Professores aceleram na corrida à reforma

Num momento em que há mais de 40 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina, cada vez mais docentes deixam as escolas por motivo de aposentação. Em abril, vão passar à reforma mais 241 professores, de acordo com os dados disponibilizados nesta semana pela Caixa Geral de Aposentações. Fazendo as contas aos primeiros quatro meses do ano, aposentam-se 1290 docentes. São mais 256 do que em igual período do ano passado. Em apenas quatro meses saem da profissão quase tantos professores e educadores de infância como no total dos anos de 2106 e 2017.

No ano passado atingiu-se um recorde da última década, com 3521 profissionais a aposentarem-se. Este ano, as previsões apontam para 4705 docentes aposentados – o número mais alto desde 2012. No entanto, tendo em conta os dados dos primeiros meses de 2024 e a manter-se a média mensal, o número de reformados poderá ultrapassar os 5000, estima Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos professores (Fenprof).

 

Professores aceleram na corrida à reforma

 

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4 comentários

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  1. Onde anda a pré-reforma (55 idade+30 serviço) a que os docentes tinham direito, há uns quinze anos atrás, e que o setor privado continua a ter!?

      • Ops. Agora já disse. on 10 de Março de 2024 at 14:12
      • Responder

      É perguntar ao governo de então.
      Parece que o PM era um tal de Sócrates e a sua ministra sem Educação uma tal de Milu, ou a sua substituta Isabel Alçada.

    • Ana on 10 de Março de 2024 at 12:06
    • Responder

    A pré – reforma não foi regulamentada.
    A resposta é sempre essa quando são questionados. Já o fiz várias vezes.
    Não lhes interessa.

    • Eduardo Matoso on 10 de Março de 2024 at 13:28
    • Responder

    Eu ia já hoje, se pudesse.
    Masi ainda me faltam muitos, mas mesmo muitos anos.
    Nem sequer estou a ver o “fundo do poço”, que, aliás, se vai afastando mais mesmo estando a trabalhar cada vez há mais tempo.
    Com as condições de trabalho que se têm, trabalho técnico a que nos obrigam, manutenções parvas de plataformas eletrónicas / informáticas, equipamentos, papeladas (mesmo que sejam eletrónicas não deixam de ser papeladas), e um fingimento que está tudo bem, este não é um sistema de ensino justo entre colegas, digno e verdadeiro.
    Trabalha-se apenas para a cosmética. Para a imagem.
    O que conta é a fotografia. O que conta é publicar coisas giras nos Facebooks e Instagrams das escolas para fingir que se faz muito e bem. Não passa de um engano estúpido.
    Ia já hoje se pudesse, mas infelizmente não posso.

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