Mensagem Encriptada, por Carlos Santos

 

A fumaça à distância chama a atenção. Se fosse possível simplesmente ignorar…
Acontece que, onde há fumo, costuma haver fogo – pais a reclamarem que os alunos ficaram prejudicados sem aulas, porque os professores estiveram a gozar 4 semanas de férias na Páscoa. Seguindo o rasto a esta fumosidade não foi difícil encontrar o paciente-zero de uma antiga pandemia incurável que volta a alastrar-se. Bastou-me atentar para a alteração do calendário escolar para descortinar a mensagem encriptada que escondia.

Se é compreensível o prolongamento das aulas por mais 2 semanas para os anos que vão a exame, para proporcionar que esses alunos recuperem aprendizagens não adquiridas no E@D, já o mesmo não tem qualquer base de fundamentação para os restantes níveis de ensino.

Deste prolongamento letivo depreende-se que os professores terão de ser castigados com mais 2 semanas de aulas no 3º período, porque não trabalharam nas 2 últimas semanas do 2º período.
Observando todo o trabalho suplementar que os professores têm tido (desde que foram para casa no final do 2º período) para que o Ensino à distância funcione, este acréscimo de trabalho letivo não poderia ser mais injusto, pois aos olhos da sociedade deixa subjacente a ideia de que estivéramos sem trabalhar quando fomos mandados para isolamento em casa.
Uma atitude que em nada favorece os decentes.

Toda uma mensagem que parece encriptar uma vontade de demonstrar que os professores em casa não estão a trabalhar, abrindo a porta aos monstros que, sob renovadas máscaras, começam a sair novamente detrás das pedras sugerindo que devemos abdicar de um terço do salário e perder os subsídios de férias e de natal. Gente que quer dar como terminado o ano letivo desvalorizando o colossal trabalho que os professores estão a desenvolver em suas casas para chegar a todos os alunos, não deixando ninguém para trás evitando, assim, o afastamento das crianças ao direito à educação e a um futuro condigno.
Mas o que me dá pena é ver professores que – imbuídos de uma certa ingenuidade – também querem ver terminado o ano letivo, não se apercebendo que o astucioso objetivo-último de toda essa gente não é para com a aprendizagem dos alunos, mas em nos cortarem no vencimento a qualquer custo.

Como costumo avaliar a intenção das pessoas pelos atos e não pelas palavras belas que debitam diante da comunicação social (pois, de boas intenções está o inferno cheio e a classe docente bastante queimada), não me agradou nada a dilatação do ano letivo por mais 2 semanas e as vozes que vão apelando aos sacrifícios e aos cortes cegos nas despesas do Estado.
Sentimentos de hostilidade que fazem ressuscitar fantasmas de um passado recente que colocou o setor privado contra o público e novos contra velhos. Um prolongamento letivo que se afigura como um castigo que desprestigia o incomensurável trabalho que os professores têm estado a realizar desde que foram afastados das escolas.
Mais do que aqueles que são vistos na rua a furar o isolamento, preocupam-me os pensamentos que povoam as mentes de algumas pessoas – um vírus social destruidor que começa a ganhar forma para corroer a nossa comunidade.

No dia de abandonarmos o mundo dos vivos, a terra irá receber-nos a todos de igual modo… e isso não me assusta. Assusta-me aquilo que fazemos uns aos outros enquanto caminhamos sobre ela. Tenho a indescritível sensação de que estarei debaixo da terra e, lamentavelmente, debaixo do céu o pior da natureza humana permanecerá imutável.
Destes tempos difíceis, irei lembrar-me de tudo, mas não desejava ter de ser testemunha de algo ainda mais pavoroso do que o COVID19 que não queria ver acontecer; não gostaria de um dia ter memorizado que, quando as pessoas experimentaram o medo, foram capazes de tudo, até de se comerem umas às outras.

Carlos Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/04/mensagem-encriptada-por-carlos-santos/

29 comentários

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    • Carlos on 26 de Abril de 2020 at 16:05
    • Responder

    Na realidade temos de ser realistas. Isto é, por causa do pecador paga o justo. Se houve professores que desde o primeiro momento começaram a trabalhar para com a escola e os seus alunos, houve também turmas que desde o primeiro dia de encerramento das escolas, até ao final da primeira semana do inicio do 3º período não deram qualquer tipo de noticias aos seus alunos. E não digam que não é verdade, pois facilmente poderei nomear escolas e turmas, e refiro-me a turmas com exames nacionais do secundário. Mais ainda, quando esses docentes deram noticias no final da primeira semana do começo do 3º período, foi para dizer algo do género-“Leiam a página 3 até à 10 do manual”-passando-se mais uma semana sem dar noticias. Se isto é ser docente responsável, meus amigos, a classe profissional terá então graves problemas e algo vai mesmo mal. Fala-se nos privados, bom aquilo que sei dos privados, foi que nunca os alunos ficaram sem uma única hora de aulas, ficando o seu horários normal a funcionar via on-line em modo síncrono. Portanto nem sequer comparem alhos com bugalhos pois irão sair a perder mas por uma grande margem.

      • João on 26 de Abril de 2020 at 16:16
      • Responder

      Concordo, lamentavelmente foi o que aconteceu. Está a pagar o justo pelo pecador. E também não percebo a razão do artigo.

        • Luís on 26 de Abril de 2020 at 21:46
        • Responder

        Privados?!
        Não me faças rir…
        Consulta o estudo da UP sobre o rendimento dos alunos do público e fo privado no ensino superior e em particular no curso de medicina,
        Devias ter ver quando elogias o privado.

      • Hélder Santos on 26 de Abril de 2020 at 16:53
      • Responder

      Carlos…

      Não vamos entrar por esse caminho, o artigo não pede para que agora se venha dizer que uns trabalharam e outros não trabalharam. Essa forma de pensar é continuar a dar força aqueles que não a merecem. Temos de uma vez por todas ter uma ideia de classe mais alargada e unida, sem nunca deixarmos de esquecer a pluralidade de ideias. No entanto, relatos de casos particulares, a meu ver, sem muitas vezes serem integradas nos verdadeiros contextos, pode muitas vezes ser injusto para os docentes em causa.
      Cada docente, deve em consciência, fazer o seu trabalho de forma competente, o melhor que pode e consegue, mas tendo também em conta as diversas variáveis que o E@D veio colocar a cada um de nós .

      • Manuel Campos on 26 de Abril de 2020 at 18:23
      • Responder

      Agora sou pecador porque vivo numa zona com dificuldades graves de sinal de internet?
      Aqui, as operadoras, só resolveram esses problemas durante a interrupção.
      Mais ainda, tive de abrir as portas de minha casa, a técnicos oriundos de zonas com infetados, e resido com idosos.
      Vá fazer publicidade aos privados para outro lado.
      Deve viver noutro planeta, onde todas as profissões têm 100% de competentes a exercer.
      Se é uma pessoa tão dedicada ao trabalho, porque é que perde tempo a apontar os erros dos outros?
      Não tem mais que fazer?

      • Zaratrusta on 26 de Abril de 2020 at 18:54
      • Responder

      Carlos, estou totalmente de acordo com o seu comentário. Também aconteceu com o meu filho. Apenas recebeu notícias do professor de matemática na passada quinta feira, e vai fazer exame. Gostaria de ouvir aqueles que defendem a realização de exames porque assim, acham, haverá mais justiça. A injustiça aumentou exponencialmente devido à diferença de atitude dos professores de escola para escola e, mais ainda, entre o publico e o privado, pelas razões que o Carlos aponta. Mas isto somos nós a dizer, os grandes sábios dizem o contrário.

    • Hélder Santos on 26 de Abril de 2020 at 16:32
    • Responder

    Boa tarde, senhor Carlos Santos.

    Não podia estar mais de acordo com as sua sábias palavras, também eu já há muito me tinha apercebido desta “mensagem encriptada”, tendo já refletido sobre ela, sobretudo na forma de apelo que tenho feito aos colegas para que não venham dizer de boca cheia que vão desistir, que estão fartos desta situação de E@D, independentemente das formas que cada um adotou para as colocar em prática, independentemente de perceber as razões, as dificuldades, as exigências e desafios que a escola/ensino se prestou a exigir, de forma imediata, a cada um de nós, não nos devemos colocar numa situação de possível incompreensão daqueles que sempre nos julgaram. Vamos nos deixar de dar tiros nos próprios pés! Os abutres do regime , jornalistas , comentadores e treinadores de bancada, já estão a sair da toca e começam a expelir ideias, que não são novas, mas que nos devem começar fazer pensar em cerrar fileiras o quanto antes!
    Pegando novamente na referência à dita mensagem encriptada, e à suavidade e ingenuidade de que certos docentes se deixaram levar na onda, não refletindo que a forma da mensagem muitas vezes esconde o seu conteúdo e verdadeiro objetivo, escrevi e apelei aos colegas para, apesar de todos os constrangimentos e dificuldades que pudessem estar a passar, não baixassem a guarda, texto este que vai muito de encontro aquilo que o Carlos aqui plasma, e que não querendo ir contra as regras editoriais deste blog, deixo aqui o link onde, fiz uma reflexão sobre esta situação.
    https://www.comregras.com/nos-professores-somos-os-medicos-da-educacao/

    • Matilde on 26 de Abril de 2020 at 17:51
    • Responder

    E quem é disse que se o a no lectivo acabasse agora não se receberia vencimento?????Foi ideia sua concerteza.
    Ai,ai…..quer levantar polémica é?

    • Matilde on 26 de Abril de 2020 at 18:03
    • Responder

    Sr. Pardal:

    Conhece algum funcionário público que fuja ao pagamento de impostos por via de estratagemas de contabilidade e de tesouraria? Facturas falsas e esquemas desse género, já ouviu falar?

    Pergunte lá aos seus amigos do privado como é que eles fazem para conseguir declarar o mínimo de rendimentos possível e assim conseguirem subtrair aos cofres do Estado quantias que lhe eram devidas…
    Faça isso e verá que, afinal, a solidariedade “é uma cena que não lhes assiste” e que as suas principais preocupações não são com o país…
    E, já agora, não fique desiludido, mas antes encontre forças para continuar a difundir junto deles a sua “evangelização”. Com sorte e com persistência, talvez até consiga que algum deles coloque em prática os seus tão doutos ensinamentos… 🙂

    • Manuel on 26 de Abril de 2020 at 18:12
    • Responder

    Este comentário era escusado. Bem sabemos que sempre tivemos colegas , uma pequena minoria, que deram e darão uma imagem menos boa dos docentes. Aliás é o que acontece em todas as classes profissionais. Veja-se o exemplo que os maus juízes e os políticos vão dando…
    Quanto ao resto,sejamos honestos, o problema da boa ou má imagem dos docentes é um não problema. Problema será o valor da despesa do ministério da educação. Sim, porque para a maioria dos opinadores da CS ,e não só, trata-se de uma despesa e não de um investimento.

    • Matilde on 26 de Abril de 2020 at 18:21
    • Responder

    Para onde foram os comentários do Sr. Pardal?

    Se ele foi “censurado”, lamento, mas não concordo.

    Ocorre-me uma citação atribuída a Voltaire que dizia, mais ou menos, isto e que espelha o que penso sobre essa hipotética situação:

    “Não concordo com uma única palavra do que diz, mas defenderei até ao fim o seu direito a dizê-la”.

    Todos os comentários que dirigi ao Sr. Pardal foram no sentido de veemente contestar os seus argumentos e isso deixa-me plenamente à vontade para escrever o texto presente.

    Ontem comemorou-se o dia 25 de Abril de 1974. Liberdade de expressão, fim da censura… Lembram-se?

      • Arauto on 27 de Abril de 2020 at 11:19
      • Responder

      “Não concordo com uma única palavra do que diz, mas defenderei até ao fim o seu direito a dizê-la”.
      Matilde, infelizmente por “aqui” existe muita censura. Tente entrar no chat e discutir os problemas da educação! Raramente acontece, mas caso faça muito “barulho” é automaticamente banido.
      É triste mas é verdade, não respeitam a opinião dos outros. Custa-me até a crer muitas vezes que se tratem de professores/educadores.
      Depois de todas as censuras que já vi ouvi falar e acontecer, só me resta dizer que este blog é só fachada, publicidade e completamente do sistema.

    • Isabel on 26 de Abril de 2020 at 18:57
    • Responder

    Os pais mandam nas escolas e os filhos mandam nos pais. A culpa nunca é dos filhos; os resultados mais baixos são sempre da responsabilidade de quem os classifica. A partir do momento em que nos roubaram a autoridade ; as escolas tornara-se pidescas. Há assistentes operacionais à escuta para depois ir contar; ao coordenador ou à direção. Há muitos anos que tenho total repulsa por principalmente dois locais de uma escola: o primeiro é claro a direção; o segundo a sala de professores. Como estou numa secundária com alunos do 1º ciclo até ao 12º ano; a área ocupada pelos pavilhões assim como a área exterior é enorme. Assim, há um único paviolhão onde felizmente se concentram a maior parte das aulas e só e apenas nesse me tento manter. Quando vou para um outro onde se concentram os laboratórios; é o caos. A minha relação com a senhora coordenadora é inexistente tal é a sua prepotência, arrogância e incompetência. São as marias da Terra; as importantes; as peruas da vila. São as piores. E no mundo feminino elas comem-se umas às outras seja pela cor da cabeleira como pela marca do carro. Ora, professor que se preze não está ali para copiar a Cristina Ferreiraou algum tipo de Goucha. Eu considero que o meu papel ali é um único: formar adolescentes e torná-los intelectualmente capazes de alcançar metas compensatórias e a alcançar bons cursos e sucessos profissionais.

    Já encontrei felizmente coordenadores de departamento excelentes que me trataram de igual para igual- Já encontrei ao longo da vida direções impecáveis mas infelizmente apenas uma achei que seria aquela que jamais esquecerei.
    Nunca lhes dei confiança. Nunca lhes dei graxa; dirigi-me a estes professores sempre com afastamento. Isto tudo porque tenho mudado muito de escola por opção, sendo PQND há mais de 25 anos. No entanto, apesar de ainda não ter alcançado procuro sempre sair se achar que não estou a sentir-me feliz. O aluno tem que se sentir feliz e protegido junto do seu pedagogo e nós temos que nos sentir bem vindos e integrados numa escola nova onde cheguemos e onde não conhecemos ninguém
    As escolas de província são terríveis e sempre existe o mesmo tipo de gente: os donos da terra…os seus horizontes máximos de vida são chegar a Diretor para dar o salto para presidente da Câmara. E muitas vezes assim conseguem. Normalmente é alguém das áreas de EV e de EF. Eu por exemplo jamais deixaria os meus laboratórios para me dedicar à política.
    Por ser quase sempre possível devido ao meu tempo de serviço concorre logo que posso porque não me agrada o ambiente. E assim, consigo não me cansar de aturar sempre os mesmos imbecis.

    Saliente-se que não estou ali para saber da vida alheia da sala de professores nem para perceber a marca da carteira.

    infelizmente nos meios pequenos de província quem está numa dessas escolas verifica a existência de gente muito limitada.

    E tudo isto era diferente há 30 anos. Estar numa sala de professores era um tempo de convívio, de interajuda , de partilha e de amizade.

    Era assim com os meus pais, ambos docentes e foi assim que eu decidi que queria ter os mesmos amigos que eles.

    Assim, frequentávamos as casas uns dos outros. Os meus colegas podiamser como da família; eram os filhos dos melhores amigos dos meus pais que eram os meus professores também.

    Os serões e as festas de anos eram autênticos lugares de conversas culturais e de partilha de experiências.

    Era assim na minha cidade quando nasci. Era assim Portugal.

    Como diz um amigo meu: depois da Lurdes tudo acabou…

    E depois do Tiago ? Quem vier ainda vai destruir mais?

    Penso que neste momento ou agimos ou daqui a 50 anos estará tudo igual .

    Isabel Afonso

      • Roberto Paulo on 26 de Abril de 2020 at 23:27
      • Responder

      As escolas de província… Quando alguém utiliza o nome «província», é fácil adivinhar quem está do outro lado.

      Pelo menos, essa gente limitada da província, se tiveres o azar de tropeçar e dar com as trombas no chão, vai em teu socorro e estende-te a mão, para te ajudar a levantar.

      Alguém que anda constantemente a mudar de poiso, visto que nenhum lhe quadra, completa o retrato da figura. Ah, O’Neill, a falta que fazes!

      • Não há pachorra on 27 de Abril de 2020 at 9:16
      • Responder

      “As escolas de província são terríveis e sempre existe o mesmo tipo de gente: os donos da terra…os seus horizontes máximos de vida são chegar a Diretor para dar o salto para presidente da Câmara. E muitas vezes assim conseguem. Normalmente é alguém das áreas de EV e de EF.
      ( …)

      ” E tudo isto era diferente há 30 anos (…) “.
      Acha?! Sempre foi assim…

      A realidade é vista de maneiras diferentes. Depende do sítio onde estamos sentados. Deve ter sido o seu caso.

      • Gloria on 27 de Abril de 2020 at 13:49
      • Responder

      Bem haja pela frontalidade! Radical, mas pura verdade. Adorei ser professora, mas quando as mudanças que aponta foram evidentes, mandei-os à fava. Força, faça a diferença que os alunos agradecem e não esquecem. Um abraço solidário.

    • Encriptado on 26 de Abril de 2020 at 19:26
    • Responder

    Lol, adorei esta:
    “São as marias da Terra; as importantes; as peruas da vila. São as piores. E no mundo feminino elas comem-se umas às outras seja pela cor da cabeleira como pela marca do carro. Ora, professor que se preze não está ali para copiar a Cristina Ferreiraou algum tipo de Goucha”.

    Muito bem! Subscrevo!

    Quanto ao quem faz e quem não faz… Há quem não tenha feito um c*** até perceber que mais tarde seria necessário apresentar evidências do que foi foi.
    Mas não se preocupem, há quem tenha feito por estes que não fizeram um c*** … eu fui um deles, e ainda sou! Trabalho o triplo do que trabalhava antes do encerramento.

      • Roberto Paulo on 26 de Abril de 2020 at 23:29
      • Responder

      Esta não come nem deve ser comida; come pelo teclado, numa generalização miserável de quem o sumo da perfeição e o resto do mundo não presta.

      Que mulherzinha pedante!

    • Fartinho da Silva on 26 de Abril de 2020 at 20:32
    • Responder

    O que os professores obtiverem com esta brincadeira foi um travbalho acrescido absolutamente brutal… Essa é a verdade para uma larga maioria! Respeito!

    • Helder on 27 de Abril de 2020 at 3:56
    • Responder

    Vocês tem mesmo a consciência pesada!!!
    As aulas vao ate 26 julho pq estamos em ensino à distância e presumiu-se que os alunos precisaram de mais treinamento nas matérias lecionadas, visto não estarem os profsq presentes.

    Deixem-se de enterrar ainda mais. Sao mesmo estúpidos.

      • Encriptado on 27 de Abril de 2020 at 8:11
      • Responder

      Podias ter mais cuidado com a linguagem!

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 27 de Abril de 2020 at 11:58
      • Responder

      Não andou na escola, não sabe escrever… a educação também foi escassa. Ao ler o seu comentário percebe, de facto, que a pedagogia, em geral, falhou…

      • Roberto Paulo on 27 de Abril de 2020 at 12:11
      • Responder

      Então os outros são estúpidos, mas tu é que escreves que as aulas vão até 26 de julho. E depois num português de primeiríssima classe!

      Desejo ardentemente que não sejas professor! Que miséria de escrita! Envergonhas a classe!

  1. Manuel, Campos, Excelente resposta.
    Eu deixo apenas o meu testemunho. Desde que deixei a escola o meu horário triplicou. Interrupção da Páscoa? No próprio dia de Páscoa, os dias antes e os depois, corrigi trabalhos, que os meus alunos me enviaram.
    Incrivel! Têm acesso a plataformas para verem os professores que não trabalham e ninguém vê aqueles que estão ligados ao computador das 8h e 30m às 24h?
    Enquanto, nas aulas corrigimo um trabalho para todos e explicamos a todos. Na correção dos trabalhos a explicação é dada individualmente. Se formos a ver os alunos até ganharam com este novo processo. Mas enfim! Quem não tem mais que fazer tem que arranjar que dizer!

  2. Continuem a responder a emails à noite, ao fim-de-semana e nas férias.
    Continuem cegamente a preencher tabelas e tabelinhas com centenas de cruzinhas, em devotar páginas de uma acta às minudências metafísicas de uma turma.
    Continuem a gastar a vossa eletricidade, computadores e materiais mais do que o estritamente necessário.
    Continuem a expor a vossa imagem, a vossa casa, a vossa privacidade e segurança digital nos programas de videoconferência.
    Continuem, continuem, que talvez sejam recompensados no Céu.

      • Arauto on 28 de Abril de 2020 at 10:15
      • Responder

      Mus, tenta escrever esse tipo de ideias no chat deste blog para ver o que te acontece. Por aqui pairam os professores do sistema. Quem se queixa ou quer debater educação ou os seus problemas é banido.

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