O primeiro aniversário vai ser celebrado esta noite pelo movimento que junta à sua mesa quem liderou movimentos que contestaram a divisão da carreira docentes em 2008, pela antiga ministra Maria de Lurdes Rodrigues, Paulo Guinote, Ricardo Garcia e Paulo Prudêncio. Cristina Mota sublinha que em duas décadas de luta há aspetos comuns que se mantém. Por exemplo, o desinvestimento no setor desde 2011. O facto de a maioria dos programas eleitorais prever a recuperação do tempo de serviço, frisa, “já é uma conquista” que resulta da contestação da classe.
Ao próximo governo que resultar das eleições deste domingo, a professora avisa que as negociações devem “exclusivamente” definir “a forma e o tempo”, como o tempo de serviço ainda congelado (seis anos, seis meses e 23 dias) deve ser recuperado sem nunca se questionar esse princípio de reposicionamento dos professores na carreira. Caso contrário, garante, “a luta regressará às escolas e os professores voltam à rua”.
Além da recuperação do tempo, para se tornar a carreira mais atrativa os salários devem subir, as quotas na avaliação e no acesso ao 5.º e 7.º escalões devem ser eliminadas, tal como o “excesso de burocracia” que “faz desistir após poucas semanas” os licenciados contratados.
Também considera que as Aprendizagens Essenciais devem ser revistas de modo a elevar os níveis de exigência. “A reprovação não pode ser esporádica”, afirma, considerando que os chumbos têm de ser determinados pelo desempenho dos alunos e “não por políticas que camuflam o insucesso”.