Por que razão 4 de Maio é o “limite máximo” para retomar as aulas?

 

Por que razão 4 de Maio é o “limite máximo” para retomar as aulas?

“A data de 4 de Maio foi a data-limite apresentada pelo primeiro-ministro para a abertura das escolas, para que ainda haja aulas presenciais no terceiro período”, disse ao PÚBLICO a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

O prazo de 4 de Maio prende-se com o facto de, olhando para o calendário escolar como estava previsto, poder haver ainda um mês de aulas para os alunos do 11.º ano e do 12.º (que deveriam terminar a 4 de Junho), fundamental para leccionar o resto da matéria e poder prepará-los para os exames (entre 15 de Junho e 27 de Julho) e para que o processo de acesso ao ensino superior não sofra também atrasos. Um mês de aulas é o mínimo exequível para se considerar como período lectivo.

Um dos cenários poderá, por isso, ser a reabertura parcial das escolas, apenas para o secundário. Mas é também a faixa escolar onde mais se levanta o problema de a média de idades dos professores ser a mais elevada, o que aumenta o risco para os docentes.

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5 comentários

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    • cobra on 1 de Abril de 2020 at 22:00
    • Responder

    Entre um especulador que se resguarda na CGTP ou um especulador imobiliário… banha da cobra é o que é!

    • Matilde on 1 de Abril de 2020 at 23:49
    • Responder

    Não há condições para continuar este ano letivo

  1. Dia das mentiras!

    • Zaratrusta on 2 de Abril de 2020 at 10:32
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    O principio que tem norteado os países, incluindo Portugal, desde o início desta crise tem sido, pelo menos no discurso, o da vida como valor mais elevado. Até ao momento, pois a partir de hoje ficamos a saber que mais elevado ainda são os exames nacionais. Em maio teremos alunos (alguns) nas escolas com professores com média de idades superior aos 50 anos, a colocar em risco a sua saúde, dos seus familiares e de todos os que os rodeiam. Em nome daquele grande desígnio: os exames.

    • Zaratrusta on 2 de Abril de 2020 at 10:45
    • Responder

    Presidente da CNAES: “……. não seria razoável que o ingresso nas universidades e politécnicos fosse feito sem que os alunos realizassem provas nacionais. “Tenho reservas a utilizar apenas as notas internas””

    Mas não teve quaisquer reservas em aceitar que os “alunos” do ensino profissional acedessem à universidade sem nada fazerem ao longo de todo o seu percurso escolar.

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