Professores na expectativa de recuperar 20% do tempo congelado já neste ano
Uma das prioridades do novo Governo é a devolução faseada do tempo de contagem de serviço dos professores.

Provocou um braço-de-ferro entre professores e Governo socialista, fechou escolas e levou milhares às ruas nos últimos anos: a recuperação integral do tempo de serviço (seis anos, seis meses e 23 dias) que esteve congelado e que milhares de docentes ainda não conseguiram recuperar para progressão na carreira. Será um cenário que o próximo governo quererá evitar e uma das promessas eleitorais que mais lhe serão cobradas: a devolução deste tempo aos docentes ao longo da próxima legislatura, “à razão de 20% ao ano”.




15 comentários
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Seria justo que os professores que exerceram o tempo de serviço sempre em monodocencia pudessem ver alguma justiça na contagem do tempo para a posentacao.
Seria muito razoável que a obrigatoriedade de apresentar formação fosse anulada durante o tempo em que durar a recuperação. Em primeiro lugar, os professores teriam que se preocupar a dobrar com a formação. Em segundo, nem sequer é de crer que haja formação suficiente. Esquecer isso seria colocar um entrave à progressão que nos é justamente devida – a formação é um acessório.
realmente, quem diz que “a formação é um acessório” merece progredir rapidamente
Além de a formação contribuir para os Centros e os seus formadores, com toda a honestidade, alguma vez contribuiu, nomeadamente sendo uma obrigação, para melhorares claramente en quanto pessoa e docente? Tenho dúvidas. E nota, se fazes o favor, que sempre levei a formação a sério e que tenho obtido consistentemente classificação de 10 ou quase. Portanto, até estaria em posição de não me chegar à frente e considerar publicamente a formação acessória. Mas é. A formação não passa, geralmente, de uma ideia e não deveria ser obrigatória. Dispenso a tua ironia choné porque se precisar de a fazer, se a isso for obrigado, tenho a certeza de que não me vai prejudicar em termos de avaliação.
esperem sentados…
O Pedro Nuno trata já disso, com a sua barbinha mágica…
É urgente terminar com as quotas para progressão aos 4º e 6º escalões, caso contrário, acontecerá o mesmo que acontecu com a outra recuperação faseada. Recupera-se e depois voltam-se a perder os dias nas listas.
Quanto à formação deveria ser possível mobilizar formação já realizada e não utilizada.
A sua vontade foi atendida. Pode verificar no ECD, não existem vagas para aceder ao 4° e ao 6° escalão.
Claro que não. As vagas são para o 5º e o 7º escalões!
Nunca encontro formação para o meu grupo adequada ás turmas que leciono.
Estou sempre a mudar de escola e quando mudo tenho de leccionar disciplinas que nunca tinha leccionado, tanto no ensino secundário, quanto no 2º e 3º ciclo, mas principalmente no Ensino Profissional.
Faço o meu trabalho, mas é por auto-formação e nunca por ações acreditadas.
E como funcionará a recuperação para quem está a aguardar numa lista para transitar para o 5 escalão?
Deveria refletir-se na aposentação.
A promessa de 20% ao ano não chega! Devemos respeitar os colegas que estão à beira da reforma. Para estes, deve ser dado já os 100% .
A promessa de 20% ao ano não chega! Devemos respeitar os colegas que estão à beira da reforma. Para estes, deve ser dado já os 100% .
De que forma isto ira alterar a questão das horas das ações de formação necessárias para as mudanças de escalões? Explico: se vamos recuperar 20% do tempo de serviço isso significa que o tempo necessário de permanência nos escalões fique também reduzido e isso implica que as horas necessárias na frequência das ações também fique reduzida de firma a permitir o cumprimento para a mudança de escalão. Será isto assim?