria Amélia on 9 de Maio de 2021 at 15:16
    • Responder

    Tenho de fazer uma retificação. Não é um erro ortográfico, é um erro gramatical.

    • Maria Amélia Pinto de Almeida on 9 de Maio de 2021 at 15:19
    • Responder

    Não sei seu o autor do texto é professor, mas sendo revela uma análise superficial e pouco rigorosa sobre o processo de recrutamento do diretor e respetivo mandato aprovado pelo Decreto-Lei n.º75/2008, de 22 de abril, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei no 137/2012 de 2 de julho.
    “Está-se a aproximar a hora do meteorito, os dinossauros perecerão em breve”. “Não é invulgar encontrarmos diretores de agrupamentos de escola do tempo da outra senhora, antes da entrada e vigor dos 75/2008 por esse país fora. Diretores que se esqueceram como ser professores por falta de prática. Vinte, trinta anos há frente de uma escola deixaram-nos desfasados no tempo sobre a evolução que veio acontecendo em sala de aula”.
    O conteúdo da transcrição fala por si, mas de qualquer forma gostaria de sublinhar o desconhecimento sobre a legislação e o grave erro gramatical.
    Antes Decreto-Lei n. º75/2008 de 22 de abril, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei no 137/2012 de 2 de julho, de acordo com o Decreto-Lei n.º 115-A/98 de 4 de maio, a direção executiva era assegurada por um conselho executivo ou por um diretor, competindo à própria escola, nos termos do respetivo regulamento interno, a opção por qualquer das formas. Os candidatos constituíam-se em listas e apresentam um programa. Era eleita a lista que obtivesse maioria absoluta dos votos entrados nas urnas, que deviam representar, pelo menos, 60 % do número total de eleitores. O mandato dos membros do conselho executivo ou do diretor tinha a duração de três anos. Os membros do conselho executivo ou o diretor eram eleitos em assembleia eleitoral integrada pela totalidade do pessoal docente e não docente em exercício efetivo de funções na escola, por representantes dos alunos no ensino secundário, bem como por representantes dos pais e encarregados de educação
    Atualmente, o diretor é eleito pelo conselho geral, composto por representantes do pessoal docente e não docente, representantes dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do município e da comunidade local, devendo ser um número ímpar não superior a 21.
    O mandato do diretor tem a duração de quatro anos, mas o conselho geral pode deliberar, por maioria absoluta dos seus membros a sua recondução. Não sendo permitida a sua recondução para um terceiro mandato consecutivo, pode concorrer novamente e ser reconduzido, não
    Não é permitida a eleição para um quinto mandato consecutivo ou durante o quadriénio imediatamente subsequentes ao termo do quarto mandato consecutivo.
    Conhecendo a legislação e comparando os processos eleitorais, penso ser fácil retirar conclusões.
    Membros de direções executivas retomaram as aulas sem qualquer dificuldade. Enquanto exerceram cargos diretivos acompanharam as mudanças ocorridas no processo educativo em todas as suas dimensões. Atualizaram-se através de cursos/ações deformação, na área científica, pedagógica e didática.
    Impõe-se uma pergunta, como é possível gerir e administrar uma Escola sem ter o conhecimento necessário?

      • José João on 9 de Maio de 2021 at 18:16
      • Responder

      “Membros de direções executivas retomaram as aulas sem qualquer dificuldade“.
      Não me faça rir!
      Só voltaram os “despedidos” do sistema. Voluntariamente… aponte um.
      Quanto ao voltarem a lecionar (muitos ainda arranjaram outros tachos, centros de formação, por ex.), foram a isso obrigados.
      Era lecionar ou a aposentação (a receber uma ninharia).

    • Sérgio Silva on 9 de Maio de 2021 at 16:21
    • Responder

    Já agora, e porque se trata de um blog de professores: “(…) Vinte, trinta anos há frente de uma escola (…)” – “há frente” com h ????
    A seguir, num comentário ao artigo, pode ler-se: “(…) Depois… à a questão política (…)”. Agora sem h…
    Cuidado com a escrita!
    Sérgio Silva

      • Maria Amélia Pinto de Almeida on 9 de Maio de 2021 at 22:33
      • Responder

      Se lhe apetece rir, tem todo o direito a fazê-lo. Rir faz bem.
      Integrei a direção de uma escola, durante treze anos, Recomecei a lecionar a partir do ano letivo de 2009-2010. Sou professora de História e durante onze anos letivos foram-me atribuídas turmas do 11,-º e 12.º anos. Ao longo destes anos, preparei todos os anos alunos para a avaliação externa (exame nacional) e os resultados que obtiveram foram muito bons, mérito deles. Contudo, posso dizer-lhe, que apesar dos alunos comentarem que saiam das aulas um pouco cansados porque tinham de pensar, o que os “obrigava” a estar atentos, gostavam muito delas.
      O facto de ter estado na direção não fez com que “cristalizasse”, pelo contrário, tive sempre interesse em acompanhar o processo de ensino e de aprendizagem, o que, de um modo geral, corresponde à atitude de quem exerce cargos de liderança de topo, ou de liderança intermédia. Desempenhei nestes anos diversos cargo, coordenadora do grupo de recrutamento, diretora de turma, coordenadora dos diretores de turma e orientadora de mestrandos no ensino da História.
      É muito importante termos a noção que somos professores antes de se despenharmos qualquer cargo.

    • Anabela Cardoso on 9 de Maio de 2021 at 17:24
    • Responder

    😎😎😎

    • Falcão on 9 de Maio de 2021 at 21:51
    • Responder

    Diretores???
    Nódoas… que só saem com benzina como dizia o Eça!!!
    E se todos sabemos que os Diretores são o cancro e os seus bufos as metástases dentro de uma Escola, de que estão à espera os sindicatos para exigirem o fim do atual modelo de gestão? Enquanto formos enterrando a cabeça na areia não há volta a dar a este charco fétido em que se tornaram as escolas. E a merda dos Agrupamentos? Quando é que se vai extinguir mais essa javardice administrativa?

      • Anabela Cardoso on 12 de Maio de 2021 at 10:20
      • Responder

      😂😂😂😂😂

  1. Por mim podiam ficar lá para sempre, com os seus acólitos, mas convinha era que dessem umas aulinhas, para darem o exemplo e saberem , ao menos, do que se trata….

    São a prova de que democracia nas escolas é coisa que não existe…. Existe uma bolsa de tarefeiros do ministério da educação, muito bem pagos – todos farinha do mesmo saco,

    1. Concordo absolutamente.

    • Miguel on 10 de Maio de 2021 at 1:26
    • Responder

    O exemplo que não vão dar aulas, é do incompetente diretor do Centro de Formação Sá de Miranda, depois de corrido com corretivo de Maximinos, avançou logo para diretor do Centro de Formação. Braga, faz mais sentido com esses bodamecos.

      • António José on 10 de Maio de 2021 at 7:36
      • Responder

      Os bois têm nome!
      Muito bem , Miguel!👏👏👏

    • Sandro on 10 de Maio de 2021 at 12:39
    • Responder

    Se Braga tem mais sentido com esses bodamecos, um subdirector de um agrupamento do centro de Braga, aproveita-se desse cargo, para abrir a escola sede aos sábados de manhã, para assistir a aulas online de um pseudo curso em Igualdade de Género, e assim vai o nosso ensino e país à mercê desses senhores. Para quando os gestores profissionais, para acabar com esta treta de direções da incompetência?

    • fernandasobralinho on 11 de Maio de 2021 at 16:18
    • Responder

    Esses diretores não vão deixar de o ser, mesmo que o não sejam oficialmente.
    Passam a sub-diretores ou a adjuntos, é o jogo das cadeiras, e continuam a “mandar” na sua escola.
    Conselho Geral????? Ai, meu Deus!!!
    O Conselho Geral é o perfeito exemplo de troca de favores e compadrio…
    Quem “convida” os professores que estão lá? Não conheço nenhuma escola onde haja uma infinidade de listas de professores a concorrerem ao CG. Normalmente surge uma lista de “voluntários” “convidada” pela direção…e claro que esses “voluntários” fazem contas à vida, a um “jeitinho” no horário ou no número de turmas…
    Já algum de vós recebeu alguma vez qualquer informação desses supostos nossos representantes no CG?

    Tal como os não docentes e os EE também são “voluntários”…
    As famosas entidades das forças vivas da sociedade também são muito representativas mas das conexões partidárias dos diretores ou dos autarcas…

    • Anabela Cardoso on 12 de Maio de 2021 at 10:21
    • Responder

    🤣😊

    • Anabela Cardoso on 12 de Maio de 2021 at 10:26
    • Responder

    🤔🤔🙄😮😒

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