No programa do PCP/PEV para estas eleições retiro para este artigo o essencial no que diz respeito à educação.
Já por diversas vezes achei incompreensível que o limite de alunos por turma fique num número impar. O PCP/PEV tem para o primeiro ciclo o número limite de 19 alunos e no secundário 22. Não sei qual o número máximo de alunos no 2.e 3.º ciclos, porque é omisso no programa.
Se é apenas isto que se encontra no ponto 4.5. que o PCP/PEV defendem acho muito pouco para cativar os professores com o seu voto.
4.5. Promover o direito à Educação, à Ciência, à Cultura e ao Desporto, mais e melhores Serviços Públicos
O desenvolvimento de todas as dimensões e potencialidades do ser humano – físicas, intelectuais, artísticas e outras – é fundamental para o progresso individual e colectivo. O direito de acesso aos mais elevados graus de conhecimento e práticas em todas estas vertentes implica a defesa do serviço público na Educação, do Ensino Superior Público, da Ciência, da Cultura e do Desporto, em todo o território nacional, de forma articulada e coerente. É igualmente necessário que todos os outros serviços públicos, que são suporte da actividade económica e social, de cuidados de saúde e de outras funções públicas e administrativas, tenham a qualidade e uma localização territorial que correspondam às necessidades
Os problemas existentes são estruturais e têm vindo a multiplicar-se. As ameaças que pairam sobre o futuro dos vários serviços públicos, com a falta de trabalhadores e o ataque aos seus direitos, a transferência de competências para as autarquias e o caminho de privatização que está em curso – designadamente do ensino – tem de ser travado
O PCP defende
- Combater a carência de professores e a precariedade docente, vinculando todos os professores com três ou mais anos de tempo de serviço e criando incentivos à fixação de professores nas áreas que deles mais carecem;
- Contratar 6 mil trabalhadores não docentes (50% no ano lectivo em curso e os outros 50% até final do ano lectivo 22/23) e garantir o reforço de outros profissionais, designadamente psicólogos e terapeutas;
- Reduzir o número de alunos por turma – um máximo de 19 para o 1.º ciclo do ensino básico e até 22 no secundário – e o número de turmas por professor e assegurar a gratuitidade de todo o material escolar;
- Eliminar as propinas, taxas e emolumentos e reforçar a Acção Social Escolar no Ensino Superior; dinamizar um programa de construção de residências públicas para estudantes deslocados;
- Substituir o regime de bolsas de investigação científica por contratos de trabalho, revogando o Estatuto do Bolseiro de Investigação e assegurar o desenvolvimento de um sistema público de I&D;
- Atribuir pelo menos 1% do Orçamento do Estado para a Cultura e criar um Serviço Público de Cultura, erradicar a precariedade e estabelecer mecanismos eficazes de acesso às prestações sociais e a uma carreira contributiva estável para os trabalhadores da Cultura;
- Apoiar o movimento associativo e popular de cultura e desporto;
- Implementar uma Estratégia Nacional para o Desporto, ancorada na dinamização do Desporto Escolar;
- Assegurar o desenvolvimento de todos os outros serviços públicos, revertendo os processos de transferência de competências para as autarquias, garantindo a efectiva descentralização com a criação das Regiões Administrativas, repondo freguesias que foram extintas, reabrindo serviços que foram encerrados e reforçando os existentes, garantindo a cobertura do território nacional, recrutando os milhares de profissionais em falta e a revalorizando as suas carreiras na justiça, na saúde, na segurança social, nas forças e serviços de segurança, e nas restantes funções administrativas e públicas.




7 comentários
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O Arlindo anda à pesca duma panela no futuro governo do PS…lololol
Finge que não sabe ler…o azar dele é que a maioria dos que aqui vêm sabe… Não sabem é votar…lololol
Colega é a tua leitura, por sinal,infeliz.
Sou um daqueles que critico,ainda que raramente, o Arlindo quando entendo que deverei fazê-lo. Neste caso,acho que está a facilitar o trabalho dos colegas ao disponibilizar estes conteúdos.
Todos nós sabemos que a grande maioria dos nossos colegas são extremamente preguiçosos na recolha de informações dos seus interesses.
Infeliz é a tua falta de atenção.
E mais não digo, pois não sou teu professor, nem vejo em ti capacidade para aprender a ler como deve ser nem com medidas de sucesso educativo.
És um triste.
Triste é a tua forte argumentação.
O papel aceita tudo o que se escreve nele… Palavras o vento as leva… ATITUDES E ATOS, ZEROOOOOOOOOOOOOOOO!!! Enquanto o Zé Totinho não deixar de se dedicar às prosas e passar a atos e atitudes, tudo continuará ao sabor de como a ELES bem lhes interessa!!!
Eu gostava era de saber o que é que eles fizeram durante estes anos que lá estiveram?!