Não é novidade nenhuma que as greves que se têm feito, não têm surtido o efeito pretendido. O governo olha para o lado e aproveita para descredibilzar as várias classes de trabalhadores, perante a sociedade.
Os sindicatos vão-se entendendo dentro de uma classe trabalhadora, mas não se entendem de forma a unir as lutas de várias classes de um setor. Esse seria o caminho da greve dos 5 dias na Educação.
Se os sindicatos das diferentes classes de trabalhadores da Educação se unissem e definissem uma estratégia, como a que vou apresentar, talvez os resultados fossem outros.
Estratégia de greve no setor da Educação:
Os sindicatos dos professores segmentavam os diferentes ciclos de educação/ensino por dias, segunda-feira para as(os) educadoras(es), terça-feira para os docentes do 1.º Ciclo, quarta-feira para os docentes dos 2.º e 3.º Ciclos e secundário. Os sindicatos da Função Pública marcariam greve para os Assistentes Operacionais na quinta-feira e para os Assistentes Técnicos e Técnicos Especializados na sexta-feira.
Uma greve no setor da Educação traria para a praça pública muito mais eficazmente os problemas de todos os trabalhadores do que uma greve por classes profissionais. Mas isso sou eu a pensar alto…
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9 comentários
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Os sindicatos podem marcar as greves que quiserem, os professores na sua esmagadora maioria não as vão fazer a menos que a primeira reivindicação fosse a passagem imediata à reforma dos cabecilhas sindicais da FENPROF e FNE!
Pensa muito bem! Daria até, docentes e não docentes em greve no mesmo dia ou dias!
Bom que saibam, já são muitos assistentes técnicos nas três primeiras posições remuneratória com têm licenciatura, pós graduação, tempo de serviço, experiência profissional, formações creditadas, etc. Passam estes funcionários para técnicos superiores como muitas Câmaras deste país à beira mar plantado o fazem? São estes funcionários que os SRS DIRETORES DE AGRUPAMENTOS ESCOLAS escolhem para coordenador técnico? Não! Pois é, tudo vai de mal a pior!!
Eu marcaria 15 dias de greve. Um dia aqui ou ali e sempre em vésperas de orçamento ou exames é curto. É parar e pronto. Custa no bolso? Tem custado e já não é de agora.
Eu acho que deviam fazer 2 meses de greve.
Tinha era de existir “fundo de greve” como existe em alguns sindicatos, por exemplo trabalhadores dos impostos, maquinistas, etc. Senão tinha de pedir aí tio rico que me sustentasse a família.
DO CRÓNICO FRACASSO
https://babelcaim.blogspot.com/2021/10/do-cronico-fracasso.html
Os sindicatos são mais uma roda dentada na engrenagem dos partidos. Só levantam a voz quando o patrão manda…
Os professores, na sua maioria, sabem pensar por si… Mas não se unem, cada um faz o que o Sindicato manda, mas os sindicatos são às dezenas…
O pretenso líder dos professores quem representa? Há quanto tempo não entra na sala de aulas para perceber como o ensino mudou nos últimos 25 anos?
Há coisas mais importantes do que os salários que precisam de ser mudadas para acabar com este descalabro de faz de conta que é o nosso sistema educativo. E nesse campo os nossos sindicatos…
O Arlindo (e outros colegas) silencia alguns factos cruciais. O sindicato STOP é o único que uniu as lutas docentes às dos funcionários, tendo alguns êxitos pontuais nesse contexto. É uma estrutura totalmente independente de outras organizações e partidos. É o único que antes de decidir acções e formas de luta, consulta primeiro a classe. Tem a quotização mais baixa. É o único que discute e organiza fundos de greve, pois os outros fogem desse tema como o diabo e ainda confessam que isso ia enfraquecer a classe (sic). Foi o primeiro a lutar contra o amianto nas escolas E vem para fazer tudo aquilo que ainda não foi feito.
Nada mau
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