Acabei de ouvir o discurso do PR, só forças armadas. Motivar, respeitar… Concordo.
Em relação à educação e aos professores, num momento de profunda crise, NEM UMA PALAVRA. A educação e um povo instruído é pouco importante para esta gente. Preciso é um aparelho de guerra forte.
Uma vergonha, estes “putinhos” disfarçados.
Em 1974, no dia 25 de abril
solenizou-se a liberdade e o sonho,
com hinos nos lábios,
com alegria na alma e
com esperança no coração
Com o País acessível à verdade,
às oportunidades e à confiança.
Foi dia de vencer, de lágrimas,
de adeus às armas, de proteger e acolher.
De um sorriso com riso para uma certeza.
As prisões e as torturas
desejavam-se semotos da memória
fortaleciam-se os desejos e ensejos
de uma Pátria nova, Renascida,
de uma Pátria nova Portuguesa!
Porém,
o tempo passou,
e um cravo vermelho, só e abandonado,
ficou no caminho caído, derrubado.
As desilusões esmagaram-no, espezinharam-no…
e o Homem Novo ignorou-o, desprezou-o
acreditando ser vinho entornado, estragado…
E hoje,
é lembrado com oferendas e discursos de conquista
esse dia que ninguém deveria esquecer e desconhecer
Mas há novos pés, na calada, no sigilo, a pisarem
aquele cravo de sangue glorificado de conquista
que no apogeu da celebração alguém perdeu!
No futuro,
uma criança,
pulando, saltando na berma do trilho,
encontrará o cravo,
que à Revolução foi tirado, foi cortado.
Ao eclodir de um princípio, de um recomeço
em bravura e valor, plantá-lo-á perpetuamente,
para que a prometimento não faleça.
E acreditando nas razões do povo,
na sua legitimidade, na sua agonia,
estará a plantar, sem o saber,
a mais sorridente determinação da Saudade,
O mais poderoso cântico de amor.
Interessante adaptação do original. Pena que tal informação não conste…
Aqui fica o poema:
O Cravo
A 25 de Abril de 1974
festejou-se a liberdade e o sonho
com hinos nos lábios,
com votos renovados de esperança.
O País aberto à verdade
e os braços estendidos aos Heróis,
às promessas e à confiança.
Foi dia de luta, de lágrimas,
de adeus às armas, de acolhimento,
de um sorriso para uma certeza.
As prisões e as torturas
queriam-se longe da lembrança.
Agora reforçavam-se os desejos
de uma Pátria nova Renascida,
de uma Pátria nova Portuguesa!
Porém,
o tempo passou
e um cravo rubro, solitário,
ficou na estrada tombado…
As desilusões esmagaram-no
e o Homem Novo ignorou-o,
tomando-o por vinho entornado.
E hoje,
é recordado com brindes e discursos de glória
esse dia que ninguém esqueceu.
Mas há novos pés, no silêncio, a pisarem
aquele cravo de sangue exaltado e vitória
que, no auge da festa, alguém perdeu.
No futuro,
uma criança,
brincando na areia da estrada,
encontrará o cravo
que à Revolução foi ceifado.
Ao romper de uma aurora,
com vigor, plantá-lo-á de novo,
para que a fé não se apague.
E, crente nas razões do povo,
na sua justiça e na sua dor,
estará a plantar, sem o saber,
a mais doce força da Saudade,
o mais intenso poema de Amor.
Autoria: Helena de Sousa Freitas
Livro: “25 de Abril – 30 Anos, 30 Poemas”
Edição: CMS, 2004
9 comentários
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Uma mente verdadeiramente brilhante gerou um Poema genial, a homenagear a Liberdade…
Salgueiro Maia, onde quer que esteja, também deve estar feliz…
Viva a Liberdade e os Homens geniais!
Que liberdade???? Nas últimas duas décadas o 24 de abril regressou, em força, às escolas. Censura, perseguições, ameaças. No lugar onde se formam os cidadãos, NÃO HÁ NADA PARA COMEMORAR.
https://capasjornais.pt/Capa-Jornal-Publico-dia-12-Agosto-2018-9909.html
Acabei de ouvir o discurso do PR, só forças armadas. Motivar, respeitar… Concordo.
Em relação à educação e aos professores, num momento de profunda crise, NEM UMA PALAVRA. A educação e um povo instruído é pouco importante para esta gente. Preciso é um aparelho de guerra forte.
Uma vergonha, estes “putinhos” disfarçados.
25 DE ABRIL . SEMPRE
FASCISMO NUNCA MAIS
Pessoa, é o Fernando Pessoa, um Visionário, foi pena a morte o ter levado prematuramente.
Jesus Cristo eu estou aqui !!!
Em 1974, no dia 25 de abril
solenizou-se a liberdade e o sonho,
com hinos nos lábios,
com alegria na alma e
com esperança no coração
Com o País acessível à verdade,
às oportunidades e à confiança.
Foi dia de vencer, de lágrimas,
de adeus às armas, de proteger e acolher.
De um sorriso com riso para uma certeza.
As prisões e as torturas
desejavam-se semotos da memória
fortaleciam-se os desejos e ensejos
de uma Pátria nova, Renascida,
de uma Pátria nova Portuguesa!
Porém,
o tempo passou,
e um cravo vermelho, só e abandonado,
ficou no caminho caído, derrubado.
As desilusões esmagaram-no, espezinharam-no…
e o Homem Novo ignorou-o, desprezou-o
acreditando ser vinho entornado, estragado…
E hoje,
é lembrado com oferendas e discursos de conquista
esse dia que ninguém deveria esquecer e desconhecer
Mas há novos pés, na calada, no sigilo, a pisarem
aquele cravo de sangue glorificado de conquista
que no apogeu da celebração alguém perdeu!
No futuro,
uma criança,
pulando, saltando na berma do trilho,
encontrará o cravo,
que à Revolução foi tirado, foi cortado.
Ao eclodir de um princípio, de um recomeço
em bravura e valor, plantá-lo-á perpetuamente,
para que a prometimento não faleça.
E acreditando nas razões do povo,
na sua legitimidade, na sua agonia,
estará a plantar, sem o saber,
a mais sorridente determinação da Saudade,
O mais poderoso cântico de amor.
Interessante adaptação do original. Pena que tal informação não conste…
Aqui fica o poema:
O Cravo
A 25 de Abril de 1974
festejou-se a liberdade e o sonho
com hinos nos lábios,
com votos renovados de esperança.
O País aberto à verdade
e os braços estendidos aos Heróis,
às promessas e à confiança.
Foi dia de luta, de lágrimas,
de adeus às armas, de acolhimento,
de um sorriso para uma certeza.
As prisões e as torturas
queriam-se longe da lembrança.
Agora reforçavam-se os desejos
de uma Pátria nova Renascida,
de uma Pátria nova Portuguesa!
Porém,
o tempo passou
e um cravo rubro, solitário,
ficou na estrada tombado…
As desilusões esmagaram-no
e o Homem Novo ignorou-o,
tomando-o por vinho entornado.
E hoje,
é recordado com brindes e discursos de glória
esse dia que ninguém esqueceu.
Mas há novos pés, no silêncio, a pisarem
aquele cravo de sangue exaltado e vitória
que, no auge da festa, alguém perdeu.
No futuro,
uma criança,
brincando na areia da estrada,
encontrará o cravo
que à Revolução foi ceifado.
Ao romper de uma aurora,
com vigor, plantá-lo-á de novo,
para que a fé não se apague.
E, crente nas razões do povo,
na sua justiça e na sua dor,
estará a plantar, sem o saber,
a mais doce força da Saudade,
o mais intenso poema de Amor.
Autoria: Helena de Sousa Freitas
Livro: “25 de Abril – 30 Anos, 30 Poemas”
Edição: CMS, 2004
Your thoughts on the poem are really interesting, it’s what makes the poem stand out