A Medida Necessária Para Combater a Escassez de Professores

Despacho n.º 14616-C/2025

 

 

Face à escassez crescente de professores em diversos grupos de recrutamento e níveis de ensino, torna-se necessário adotar medidas que reforcem a capacidade formativa das instituições de ensino superior, garantindo uma resposta adequada às necessidades do sistema educativo nacional.

Neste contexto, o presente despacho estabelece, no âmbito dos mestrados que conferem habilitação profissional para a docência na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, a possibilidade de potenciar o número de vagas fixadas, incluindo o seu aumento após a publicação inicial, devendo essa alteração ser devidamente comunicada pelas instituições de ensino superior ao Instituto para o Ensino Superior, I. P.

Número máximo de vagas para mestrados

1 – O número máximo de vagas para os ciclos de estudos conducentes ao grau de mestre regulados pelo Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, na sua redação atual, é fixado nos termos do respetivo artigo 19.º

2 – Tendo em conta a carência de docentes com habilitação profissional, na fixação das vagas a que se refere o número anterior é recomendado que, face ao ano letivo de 2025-2026, as instituições de ensino superior públicas aumentem a capacidade da oferta formativa acreditada e registada, aumentem o número das vagas fixadas ou passem a fixar vagas quando as não tenham fixado.

3 – As instituições de ensino superior podem aumentar o número das vagas a que se refere o presente artigo após a publicação das vagas fixadas, sem prejuízo do cumprimento do disposto no n.º 1.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/12/a-medida-necessaria-para-combater-a-escassez-de-professores/

10 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • C on 10 de Dezembro de 2025 at 12:28
    • Responder

    A receita é simples:
    Aumentem os ordenados e libertem os professores para realizar trabalho individual sem o stress, violência, burocracia e ruído da escola!

    • Maria Alves on 10 de Dezembro de 2025 at 12:33
    • Responder

    É uma medida útil. Mas não chega. Falta eliminar a burocracia e violência. Falta orientar as aulas para objetivos que têm de ser recuperados. Avaliar os professores e diretores com base no valor que acrescentam em literacia aos alunos e não com base no número de “atividades ” e Tecnologias que usam. Como impôs a IGEC nas escolas, o que se vê nos seus Projetos Educativos. Faltam apoios efetivos ao alojamento e viagens, como sempre tiveram as restantes carreiras públicas. Falta respeitar a lei que nas restantes e respeitada. Por exemplo, a que trava a precariedade, ilegalmente perpetuada durantes dezenas de anos, na carreira docente portuguesa. Que levou a UE a fazer um ultimato ao governo dos Costas para travar.

    • Zabka on 10 de Dezembro de 2025 at 13:42
    • Responder

    “ Medicina e Educação deixam de ter reforço especial de vagas” JN hoje

    • Ana Soares on 10 de Dezembro de 2025 at 21:15
    • Responder

    Sou uma das felizes contempladas… Sou professora em mobilidade estatutária mas dou aulas a alunos carenciados, não tenho trabalho de secretaria, estou no terreno com alunos todos os dias com horário de professor e alunos com NEE.

    • RX on 11 de Dezembro de 2025 at 14:18
    • Responder

    Estupidez. Não há falta de professores.
    Há é professores a ganhar uma porcaria, mesmo estando a mais de meio da tabela remuneratória.
    E haverá no futuro professores que terão uma reforma de me rda, porque receberam uma miséria toda a vida.
    Venham para esta profissão e … empobreçam.

      • Trocatintas on 12 de Dezembro de 2025 at 13:56
      • Responder

      Exato!

      • Campos on 13 de Dezembro de 2025 at 14:09
      • Responder

      Exactamente!

    • TOP on 11 de Dezembro de 2025 at 21:49
    • Responder

    Esses caralhos quando acabarem o curso vão para o desemprego….

      • Campos on 13 de Dezembro de 2025 at 14:18
      • Responder

      Claro como água! Mas o povo gosta de ser enganado! Houvesse valorização real dos salários e dignidade na carreira, respeito e consideração pelos docentes e havia milhares de professores a regressarem às escolas. A falta é localizada porque os salários são baixos para pagar uma renda em Lisboa onde um quarto são 600 euros! O que eles querem é inundar a profissão com milhares de novos docentes para criar pressão sobre a classe docente: queres ser professor? Então anda mas as condições são miseráveis e se não quiseres então há centenas de desesperados para aceitar qualquer coisa qualquer condição! Eis a estratégia que visa desmantelar a Escola Pública! Destruir finalmente a profissão docente.

    • Carl00sx on 12 de Dezembro de 2025 at 14:56
    • Responder

    Resolvia o problema da escassez de professores no primeiro ciclo, permitindo às educadoras de infância realizarem uma formação que lhes conferisse habilitação para lecionar no 1° ciclo, dada a lista enorme de educadores não colocadas resolveria o problema com certeza.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading