E depois desse fiz uma nova sequência de artigos sobre uma eventual restruturação da carreira docente. Chamei-lhe “ensaio para uma nova carreira docente” e os outros artigos podem ser pesquisáveis por essa altura.
Estrutura da Carreira – Primeiro Artigo
NOTA: Este meu artigo já tem 5 anos e foi feito de forma a ser recuperado todo o tempo de serviço docente. Atualmente considero que o topo da carreira não deve ser diferente do topo da carreira da administração pública para os docentes do 10.º escalão.




5 comentários
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O que tu queres, sei eu! A falta de vergonha na cara de quem se acha melhor do que os outros.
Não concordo com esta proposta, embora considere que não somos todos iguais. Acabe- se com a carreira única , com este novo modelo de gestãoe avaliação, responsáveis pelo partidarismo político na educação, pelo aumento dos parasitas que desconhecem o que significa a pontualidade, assiduidade, honestidade, consciência profissional, embora sejam os premiados. Arranje- se um gestor que ponha em ordem este caos, estes maus exemplos para os nossos jovens. Auscultem- se os professores.
Todos deveriam poder atingir o topo só pelo decurso do tempo de serviço prestado (caso entrem na carreira em idade que lhes permita percorrer toda a carreira, obviamente), sem necessitar de qualquer outro requisito.
Adicionalmente, criar incentivos para ser possível atingir o topo em menos tempo (encurtar até menos 5 anos por exemplo) para quem se destacasse por mérito (exemplo de métrica: número de papers publicados em revistas científicas indexadas). Nada de avaliações de desempenho da treta (como a atual ).
Inverter a concavidade da curva das remunerações que atualmente tem concavidade voltada para cima (uma aberração!).
Todos os docentes passam a lecionar 4 turmas (exige mexer nas cargas horarias das disciplinas e nos planos estudo) e eliminar as reduções da CL ao abrigo do art 79 ECD
Remuneração do 1o escalão da carreira=2500 euros ilíquidos. Os incrementos remuneratórios das progressões seriam definidos de modo a que a curva das remunerações ficasse com a concavidade voltada para baixo. Remuneração do ultimo escalão = 4000 euros ilíquidos.
Resumo: os professores ainda ficavam a ganhar menos do que ganham para além de terem de esperar uma década para mudar de escalão.
De uma carreira pobre e mal paga passaria para uma carreira ainda pior. No lugar de acabar com os primeiros escalões acaba com os últimos ou reserva-os para ele próprio.
De facto, o Arlindo já mostrou não ter capacidades de discernimento mental e de bom senso para propor seja o que for para a carreira. É apenas um coletor de dados.
Esta proposta anda a circular muito e pode dar ideias, até porque este blog é todo laranja. Este tipo de propostas vindas do MECI já seria mau, vindo de um professor não tem classificação. É uma proposta vergonhosa que enterraria ainda mais a classe docente….Concordo com a Amália Rodrigues, o Arlindo que se fique pelos dados e estatísticas, informação meritória e preciosa para muita gente, sem dúvida, e com o “seu” agrupamento e os “seus” professores, como gosta de referir. De sublinhar que o blog presta um inegável serviço aos docentes e promove o debate. Isso é de louvar. No entanto, os seus autores não ficam imunes à critica e devem refletir também até onde vão os seus egos….