Espero que o Currículo Não Fique Esquecido nos Programas Eleitorais

Com a publicação do estudo PISA 2022, onde a larga maioria dos países têm vindo a adoptar um sistema mais facilitista no currículo dos alunos (o visível e o oculto) tem vindo a ter resultados mais fracos, espero que não fique esquecido dos programas eleitorais o que os vários partidos pensam sobre esta matéria.

Até hoje só podemos conhecer o eventual programa do PS que deverá dar continuidade (com ou sem João Costa) a esta simplificação do currículo e à reduzida exigência nas aprendizagens dos alunos (pelo menos aquela que mais importa).

Recordo-me que antes de Passos Coelho formar o primeiro governo apareceu Nuno Crato com um discurso de querer aumentar a exigência dos currículos e da avaliação, criando as provas finais de 4.º e 6.º ano com um peso na avaliação dos alunos, que na altura foi bem vista pela classe docente.

Agora não existe qualquer pensamento da oposição nesta área, o que é pena.

Se a Finlândia e a Holanda tem caído a pique nestes estudos, a Suécia não fica muito atrás e são estes os modelos que são tidos como exemplos para as políticas portuguesas.

Estes países começam a perceber o erro que têm cometido e já começam a voltar atrás em algumas decisões tomadas, nomeadamente com o fim dos manuais digitais.

Mas por cá ainda se quer experimentar o mesmo erro.

E para completar mais este artigo nada como ler a opinião do Paulo Guinote aqui.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/12/espero-que-o-curriculo-nao-fique-esquecido-nos-programas-eleitorais/

2 comentários

    • Agnelo Figueiredo on 5 de Dezembro de 2023 at 20:27
    • Responder

    É esta a altura – mais uma – de lembrar que o nosso ensino – educação é outra coisa – assenta quase exclusivamente em dois abortos legislativos, os DL 55 e 54, ambos de 2018. O resto vem na sequência disto.
    Em vez de andarem à procura de explicações mais ou menos exotéricas, devíamos reclamar a imediata revogação desta tralha eduquesa e socialista.
    Já!

    • Padre Marx on 5 de Dezembro de 2023 at 21:41
    • Responder

    A culpa é dos métodos da seita neoliberal OCDE (aqui há uma filial chamada SEDES) que espalha a sua “magia” por muitos países e quer que os professores passem a “facilitadores”.
    Já agora, essa das idiotices do sebento do Crato que roubou 500 milhões à educação pública terem sido bem vistas pela classe docente só pode ser anedota.
    Ao dono desta tasca foi prometido o décimo escalão automático e mais poderes pelos criminosos laranjas e por isso lá vai fazendo a sua campanha em vez de por em ordem a pouca vergonha que se passa no seu agrupamento.

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