Estrutura da Carreira – Primeiro Artigo

Deixo um primeiro artigo do que penso ser uma nova estrutura da carreira docente.

Atualmente temos uma carreira horizontal estruturada em 10 escalões com contrangimentos vários para a sua progressão.

Existe uma enorme diferença salarial entre o início e o fim da carreira que torna a carreira pouco atrativa para quem ser professor. E os últimos escações são atualmente quase inacessíveis à maioria dos docentes.

Entendo que a carreira devia ser valorizada remuneratóriamente no início em detrimento dos escalões finais de carreira, por isso entendo que a carreira devia iniciar-se no índice 200 e terminar no índice 300. Continuo a achar o mesmo que achava em 2005 e entendo que a carreira devia ser verticalizada de forma transitória para o exercício de cargos de gestão e administração pedagógica.

Com a atual estrutura da carreira e de acordo com dados de março de 2019 no Portal do Governo, existem 102.494 docentes de acordo com a distribuição por escalão conforme quadro em baixo.

Para a apresentação desta nova estrutura faço a comparação dos vencimentos entre as duas carreiras, fazendo uma distribuição dos docentes quase equitativa entre escalões.

O princípio desta nova carreira passaria pelo seguinte:

  • Os docentes contratados vencem pelo 1.º escalão da nova carreira docente.
  • Na transição para a nova carreira é contabilizado todo o tempo de serviço docente, as quais acrescem as bonificações obtidas por avaliações de desempenho superior a bom e que tenham sido bonificadas, assim como os graus adquiridos que permitiram a bonificação de um ou de dois anos no escalão, conforme se tenha tratado de grau de mestre ou de doutor, respetivamente.
  • O tempo de serviço dos docentes que transitoriamente exercem categoria funcional é inteiramente considerada quando do regresso do docente à sua carreira docente.

 

NOTA: Estes artigos são apenas um exercício pessoal para lançar a debate uma discussão sobre uma eventual alteração à estrutura da carreira docente e terão seguimento futuro em breve.

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79 comentários

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    • José on 19 de Julho de 2019 at 0:20
    • Responder

    Boa noite,
    Eu percebi mal ou só poderia ser diretor quem estivesse no topo da carreira?

      • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 10:30
      • Responder

      .
      Eu proponho que:

      Deverão ser criadas na carreira docente dos educadores de infância e professores do ensino básico e secundário as categorias seguintes, com as condições de acesso que são seguidamente indicadas:

      a) Professores Iniciais. Assim se designam os docentes após o processo de profissionalização e vinculação ao ME que marca o ingresso na carreira docente.

      b) Professores Confirmados.-Serão assim designados os professores iniciais que acederem a esta categoria por terem:
      -Cumprido um mínimo de 1 0 anos de serviço;
      – durante esse período cumprido as exigências fixadas no sistema de avaliação-desempenho;
      – realizado com sucesso as Provas de Confirmação.

      c) Professores Titulares. Serão assim designados os que acederem a esta categoria por:

      – cumprido um mínimo de-15 anos na categoria de Professor Confirmado e 25 anos de Serviço
      – Realizado com sucesso as Provas de Titularização;
      – obtido lugar nas vagas postas a concurso.

        • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 10:42
        • Responder

        .
        Aos Professores Iniciais deverão caber as seguintes funções e tarefas docentes:
        a) Preparação de aulas e correspondente leccionação;
        b) Avaliação de conhecimentos dos seus alunos;
        c) Reuniões de docentes (ou com outros actores educativos), na escola;
        d) Assistência e apoio a alunos, na escola (incluindo actividades de substituição);
        e) Atendimento de pais e encarregados de .educação, na escola;
        f) Vigilância de exames, na escola;
        g) Actualização das seus conhecimentos e -realização de actividades de formação, em particular no sistema de formação contínua e especializada.

        Aos Professores Confirmados caberão as tarefas expressas nas- alíneas anteriores, mais as seguintes:
        h) Direcção de turmas;
        i) Coordenação dos grupos disciplinares;
        j) Orientação de estagiários;
        k) Eventual participação no Conselho Pedagógico da escola;
        1) Eventual exercício de cargo (não-liderante) na direcção executiva da escola (qualquer que seja a fórmula adaptada: Conselho Executivo ou Director e adjuntos);
        m) Eventualmente, ser membro do Colégio Nacional da sua disciplina.

        Aos Professores Titulares caberão as tarefas expressas em todas as alíneas anteriores, mais as seguintes:
        n) Eventualmente, ser presidente do Conselho Executivo (ou Director) da escola;
        o) Eventualmente, ser presidente do Conselho Pedagógico da escola;
        p) Coordenação de departamentos;
        q) Eventualmente, ser coordenador regional, ou nacional, do Colégio Nacional da sua disciplina:
        r) Eventualmente ser membro dos júris das provas de Titularização desta carreira.
        .

          • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 10:45

          .
          Verticalizar a Carreira Docente é fundamental e urgente.

          Uma Carreira Profissional em qualquer instituição corresponde a uma forma piramidal em que os lugares de Topo são uma minoria e a base da pirâmide é onde se encontra o grosso do pessoal.

          A Carreira Docente, neste momento é horizontal, em que somos todos iguais como na Coreia do Norte.
          .

          • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 15:03

          .
          A Prova de Acesso à Carreira Docente seria um filtro de entrada e uma forma de prestigiar o Estatuto da Carreira Docente.

          Agora entra todo o Bicho Careta para “professor” …malta oriunda das ESEs, dos Piagets e de muitas outras Tascas Privadas sem o mínimo de preparação cientifica ….

          Dá-se um pontapé numa pedra e sai de lá um “professor”……é por isso que a definição de professor é a dada pelo jornal Expresso “são aqueles que ensinam quando não estão em greve”….eu diria que “são aqueles que ensinam quando possuem preparação para tal”…..uma vergonha….
          .

          • Tótó on 19 de Julho de 2019 at 15:15

          Explique como que os docentes em carreira inicial cumprem a alinea e) atendimento de encarregados de educação e pais na escola e os professores confirmados ficam como DT’s.

          Só iluminados…

          • Pedro on 19 de Julho de 2019 at 22:23

          O Srº Ave Rara, parece que desconhece o novo acordo ortográfico?

          • Nuno Couto on 20 de Julho de 2019 at 11:46

          LOL

          Carissíma Ave Rara

          Na minha opinião o Exército Português nunca deveria ter perdido tantos efetivos.

          Acho que foi uma pena terem deixado cair o regime que vigorou até meados dos anos 90, em que ainda era obrigatório ter de cumprir serviço mlitar.

          PS1: As carreiras por definição já são estruturas hierárquicas.
          PS2:Olhe que dou aulas há vinte anos, mas sou contra o facto de existir uma carreira- Por mim não existia carreira nenhuma na nossa profissão.

          Oh tempo! volta p’a trás!

        • Prof on 19 de Julho de 2019 at 16:06
        • Responder

        És tu, Maria de Lurdes?!…

    • Jose justo on 19 de Julho de 2019 at 2:49
    • Responder

    Francamente., isto só pode ter sido feito por alguém que não tem nada que fazer. Nem a Milu se tinha lembrado de uma coisa tão estapafúrdia…

    • Ti'Amelia on 19 de Julho de 2019 at 3:37
    • Responder

    Mas é carreia docente (PROFESSORES) ou é carreira de cargos?

      • Nuno Couto on 20 de Julho de 2019 at 11:57
      • Responder

      “na mouch”
      Acertou em cheio.

      “Disciples of the watch”

      Mas ninguém se dá ao trabalho de pôr isso aqui em causa.
      E deviam!

      Infelizmente hoje em dia não há debates filosóficos
      – E que falta fazem! (digo eu)
      Tal como na nossa Roma antiga, também deveriam estar presentes na nossa Assembleia Democrática da República Portuguesa.

      Acabem com a maldita “carreira” por favor. (lágrimas)
      :::::

    • Maria on 19 de Julho de 2019 at 7:07
    • Responder

    O valor do salário do 5o escalão proposto não está correto pois desta forma o índice 300 fica a ganhar mais do que o 340.

    • Anabela Nápoles on 19 de Julho de 2019 at 8:09
    • Responder

    Francamente já não chega o governo desvalorizar a carreira docente e ainda temos de ler propostas como esta. Fantástico que se pense em melhorar o salário de quem recebe pouco mas prejudicar os que conseguem chegar ao topo da carreira e que se fartaram de trabalhar e de desempenhar os mais diversos cargos isso é imensamente injusto. Nem todas as pessoas têm a possibilidade de ser coordenadores de departamento e os cargos de direção são uma opção. Quando muito sugira um 11 escalão para cargos de topo se está assim tão interessado em criar ainda mais clivagens entre os docentes.


  1. Concordo com a diminuição de escalões, mas não concordo com a carreira funcional. Coordenadores de departamento igual a subdiretor?!? Não…

      • Cati on 19 de Julho de 2019 at 11:59
      • Responder

      Algo que devia ser revisto é a situação de quem tem mestrado e doutoramento obtido enquanto contratado. Estes professores possuem as habilitações mas estas não lhes são reconhecidas com a bonificação do tempo quando entram na carreira. Considero esta uma situação chocante e manifestamente desigualitária. Além de que o estado se apropria do know how destes docentes, apesar de não lhes reconhecer esses graus de modo nenhum. Se os docentes obtiveram estes graus enquanto contratados foi porque o próprio estado não criou as condições para que eles pudessem integrar a carreira, e os docentes mantiveram o interesse em se desenvolverem como profissionais.

        • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 14:18
        • Responder

        .
        Os Mestrados e Doutoramentos da generalidade dos profes é em Eduquês (digo, ciências ocultas – rectifico, digo, ciências da educação) ou seja uma valente treta.

        Continuando…. Devo referir que, em Portugal, há Milhares de Licenciados, Mestres e, até Doutores, a auferirem salários de 650, 700, 750, 800 Euros Mensais. Daqui se deduz que, actualmente, os professores estão principescamente pagos.

        O aspecto remuneratório seria outro dos aspetos a rever no Estatuto da Carreira Docente. Penso que em início de carreira os docentes deviam ter um salário de 800 Euros Mensais e, em final de carreira, devia corresponder a 1700 Euros Mensais. Quem não estivesse bem ia pregar para outra freguesia (por exemplo para a caixa de um supermercado…).
        .

          • Paulo on 19 de Julho de 2019 at 22:30

          Por acaso o Sr. Ave Rara, sabe o que significa lecionar a mais de 20 turmas anuais, com aproximadamente 750 alunos?

          • Agnelo Figueiredo on 20 de Julho de 2019 at 0:48

          Ave Rara, até estava a gostar,,,
          De repente… estragaste tudo !

          • AC on 20 de Julho de 2019 at 21:52

          De facto, é mesmo uma ave rara! Espero que esteja em vias de extinção!


  2. Quando o Governo se prepara para tsunamis na Carreira Docente e, à partida, nunca em consonância com a nossa realidade diária, é de salutar este tipo de debate entre Professores. Partilhei e, oportunamente, direi da minha justiça.
    Obrigada Arlindo e bom dia.

    • Fernanda Vicente on 19 de Julho de 2019 at 8:53
    • Responder

    Bom dia.
    Há que equacionar a seguinte situação. Até 2009 a aquisição de graus correspondia a uma bonificação de 4 anos. O processo de Bolonha acabou por ditar a alteração da bonificação de tempo de serviço, que passou a ter a configuração que agora conhecemos. O que aconteceria aos docentes que antes de 2009 adquiriram mestrado e ou doutoramento?

    • António Coutinho Carvalho on 19 de Julho de 2019 at 9:05
    • Responder

    Nem o Passos Coelho se lembrou de tal coisa.Os cargos,que são escolhidos pelos diretores, vão ser melhor remunerados, porquê?

      • Luis on 19 de Julho de 2019 at 22:33
      • Responder

      Os Diretores é que não deveria ser qualquer coisa…

    • António Lopes on 19 de Julho de 2019 at 9:39
    • Responder

    Vergonhosa esta “proposta” que resultaria numa nova e descabida divisão na carreira. Percebe-se claramente a motivação do proponente…

    • Mira on 19 de Julho de 2019 at 10:29
    • Responder

    Proposta horrível.

    • Mariana on 19 de Julho de 2019 at 10:47
    • Responder

    Credo!!! Ainda bem que estou de saída…

    • Beatriz Soares on 19 de Julho de 2019 at 11:05
    • Responder

    Continua a haver divisão nas carreiras não percebo o porquê… ora estejam quietinhos porque para ficarmos mal já estamos bem assim…

    Quanto à avaliação externa é uma merd@ depende de quem a faz é como fazer aulas observadas…

    Andam a inventar de acordo com os vossos interesses, com isto tudo eu já devia estar no 9.º e estou no 5.º escalão e porque fiz o mestrado em 2001 e o doutoramento em 2007,senão estava no 3.º …

      • Pardal on 19 de Julho de 2019 at 14:27
      • Responder


      És doutorada em quê?

        • Serafim Saudade on 19 de Julho de 2019 at 14:30
        • Responder

        .
        Amigo

        são aqueles doutoramentos que saem nos pacotes do nescafé.

        doutoramentos em ciências do eduquês ….Muito Bom ….espetacular….não acrescentam nada, mas são muito bons….
        .

          • Joana on 20 de Julho de 2019 at 0:03

          A dor de cotovelo é terrível!
          Fala quem não conseguiu fazer nada na vida, por certo!

    • manuel on 19 de Julho de 2019 at 11:27
    • Responder

    Obrigado, Arlindo, pelo trabalho.
    Discordo da “carreira funcional”., que rapidamente deixaria de ser “transitória”… Aliás, se bem percebi, veríamos uma corrida aos cargos… e um salve-se quem puder. Para mau, já temos o que temos.

    Não sei se percebi bem,. Por exemplo, um docente no 4º escalão poderia almejar o cargo de coordenador e ficar a auferir vencimento pelo 340?É isso? Ou os cargos de coordenador e diretor ficariam reservados para quem já estivesse no topo da carreira?

    Acho que para os cargos de coordenador bastaria acenar com a redução letiva, como era antigamente. Mas, mais importante do que tudo é rever o modelo de gestão. As eleições para os cargos são uma fantochada, onde não temos meritocracia. Actualmente, podemos ter como coordenadores docentes com média de 10 valores na licenciatura a avaliar colegas com mestrado (pré-bolonha) ou doutoramento!

      • Pardal on 19 de Julho de 2019 at 14:49
      • Responder


      “…podemos ter como coordenadores docentes com média de 10 valores na licenciatura a avaliar colegas com mestrado (pré-bolonha) ou doutoramento…”

      doutorados em quê?

      só se forem doutoramentos em conversa da treta….

      • Vitor on 19 de Julho de 2019 at 22:46
      • Responder

      Sr. Pardal, acha que é pela média da licenciatura que se vai decidir atribuir o cargo a um trabalhador?
      Pois está muito muito mal enganado. Por acaso sabe se a nota elevada na licenciatura foi por mérito que foi adquirida? O verdadeiro valor da pessoa deverá ser reconhecido pelo trabalho diário e não pela nota da licenciatura .
      Aliás, nem vale a pena fazer este comentário, porque qualquer cidadão que passou por uma faculdade, sabe perfeitamente o que vai por lá.
      Diga-me se concorda comigo, ou não.

    • manuel on 19 de Julho de 2019 at 11:39
    • Responder

    Outro problema com a operacionalização da coisa, no que respeita à avaliação externa pela IGEC.

    A IGEC não está para isso. Nem pensar. Não tem pessoal suficiente para cada área científica. Só para a didáctica seriam precisos inspectores para cada área científica, para todo o país? Em Lisboa, Porto e Coimbra, no total para o país, nem devem chegar a 3/4 por área de recrutamento!

    Quanto à avaliação externa:. Não concebo uma avaliação “partida” nas componentes pedagógica, funcional, relacional, didáctica. O exercício da profissão é um todo, que abrange a didáctica e a pedagogia, baseadas no conhecimento científico. O resto é conversa. O que agora designam como “funcional” e “relacional” é conversa dos teóricos da nossa praça, para entreter. Essas ditas dimensões fazem e sempre fizeram parte da pedagogia e da didáctica.

    • Lelo on 19 de Julho de 2019 at 12:30
    • Responder

    O cargo de Diretor já está a afetar o Arlindo 🙂

    • Jose justo on 19 de Julho de 2019 at 12:31
    • Responder

    Vir aqui agora, lançar um debate e desta forma mostra, claramente, as intenções e motivações dos autores: dar importância ao diretor e seus “Boys” e dividir para reinar… A carreira de professores, como está, agrada ao governo, é certo, mas esta proposta não agradaria ao governo, porque seria dispendiosa, nem aos professores, pois é uma versão rebuscada da primeira versão da carreira implementada pela. Maria de Lurdes. Quem se lembrou de fazer isto, está há muito tempo parado na carreira, e vê no cargo ou cargos que tem, a possibilidade de rapidamente avançar. Triste proposta. Tão triste como a progressão atual na carreira que temos agora. Pare com isto… lute por outras coisas….horários de trabalho, dignidade da profissão, pela recuperação integral do tempo que nos roubaram, etc.

    • maria madira on 19 de Julho de 2019 at 12:39
    • Responder

    COM PROFESSORES DESTES A FAZEREM PROPOSTAS TÃO ESTAPAFÚRDIAS, NÃO PRECISAMOS DE MAIS NINGUÉM A DEITAR ABAIXO A JÁ TÃO POUCOCHINHA CARREIRA DOCENTE.
    COMO É POSSÍVEL CONSIDERAR OS VALORES DE TOPO COMO SE FOSSEM SATISFATÓRIOS? OS VALORES DE TODA A CARREIRA DOCENTE SÃO COMPLETAMENTE INDIGNOS PARA QUEM ANDOU , NO MÍNIMO, 20 ANOS COM A BOLSA ÀS COSTAS,É LICENCIADO e TEM À SUA FRENTE, CONSECUTIVAMENTE, 30 SERES DIFERENTES HORA A HORA.

    OU SEREI SÓ EU A CONHECER PESSOAS COM 4 e 5 ANOS DE SERVIÇO – CLARO QUE É NAS EMPRESAS , NÃO É NO ESTADO – A GANHAREM MUITO MAIS DO QUE UM PROFESSORECO EM TOPO DE CARREIRA (ADIANTO JÁ A MINHA POSIÇÃO QUE É DE CONCORDAR COM OS VALORES DESSAS PESSOAS, QUEM ESTÁ MAL PAGO É O PROFESSOR, DISSO EU NÃO TENHO DÚVIDAS).
    MUITA CAUTELA COM AS PROPOSTAS QUE SE FAZEM PORQUE GERALMENTE SÃO TIROS NO PRÓPRIO PÉ.

      • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 14:10
      • Responder

      .
      Minha cara amiga

      Queira Vª. Exa. saber que existem MILHARES de Licenciados e Mestres a auferir salários de 650, 700, 750 Euros Mensais.

      V. Exa. deve viver no Canadá ou quiça no Luxemburgo.
      .

        • Nuno Costa on 19 de Julho de 2019 at 14:33
        • Responder

        Se optou por viver no Canadá ou no Luxemburgo fez ela muito bem. É sempre preferível a viver num país miserável que é o resto da trampa da Europa.

          • Lesado on 19 de Julho de 2019 at 15:34

          Preferia viver no Canadá do que aturar aves com gripe aviária e com cérebros do tamanho de uma ervilha.

        • Joana on 20 de Julho de 2019 at 0:13
        • Responder

        Pois há! Mas acha isso bem? A sério?
        Investem os pais tanto dinheiro na formação dos filhos e estes trabalham duramente durante 5 anos para no final receberem o salário mínimo ou quase! Que vergonha de país! E muitas vezes são os pais que têm de continuar a ajudar para que possam fazer face a tantas despesas.
        Para além de tudo é uma exploração da juventude de hoje! Vergonha de país!!

    • Ti'Amelia on 19 de Julho de 2019 at 13:32
    • Responder

    A carreira dos cargos é demais. Pensa ser diretor durante toda a vida de professor? Pensa ter cargos durante toda a vida de professor? Quando deixar de ser diretor ou ter cargos deve descer de escalão, pois volta a ser só professo, certo?. Francamente se é diretor ou tem cargos deveria estar ocupado a fazer outras coisas e não a destabilizar quem trabalha. Para mau ambiente, que ainda atualmente existe. já chegou a defunta divisaõ entre professores e professores titulares e esta sugestão é bem pior.


  3. Caro Arlindo,

    Não queira assumir a liderança de uma mudança que tem de ser validada por todos os professores. O fato de ter assumido uma posição de liderança de um agrupamento de escolas não lhe permite a equidistância necessária para uma posição destas.
    Quem deve ser sempre beneficiado na carreira de professor deve, pura e simplesmente, ser o professor e não o gestor, como propõe. Há cargos que devem ser beneficiados com reduções de carga letiva, em vez de carga não letiva (ex: coordenador departamento). É uma forma de as horas serem pagas sem divisão da carreira.
    Mas todas as questões não devem ser postas desta forma distorcida. Onde está o tempo que emprestamos ao estado quando ele estava falido e não nos foi devolvido quando retomou a prosperidade? Porque é que o sr. Professor Arlindo e outros diretores não propõem e exigem, admitindo demitirem-se se necessário, que a vossa eleição seja feita pelos seus pares?
    Há muitos assuntos a montante para serem debatidos e resolvidos antes desta sua proposta…

    Um bem haja a todos os professores.

    • Manuel on 19 de Julho de 2019 at 15:02
    • Responder

    Muitos erros
    O mais básico e logo na 1ª tabela: 16 + 2 = 20
    Arlindo, esta não é ,seguramente, a tua praia.

    • Maria Flor on 19 de Julho de 2019 at 16:38
    • Responder

    Caro Arlindo, a minha modesta opinião é de que deve parar já com esta verborreia.
    Ressalta, do enunciado, a valorização dos cargos e não do professor. Ora, todos sabemos que com este regime de “diretores” há muita política nas escolas, muita influência dos “lambe-botas e muitas nomeações/designações por amiguismo, simpatia, graxa ou favor… Assistimos a isso em todas as escolas!
    Não gostamos desta carreira, mas acreditem que se começarem a “mexer” vai ficar muito pior. É disso que os diferentes partidos que têm estado no Governo estão à espera.: que alguém comece a mexer.
    E berrámos nós contra a Mª de Lurdes!….Isto era igual ou pior, acreditem!
    Os sr Diretores esquecem-se que “estão” Diretores, mas são professores!

      • Pardal on 19 de Julho de 2019 at 17:42
      • Responder

      .
      Mais uma que defende o regime da Coreia do Norte do Kim Jong Un

      Somos todos iguais!…Fazemos todos o mesmo!….Devemos ganhar todos um salário igual!… Somos todos professores!…..

      Prova de Acesso!…Nem pensar….
      Categorias diferentes!… Nem pensar…
      Salários diferentes!… Nem pensar…

      Ide catar piolhos…
      .

      • Cruz on 19 de Julho de 2019 at 22:56
      • Responder

      E principalmente reduzir o número de turmas e consequentemente o número de alunos que muitos professores têm a ser cargo. No horário de trabalho, existe uma grande discrepância. Uns com 3 ou 4 turmas, outros com mais de 20. Mas que igualdade de trabalho é esta?

    • Revoltado on 19 de Julho de 2019 at 19:14
    • Responder

    Quando li isto pensei que fosse uma brincadeira. Em vez de se alterar a carreira para permitir que todos os docentes chegassem ao topo, prepara-se uma estratégia de divisão da classe e de traição vinda de dentro da classe. Como se pode argumentar que haja funcionários licenciados, mestres e doutores a ganhar 700 ou 800 euros, para fazer descer o vencimento dos professores? Não seria mais justo argumentar com o vencimento dos médicos, dos juristas e de outros para defender a subida daqueles? E se tivermos em conta os salários que se praticam no resto da Europa?
    Confesso que me desiludi e não esperava uma destas tolices vinda de quem me merecia alguma consideração.

      • Pardal on 19 de Julho de 2019 at 19:48
      • Responder


      Isto é um espaço livre e democrático de debate das grandes questões relativas ao Sistema Público de Ensino.

      Aqui somos livres e, por isso, expressamos o nosso pensamento. Cada um tem a sua opinião e deve ser respeitado.

      Quem não é democrata, apenas deseja impor as suas ideias Norte Coreanas.

        • Lelo on 19 de Julho de 2019 at 20:11
        • Responder

        Pára com a teoria da Coreia que já enjoa.

          • Tótó on 19 de Julho de 2019 at 21:06

          Pardal=Ave Rara

          Agora fundiram-se devem ser almas gêmeas.

        • manuel on 20 de Julho de 2019 at 15:03
        • Responder

        Liberdade não é libertinagem.

        Não confundamos!

        • John Wayne on 21 de Julho de 2019 at 1:47
        • Responder

        Tu és o ave rara, pá! Vens apelar à seriedade e depois andas a inventar contas falsas para comentar aqui?

        Não passas de um crápula!

      • Paulo on 19 de Julho de 2019 at 23:05
      • Responder

      Há aqui neste forum gente muito tola, sem qualquer formação, em que o único objetivo que têm, é denegrir a imagem dos professores(talvez para proveito próprio), esquecendo-se que foram os professores que os ensinaram a ler e a escrever, e lhes deram a formação adequada para as tarefas que exercem atualmente na sua vida, ou seja, contribuíram para o seu futuro.

    • Eduardo Costa on 19 de Julho de 2019 at 19:30
    • Responder

    Esse exercício teórico (Ou já prático no ME?), não será uma forma encapotada de encostar os 15.046 professores do 9º escalão envelhecidos e desgastados com uma medida administrativa de legalidade discutivel?
    Senão vejamos…
    Esses professores do 9º escalão vencem pelo indíce 340 e com o desbloqueamento faseado estão a poucos meses de atingirem o 10º escalão com índice 370 e se reformarem dando vaga aos mais novos ao fim de mais de 40 anos de carreira.
    Transitando para o novo 5º escalão significa um significativo abaixamento de vencimento para o indice 300 ou o congelamento eterno no seu actual indíce 340 do actual 9º escalão…
    Por outro lado é muito mais motivante uma progressão suave e continuada de 4 em 4 anos ao longo de 10 escalões, do que uma progressão abrupta de 8 em 8 anos apenas ao longo de 5 escalões
    É que convém recordar “filho és pai serás” e muitos dos que agora discordam desta argumentação quando cjeharem cansados e desgastados a estas idades e anos de ensino, garantidamente mudaram de ideia, mas nessa altura já será porventura tarde e irreversível-

      • Manuel on 19 de Julho de 2019 at 20:30
      • Responder

      Há muitos professores ” envelhecidos e desgastados ” que ainda estão estão no 4º escalão e aqui permanecerão até à sua reforma.

        • António Tobias on 19 de Julho de 2019 at 21:39
        • Responder

        Estão onde?????????????????????

        No 4º andar ??????

        deves andar a dormir…. os professores mais velhos estão do 8º andar para cima…. e é estes que importa limpar do sistema para alterar a Carreira Docente.

        Precisamos, como de pão para a boca, que a velharia saia do sistema. Estão a obstruir. Isto parece quase um Centro de Dia.

          • Maria R. on 19 de Julho de 2019 at 22:33

          Vergonhosa proposta!
          Não esperava ver isto neste blog… mais uma desilusão… para pior já basta como está!
          E os “velhos” não estão todos no topo… 30 anos de serviço 4° escalão é topo? Se permanecem nas escolas é porque a idade da reforma mudou… não é certamente por masoquismo…
          Opiniões de aves raras e pardais são do tamanho dos cérebros de padsarinhos…
          Que tristeza de proposta… haja discernimento… os cargos afetam as pessoas… VERGONHOSO

          • Maria on 19 de Julho de 2019 at 23:12

          Eu tenho 27 anos de serviço, e estou no 3º escalão.
          Tanta gente a palpitar, e não diz nada. É essa a conclusão que chego.
          Uma vergonha!

          • manuel on 20 de Julho de 2019 at 15:00

          “Limpar”- Hitler não diria melhor.

          Vejo por aqui ideias muito perigosas.

          “Limpas” os velhos porque estorvam e “limpas” os novos porque são estúpidos?
          “Limpas” os doentes porque empatam, “limpas” os sindicalistas porque abrem a boca?
          “Limpas” os professores porque ensinam?
          Resta-te o quê? Ficam os diretores, que não queres “limpar”? Porque são “puros” certamente.

          Hitler não diria melhor.

          • Ana Tavares on 9 de Agosto de 2019 at 22:23

          Limpar? Este senhor precisa de limpar a sua pequena cabecinha. Os professores mais velhos não saem do sistema porque o ministério não lhes dá essa possibilidade…

    • Atento on 19 de Julho de 2019 at 22:15
    • Responder

    Ó Arlindo, tiveste o condão de pôr os professores contra a tua, triste, e inadmissível proposta. E ainda conseguiste que uns pardais e aves raras, vindas do Ministério da Educação, do PS ou da direita, se tenham infiltrado aqui para provocar pessoas que pensam, que trabalham, mas que são maltratadas constantemente na praça pública, já. Por isso, pensa, pensa bem nas consequências de uma atitude irrefletida ao colocar a debate uma coisa que ninguém quer debater, porque é…estúpida. Pára aqui no primeiro artigo, sob pena de estares a prejudicar os professores. Quantos, às aves (negras), sejam pardais ou outros, vão embora que bem sabemos que não são professores…

    • professor on 19 de Julho de 2019 at 22:22
    • Responder

    Que vergonhoso o último comentário!
    Que gente é esta?

    Que Arlindo, sindicalista e director, ousa concordar com este modelo de gestão das escolas?
    Deus te perdoe, Arlindo, pois sabes o que fazes!

      • professor on 19 de Julho de 2019 at 22:41
      • Responder

      O comentário desse putativo António Tobias, claro!

    • Maria M. on 19 de Julho de 2019 at 22:32
    • Responder

    Boa noite
    Discordo em absoluto. Seria o “salve-se quem puder “nas escolas e reinaria a lei do medo . Seria muito pior do que o já hoje acontece.

      • Ave Rara on 19 de Julho de 2019 at 23:10
      • Responder


      Lei do medo!…

      Medo de quem e de quê? Será medo da diferenciação…Medo da meritocracia…Medo do prestigio de uma classe…

      Medo tenho eu de um regime em que somos Todos Iguais, tipo Coreia do Norte ou Venezuela…. Não!…isso nós não queremos. Nós não queremos Mário Nogueira nem Jerónimo de Sousa a mandarem nas Escolas.

      Nós queremos um Estatuto da Carreira Docente com Prova de Acesso (na entrada da profissão). Nós queremos vários conteúdos funcionais. Nós queremos uma Carreira com diferenciação funcional. Nós queremos uma Carreira em que se promova o Mérito. Nós queremos Gestores (a sério) nas Escolas. Nós queremos uma Tutela de proximidade de que são exemplo as Autarquias. Nós queremos que os Gestores/Diretores possam escolher os seus profissionais.

      Nós Não Queremos uma carreira de desprestigio. Nós não queremos uma carreira em que somos todos iguais porque na realidade não somos.

        • Maria on 19 de Julho de 2019 at 23:21
        • Responder

        Sr. Ave Rara, para haver mérito é necessário criarem-se condições favoráveis. E isso nas escolas só alguns é que têm.
        Volto a referir, e gostaria da sua opinião: acha que haverá mérito com professores a lecionarem a mais de 20 turmas e com aproximadamente 800 alunos? que condições favoráveis são estas para haver mérito?

    • MARIA neto on 19 de Julho de 2019 at 23:23
    • Responder

    Por favor, não acham que os professores tem assuntos que cheguem para resolver na carreira ? Ainda não saímos de um dos muitos problemas que temos e já estamos lançar ideias para outro ?

      • Filomena on 20 de Julho de 2019 at 0:29
      • Responder

      Professor é aquele que ensina, não é aquele que tem cargos! Não são as pessoas que têm cargos que devem ser valorizadas, mas aquelas que diariamente enfrentam turmas de alunos e a eles se dedicam de corpo
      e alma. E que difícil que é ser professor, hoje em dia! Quem quer ter cargos deve ter menos turmas, redução da componente letiva, certamente, sobretudo se for diretor de turma, cargo tão pouco valorizado e tão trabalhoso! Mas ganhar mais por isso? NUNCA! Foi para ser professora que me formei e me preparei ao longo de 5 anos, não para ter cargos! Cargos gostam de ter muitos que conheço e sãopéssimos professores!! Por isso fazem essa opção. GANHAREM MAIS? Era o que mais faltava

        • Maria M. on 20 de Julho de 2019 at 1:11
        • Responder

        Concordo plenamente consigo Filomena.
        Quem faz a escola são os professores que dão aulas, que trabalham e lutam pelos alunos diariamente. Os cargos são apenas uns apêndices. Porque haveriam de ganhar mais se muitos nem aulas dão .
        Isto é revoltante!

    • Henrique on 20 de Julho de 2019 at 7:29
    • Responder

    A Ave Rara não é professor. É um escroque de um advogado do partido socialista. Um cacique da Leitão.
    Os professores têm de uma vez por todas perceber que estas pessoas apenas pretendem desintegrar e manipular a nossa profissão.
    A Ave Rara é um cobarde a soldo.

      • Maria M. on 20 de Julho de 2019 at 9:31
      • Responder

      Bom dia
      Ora…nota-se logo pelo tipo de discurso esteriotipado e repugnante que a Ave Rara não é, nem nunca foi professor.
      Quem está nas escolas não fala assim !
      Tristeza… E temos nós que ler aqui comentários de arrogantes e manipuladores que não fazem nada na vida e apenas vivem à custa dos impostos que nós temos que pagar.

    • Rui Miguel Pereira on 20 de Julho de 2019 at 12:22
    • Responder

    Oh Arlindo com esta proposta estás à espera de ser convidado para ministro da educação? Só pode!…

    • Paulo Pereira on 21 de Julho de 2019 at 23:27
    • Responder

    Pelo discurso da maioria dos que aqui falam se percebe a cultura em que caiu a maioria dos docentes.
    Faz-me pena que numa classe dita escolarizada haja tantos lugares-comuns cristalizados.

    Estou com o Arlindo quando este advoga que a Classe Docente deve ter uma progressão vertical de carreira.
    O actual sistema de progressão horizontal não é adequado para a valorização de recursos humanos, promove a acomodação e desmotiva.
    A carreira docente não se esgota apenas na leccionação. É muito mais que isso, e quem tem experiência no desempenho de cargos intermédios sabe-o bem. E não é motivador desempenhar tais cargos sem contrapartidas financeiras (a redução de carga letiva não é suficiente).
    A título de exemplo, considere-se o cargo de Diretor de Turma, e o do Coordenador de Diretores de Turma. São cargos extremamente desgastantes, por comparação com o de um professor sem cargos, mas que aufere “o mesmo”. Se não há sensibilidade para se perceber esta injustiça, ficamos por aqui.

    Não é qualquer um que tem perfil para desempenhar cargos intermédios ou mesmo de topo.
    Pessoalmente já constatei que por vezes colegas “novos” têm perfil mais adequado para exercer cargos de gestão intermédia que outros, com 30 e mais anos de serviço.
    O actual sistema de progressão premeia a antiguidade. E sabemos bem que a antiguidade não é sinónimo de “ter mais mérito” ou “ter mais competência”. Foi esta, aliás, a premissa errónea em que caiu Maria de Lurdes Rodrigues.

    A proposta de verticalização da Carreira Docente não segue uma matriz ideológica “socialista”.
    Pelo contrário, o sistema atual, em que a progressão é horizontal, tem uma matriz ideológica “socialista”, com analogias claras a alguns modelos de gestão do tempo do PREC.
    Obviamente que estamos numa fase embrionária desta proposta, a qual precisa de ser muito bem pensada.

      • Paulo Pereira on 22 de Julho de 2019 at 0:04
      • Responder

      A título de exemplo, a carreira de Inspectores da IGE recruta os seus quadros junto de docentes.
      Quero com isto dizer que, independente do “romantismo” com que se encara o exercício de se ser professor, a possibilidade de se seguir uma especialização dentro do universo da Educação considero-a positiva pois favorece a diversidade e abre perspectivas para que um profissional da Educação faça a construção da sua carreira profissional com alguma plasticidade.

      Obviamente que haverão sempre excelentes professores.
      Mas que não seja esse um argumento exclusivista para limitar as ambições de realização profissional de outros tantos. Ou mesmo que estes passem a ser discriminados negativamente (como é frequente, aliás!)

    • Ana Tavares on 9 de Agosto de 2019 at 22:29
    • Responder

    Estas propostas são perfeitamente absurdas., não valorizam os professores, valorizam os cargos. Os mais novos que se cuidem, pois com amigos destes não precisam de inimigos.

    • ai, JESUS on 20 de Agosto de 2019 at 22:13
    • Responder

    De facto, até à data, não tem havido equidade nem valorização de quem trabalha no ensino!!!! E, olhe-se lá… As minhas primeiras aulas datam de 1987.

    SEGUE-SE UMA OUTRA PROPOSTA, TÃO VÁLIDA QUANTO OUTRAS
    E esta, hein?! Para quem se recorda, em jeitos de Fernando Pessa…

    Cá vai,

    A)- cada prof deverá ter a seu cargo um X nº mínimo e um Y nº máximo de alunos por ano letivo -, com um acréscimo de 8% no vencimento por cada +10 alunos acima desse X nº mínimo;

    B) o(s) vencimento(s) base a propor, de montante bem superior ao atual, deve ficar indexado a uma graduação da tipologia comportamental disruptiva dos alunos ou turmas e ao nº de alunos por docente no ano letivo – já que existe a figura da “flexibilidade” seria profícuo que ela coubesse no vencimento dos professores. QUE BEM FICARÍAMOS COM UMA FLEXIBILIDADE ASSIM.

    C) não se pode admitir que um prof tenha serviço distribuído , p.e., 3 ou 4 turmas com 4, 5 ou 6 alunos, num total de menos de 40 alunos num ano letivo e, outros, com turmas bem “recheadas”, cada uma a rondar os 30 alunos. Se não há nº de alunos para distribuir ao prof, deve completá-lo noutra escola. A atribuição dos cargos, em regime de rotatividade (a acordar!!!) implicando a distribuição do nº X mínimo de alunos (o mesmo mínimo dos restantes docentes acrescido de 5% no(s) ordenado(s) base, assunto retomado mais abaixo.

    D) os diretores e equipas coadjuvantes (subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento) devem ter um único mandato de 4 anos durante toda a sua carreira profissional, ficando vedada a possibilidade de aceder a qualquer um dos cargos de diretor, de subdiretor ou de adjunto, independentemente do cargo desempenhado nesses 4 anos-, é importante dar lugar à rotatividade através da promoção da equidade e oportunidades para todos.

    E) o vencimento de um qualquer diretor deverá ser igual ao do professor/professores a auferir o montante máximo na sua escola – ou seja, igual ao docente que auferir o ordenado com maior nº de acréscimos de 8%, cfr. referido acima -, o cargo de diretor é exigente, não se discute! Porém, no mesmo nível de exigência quanto ao nº de horas de trabalho, de entrega, de abnegação de um qualquer professor. Não tendo alunos, o diretor dedicar-se-á, com toda a propriedade, ao desempenho do nobre cargo de direção, no limite até 4 anos da sua carreira profissional. Igual similitude se prospecta nos cargos de subdiretor e de adjuntos do diretor;

    F) Aos cargos de representação nos órgãos de gestão estratégica – Conselho Geral – também deverá impor-se um limite máximo, de 4 anos, a todos os membros/representantes. A limitação, a 4 anos, deverá ser, também, nominal. Volvidos os 4 anos, o membro em causa cessará o desempenho, ficando-lhe vedado qualquer outro acesso, enquanto membro de outros mandatos do Conselho Geral, independentemente da natureza da representatividade.

    A VER VAMOS …


  1. […] Arlindo iniciou um conjunto de artigos com uma proposta de revisão da carreira docente. No primeiro deles apresenta uma estrutura de carreira e indiciária (para efeitos salariais) da qual discordo […]

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