Por outras palavras, a Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017 e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”. No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em 6 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão.
“Não, não vou por aí!”
Breve resumo dos últimos 16 anos de Governação em Portugal:
– Após cerca de 6 anos de Governação por José Sócrates, o país afundou no descalabro financeiro que conduziu à bancarrota. Ao longo desses 6 anos, houve muita “festa”, paradigmaticamente ilustrada pelo Programa da Parque Escolar E.P.E.; houve dinheiro dos contribuintes injustificadamente gasto a rodos em variados sectores; houve muito dinheiro despendido em negócios e contratos altamente duvidosos e inequivocamente ruinosos; houve, enfim, um endividamento insustentável.
E foi tão grande a “festa” que só a Parque Escolar terá delapidado a astronómica quantia de 2,3 mil milhões de euros, para reabilitar pouco mais de 150 Escolas Secundárias, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas em 2017.
Na Educação, houve o Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de abril que instaurou a Ditadura nas escolas. Depois desse Decreto, as escolas regrediram “às trevas” e mergulharam na opressão e no obscurantismo, de onde nunca mais conseguiram sair.
De resto, os principais responsáveis pelos desvarios cometidos nessa época, continuam a passear-se alegre, faustosa e impunemente por aí, sempre muito ufanos e cheios de si;
– Seguiram-se 4 anos de Governação por Passos Coelho/Paulo Portas, pautados pela imposição de medidas da Troika, por força do pedido urgente de ajuda financeira externa, carimbado por José Sócrates e Teixeira dos Santos.
Não satisfeitos com as inevitáveis medidas restrictivas e de contenção orçamental exigidas pela Troika, como condição para se efectivarem as várias tranches do respectivo empréstimo financeiro, Passos Coelho/Paulo Portas e Vítor Gaspar/Maria Luís Albuquerque, numa atitude “mais papista do que o Papa”, teimaram em ir além desses constrangimentos, deixando a maior parte do país a “pão e água”, obrigando muitos a emigrar, em particular jovens com formação académica superior.
Na Educação, e pelas missivas de Nuno Crato, assistiu-se a uma obsessão por Exames, sem qualquer consequência positiva, em termos de melhoria do Sistema Educativo. E houve polémicos Contratos de Associação, estabelecidos entre o Ministério da Educação e Ciência e vários Estabelecimentos de Ensino Privado, danosos para o erário público;
– Nos últimos 6 anos, o país foi governado pela coligação PS, BE e CDU, teoricamente de Esquerda, mas na prática muito pouco de Esquerda. As expectativas, inicialmente positivas, foram absolutamente goradas, sobretudo pela incompetência demonstrada por vários Ministros, aliada à obstinação, arrogância e prepotência políticas.
Em 2017, ficou bem demonstrado que o PS não tinha como prioridade as pessoas, nem a melhoria dos seus salários ou das suas condições socioeconómicas, como seria de esperar de um Partido que se auto-intitula de Esquerda.
Como exemplo disso, e de forma injusta, sem precedente ou paralelo na restante Função Pública, viu-se na Assembleia da República a votação expressiva do PS, no sentido de subtrair à Classe Docente mais de 9 anos de tempo de serviço, com implicações definitivas e prejuízos irrecuperáveis ao longo da respectiva Carreira, nomeadamente em termos de salário e das inerentes repercussões socioeconómicas.
Também não se esperaria que, em vez do anterior, um Governo, dito de Esquerda, desse primazia à injecção de milhões de euros num Banco (no caso, o Novo Banco), criado para esconder ou, no mínimo, disfarçar, a falência e as muitas imparidades deixadas pelo Banco Espírito Santo e que se constituíram como o maior desfalque de sempre ao erário público português.
Medidas efectivas de combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito também não se viram durante os 6 anos dessa Governação de Esquerda.
Em 6 anos de Geringonça, o Governo de António Costa comportou-se quase sempre de uma forma sobranceira, típica de quem se considera intocável e acima de qualquer crítica ou julgamento.
O BE e a CDU andaram grande parte do tempo a desempenhar o papel de “agente duplo”: ora fazendo de conta que eram oposição, ora estando alinhados com os intuitos do Governo, maioritariamente suportado pelo PS.
Ao consumar-se o “divórcio” entre os Partidos da coligação, pela não aprovação do Orçamento de Estado 2022, o PS sacou do discurso da vitimização, como se fosse um parceiro traído e enganado. Como na maior parte dos divórcios, atribuem-se, agora, culpas recíprocas, sem que nenhum dos parceiros assuma as respectivas falhas ou responsabilidades.
Durante esses 6 anos de Governação, as políticas do Ministério da Educação foram sucessivamente dominadas pelo “pensamento iluminado” de várias “eminências pardas” que, em prol da fantasia e de ideias delirantes, ajudaram a transformar a Educação num misto de incoerência, desacerto e alucinação.
Por outras palavras, a Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017 e, como se isso não bastasse, viu-se obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de tão prolixo “pensamento iluminado”. No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, em 6 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão.
E não há como escamotear ou ignorar que em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo PS, supostamente de Esquerda. E aqui não há lugar para interpretações subjectivas, trata-se de uma constatação factual.
Dezasseis anos de sucessivas governações falhadas causaram um evidente descontentamento generalizado e abriram espaço para o aparecimento do radicalismo de Extrema Direita, de que é exemplo o grupo de indivíduos, auto-denominado “Chega”.
Esse grupo de indivíduos, movido por um conjunto de chavões populistas, parece disposto a soterrar e terraplanar algumas das principais conquistas da Democracia, instaurada em 25 de Abril de 1974, nomeadamente o Princípio da Igualdade, patente no Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa:
– “Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”;
– “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”.
Abrir mão desse Princípio, ou de alguma parte do mesmo, é abrir mão de tudo o resto, convirá ter consciência disso. Os atropelos à Igualdade não acontecem só aos outros. Pelos mais variados motivos e circunstâncias, qualquer um de nós pode, em algum momento, ver-se confrontado com o desrespeito por esse seu Direito.
Lembrando as palavras de Bertolt Brecht: “Agora levaram-me a mim, mas já é tarde, como não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo“.
Todos os Partidos do actual espectro político nacional se afirmam como defensores dos Fundamentos e dos Princípios da Democracia, esperando-se assim que, após as eleições do dia 30 de Janeiro, e sejam quais forem os resultados apurados, nenhum deles caia na tentação e no ludíbrio de se aliar a um grupo de indivíduos que, pelos indícios existentes, não honrará nem respeitará tais convicções políticas. Se alguém o fizer, perderá a credibilidade e idoneidade.
Resumindo o que penso sobre qualquer radicalismo político: “Não, não vou por aí!”; “Não sei para onde vou, sei que não vou por aí” (José Régio, Cântico Negro).
(O silêncio dos que se abstêm, optando por não votar, enfraquece a Democracia e retira legitimidade a reclamações posteriores…).
(Matilde)




32 comentários
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Muito bem, mais uma vez. Só não concordo com a parte final. Para mim, dada a mediocridade da nossa classe política, NÃO VOTAR é um direito e um dever cívico.
Um texto grande ,mas não um grande texto. Nada que já não o soubéssemos.
A pergunta que se impõe é se valerá a pena ser rancoroso ou tomar a atitude mais inteligente optando pelo mal menor : O PS
Àqueles tontinhos que achando que a melhor opção é não votar … deveriam iniciar uma formação muito básica sobre como se elegem os deputados da AR.
“Insanity is doing the same thing over and over and expecting different results.”
Limitas-te a reproduzir pensamentos de terceiros…
pois os teus são inócuos
Há um único partido que fala em DEVOLVER aos docentes a dignidade e o tempo de serviço ROUBADO!!!!!!!!!!! Estejam atentos!!
Vota na direita e vais chorar baba e ranho. O Rio manhoso aliado aos malucos extremistas do CDS/IL/Chega seria o fim da escola pública. É só ver os programas destes malucos:
– Não vão repor tempo nenhum de serviço
– Vão transferir dinheiro para os privados à custa do público.
– Vão criar um “grupo especial de professores administradores”,ie, Kapos
– Contratação passa para os municípios
– Destacamentos forçados à vontade dos municípios
– Vão continuar os mega-quadros de zona
– Professores avaliados com portfólios e outras macaquices
– Alunos dos universidades a darem aulas quase de borla em vez de professores qualificados
– Professores passam a colaboradores precários (professores Uber/Globo)
– Horário de 40 horas na escola
– Exames e provinhas para alunos e professores para fazerem de conta que são exigentes
– Privatização da segurança social/cga para benefício das seguradoras
Votem na distopia neo-liberal extremista e depois acordem directamente no pesadelo. Só uma maioria de esquerda (sem o PS sozinho) evitará esta catástrofe!
– Não vão repor tempo nenhum de serviço
Quanto tempo é que foi reposto pela Geringonça?
Todo, não foi. Aproveita e vê quem congelou a carreira dos professores durante mais tempo, talvez tenhas uma supresa… sim, foi mesmo o PS.
– Vão transferir dinheiro para os privados à custa do público.
Ok, espero que não.
– Vão criar um “grupo especial de professores administradores”,ie, Kapos
O nome Maria de Lurdes Rodrigues diz-te alguma coisa?
Sabes qual foi o Governo/Partido que criou os Diretores que já existem?
– Contratação passa para os municípios
Sabes qual é o Governo que tem lutado mais pela municipalização do Ensino?
– Destacamentos forçados à vontade dos municípios
Sabes qual é o Governo que tem lutado mais pela municipalização do Ensino?
– Vão continuar os mega-quadros de zona
Foram reduzidos os QZP’s nestes 6 anos?
– Professores avaliados com portfólios e outras macaquices
Espero que não, mas que já fazemos muitas macaquices é verdade.
Conheces a “abelha” MAIA e a fantasia do 54 e do 55?
– Alunos dos universidades a darem aulas quase de borla em vez de professores qualificados
Seja qual for o Governo parece que é claro que vão recorrer a mão de obra não qualificada.
O atual Governo já falou na revisão das habilitações para a docência. Sim, o atual já falou nisso.
– Professores passam a colaboradores precários (professores Uber/Globo)
Ao longo destes 5 anos não dei conta da luta sindical da FNE/FENPROF para melhorar o ensino.
A única ressalva é mesmo o sindicato STOP
– Horário de 40 horas na escola
Pelo andar da carruagem, sem professores suficientes e com uma economia em quase estagnação poderá ser uma realidade.
– Exames e provinhas para alunos e professores para fazerem de conta que são exigentes
Agora fazes as provinhas e onde está a exigência.
Se por acaso andas por uma sala de aula/escola pública é só estares atent@.
Ao longo destes 6 anos nota-se que a escola está cada vez mais exigente…
– Privatização da segurança social/cga para benefício das seguradoras
Convém que ouças/leias as coisas com atenção. Parte do fundo da segurança social já anda na bolsa.
https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/seguranca-social-tem-20-dos-fundos-investidos-em-empresas-como-a-coca-cola-e-a-louis-vuitton
A proposta prevê um teto máximo nas pensões pagas pelo Estado. Se pensares, verás que tem algum sentido, para que o Estado não ande a pagar as reformas milionárias de alguns servidores do Estado.
Nem mais.
Já que tens internet, lê e aprende:
https://en.wikipedia.org/wiki/Straw_man
Já agora, o que é um “teto”? É o feminino da “teta” em que os neoliberais querem mamar?
Maior insulto foi o cabrão do Coelho mandar imigrar professores e a besta do Crato dizer que não éramos qualificados.
O PSD votou sempre contra a restituição do tempo de serviço e se estivessem no poder nem as migalhas que o PS deu tinham.
O Rio mentiroso continua com a cassette de que é preciso emagrecer a Função Pública à custa dos professores e que não podem ser todos generais. Para bom entendedor meia-palavra basta…
A linguagem que usas é ofensiva, própria de um troll.
Não quero acreditar que sejas professor/a.
Acho que será mesmo um daqueles avençados do género do câmara corporativa.
Ainda te lembras?
https://sol.sapo.pt/artigo/531482/socrates-pagava-blogue-para-elogiar-governo-e-atacar-inimigos-
Avençado é sua excelência e veja lá se salta da frigideira para o lume com sua “mudança”
Está bem assim para vossa senhoria, ou prefere que eu o mande para aquele sítio no topo dos mastros dos navios?
O colega talvez quisesse dizer emigrar…
Eu andei na tropa, não foi a mesma do Chiquinho, porque lá colegas eram as p….
Texto que descreve a forma execrável como temos sido tratados nos últimos 16-17 anos, desde o trio Lulu, Sampaio e Sócrates, perpetuado, e por vezes até acentuado, pelos diversos governos que se seguiram.
Chamar a um partido, seja ele qual for, como partido racista ou populista, sem justificar convenientemente, é anti-democrático.
Não sei se o Chega é “anti-Igualdade” , porque nunca governou e a Constituição da República mantém-se até . e só mudará se o PS e o PSD, em conjunto, o quiserem, o que me preocupa verdadeiramente.
Realmente o conceito de “igualdade” dos partidos que têm governado. o PSD e sobretudo do PS, tem muito que se lhe diga. É mais uma igualdade muito, muito, muito injusta – cada um encontrará vários exemplos do que tem sido o conceito de “igualdade”… E Chega, porque muito haveria a dizer!
O Chega é um partido populista e cheio de rancor. Promete mundos e fundos a todos, mas não explica como pagar o que promete.
Vejamos, o que diz sobre os ex- combatentes. É claro, que seria justo dar-lhes 200€. Muito embora, tenham sido VÍTIMAS, de uma guerra colonial criminosa, denunciada e punida vezes sem conta, pelas Nações Unidas, pelo papa Paulo VI e pelo presidente norte americano JF Kennedey nomeadamente.
Saberá quantos militares vivos , haverá, grosso modo, andarão entre os 70 e 85 anos. De certeza, felizmente, haverá dezenas ou mesmo, centenas de milhares. E se contarmos os afetados mentalmente? Só estes, dizem cifrarem-se entre 120 000 a 140 000. Como conseguirá dinheiro, ainda que justo, para estas VÍTIMAS?
Isto é só um exemplo de um fala barato e que mais parece um irresponsável,
Como disse José Régio – há pessoas que gostam de fazer citações, como se fossem suas -, eu não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí,
Eu também não vou por gente do mal, que se querem fazer passar, por gente do bem!
O colega alguma vez esteve em alguma guerra? Não sabe o que diz…
Consegue conceber décadas de pesadelos repetidos, sem fim… ser recebido como “retornado” depois de lutar numa guerra suja, antes e depois da “liberdade” (sim, continuou a guerra…).
Não seja anacrónico quando se refere a guerra colonial! Os americanos, os cubanos, os SA todos tinham interesses (em Angola, onde havia diamantes e petróleo)…
Sim houve muitos interesses e responsabilidades. Cada um que assuma as suas.
A História baseia-se em factos. As diferentes interpretações, pouco contam.
Sim houve muitos interesses e responsabilidades. Cada um que assuma as suas.
A História baseia-se em factos. As diferentes interpretações pouco contam , para a sua realidade.
Mas reformas milionárias a ex-políticos e banqueiros… para isso já há dinheiro? Enterrar milhões nos bancos (que depois quando dão lucro distribuem dividendos e prémios antes de pagarem ao Estado o que lá enfiou) e na TAP, e gastá-lo mal gasto com pareceres, derrapagens orçamentais, SCUT’s, PPP’s e afins, para isso está tudo ok, o dinheiro não pode faltar.
Vão-se catar!!! Esse subsídio era mais que justo! E se fosse uma ideia lançada pelo Costa, pelo Rio, pelo Jerónimo, ou pela Catarina, já seria uma excelente ideia!
Os avençados do Sócrates andam aí, a tentar branquear a INSTITUIÇÃO de DITADURAS nas escolas e as perseguições aos professores pelos governos PS .
Sem democracia não há direitos e a democracia nas escolas MORREU com os governos SOCIALISTAS.
PS, nunca mais.
Parece que os avençados do Passos e do Rio andam nos blogs em força.
Qualquer prof sabe que esses bichos não apresentam nada de bom para os professores da escola pública. Da privada …talvez sim
Bom mesmo são as ditaduras e os ditadores criados e colocados pelo PS a dirigir as escolas!!!!!
Quem cria fascismos é fascista.
Evidências das monstruosidades criadas pelo PS:
https://capasjornais.pt/Capa-Jornal-Publico-dia-12-Agosto-2018-9909.html
Não tinha qualquer intenção de votar PSD, agora, com o ressuscitar do TENEBROSO socretismo, vou tomar renie e vou fazê-lo.
Nunca me arrependerei de votar contra o partido da mais ordinária criatura do universo, a também tenebrosa mlr.
Para votar contra o costa, percursor desses monstros, até o faria no chega.
Com o devido respeito: uns são extremistas (chega) outros são de extrema esquerda (BE e PCP – e respeito muito este último)… Há aqui uma contradição! São dois extremos, ponto.
E, colega, o artigo 13 da nossa constituição está lá mas não o vejo aplicado na prática!
Para mim, votem em consciência, mas votem ou não reclamem mais.
Falta mais um aspeto no texto: a não contabilização do tempo de serviço integralmente cumprido e os entraves de acesso ao 5 e 7 escalões, ao contrário do que foi feito (e muito bem) nos arquipélagos…
Porque não fazermos uma petição para mudarmos o nome da IP3 para “Itinerário pago pelos professores – IPPP”!
PCP.
Velhos do restelo que a vida me levou a respeitar pela sobriedade, honestidade intelectual, frontalidade e coerência.
Como François Guizot declarou:
“Not to be a republican at 20 is proof of want of heart; to be one at 30 is proof of want of head.”
Mais tarde enunciado por Chruchil com ligeiras adaptações:
“If a man is not a socialist by the time he is 20, he has no heart. If he is not a conservative by the time he is 40, he has no brain.”
Sou a exceção que confirma a regra, no atual contexto político português, como reação à nossa classe política. Ou então uma mera alma perdida sem cérebro nem coração.
Churchill
Parabéns Matilde, pela análise lúcida das circunstâncias extremamente adversas que causaram as infectas feridas de que padece a classe docente, retirando dignidade social e psíquica ao exercício da profissão.
Nos comentários, lamento constatar tanta obstinação, falta de capacidade de análise e, inclusive, de autoestima, na manifestação de vontade em insistir nos mesmos erros, ou seja, confiar na demagogia daqueles que se servem do poder que lhes atribui a democracia exercida de forma iliterada e/ou alienada.
A pergunta que continua a impor-se: depois das legislativas, o que vão os professores fazer para exigir a reposição dos direitos ROUBADOS de forma vil e intencional? Vão continuar a fazer mover a “roda de hamster”? Vão, finalmente, importar-se?
Citando-a, ao citar Bertolt Brecht: “Agora levaram-me a mim, mas já é tarde, como não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo“.
O A.Costa e o PS dizem tudo e o seu contrário! Vivem afastados da realidade e da verdade factual. Portugal aproxima-se da cauda da Europa. Pensem, não no amanhã, mas no futuro, nosso e dos nossos que nos seguirão. A. Costa governa para sondagens e para a Comunicação social. NUNCA vai valorizar nem deixar de espezinhar os professores. De tão cínico, o seu tacitismo político, ontem, construía muros e não dialogava com ninguém, hoje já diz que quer fazer pontes com todos, exceto com a extrema direita. Isto é próprio de um político sério ou de um 1º ministro bipolar?
Alguém, no seu perfeito juízo, entregaria a chaves do condomínio, a um gestor assim?! Pois este A. Costa é o gestor do nosso país e durante 6 anos construiu um extenso currículo de incompetências.
Para A.Costa e PS, o país não suportava a devolução dos 942 , o descongelamento das carreiras ou o fim das cotas nos 5º e 7º escalões mas aguenta nacionalizar uma TAP falida que não serve os portugueses e , para piorar, enterrar lá milhares de milhões que dariam para pagar durante décadas a JUSTA progressão de carreira ( se é que esta exista) de gerações de professores.
Esta gente não presta! Há que varrer com ela do poder! Votar para tirar o Costa e a tralha incompetente que o rodeia do poder.
O Rio é fraco? Se calhar é! Mas deixem-no, ao menos, fazer prova disso! Deixe-mo-lo, dando-lhe uma oportunidade, evidenciar que é capaz de ser tão ou mais incompetente que o A. Costa e o PS. Todos merecem uma oportunidade! A. Costa já a teve e sabemos o resultado. Chegou a vez do Rio!
Nota: falo apenas no Rio porque é o único que pode vencer o Costa e afastá-lo de vez.
Parabéns Matilde, gostei da análise.
Pena que uma grande parte dos intervenientes que aqui vieram deixar algo escrito não se dê conta que a solução pelo voto não estará nunca na manutenção desta alternância entre PS e PSD, que ao longo dos anos se vêm encarregando de manter e agravar os problemas de que se queixam.
Lucidez precisa-se: NEM PEPSI NEM COCA COLA!
Água pura de nascente que cada um deve procurar nas fímbrias do pensamento, promovendo novas soluções e não a repetição sucessiva do erro.