Mais um artigo do DN com um assunto recorrente e agora cada vez mais abrangente. A solução tem de passar, obrigatoriamente, pela valorização da carreira docente sob pena de “assistirmos a uma deterioração exponencial da escola pública ao ponto de se tornar irreversível.”
Mar 24 2024
“Falta de professores alastrou-se a todas as zonas do país” – DN
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/falta-de-professores-alastrou-se-a-todas-as-zonas-do-pais-publico/





9 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
A quem interessar.
Haverá 4 vagas de Informática no Agrupamento de escolas D. Dinis de Lisboa, porque haverá reformas e saidas.
A falta de professores vai alastrar muito mais! Basta saber fazer contas e com um ministro a governar por decretos, para assim evitar o parlamento (nem sei se rir ou chorar ), imagino como estará a escola pública no final deste ano!
O meu comentário não vai “envelhecer mal” de certeza, como dizem os jovens.
Cá estaremos para ver.
Este e outros problemas serão resolvidos brevemente. Mais alunos por turma, horário docente com 34 tempos lectivos (50 ou 60 minutos, logo veremos), turmas e disciplinas de opção com um número mínimo para abrirem (sem excepções), horas de redução da dt e outras não equiparadas a lectivas…
24 tempos lectivos…
Foi isso que o Crato fez. Aumentou o número de alunos por turma, reduziu o currículo ao essencial.
Avaliação externa em barra. Dispensou professores. Emigrem. Vão trabalhar nos supermercados e nas lojas.
Uma escola pública para pobres.
Querem um currículo diferente e mais rico, para os vossos filhos,? Paguem uma escola privada.
O que estava subjacente ao ideário do Crato era que o estado apenas pode oferecer o essencial .
Para quem é ( o povo operário) bacalhau basta!
A classe média que pague a escola dos filhos.
E assim vai Portugal!
Desculpe?? A culpa da falta de professores em 2024 é de Nuno Crato e do ensino privado? Está a falar a sério quando diz que com o PSD a escola pública é para os pobres? Isto é, essencialmente , o legado que o PS nos deixou: acabar com a exigência e instalar o facilitismo, em nome do combate às “desigualdades”. A escola pública serve (acham eles) é para dar de comer e pagar tudo aos alunos “vítimas da sociedade”, e não para ensinar. A esquerda confunde exigência com elitismo, e odeia tudo o que seja associado ao mérito (rankings, exames, quadros de honra, etc.). Para esses iluminados, quando menos exigentes, mais inclusivos somos, porque não prejudicamos os ‘pobrezinhos’. Quem lixa no meio de tudo isto é a classe média, obrigada a frequentar uma escola pública feita à medida de quem não quer estudar e só anda na escola a fazer de conta que aprende.
Os professores também envelhecem!
TEMOS PENA!
Se há ou não professores?! Claro que há!
QUE HAJA RESPEITO POR ESTA PROFISSÃO QUE TÃO MALTRATADA TEM SIDO, A COMEÇAR PELOS SENHORES DO PODER.
Direções, pais e comunidade em geral seguiram os passos pelos mesmos ensinados.
TEMOS PENA! MUITA PENA!
O resultado da governação que tivemos. Cofres públicos com dinheiro, mas o povo a morrer à fome. Educação, saúde, justiça e habitação na rua da amargura. Serviços públicos paupérrimos, discurso de quem governa arrogante e sem conexão lógica com a realidade, ministro da educação a brincar às negociações com os professores e a assobiar para o lado em relação aos verdadeiros problemas da escola pública. Classe média saturada de impostos e a perder ano após ano poder de compra. Jovens qualificados a receberem o salário mínimo sem dinheiro para começarem a sua vida fora da casa dos país. Milhares de alunos sem professores a todas as disciplinas. Ainda há quem se admire com a votação que o Chega teve? Eu não me admiro mesmo nada.
A ementa “cratiana” já a conhecemos. Mas uma década depois das duas uma, ou subcontratam empresas de prestação de serviços em barda ou vão atirar para fora da profissão cada vez mais pessoas, mesmo as que já estão à muito tempo no sistema e que estão no limiar do burnout. Sobrecarregar aqueles que vão segurando as pontas com as múltiplas tarefas que a Escola vem assumindo será a rutura não só da instituição mas do tecido social como um todo.