Não estudem, que não é preciso…

Em 2025, no fim das três fases do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) o panorama foi este:

“Foram admitidos em 2025-2026, no ensino superior público através do concurso nacional de acesso 45.290 estudantes, menos cerca de cinco mil do que no ano passado. Nas três fases, foram postas a concurso 55.292 vagas, sobrando cerca de 10 mil.” (Jornal Económico, em 1 de Outubro de 2025)…

“As universidades captaram 29.019 estudantes, registando uma taxa de ocupação de 92,8%. Mais uma vez este ano, foi nos institutos politécnicos que ficaram mais vagas por preencher, com uma ocupação de 67,72% que corresponde à admissão de 16.271 novos alunos.” (Jornal Económico, em 1 de Outubro de 2025)…

Resumindo, face às expectativas das Universidades e dos Politécnicos, faltam alunos no Ensino Superior, conforme se comprova pelo número de vagas que ficaram por ocupar…

Em termos práticos, isso significará que muitos alunos não conseguiram ultrapassar a barreira da realização obrigatória de três Exames Nacionais no Ensino Secundário (para efeitos de conclusão desse grau de ensino e de eventual candidatura ao Ensino Superior), nem a existência de uma nota mínima nas provas de ingresso, que corresponde a 9.5 valores ou 95 Pontos…

Em termos práticos, e fortemente relacionado com o anterior, isso também significará que muitos alunos não conseguiram reunir as condições necessárias para se poderem candidatar ao Ensino Superior, desde logo porque o número de provas de ingresso exigidas para cada Curso Superior não poderia ser inferior a dois, pelas normas em vigor desde 2023…

Em termos práticos, isso, ainda, significará menos horários disponíveis para Professores do Ensino Superior…

Alegadamente decorrente dos resultados anteriores, o Ministro Fernando Alexandre anunciou, em 19 de Dezembro passado, que “o Governo vai propor a redução, de duas para uma, das provas de ingresso obrigatórias para a esmagadora maioria dos cursos do ensino superior.” (Agência Lusa/RTP Notícias)…

O Ministro também afirmou que entendia “o argumento do aumento da exigência para garantir que os alunos que entram no ensino superior tenham os requisitos necessários, mas lembrou que em causa estão estudantes que concluíram o ensino secundário.” (Agência Lusa/RTP Notícias)…

Com o intuito de justificar a medida agora anunciada, o Ministro, ainda, declarou: “Não me parece que alguém que tenha concluído o secundário em Portugal não esteja em condições de aceder a um curso superior.” (Agência Lusa/RTP Notícias)…

Lamenta-se, mas as afirmações anteriores parecem denotar um certo desconhecimento do que se tem vindo a passar nos Ensinos Básico e Secundário, há já vários anos:

– Não fica bem reter alunos, a política oficial do “sucesso escolar imposto por Decreto” tornou-se uma prática habitual…

– A farsa do “sucesso escolar” foi imposta oficialmente, veja-se este exemplo: “a retenção de um aluno, no ensino básico, para os anos não terminais de ciclo, poderá ocorrer a título excecional.” (Direcção-Geral da Educação)…

E como não fica bem reter Alunos e a reprovação deve assumir um carácter expepcional, no fim de nove anos de escolaridade, chegam os mesmos ao Ensino Secundário, muitas vezes, sem saberem ler e escrever correcta e fluidamente ou sem conseguirem interpretar ou produzir um texto simples, de acordo com as regras da Língua Portuguesa…

E como não fica bem reter Alunos, chegam os mesmos ao Ensino Secundário, acabando, muitas vezes, por se verem confrontados com um insucesso nunca antes experimentado, convertendo-se naturalmente em incontornáveis vítimas de uma “maldade suprema”, paradoxalmente concebida e infligida, em primeiro lugar, pela política educativa vigente…

Iludidos pelo “sucesso” dos anos anteriores, muitos Alunos, possivelmente, até, convencidos da sua própria “invencibilidade”, não estarão preparados para fazer face às exigências do Ensino Secundário, instalando-se, assim, frequentemente, a frustração de não conseguirem obter resultados consonantes com o “êxito” anterior, a que estavam habituados…

E como não fica bem reter Alunos, enganam-se os mesmos com um sucesso meramente fictício, contribuindo para os tornar incompetentes em diversos domínios…

E como não fica bem reter alunos, mantém-se a política do sucesso escolar fácil, “instantâneo”, artificial e por Decreto, difundida nos últimos anos e traduzida, muitas vezes, por taxas de progressão a rondar os 100%, profundamente irrealistas e enganadoras…

A política do facilitismo tem vindo a criar Alunos com acentuados graus de irresponsabilidade, imaturidade e intolerância à frustração, ao mesmo tempo que fomenta a ausência de hábitos de trabalho e de estudo…

E a principal responsabilidade pelo anterior nem sequer é imputável aos Alunos que, na verdade, vão fazendo o que lhes é permitido fazer, porventura convencidos de que não existirão consequências negativas para determinadas acções, conforme a sua própria experiência se encarregou de lhes demonstrar…

Não há outra forma de o dizer:

– A artificialidade e a manipulação dos índices de sucesso escolar, que acabam quase sempre no sentido da inflação das classificações internas e da inexistência de retenções,  conduzem, inevitavelmente, à existência de estatísticas irreais e enganadoras…

O Ministro Fernando Alexandre não parece disposto a reconhecer e a acabar com esse logro…

O actual titular da Pasta da Educação, parece ter preferido baixar o grau de exigência do acesso ao Ensino Superior, parecendo desconhecer que, para muitos alunos, a conclusão do Ensino Secundário não se constitui, de facto, como garantia da existência de condições para acederem a um Curso Superior…

Sarcasticamente, a mensagem subliminar que continuará a ser transmitida aos alunos será esta:

– Não estudem, que não é preciso…

Sem subterfúgios, a pergunta que não pode deixar de ser feita, é esta:

– A medida agora preconizada pelo Ministro da Educação destina-se a beneficiar sobretudo os alunos ou as entidades de Ensino Superior, em particular os Politécnicos, a braços com a falta de horários para os respectivos professores?

Afinal, o que se pretenderá? Uma Escola Pública credível e confiável ou uma Escola Pública duvidosa e enviesada?

A medida agora conhecida parece dar continuidade e força à artificialidade já existente, sendo por isso difícil reconhecer-lhe seriedade…

Licenciaturas “a granel”… Será isso que se pretende?

Com franqueza, talvez fosse mais honesto acabar de vez com os Exames Nacionais e transferir para as Universidades e Politécnicos a responsabilidade e a competência da seriação de candidatos aos respectivos Cursos…

 

Paula Dias

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15 comentários

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    • Ana on 24 de Dezembro de 2025 at 10:48
    • Responder

    Não podia estar mais de acordo.
    Boas festas!

    • Lucas on 24 de Dezembro de 2025 at 10:59
    • Responder

    Uiii de há 5 anos para cá já ninguém estuda e tudo está abrangido pelas regras do facilitismo 54 55

    • A.silva on 24 de Dezembro de 2025 at 17:05
    • Responder

    “Com franqueza, talvez fosse mais honesto acabar de vez com os Exames Nacionais e transferir para as Universidades e Politécnicos a responsabilidade e a competência da seriação de candidatos aos respectivos Cursos…”

    Está aqui o busílis da questão: as universidades e politécnicos limitam-se, em todo o processo de candidatura, a escolher quais as provas de ingresso e qual o peso que estás têm na nota de candidatura.
    Trabalho 0 (zero).

    Está na altura de os srs. Doutores trabalharem mais um pouco.

    No que diz respeito ao número de provas de ingresso o ministro empurra para as universidades e politécnicos a responsabilidade pela definição do número de provas de ingresso necessárias para se fazer a candidatura às diferentes instituições do ensino superior.

    Quem quiser uma malha mais apertada escolhe 3 provas de ingresso,quem quiser uma malha mais larga escolhe somente 1.
    Serão as instituições do ensino superior, em parte, a definir a qualidade dos seus futuros alunos.

      • prof on 25 de Dezembro de 2025 at 19:29
      • Responder

      Plenamente de acordo! Há décadas que o digo! Ninguém me liga! Os professores do ensino superior não contribuem em nada para a seleção do seus alunos, recebendo-os de bandeja! E depois ainda se queixam! Devem ser as universidades/politécnicos a selecionar os seus alunos.

    • Daniel Romeiro on 24 de Dezembro de 2025 at 22:38
    • Responder

    O problema começa no 1º ciclo; não é aceitável que alunos cheguem ao 4º ano sem saberem ler e interpretar aquilo que lêm.

    • bb on 25 de Dezembro de 2025 at 8:35
    • Responder

    Seria muito bom e justo acabar com os exames nacionais e serem as universidades e politécnicos a escolher os seus alunos através com os seus próprios exames.

    • bb on 25 de Dezembro de 2025 at 8:38
    • Responder

    Os pais dos alunos fazem bullying com os professores e com o diretor da excola se os alunos tirarem notas abaixo de 15 valores. Dizem eles que abaixo de 15 valores não são notas decentes.

    • J L Fernandes on 25 de Dezembro de 2025 at 18:50
    • Responder

    Alguém sabe dizer-me em que outro país do mundo os alunos entram no ensino superior com exames que não sejam feitos por essas entidades?
    E corrigidos À BORLA!!! por professores-escravos do secundário?!

    • Francisco Abrantes on 25 de Dezembro de 2025 at 21:44
    • Responder

    Concordo plenamente. Está assim o ensino português.,

    • OraBolas on 26 de Dezembro de 2025 at 10:23
    • Responder

    Os professores têm alguma culpa nisto.
    Já estive em reuniões onde os alunos passavam com 7 negativas, diziam que tinha de ser porque senão o Diretor marcava outra reunião de avaliação e porque os alunos têm de ser avaliados segundo uma perspectiva de ciclo.
    Éclaro que depois dá nisto.
    Os alunos passam sem saber nada, fazem o secundário com muito facilitismo, se não o fizerem no ensino regular fazem-no no profissional, ( e aqui não se reprova ninguém).
    Depois não conseguem fazer um exame que tenha o mínimo de exigência.
    Acho muito bem haver provas nacionais no secundário e acho que 9.5 é muito pouco, devia ser no minimo 10 e sem arredondamentos.
    Devia-se era acabar com o facilitismo desde o 1º ciclo, se sabem passam se não sabem reprovam.

      • Mainada on 27 de Dezembro de 2025 at 14:32
      • Responder

      Plenamente de acordo. A relação EE”cliente”/escola é extremamente tóxica, baixa a qualidade do ensino e favorece a mentalidade “no privado é que é”.

    • Detetor de orelhudos on 26 de Dezembro de 2025 at 13:24
    • Responder

    Muito bem! Bom ano 2026!

    • SFM on 29 de Dezembro de 2025 at 17:27
    • Responder

    Ora í está o que eu também defendo! Que as instituições do ensino superior se ocupem do ingresso dos candidatos. Ao ensino básico e secundário compete preparar para a vida, para dar acesso ao conhecimento e desenvolver competências para aplicação desse conhecimento e para criar e inovar. Acabava-se de vez com a desculpa de que não se pode abordar desta forma nem daquela porque depois há o exame… Sinceramente, não acho que o principal problema do ensino resida no facilitismo, mas sim nas amarras que prendem os professores ao ensino tradicional, transmissivo, bolorento, e que faz com que muitos de nós tenham medo de experimentar novas abordagens no trabalho com os alunos. E o programa para cumprir, outra realidade inconcebível nos dias de hoje. Tanta coisa desnecessária, tudo pela rama, nada se pode aprofundar, porque depois não há tempo para o resto… Eu fui professora no ensino superior durante 20 anos, e comecei a sentir necessidade de voltar para o básico e secundário quando me apercebi de que algo está muito errado no sistema de acesso, mas também no sistema de ensino, em si. Como professora e como mãe, senti necessidade de participar, para entender o que se passa e tentar mudar alguma coisa. Continuo a batalhar, fazendo todos os dias o possível por fazer diferente, mas na verdade é muito difícil fazer acontecer o DL55/2018 (já para não falar no 54…) quando tudo termina numa prova externa cujo principal objetivo é a entrada no ensino superior. Juntando a pressão do sistema em si, com a pressão dos pais sobre a escola, então fica mesmo tudo muito complicado!

    • João Carlos on 30 de Dezembro de 2025 at 13:56
    • Responder

    Há muita gente a dar “uma no cravo, outra na ferradura” e a pensar que tem toda a razão!

    • maria alves on 2 de Janeiro de 2026 at 22:31
    • Responder

    Para além de serem usados para calcular a classificação de acesso ao ensino superior (peso inferior a 50%), os exames nacionais contribuem para muitos outros objetivos. Por tal, devem continuar a ser aplicados, de preferência, com enunciados que testem efetivamente a literacia, mais semelhantes aos anteriores a 2020.
    Em primeiro lugar, cumprem o objetivo de revelar o grau de alcance dos objetivos de aprendizagem a que chegam os alunos, depois de 11-12 anos de escolaridade. Mas, muitas outras razões justificam a sua aplicação.
    Asseguram a equidade, dado que todos os alunos fazem o mesmo exame. Quer venham de escolas públicas, privadas, mais exigentes ou mais facilitistas que inflacionam as notas. Da mesma forma, os exames reduzem os efeitos das desigualdades sociais, uma vez que alunos oriundos de famílias de baixos e elevados níveis socioeconómicos fazem o mesmo exame.
    Os exames testam os conhecimentos e capacidades (literacias) desenvolvidas ao longo dos anos.  Medem o pensamento, desde o mais simples, reproduz tal como memorizou, até ao mais complexo,  analisa criticamente e cria novas soluções. Sem as quais  não há inovação para resolver problemas. A começar pelos do quotidiano de vida. Por isso, os exames medem o grau de preparação dos alunos para a vida.
    Os alunos que obtêm melhores resultados nos exames nacionais conseguem entrar nos cursos mais exigentes. Que os preparam para as profissões mais exigentes, em conhecimento e capacidades (hard skills), incluindo inovar. As que também exigem maior grau de desenvolvimento de atitudes (soft skills). As mais desejadas por oferecerem melhores condições de trabalho e de vida.
    São, por isso, esses os alunos mais capazes de fazer melhores escolhas de vida, com mais saúde, mais produtividade  e melhores salários. Exercendo uma cidadania mais ativa, reclamando, efetivamente, os seus direitos. “Abordagens” facilitistas e caóticas, como as impostas pelos DL 54 e DL 55, impedem a sua preparação nesse sentido. Hipotecam o seu futuro de vida. E o das suas famílias e país. Por tal, têm de ser travadas.
    Os exames também avaliam atitudes como a persistência e resiliência, passando pela gestão de ansiedade, frustração e impulsividade. Para além da honestidade, pois é feito o controlo da fraude. Entre muitas outras.
    Os exames também travam o facilitismo, a inflação de notas e a permissividade face à indisciplina e violência. Ficou, isto, bem visível, durante a pandemia covid-19. Mal souberam que não tinham de fazer exame, a maioria dos alunos, especialmente os mais vulneráveis, desinvestiram em aprender e em autocontrolarem-se. Cresceu o absentismo, a falta de empenho, a indisciplina e as adições, tecnológica e outras. Por seu turno, os professores também aliviaram a exigência. Ainda mais que relatar “sucesso pleno” gerou ganhos na avaliação de desempenho e progressão na carreira.
    O ensino on-line, com tantas “abordagens diferentes”, “atividades”, “tarefas/trabalhos/produtos finais”, feitas com recurso a  ferramentas digitais, supostamente motivadoras, revelou-se um desastre. Especialmente para os alunos mais vulneráveis. De tal forma, que especialistas, em todo o mundo, incluindo Portugal, recomendaram o ensino presencial. Associado, mais tarde, por estudos internacionais, a melhores resultados de literacia, face ao ensino on-line, com “tarefas” e “outras abordagens”, impostas pelos DL 54 e 55/2018.  O programa não é uma lista de conteúdos e processos simples a memorizar. Como pretendem os defensores do facilitismo e permissividade impostos pelos DL 54 e 55. Há muito mais nos programas que orientam professores, alunos e pais para o desenvolvimento das literacias, competências, que geram melhores vidas. Com efetividade.
    Um personal trainer (PT), bem pago, ao contrário do professor, não se limita a “fazer abordagens” pretensamente inovadoras (são apenas diferentes porque não acrescentam valor em literacia aos alunos). É bem pago para fazer o aluno alcançar o objetivo, no tempo previsto, depois de feito o diagnóstico inicial, de forma rigorosa. Os exercícios propostos, têm sequência e articulação entre eles e são continuamente adaptados para seguir o ritmo do aluno, mas nunca perdendo o foco, o objetivo. Que tem de ser alcançado.
    O facilitismo impõe ao professor que seja um entertainer, mal pago, e não um PT. Por isso, os alunos progridem sempre, mas acabam por esbarrar no mundo de trabalho que exige objetivos claros e mensuráveis. Ficando, assim, condenados à exclusão social. De tal forma está a discrepância entre certificação e qualificação efetiva, que atualmente os recrutadores aplicam em primeiro lugar um teste on-line aos candidatos a emprego.
    A culpa não é dos exames. Tal como não é do termómetro. Ambos são apenas instrumentos de medida. A falha está na falta de objetivos claros que permitam selecionar os exercícios certos para os desenvolver. No fim, tem de ser medido o grau do seu alcance. 
    Sem objetivos, nem testes/exames (regulação) anda tudo perdido, a começar pelos alunos. Entenda-se por objetivos os conceptuais, procedimentais e atitudinais dos programas, revogados em 2021. O motor, a par da abolição de exames,  que faltava para fazer cair os resultados de literacia, em 2022, para os níveis dos de 2006. 
    Sem testes/exames, substituídos por “trabalhos” e “outras abordagens”, impostos pelos DL 54 e 55/2018, todos, professores e alunos, facilitam. Pelo que, os resultados de literacia descem, inevitavelmente. Sim, é verdade, os testes internacionais revelam que, mais em Portugal, cresceu o número de alunos que não conseguem entender  textos, nem fazer cálculos, muito simples.
    Felizmente, a maioria dos professores não se revê em apreciações do tipo: “É ensino tradicional, transmissivo, bolorento, e que faz com que muitos de nós tenham medo de experimentar novas abordagens no trabalho com os alunos.”
    O que é tradicional é bom! Foi o que se viu em 2015. Ano em que o dito “tradicional”, abolido pelos DL 54 e 55/2018, propagandeados como inovadores, fez subir os resultados PISA Portugal, acima da média da OCDE. Esse “tradicional”, com testes e exames, que fez com que num quarto das escolas de meios desfavorecidos, os alunos obtivessem resultados de literacia acima do esperado. Ou seja, o ensino “tradicional” fez com que os alunos, incluindo os mais desfavorecidos, ficassem melhor preparados para gerar melhores vidas. Para si e para os demais. 

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