Caderno de encargos do que é preciso mudar imediatamente para mudar isto:
1. Remuneração dos professores (seja salário ou compensações em zonas com falta de docentes).
2. Perspetivas de carreira, sérias e exequíveis.
3. Condições de trabalho nas escolas (número de turmas por professor, burocracia, tamanho de turmas, reforço da autoridade do professor, etc)
4. Cálculo de horas dos horários de substituição, contagem para a segurança social, aumento da duração do tempo das substituições para as pessoas as aceitarem por troca com empregos mais estáveis.
5. Tornar as substituições atractivas como degrau para estabilidade futura (como já aconteceu no passado): acabar com a norma travão e vincular professores pelo tempo total de serviço e não pela sequência aleatória de contratos completos. Esta talvez seja a mais essencial…..
6. Colocar quem perceba a tratar do assunto e não os burocratas do ministério, desligados da ensinagem há muito, e que acham que horários determinados hora a hora são uma forma eficaz de gerir o sistema.
São os verdadeiros aproveitadores do farelo e estragadores da farinha…..
Em vez da política do género “isto é birra dos professores” e “o que interessa são as contas”, uma política de incentivos, para que os que acham a Mercadona ou outras atrativas como local de trabalho as troquem pela escola, e centrada no que interessa, que é “as crianças serem bem ensinadas.”
Este post tem uma natureza: talvez não seja totalmente claro a quem não é professor. E aí está um dos problemas do atual quadro: muitos dos que gerem também não entendem estas nuances.
Eu não falo de carreiras médicas porque não sei. Como há tanta gente a falar de carreiras docentes?
A gestão educacional é uma atividade especializada, que exige conhecimento técnico e estudo e não palpites, guiados por intuições básicas de contabilistas mal formados.




5 comentários
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Sobre a melhoria de condições de trabalho podem esperar sentados, nunca vai acontecer, nem as escolas têm espaço para tantos alunos.
Portugal teve uma admirável “Escola da Ponte” no concelho de S.to Tirso. O experimentalista José Francisco Pacheco foi para a maior metrópole de língua portuguesa, encarar alunos ainda mais desafiantes, no “Projeto Âncora”.
Aos que ficaram por Portugal: João de Deus Ramos (1908) e Agostinho da Silva (1939) não deram a Portugal o melhor que Maria Montessori transmitiu.
Se Montessori é “Jurássico”, poderemos hoje mostrar com orgulho a “Escola da Ponte”, à experiente Diretora da nova escola do Jardim Botânico do Rio de Janeiro?
Aceita crianças desde os 18 meses de idade; saem jovens adultos, aos 18 anos.
https://www.meimeiescola.com.br/
O ME, o governo e mais particularmente o Ministério das Finanças, podiam respeitar mais os seus trabalhadores, de todos os ministérios. Os procedimentos administrativos não são de uma sociedade digital, mas sim da época em que o correio seguia pela Mala-Posta. Há imensos colegas à espera da contagem de mais 339 dias do último faseamento que deveria ter tido lugar em junho. A Plataforma Progressão na Carreira não abre desde maio não permitindo a contagem desse tempo e a respetiva progressão na carreira. Os colegas que passaram para o 5.º e 7.º escalões através da lista de agosto devem receber desde janeiro e até ao salário de outubro ainda não viram um cêntimo. Dos sindicatos não se ouve um ai, quando confrontados afirmam: “Eh pá isso demora”. O conformismo sobre algo que nunca aconteceu. No passado, no tempo em que tudo era feito à mão, mudávamos de escalão num mês e recebíamos no outro. Agora quase ao fim de um ano. Uma rapidez só compatível com a nova era digital….uma vergonha…
E as reformas? Ninguém fala disso?
E a inconstitucionalidade da Taxa de Sustentabilidade para quem completa os 40 anos de descontos depois dos 60 anos (a maioria dos professores, porque estudaram e são também os que mais descontam para a SS/CGA), não levanta as vozes dos sindicatos e das opiniões de quem tem voz ativa?
Se aligeirassem as reformas, podiam entrar muitos professores precários, os alunos ficavam a ganhar pois com 60 ou mais anos são poucos os professores os que têm ainda paciência e clarividência para dar aulas. Enfim, uma vergonha.
Uma síntese absolutamente essencial para se começar a negociar a mudança na escola. Pelo menos a avançar a partir daqui. Juntaria aos tópicos , se me é permitido, uma revisão ao currículo das diferentes disciplinas ( sobretudo até ao 9. ° ano). O facto de todos se sentirem aptos a opinar sobre a escola é sintomático da importância da mesma. Falta apenas os “decisores”considerarem quem realmente está, dia a dia, no terreno. Deveria ser por estes pontos a nossa união e a nossa luta. Coragem a todos e inteligência na escolha do que nos permitimos ler e ouvir.