Esta é uma das 7 razões apontadas no Programa do PSD para o atraso do nosso País.
A desqualificação do sistema educativo
Página 12
O que se passa no sistema educativo não é muito diferente do observado no sistema de saúde. Má gestão dos recursos disponíveis, o experimentalismo pedagógico e a inexistência de instrumentos de regulação de processos e resultados têm conduzido à descredibilização do ensino público e consequente deterioração do nível de desempenho dos nossos alunos.
Apesar do decréscimo do número de alunos no sistema (menos 70 mil em cinco anos) o número de docentes aumentou (cerca de mais 5 mil), o número médio de alunos por turma baixou e a despesa com a educação básica e secundária continua a aumentar. Ainda assim, muitas escolas debatem-se com falta de professores em alguns grupos de docência e as previsões para os próximos anos não são animadoras.
Nos diferentes testes internacionais, os alunos portugueses tiveram piores resultados. A progressão registada nos primeiros quinze anos deste século parece ter sido invertida. Em comparação com o sector privado, as escolas públicas têm vindo a perder reconhecimento. A pandemia acabou por acentuar as disparidades já existentes, quer entre alunos, quer entre escolas e o plano de recuperação das aprendizagens revelou-se um embuste que irá deixar marcas nas atuais gerações de alunos – especialmente os provenientes de meios sociais mais desfavorecidos – que os acompanharão por muitos anos.
O ambiente que se vive em muitas escolas é de desorientação e de desmotivação face à incapacidade do Ministério da Educação em dar resposta adequada aos problemas do dia a dia. Faltam os recursos educativos, mas é abundante a burocracia e a acumulação de diretivas contraditórias sem qualquer respaldo nos problemas reais dos alunos, dos professores e demais funcionários.



3 comentários
O Rio que meta os exames no sítio que eu cá sei
Amén ao que o Arlindo disse.
Eu rezo, uso água benta e faço danças tribais cada vez que chove ansiando que quando chegar aos 55 anos a pré-reforma já esteja regulamentada.
Eu estou absolutamente desmotivada, exausta e sem esperança no futuro do ensino público e na carreira, e só encontro alguma motivação, ainda que incipiente, quando estou junto dos alunos em sala de aula, fazendo um esforço para me asbtrair de tudo o resto.
Nem que seja só com 10% de pré-reforma, darei o meu lugar a outro.
Quanto às propostas dos diferentes partidos, são propostas sem algum compromisso, como já estamos habituados, com credibilidade nula.
Mais vale o sistema “um-dó-li-tá” ao escolher um deles, ao menos evita sentirmos-nos uns asnos crédulos, quando constatarmos no futuro que a concretização das propostas é irrisória ou não existente, sejam elas quais forem, sobretudo as que visam tornarem a profissão mais atrativa.