Limitar o direito à greve? Fazemos mais greves…

De repente, sou informado de que a minha greve, enquanto professor e enquanto cidadão, pode, afinal, ser demasiado inconveniente porque, imagine-se, pode prejudicar a economia. A mesma economia que funciona durante anos sobre o zelo e a boa vontade de quem trabalha nas escolas, mas que entra em estado de coma profundo quando esses mesmos profissionais decidem dizer “basta”. É extraordinário. Passamos décadas a ouvir que a educação é a base de tudo, mas, quando quem sustenta essa base resolve erguer a voz, logo se descobre que, afinal, somos um obstáculo ao PIB. E assim nascem os serviços mínimos, que, no fundo, são um aviso elegante de que o direito à greve existe, claro que sim, evidentemente , mas convém que não se note.

O governo quer que gritemos, mas em silêncio; protestemos, mas discretamente; reivindiquemos, mas com moderação. O direito à greve deve existir, mas só se o encontrarmos atrás do balcão, ao lado do manual de boas maneiras. É uma lógica enternecedora, que faria rir se não fosse tão séria: a economia portuguesa, aparentemente, tem a robustez de um castelo de cartas e qualquer professor disposto a erguer um cartaz é um furacão de categoria cinco.

Esquece-se, porém, o governo de uma pequena verdade inconveniente. Sem direito à greve, nenhum país avança para todos, apenas para alguns, e esses alguns são, quase sempre, os mesmos. É com esta arma legítima que quem trabalha diz “chega” e obriga o Estado a lembrar-se de que a escola não é uma máquina automática de resultados,  é uma comunidade humana que respira, cansa-se, se indigna e tem limites. Limitar a greve é limitar a democracia, e isso vem sempre embrulhado numa retórica perfumada, que tenta disfarçar o essencial: quem teme o protesto teme ser confrontado com o que não quer ver.

Mas cá estamos nós, professores, diretores e sindicalistas, a desempenhar múltiplos papéis enquanto ouvimos argumentos de bolso sobre responsabilidade económica(e eu também sou pai). Ironia das ironias, somos nós que, quotidianamente, evitamos que o sistema colapse, mas, quando reclamamos condições dignas, tornamo-nos os grandes sabotadores do progresso nacional.

Pois bem, deixo aqui o meu modesto contributo. O direito à greve é inabalável e irrevogável, e não há decreto, portaria ou declaração inflamável que o diminua. A democracia não se mede pelo número de inaugurações, mas pela forma como um país lida com o desagrado legítimo de quem trabalha. Quando um governo tenta beliscar este direito, não está a proteger o país; está apenas a proteger-se a si próprio. E isso, sim, prejudica a economia, porque uma sociedade que cala os seus trabalhadores é uma sociedade que empobrece, não só na carteira, mas, sobretudo, na dignidade.

E, se há coisa que aprendi entre reuniões, greves, conselhos de turma, lanches escolares e birras domésticas, é que a dignidade não tem serviços mínimos. Nunca teve e nunca terá.

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31 comentários

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    • Lucelinda Machado on 10 de Dezembro de 2025 at 22:11
    • Responder

    Falta acrescentar, que, dado os baixos salários, podemos fazer greve, apenas uma hora, ou apenas duas. Pois a paralização em si, seria por si só, um sinal profundo de protesto, e o valor descontado será mínimo… Porque a vida, contrariamente ao que os nossos governantes dizem, está difícil, muito difícil para os trabalhadores… E com a afirmação do senhor ministro a dizer que vai subir os salários mínimos para 1700 euros, caso para dizer ” com papas e bolos, se enganam os tolos”

    Amanhã estarei em greve, por mim e por todos os que virão

    Lucelinda Machado
    Lucelinda

      • ECCT on 10 de Dezembro de 2025 at 22:14
      • Responder

      Amanhã em greve, a minha consciência o exige.

    • GR on 10 de Dezembro de 2025 at 22:16
    • Responder

    Greve a 11 e 12
    Existem convocatórias de greve que abrangem os professores e o setor da educação para o dia 12 de dezembro (de 2025):
    ​Sitopas (Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social): Convocou uma greve para a Administração Pública (que inclui o Ensino Superior, e pode afetar outros níveis) para os dias 11 e 12 de dezembro.
    ​Sindicato dos Professores da Madeira (SPM): Emitiu um pré-aviso de greve que incide especificamente no dia 12 de dezembro.
    O professor pode aderir à greve também no dia 12 de dezembro, mesmo não estando na Madeira e não sendo sindicalizada pelo SPM (Sindicato dos Professores da Madeira).
    ​É possível devido a dois princípios fundamentais do direito à greve em Portugal:
    ​1. Pré-Aviso Abrange o Setor de Atividade
    ​A lei portuguesa estabelece que um pré-aviso de greve convocado por um sindicato, se abranger o setor de atividade (neste caso, a Educação/Docência) e o âmbito geográfico do seu serviço, permite a adesão de qualquer trabalhador daquele setor, independentemente de ser ou não sindicalizado.
    ​No dia 12 de dezembro, existem pelo menos dois pré-avisos que abrangem a atividade de professor:
    ​Sitopas (Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social): Este sindicato convocou greve para os dias 11 e 12 de dezembro para a Administração Pública, incluindo o Ensino Superior, mas que muitos Agrupamentos têm considerado aplicável ao Pessoal Docente e Não Docente em geral, abrangendo todo o território nacional.
    ​SPM (Sindicato dos Professores da Madeira): Embora seja um sindicato regional, se o pré-aviso foi emitido com âmbito nacional, mesmo que focado nos professores, permite a adesão no Continente.
    ​2. Não Precisa de Ser Sindicalizado
    ​Não é obrigada a ser sindicalizado, nem a ser sócia do sindicato que convoca a greve, para exercer o seu direito à adesão.
    ​Em resumo: Desde que exista um pré-aviso de greve legalmente emitido por um sindicato que abranja a profissão (professor) e a sua área geográfica (Portugal Continental), a sua adesão é válida. Os pré-avisos do Sitopas e do SPM para o dia 12 de dezembro cumprem essa função.
    ​Portanto, um professor pode também faltar ao serviço no dia 12 de dezembro por motivo de greve.

    • Lucelinda Machado on 10 de Dezembro de 2025 at 22:17
    • Responder

    Falta acrescentar, que, dado os baixos salários, podemos fazer greve, apenas uma hora, ou apenas duas. E não um dia inteiro, como os sindicatos tradicionais continuam a referir. O trabalhador pode iniciar o trabalho e paralisar ou fazer greve e voltar ao trabalho. Não pode fazer greve, trabalhar e voltar a fazer greve, ou seja, fazer “greve intermitente”. É bom que está situação fosse divulgada. Pq muitos publicam que é ilegal, levando à desmobilização dos trabalhadores… uma paralização de uma hora, por si só, é um sinal profundo de protesto, e o valor descontado será mínimo.. logo, muitos poderão aderir…. Porque a vida, contrariamente ao que os nossos governantes dizem, está difícil, muito difícil para os trabalhadores… E com a afirmação do senhor ministro a dizer que vai subir os salários mínimos para 1700 euros, caso para dizer ” com papas e bolos, se enganam os tolos”

    Amanhã estarei em greve, por mim e por todos os que virão

    Lucelinda Machado

    • N on 10 de Dezembro de 2025 at 22:19
    • Responder

    A minha também, tal como o futuro dos meus filhos!

    • BQB on 10 de Dezembro de 2025 at 22:26
    • Responder

    A Inglaterra está precisamente a orientar ações no sentido de dar melhores condições aos trabalhadores, mas os parolos dos políticos portugueses fazem ao contrário por acharem que isso é que está na crista da onda. Labregos!
    No Reino Unido,
    as medidas que estão a ser adotadas a favor dos trabalhadores e que entraram ou vão entrar em vigor em 2025/2026 focam-se, em grande parte, em dar mais segurança, flexibilidade e melhores condições:
    ​1. Proteção Reforçada Contra Despedimentos
    ​Esta é uma das alterações mais importantes do novo “Employment Rights Bill” (Projeto de Lei dos Direitos do Trabalho):

    ​1.Proteção Desde o Primeiro Dia: Os trabalhadores poderão contestar um despedimento injusto (reivindicar “demissão injusta”) desde o primeiro dia de trabalho. Anteriormente, era necessário ter dois anos de serviço contínuo para ter este direito.
    ​Indemnizações Ilimitadas (Potencial): Estão a ser discutidas e preparadas mudanças para eliminar o teto máximo de indemnizações em casos de despedimento injusto. Isto significa que as compensações poderão ser ilimitadas (dependendo da decisão judicial) para os trabalhadores que ganhem as suas ações.

    ​2. Aumento do Salário Mínimo e Apoios
    ​Aumento do Salário Mínimo: O National Living Wage (para trabalhadores com 21 anos ou mais) aumentou para £12,21 por hora a partir de abril de 2025.
    ​Auxílio-Doença Estatutário (SSP) Desde o 1º Dia: O subsídio de doença remunerado será concedido a partir do primeiro dia de afastamento, eliminando o período de espera anterior de três dias.

    ​3. Maior Flexibilidade e Licenças
    ​Trabalho Flexível por Padrão: Os trabalhadores ganham o direito de solicitar horários flexíveis desde o primeiro dia de trabalho. Os empregadores deverão justificar com razões comerciais concretas se recusarem o pedido.
    ​Licenças Imediatas: Novos contratados passam a ter acesso imediato à licença de paternidade, licença parental não remunerada e licença por luto, sem necessidade de um período de carência.
    ​Aumento nos Valores de Licenças: A taxa de pagamento para a Licença de Maternidade Estatutária, Paternidade, Adoção, Parentalidade Partilhada e Luto Parental aumentou.

    ​4. Proteção para Trabalhadores da “Gig Economy”
    ​Estão a ser tomadas medidas para colmatar lacunas regulamentares, com destaque para:
    ​Contratos de Zero Horas: Os empregadores deverão oferecer horas de trabalho garantidas a trabalhadores temporários que trabalhem regularmente mais do que uma determinada quantidade de tempo num período de 12 semanas.
    ​Controlo do Direito ao Trabalho: O controlo de imigração para o direito ao trabalho está a ser alargado para incluir os trabalhadores com contratos de zero horas e os trabalhadores da “Gig Economy” (economia informal), procurando proteger contra o trabalho ilegal e garantir o cumprimento das leis laborais.

    ​Estas medidas visam, no geral, melhorar a segurança, a remuneração e a qualidade de vida dos trabalhadores no Reino Unido.

      • São doidos on 11 de Dezembro de 2025 at 17:52
      • Responder

      Como diria o “saudoso” Passos, “…imigrem”.
      Foi o que muitos fizeram e, destes, ao contrário do que é papagueado, a maior parte não voltou nem voltará.
      quanto mais castigam as pessoas, mais o país perde. Se calhar é o que querem.

        • Luluzinha! on 11 de Dezembro de 2025 at 20:50
        • Responder

        Não seria: emigrem? Enfim…

          • Hips on 11 de Dezembro de 2025 at 23:30

          Tem razão Luluzinha.
          Ainda bem que hoje estava sóbria para apontar a correção.
          Um beijito na bochecha.

    • F×d@ S os Ladrões de Cartola on 10 de Dezembro de 2025 at 22:49
    • Responder

    Parece que o The Economist está transformado num pasquim de humor!
    Ou seja, se Portugal será a Economia do Ano porque se vai mexer no Código do Trabalho?
    Esses pasquins com notícias encomendadas esquecem os princípios de equidade, de bem estar social e de grau de felicidade dos trabalhadores como indicadores de bem estar da economia. Em Portugal os trabalhadores são mais precarios que no resto da Europa e dos que pior ganham. Portanto, alguém nos anda a comer de faca e garfo ou a comer por lorpas!
    Os betinhos neoliberais andam atrasados no tempo, famintos por teta do povo e do Estado e a esquecer a matriz de democracia cristã e apoio social que caraterizam a Europa desde os anos 40 pela mão da Alemana e da Inglaterra.

    Expresso
    Portugal é a “economia do ano” para a revista “The Economist”
    Horacio Villalobos
    A puxar pelo PIB e pelo emprego em Portugal está o turismo, numa altura em que “muitos estrangeiros ricos estão a mudar-se para o país para aproveitar as baixas taxas de impostos”

    07 dezembro 2025 08:32
    Portugal é a “economia do ano” para a revista “The Economist”
    Agência Lusa

    Portugal é a “economia do ano” de 2025 para a revista britânica “The Economist”, que compilou dados económicos dos 36 países mais ricos do mundo, enquanto Espanha, que tinha ganhado no ano passado, cai para a quarta posição.

    Pelo quinto ano consecutivo, a revista “The Economist” elaborou um ‘ranking’ dos 36 países mais ricos do mundo para encontrar a economia com melhor desempenho.

    Este ano, Portugal aparece na primeira posição, destronando Espanha, a vencedora do ano passado, e que em 2025 está com a mesma pontuação da Colômbia.

    Para elaborar esta lista, a revista compilou dados de cinco indicadores económicos — inflação, o desvio da inflação, o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e o desempenho da bolsa de valores.

    “Em 2025, [Portugal] conseguiu combinar um forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em alta”, escreve a revista.

    A puxar pelo PIB e pelo emprego em Portugal, segundo a “The Economist”, está o turismo, numa altura em que “muitos estrangeiros ricos estão a mudar-se para o país para aproveitar as baixas taxas de impostos”.

    Em segundo lugar nesta classificação aparece a Irlanda, seguida de Israel.

    Nas piores posições, aparecem sobretudo economias mais a norte da Europa: Estónia, Finlândia e Eslováquia são as últimas nesta compilação de indicadores.

    Numa publicação na rede X, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que “a distinção pela revista ‘The Economist’ de que a ‘economia do ano’ foi a portuguesa é uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses e reforça a motivação do Governo em seguir o rumo que nos trouxe até aqui nos últimos meses”.

    Se assim é porquê quebrar o pescoço aos trabalhafores ???
    Turismo, nada produz. É apenas um serviço e por cá quase exclusivo. Os ricos que para cá se instalam só encarecem a vida de quem vive do estudo e do trabalho com esforço e honestidade! É isto que o Economist considera bom? Algo está errado nestes jornalistas a soldo de um pensamento perverso .

    • João on 11 de Dezembro de 2025 at 0:31
    • Responder

    Continuem a votar no PS e no PSD….

      • ûlme on 11 de Dezembro de 2025 at 1:55
      • Responder

      quem vai dar a mão ao PSD para aprovar estas leis laborais é o CHEGA e a IL

        • João on 11 de Dezembro de 2025 at 11:13
        • Responder

        É essa mentalidade que permitiu todas as mudanças na educação nos últimos 25 anos… que deve bem conhecer!

          • António Alves on 12 de Dezembro de 2025 at 20:35

          As mudanças na educação propostas pela IL e Chega são a privatização da Escola Pública (tal como o SNS).
          Portanto, como eu não quero uma escola que pense nos lucros nem que esteja a mando da Igreja Católica dispenso esses partidos radicais de direita.

        • Lenine on 14 de Dezembro de 2025 at 9:38
        • Responder

        Quem tem destruído e gozado com os professores foi o PS! Ou já não se lembram? Façam uma investigação que descobrem: procurem por Maria de Lurdes Rodrigues, Sócrates e António Costa, só para referir alguns… Ah e geringonça também!

    • MC on 11 de Dezembro de 2025 at 9:51
    • Responder

    ​Discurso na Receção do Prémio Eduardo Lourenço
    ​O Cardeal dedicou o prémio à “classe dos professores em crise” e alertou para as consequências desta situação a nível social:
    ​A Crise e o Burnout:
    ​“São preocupantes, em muitas partes do mundo, os indicadores do desgaste, desmotivação e burnout entre os professores.”
    ​Perda de Prestígio Social:
    ​“Diz-se hoje que são uma classe em crise e que perdeu o prestígio social que lhe estava associada.”
    ​Alarme para a Sociedade:
    Tolentino de Mendonça salientou que a desvalorização dos docentes afeta toda a comunidade:
    ​“A irrelevância dos professores é um alarme para as sociedades porque, quando o investimento em educação não se realiza, é a qualificação da cidadania que diminui.”
    ​Apelo à Revalorização:
    A mensagem central foi um apelo para revalorizar a profissão:
    ​“A docência é uma carreira profissional que hoje socialmente perdeu valor, perdeu prestígio, e é necessário revalorizar, reencontrar a gratidão social pelo contributo dos professores.”
    ​O Cardeal sublinhou, assim, que a crise na educação — manifestada no esgotamento dos professores — é um problema que a sociedade deve enfrentar ativamente, e não apenas uma questão interna da classe profissional.

    • OraBolas on 11 de Dezembro de 2025 at 11:21
    • Responder

    Este texto é um engodo.
    Existe alguma ordem de serviços mínimos para os professores?
    Que eu saiba não.
    Então porque razão está o autor a dizer que não temos direito á greve?
    No tempo dos Costas, devido á greve convocada pelo STOP, o governo impôs de forma ilegal serviços mínimos.
    Foi triste ver os sindicatos do sistema a criticarem a greve convocada pelo STOP em vez de se unirem numa causa comum..
    Penso que existe uma instrumentalização dos sindicatos para prosseguimento de agendas políticas.
    Apesar do que alegam, não descortino prejuízo do pacote laboral para os professores e nenhum sindicato explicou isso.
    Eu não vou uma marioneta nas mãos dos sindicatos.
    Eu não faço greve.
    Quem quiser pode fazer. uma vez que, e ao contrário do que alega o artigo. não existem serviços mínimos para a educação e existe liberdade para fazer greve.

      • N on 11 de Dezembro de 2025 at 11:42
      • Responder

      Mas este pacote laboral prevê o fim da greve para os professores até ao 2 ciclo!

      • anonimo on 11 de Dezembro de 2025 at 14:04
      • Responder

      Se tivesse lido as alterações que estão sobre a mesa saberia que a ser aprovado deixa de haver o direito à greve na educação, pois passam a ser introduzidos serviços mínimos, que em educação são máximos.

        • OraBolas on 11 de Dezembro de 2025 at 14:33
        • Responder

        Que se lixe.
        Se houver há.
        Quando foram convocados de forma ilegal serviços mínimos, na altura das greves do STOP, onde estava essa coragem?
        Não tenho paciência para cordeiros medrosos e hipócritas.
        Onde estava a solidariedade para com os professores enquanto a Maria de Lurdes, o Sócrates e os Costas destruíam a carreira docente?
        Eu não concordo com esta greve, a mim não me afeta, e tornarei a votar no PSD que veio desbloquear a carreira docente e a RTS.

    • TOP on 11 de Dezembro de 2025 at 11:54
    • Responder

    Quem manda somos nós, o povo!

    Com guerrilha fazemos o que queremos…
    Nem que usemos a ilegalidade…

    As leis são convenções, não são principios morais…

    Só respondo a outros mestres!!!!

      • Pedro Rodrigues on 11 de Dezembro de 2025 at 14:09
      • Responder

      Ah, grande cheguevara! É assim mesmo! Enquanto não atingirmos o Socialismo Científico da Coreia do Norte, não devemos dar tréguas ao “fachismo”, pá!!!! Guerrilha! Guerrilha! Toca a pegar nas bombas! :VD

        • TOP on 11 de Dezembro de 2025 at 16:23
        • Responder

        Um gajo lerpa-os a todos….
        Não trabalha e recebe….

    • Pedro Rodrigues on 11 de Dezembro de 2025 at 14:07
    • Responder

    Eu NÃO faço greve. Durante a Geringonça, enquanto eles davam cabo do País, não houve destas greves. Estava tudo muito lindo. Não sou PSD nem CDS, não gosto do Montenegro nem do governo dele, mas NÃO faço greve.

    • João on 11 de Dezembro de 2025 at 14:29
    • Responder

    E quando se pensava que pior seria impossível, eis que o Ministro da Deseducação se prepara para acabar com as greves no ensino…. Ou ainda acreditam no Pai Natal? Chega.

      • Pedro Rodrigues on 11 de Dezembro de 2025 at 14:44
      • Responder

      “Se prepara”?

        • TOP on 11 de Dezembro de 2025 at 16:25
        • Responder

        O teu texto tambem tem erros sintaticos, espertalhão!!!

        • Mainada on 11 de Dezembro de 2025 at 23:39
        • Responder

        Se prepara, sim. Corretíssimo. Tem problemas com a colocação dos pronomes?

          • Mainada on 11 de Dezembro de 2025 at 23:40

          Mas Chega nunca. Já nos chegou um Sócrates.

    • São doidos on 11 de Dezembro de 2025 at 20:30
    • Responder

    TOTALMENTE DE ACORDO!

  1. Using real cases to argue that the right to strike is a bottom line of rights rather than a “troublemaker”, the arguments are solid and down-to-earth, explaining complex labor issues thoroughly. Admire the author’s insight!

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