Equipa do Ministério da Educação reuniu-se com organizações sindicais
O Ministro da Educação, João Costa, e o Secretário de Estado da Educação, António Leite, reuniram-se hoje com as organizações sindicais representantes dos professores.
Esta reunião conjunta teve como objetivos principais a apresentação da equipa ministerial às estruturas sindicais, a exposição das prioridades previstas no Programa do Governo, o estabelecimento de um calendário de negociações conducentes a soluções de curto e médio prazo para fazer face às necessidades de formação e substituição de professores.
Neste sentido, foram já anunciadas as seguintes medidas a ser implementadas neste terceiro período:
- Levantamento das penalidades por recusa de horários, permitindo que cerca de 5000 docentes possam voltar a candidatar-se a horários existentes;
- Autorização para completamento de horários, com atividades de apoio aos alunos e aulas de compensação, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, nos grupos de recrutamento com maiores dificuldades de substituição.
Para o próximo ano letivo, foi apresentada pelo Governo a intenção de implementar medidas conducentes aos seguintes aspetos:
- Alteração, já para o ano letivo de 2022/23, das condições de renovação dos contratos dos professores contratados, de modo a criar maiores condições de estabilidade e assegurar a continuidade do trabalho nas escolas contribuindo assim para uma mais eficaz recuperação das aprendizagens;
- Regulamentação da Mobilidade por Doença;
- Revisão das habilitações para a docência.
Será ainda desenvolvido trabalho com vista a:
- Rever o modelo de recrutamento de professores para potenciar a estabilidade no acesso à carreira e a vinculação mais rápida a quadro de agrupamento e de escola não agrupada;
- Rever os modelos de formação inicial de professores, possibilitando uma maior imersão da formação no contexto escolar, retomando a remuneração dos estágios profissionais, e a atualização científico-pedagógica de professores que pretendam regressar à carreira;
Foi ainda apresentado um calendário de reuniões de negociação sindical, que terá início após a aprovação do Orçamento de Estado.




12 comentários
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Mantendo-se a necessidade, havendo interesse de ambas as partes, por que motivo não se podem renovar horários incompletos? Fica a ideia.
Nenhuma abertura para negociar o que verdadeiramente inferniza a vida dos professores: gestão anti-democrática (ditadura e perseguições), tempo de serviço roubado, avaliação e quotas. UM REDONDO ZERO.
Está em curso mais uma fraude com a conivência dos sindicatos.
É isso mesmo.
Sou contratada e não concordo com renovações de contrato nem completo nem incompletoAcho uma injustiça muito grande para com todos os professores.Se assim for deixará de haver concursos.
Mais, se assim for não deveria ser este ano lectivo,Ninguém deve ser penalizado este ano por regras novas que se aplicam ao modo como concorremos o ano passado.
Acho que deveriam completar todos os horários nas escolas no caso de haver concordância do professor.Isso sim.
Depois de ler as medidas tanto para este ano como para o próximo, fiquei confuso no que respeita a mudar as regras a meio do jogo… Como assim levantadas as penalizações!??
Eu rejeitei a minha colocação na RR3 por ser um horário anual de 9h… Agora vou voltar às listas das reservas de recrutamento? Como se processa isso, ou entendi mal?
Mas onde vão arranjar profs agora que falta 1 mês para acabar?
Os sindicatos cada vez estão piores…
Será que eles andam nas escolas?
O que deve haver é uma boa gestão dos recursos humanos por parte do Diretor sem favorecer os “amigos”.
Conhece alguma ditadura sustentável sem favorecer uma casta de privilegiados/lambe-botas ( Venezuela, Rússia…)????
Assim funcionam as escolas, com a proteção das SS do regime, a IGE.
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Mobilidade por doença, digo por condições especificas (para dar apoio a familiares que nunca viram ou já falecidos)…..devem apertar e muoto as regras
Isto é um fartote de Vilanagem!!!!!!!
Isto é uma pouca Vergonha!!!!!!!!!
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Só uma “coisinha” que não parece acessível à sua “mente brilhante”, a ESMAGADORA maioria dos professores em MPD estão a dar aulas com horário letivo completo, apenas estão noutra escola. Os poucos que se encontram sem a componente letiva completa, têm ainda assim o horário de trabalho COMPLETO, estando já a lecionar apoios para atenuar as dificuldades dos alunos. Isto significa que qualquer alteração ao processo (MPD) não minora, em circunstância alguma, a falta de professores.
Precisa que faça um desenho?
Se houvesse concurso todos os anos para TODOS os professores e se fossem apuradas as vagas reais para concurso tendo em conta a redução letiva a que muitos professores têm direito talvez não houvesse tantos professores ma MD.
só olha para o Alentejo, lisboa e algarve? olhe que o Norte tem muitas escolas em aldeias onde para se chegar lá tem que se ultrapassar montes e vales, autênticos caminhos de cabras… alojamentos? ahahah! – não há! – emigraram todos (para os lados do PUTIN)!