A Escola Pública suspendeu a respiração, sucedem-se os episódios apneicos na Escola Pública…
A Escola Pública não respira naturalmente, a Escola Pública luta pela sobrevivência…
A maldade vai tomando conta da Escola Pública:
– Agressões bárbaras de Alunos e Pais a Professores;
– Agressões bárbaras entre Alunos…
– Professores que maltratam outros Professores… Cala-se, frequentemente, a revolta, não vá o “diabo tecê-las”, que quem “não joga com determinado baralho de cartas pode ficar fora no próximo jogo”…
O “cinzentismo” e a falta de “ar fresco” tomaram conta da Escola Pública:
– Como nunca, faltam Professores, há Turmas e Turmas sem aulas a várias Disciplinas;
– Há Professores aparentemente condenados à obediência, à resignação, às “vitórias morais” ou aos “prémios de consolação”: barafusta-se muito, mas depois, e invariavelmente, acabam por aceitar-se todas as imposições;
– Há Professores aparentemente dispostos a remendar os erros concebidos pela Tutela, contribuindo para os desagravar, acabando por assumir o papel de legitimadores dos desvarios e da insensatez “made in” Ministério da Educação;
– Há exaustão física e mental, há desesperança, há frustração, há desumanização;
– Há muito trabalho insano, há muitas lutas contra “moinhos de vento”, há muitas “corridas sem meta à vista”, há muitos “caminhos que se percorrem sem saber para onde”, há muitas “rodas de hamster”, há muitas “gaiolas” de censura;
– Há Alunos a serem enganados pela ilusão do facilitismo, pelo sucesso artificial e pelo encobrimento da realidade;
– Há Alunos remetidos ao silêncio, prisioneiros da solidão, vulneráveis e “invisíveis”, que fogem da realidade, muitas vezes sentida por si como insuportável;
– Há Alunos que vivem alienados, desligados do mundo real, “presos” em mundos digitais, dependentes de aparelhos tecnológicos e de vivências meramente virtuais;
– Há Alunos remetidos a “zonas de conforto” sem calor humano, ausentes de vinculações afectivas, onde as interacções sociais e as vivências quotidianas verdadeiramente não existem…
Cada vez mais, a Escola Pública se constitui como um lugar onde verdadeiramente não se respira, onde apenas se deambula, à espera que o tempo passe depressa… Desejando arduamente que o tempo passe depressa…
Cada vez mais, a Escola Pública definha, como um moribundo em agonia…
Asfixiada que está, a Escola Pública precisa de ser rapidamente assistida…
Não há saúde mental nem física que resista à actual Escola Pública…
Para onde vai uma Escola Pública que promove a alienação, fomenta a desumanização e inibe a reflexão crítica?

(Roubado da Internet, de autor desconhecido).
A Escola Pública “vai andando”, sem saber para onde…
A Escola Pública encontra-se em apneia, garroteada…
Preditores dos males que assolam a Escola Pública há muitos, mas poucos os querem ver e assumir… É muito menos doloroso “fechar os olhos” e fingir-se de cego…
E tudo seria muito pior sem a Escola Pública, onde todos os dias se operam verdadeiros “milagres” e onde também acontecem coisas boas, ainda que esses sejam cada vez menos reconhecíveis…
Paula Dias




8 comentários
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Não podia estar mais de acordo com o que está descrito acerca da escola pública.
Há alunos, pais e toda uma sociedade a “serem enganados pela ilusão do facilitismo, pelo sucesso artificial e pelo encobrimento da realidade;”.
Que perigoso jogo este…
Paula Dias, espero que não leve a mal o que lhe vou dizer, mas a senhora devia analisar bem o que se passa consigo. Todos os seus escritos são um grito de ajuda, mas por aqui não há, penso, especialista para a ajudar a resolver os seus problemas. Por si e pelos seus procure assistência num hospital privado, no SNS poderia ficar pior. Tente ser feliz, mesmo que tenha de trocar de emprego ou entidade empregadora.
“Eppur si muove”…
É o costume (sobretudo nas escolas): são os incompetentes que, do alto da sua pesporrência de parasitas acomodados, mandam os competentes e preocupados embora.
A Paula Dias devia tomar as suas palavras como um elogio. O cheiro de uma fossa não insulta um perfume, apenas se insulta a si mesmo.
Gosto muito de ler a Paula Dias. Retrata fielmente o que se passa. Escreve bem e ainda por cima mantém a chama de valores saudáveis que escasseiam no mundo de hoje.
Obrigada.
Já para não falar dos próprios professores que, sendo colegas de profissão, pugnam por fazer bullying de uns para com os outros.
Sobretudo daqueles que, chegando agora à profissão, se acham mais sabedores e mais experientes do que aqueles que lá estão há muitos anos.
Esquizofrenia de uma esquerdista que apoia a esquerda no poder ao mesmo tempo que se queixa dos frutos do paulofreirismo!