Como é público, apesar da realidade que se vive em muitas escolas no atual contexto pandémico, as entidades responsáveis continuam a fazer um balanço “positivo” e a afirmar que as escolas são “locais relativamente seguros”. No entanto, apesar da “lei da rolha” que existe em muitas escolas, da ausência de testes e após informação oficial que o grupo etário dos 10 aos 19 anos (idade escolar) é claramente aquele onde o aumento de casos COVID-19 tem sido mais expressivo (aumento de 142% em outubro), a Direção Geral de Saúde e o Ministério da Educação decidem nada fazer, mantendo orientações absurdas, como manter alunos sentados lado a lado nas salas de aula, entre outras.
Além disso, existe uma discrepância gritante entre as escolas na forma de atuação perante casos de infeção, fruto de orientações díspares dos respetivos delegados de saúde. Este tipo de atuação, representam um desrespeito à saúde/vida das comunidades educativas e das suas famílias, e também uma profunda desconsideração pelos nossos Serviços e Profissionais de Saúde (muitos à beira da rutura).
O S.TO.P. contactou os blogues DeAr Lindo, ComRegras e VozProf, no sentido de realizar uma sondagem dirigida a todos os Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente) para aferir sobre a necessidade, ou não, da marcação de uma greve.
É sabido que o S.TO.P., para defender a saúde dos Profissionais da Educação no atual contexto pandémico exige, nomeadamente:
– um protocolo igual em todo o país que torne uniformes as medidas a adotar perante infeções nas escolas (com testes para todos os contactos próximos, incluindo os da escola);
– a contratação efetiva dos profissionais de educação (pessoal docente e não docente) realmente necessários para acompanhar devidamente os nossos alunos;
– um regime de proteção aos Profissionais de Educação inseridos nos grupos de risco;
– pela redução significativa do número de alunos por turma.




14 comentários
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É uma sondagem?
Ou será um menu de greve?
Já percebi que deves ser um controleiro da FENPROF… assim fica tudo explicado!
Vou repetir-me: vai BARDAMERDA!
Repito o que te disse no outro post:
Cada um enche a boca com o que gosta;
Os teus posts revelam bem a tua educação e espírito democrático.
*sentido democrático.
Já não bastava o Nogueira, agora isso do STOP. Trabalhem e façam o país avançar.
Rosa Cavaco,
No dia 1 de Maio de cada ano devias recusar o feriado e devias ir trabalhar! Na tua frase só há uma parte correta, até à vírgula. O resto ou não é comparável ou é estúpido!
PS – Com um nick tão recomendável como esse… também não se poderia esperar muito mais. Infelizmente… és só mais um com saudades da ditadura e da PIDE… não te desejo o mesmo que aconteceu ao General sem medo, mas se te acontecer algum azar na vida, não te esqueças que o karma é lixado!
Não pretendo fazer greve agora. O que poderia mudar? Obviamente que não vão reduzir alunos por turma nem mandar tudo para a casa, coisa que não foi feita (nem se cogita fazer) nos países mais desenvolvidos da Europa.. se fizer greve, Vai ficar tudo na mesma e a nossa imagem ainda mais desgastada na opinião pública, por uma causa perdida.
É ver como está a correr nos países desenvolvidos. A continuar a seguir a suas pisadas vamos ter o mesmo resultado.
Se não se fizer nada continuaremos a ser maltratados, desconsiderados e tratados como de segunda. Já temos má imagem mais vale aproveitar e fazer alguma coisa pela nossa saúde E dos nossos filhos que também la estão….
Já disse e repito: não adianta fazer greves de 1 dia! Greves de uma semana sim, mas para isso tem de haver fundo de greve!
Quanto a mim a greve que deveria avançar era uma GREVE DE ZELO!!! O que é que isso quer dizer? Deixo à vossa imaginação e criatividade! Mas tem de ser assumida publicamente, os professsores estão em greve de zelo! E depois os pais que perguntem o que isso significa…
Em estado de emergência mantém-se o direito de greve?
Só o facto de existir a dúvida já demonstra bem ao ponto a que estamos a chegar. É mesmo muito significativo. Não se ponham a pau não…
E digo isto sem qualquer intenção de ser descortês com a Paula, que fique claro.
Na Constituição, não li o direito à greve, entre aqueles que não podem ser suspensos.
Fiquei insegura da minha interpretação e expus a dúvida.
Mas ainda não estou esclarecida. Perguntarei a quem de direito.
Greve de zelo. Pela segurança nas escolas. Pela saúde dos professores e suas famílias.