Sr. ministro, sem professores não há ministros!
Lúcia Vaz Pedro, em artigo de opinião no Jornal Público
No dia em que já não houver professores, em que todos decidirem ir embora, talvez o sr. ministro ou os que vierem se recordem destas palavras: os professores são a base da sociedade.
Não há ministros, não há engenheiros, não há médicos, não há advogados, não há nada.
Não sei se sabe que os professores são a base de uma sociedade. São eles que formam os profissionais, aqueles que são tão bons que as empresas estrangeiras os vêm buscar e lhes oferecem ordenados que Portugal não lhes paga.
Sim, são os professores que os formam, sabia? Os da primária, os do segundo, do terceiro ciclos, os do secundário e os da faculdade. E se não tiverem umas boas “bases”, não irão longe… Ora, sendo assim, todos os professores são importantes!
E não só em termos de conhecimento, mas também em termos de cidadania. A educação que os professores incutem aos seus alunos também é importante, uma vez que os pais estão tão ocupados a trabalhar. Os pais têm de confiar! Se não o fizeram, os filhos também não o farão. É uma questão de princípio.
Porém, os princípios vêm de cima e têm de ser os dirigentes a dar as grandes lições. Assim sendo, têm de compreender que os professores são as canas da sociedade, aquelas que ensinam as pessoas a pescar. O que está a acontecer atualmente é uma política de baixo esforço. Embora eu seja professora de Português, tenho a clarividência, talvez herdada pelo meu pai, formado em Economia, de que não se deve dar o peixe, deve-se, sim, ensinar a pescar. Ora, ao dar-se subsídios sobre subsídios não se resolve o problema.
Apostem na formação. Levem as pessoas para as escolas. Deem aos professores bons motivos para ensinar, motivando os alunos a aprender. Quem quer ensinar e sujeitar-se a levar um pontapé, a ser insultado, a ficar longe de casa, a ganhar miseravelmente, a não progredir na carreira, a não ser reconhecido? Ninguém! Está tudo errado! O ensino precisava de uma reviravolta! Uma daquelas em que um professor seria o mestre dos anos 80, aquele com quem eu aprendi, aquele que eu respeitei e que me fez escolher ser quem eu sou hoje.
No dia em que já não houver professores, em que todos decidirem ir embora, talvez o sr. ministro ou os que vierem se recordem destas palavras: os professores são a base da sociedade. Sem eles não há ministros. Nem a sociedade fará qualquer sentido, sr. ministro. Por isso, abra bem os seus ouvidos. Há grandes lições a aprender! Ser humilde é uma grande virtude que só cabe aos grandes sábios!
A autora escreve segundo o novo acordo ortográfico

9 comentários
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Tenho visto, ouvido e lido tanta coisa. Há uma que considero fundamental: o título deste post: sem professores não há ministros! Vamos no bom caminho
Que grande verdade e que texto fabuloso.
Mais, ainda, os professores não precisam do ministro. Desde que me conheço sempre existiram professores, não existia ministro!..
Ministro para isto, ministro para aquilo!…
Só tachos!… Qual será a avaliação do ministro no primeiro período? São os milhares de euros que leva todos os meses!..
..
“O ensino precisava de uma reviravolta! Uma daquelas em que um professor seria o mestre dos anos 80 (…)”
Nem mais!
Sem tirar, nem pôr. Tal e qual.
O que será de uma nação que não investe e exige na Educação?
Sem professores, não há ministros, mas há professores sem ministros e que podem, perfeitamente, preencher os seus lugares, sem deixar nada a desejar e muito a ensinar!
Plenamente de acordo com o texto. A educação precisa de uma reviravolta e a nossa sociedade também. É urgente valorizar a educação e as famílias, para proporcionar um bom ambiente, de crescimento e de aprendizagem, aos mais novos, que serão o futuro. Eu sou uma privilegiada por ter nascido numa família numerosa que sempre valorizou a escola. Cresci a ouvir frequentemente pelos avós e pais: Aprender e aprender, para crescer como pessoa; O conhecimento ninguém nos tira. Os bens materiais estes sim podem desaparecer; Com conhecimento podemos sempre reerguer, recomeçar e continuar a crescer. Comecei a carreira de docente em 1983 e ainda hoje exerço com orgulho a profissão, apesar de não ter as melhores condições e ter fraco reconhecimento. Ainda acredito nas potencialidades dos alunos e do seu conhecimento e que o ensino em Portugal voltará a ser valorizado. Os que nos tentam derrubar e desvalorizar, terão certamente, um momento de reflexão e um dia compreenderão a verdade dos factos. É urgente que os jornalistas façam um bom trabalho. Entretanto continuarei a ensinar e a aprender com o empenho de sempre e aguardando o momento de lucidez dos nossos decisores. O futuro prepara-se todos os dias e a prevenção é o melhor recurso de sempre. Bem hajam.
Texto excelente. E lá está: professores nas Escolas. Essa ideia socratina que uma promoção no ensino é deixar de dar aulas só podia ter saído de uma cabeça perversa. O facto é que fez Lei. Passar uma vida profissional inteirinha sem dar uma aula e estar no topo da Carreira como acontece com Nogueira só podia dar nesta degradação da profissão. Se eles tivesse que dar aulas a aposentação não seria aos 67 anos, Certamente não seria. Andaram a enganar os professores do 1.º Ciclo com a cantiga da monodocência, uma mentira descarada quando sabem muito bem que a Lei passou a prever que esses professores recuperassem o tempo com um ano completo sem atividade letiva. Um engodo para irem empatando. Ficar no bem bom até aos 67 é fácil e ainda dá para aumentar o número de sindicalizados. Assim o rácio de dirigentes é mais conveniente. As mentiras que andam por aí a espalhar a propósito do STOP deve-se ao facto do Stop defender limitação de mandatos para dirigentes sindicais.
Boa noite, André.
A partir de agora em diante desejo ser vosso Delegado na minha Escola, AE Miguel Torga, porque concordo plenamente com os vossos objetivos e revejo-me no vosso sindicato e tudo farei para que outros sigam o meu exemplo e se unam convosco, com o objetivo de só existir o vosso como a esperada, única, (ST)OP Ordem dos Professores. Se achardes por bem, alterai a vossa sigla a partir de 17/12/2022, de acordo com a minha exposição que já tornei pública a partir de hoje, no Dearlindo, como podereis verificar no meu comentário de que aqui vos deixo aqui uma cópia.
Agora preciso que envieis a Convocatória para a Eleição de Delegado na Minha Escola ou Agrupamento e assim passeis a ter um Delegado vosso que vos represente e vos apoie nesta Escola. Se os colegas acharem que deva ser eu, podereis contar comigo. Se for eleito outro colega, apoiá-lo-ei da mesma forma. Vamos a isto.
Após ter lutado anos a fio, na Fenprof para que se unissem todos os Professores e não se permitisse que continuasse a haver divisão, e de cada vez mais, causando mais discórdia e desunião, e que se desse origem a uma Ordem dos Professores, mas sem nunca ter visto passarem da teoria à prática, e até encostando-se os maiores sindicatos, à política, uns à Direita e outros à Esquerda, leva-me a dizer que vivemos todos estes anos após 25 de abril dividindo para reinar.
Finalmente desiludido com o insucesso de não ver a Ordem dos Professores, nascer ou existir, levou-me no dia 17/12/2022 a ir à manifestação, entendendo que está na hora de acordarmos e passarmos à ação.
Para mim, e pelo que vi e senti nesta manifestação foi que a Ordem dos Professores, finalmente nasceu, surgiu e veio para ficar através da Sigla (ST)OP, que para mim significa “ORDEM DE TODOS OS PROFESSORES”=(ST)OP.
Para contribuir para que esta Ordem surja, a partir desta manif, e vendo que os maiores sindicatos, por inveja do que viram, ou com medo de que os Professores pensassem que estavam a perder milhares de sócios a partir daí, se dessem razão ao STOP, juntando-se a eles e à sua luta.
Só sei que de cada vez mais, ia havendo mais e mais sindicatos, mais divisões e mais desunião nos Professores.
Com esta Manif, e perante tal facto, decidi agradecer à Fenprof tudo quanto fez por todos os Professores até aqui, e por mim, concretamente, mas sentindo que com o (ST)OP apareceu a tão esperada “Ordem de Professores”, vou por isso mudar-me para esta mesma Ordem. Por isso vou à Net, fazer a minha inscrição no (ST)OP, e amanhã irei desistir da Fenprof e partir noutro sentido, nesta tal Ordem de Professores.É só ir à secretaria e mudar para este sindicato e se todos os Professores fizessem como eu, tenho a certeza que a “OP” Ordem dos Professores, iria começar já amanhã. Pois acabavam as capelinhas todas que foram construídas à volta da desunião dos Professores com os mais estranhos nomes. Mostro aqui alguns…mas muitos mesmo:
Instituição
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FENPROF
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Sindicato dos Professores do Norte (SPN)
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Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)
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Sindicato dos Professores da Madeira (SPM)
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Sindicato dos Professores da Região dos Açores (SPRA)
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Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC)
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Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS)
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Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE)
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Instituição
Link
FNE
Link
Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN)
Link
Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC)
Link
Sindicato Democrático dos Professores da Grande Lisboa (SDPGL)
Link
Sindicato Democrático dos Professores do Sul (SDPSUL)
Link
Sindicato Democrático dos Professores da Madeira (SDPM)
Link
Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA)
Link
Instituição
Link
Sindicato dos Professores e Educadores do Ensino Básico (SIPPEB)
Link
Federação Portuguesa de Professores PRO-ORDEM
Link
Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL)
Link
Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE)
Link
Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU)
Link
Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP)
Link
Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE)
Link
Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU)
Link
Pergunto porquê tanta divisão se afinal somos todos Professores e Ponto final.
Então se amanhã todos os sócios destes muitos sindicatos passassem tal como eu para a OP, (ST)OP,
Veriam que a Ordem surgiria de imediato e acabariam todas as capelinhas e haveria uma única Catedral.
Assim aproveitando o Natal como nascimento de Jesus que trouxe o Amor, paz e União, como o único caminho Verdade e Vida, então, para mim também nasceu a OP, através do (ST)OP para finalmente todos os Professores se sentirem unidos e a gritar a uma só voz que o importante é prestar atenção à célebre história do menino ZÉ Povinho que questionou a sua mãe, ZEZA Povinho:
ZP- Mãe, quem foi que ensinou os políticos a ler e a escrever?
M- Foram os Professores, meu querido filhinho!
ZP- Mas então porque é que eles desprezam, humilham, maltratam tanto os Professores?
M- É para o o Povinho compreender o verdadeiro significado da palavra INGRATIDÃO.
Façam como eu:
Por mim já FUI…para a Ordem dos Professores (ST)OP, a partir do 17/12/2022