A escolaridade como dever, nunca obrigação – João André Costa

 

Porque as crianças são curiosas por natureza, a tal tábua rasa à nascença, ou então uma tela toda ela branca e alva, ansiosa, não, sequiosa e em bicos dos pés mais as mãos no ar à procura das milhares de milhões de pinceladas por chegar.
Por ser elementar encontrarmos em cada experiência uma oportunidade para aprender.
Por já se saber como o cérebro, e com o cérebro a criança, cresce em proporção aos estímulos de todos os dias com especial enfoque nos primeiros anos de vida.
A escolaridade a partir dos 3 anos de idade vai entrar em discussão pública como parte integrante da Estratégia de Combate à Pobreza 2021-2030.
E não obstante desconhecer os meios pelos quais um governo se propõe a tal façanha, estes dois braços abertos diante de tal oferta não podiam estar mais de acordo.
Afinal, a escolaridade não é nem obrigatória nem uma obrigação. Não, a escolaridade é um dever, o dever de pais para filhos, de professores para alunos, de um país para os seus cidadãos.
E quanto mais cedo melhor. De modo a promover a socialização, a partilha, as amizades tantas vezes para a vida. Para que as crianças aprendam a esperar pela sua vez, combatendo a frustração, desenvolvendo a resiliência.
Em nome da cooperação, da unidade e o apoio dos pares e com a unidade e o apoio dos pares a auto-estima, a autoconfiança, a segurança de ter os pés bem assentes na terra e alguém que não nos deixa cair.
Para bem da diversidade que também rima com igualdade num mundo cada vez mais multicultural e onde a tolerância e aceitação são verbos repetidos até à exaustão quando se quer o outro, tu, eu, nós todos como iguais.
Escolaridade é também sinónimo de independência e responsabilidade no que toca aos cuidados diários entre o lavar dos dentes e das mãos, horas para dormir e acordar, vestir e fazer a mala para a escola entre outras rotinas diárias.
Querem que continue? O aumento dos níveis de literacia com o seu reflexo no resto da vida ao nível não só académico mas social num mundo onde a capacidade de expressão verbal e escrita são bens cada vez mais escassos.
O desenvolvimento da inteligência emocional quando se coloca a criança diante do outro e de outros, outros modos de ver, pensar e agir, equipando a criança com a palavra empatia mais o primeiro passo para o pensamento abstracto, pensamento esse onde também cabe a planificação, a imaginação e a criatividade.
O gosto pela aprendizagem e esta devoção ao conhecimento que fica para sempre, em constante movimento lado a lado e de mãos dadas com esta criança.
As maiores probabilidades de sucesso profissional e pessoal quando vida há só uma para se viver realizado, e com a realização a felicidade.
Por tudo isto, como se fosse preciso justificá-lo, não deixarei de participar na consulta pública da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030. A data, ainda por marcar, está para breve.
Já a resposta é imediata: sim ao alargamento da escolaridade, sim à escola pública, sim aos professores, aos pais e alunos, sim aos nossos filhos, sim às crianças.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/10/a-escolaridade-como-dever-nunca-obrigacao-joao-andre-costa/

1 comentário

    • professor Karamba on 11 de Outubro de 2021 at 18:12
    • Responder

    ————
    ————————

    Estou estarrecido com o elevado número de Sitôras e Sitôres da Tanga que se ESGADANHAM Todos para arranjar um Vinculo às Tetas do Estado (digo, dos CONTRIBUINTES)

    Mas quais necessidades permanentes qual carapuça?

    Meus meninos tirem o cavalinho da chuva que se pode molhar.

    Neste momento temos EXCESSO DE PROFESSORES.

    Os cerca de 40.000 Contratados (também designados de Tapa Buracos) andam a Saltar entre o Subsidio de Desemprego e um Buraco que Vão Tapar na dita Latrina Publica (digo, Escola Publica).

    Estes Professores Contratados são uma DUPLICAÇÃO de Custos para os Cofres Publicos e, logo, para os CONTRIBUINTES que andam a pagar a duplicação de Recursos Humanos.

    Estes CONTRATADOS são utilizados para:

    – Substituir os Professores DOENTINHOS e que se cifram em MAIS DE 12.000 BAIXAS MÉDICAS PERMANENTES ANUALMENTE. (ou seja, os contribuintes pagam a dois, três, quatro…. professores para substituires o doentinho)

    – Coadjuvações (ou seja, dois e três professores dentro da mesma sala de aulas para entreterem os meninos);

    – Projetos e projetinos da Trêta;

    – Cidadanias e desenvolvimento (a tal disciplina nojenta); as sexualidades; os desportos escolares….

    – Inducações expexiais da Tanga do grupo 910 (grande Regabofe – cerca de 6.000 expexialistas que se esgadanharam todos por um lugar de vinculo para nada fazerem)

    Não existe uma Gestão de Recursos Humanos na dita escola publica….é a BANDALHEIRA generalizada…….é por isto que as Contas Publicas estão num estado lastimavel……

    Outra das causas do ESBANJAMENTO DE DINHEIROS PUBLICOS é a dita Carreira Unica do Loby dos Sitôres e Sitôras em que todos são Avaliados (através da ADD) com Bom, Muito Bom e Excelente e sobem Todos na Carreira até ao Topo. Ou seja, gente que trabalha e aqueles que nada fazem ganham o mesmo, Gente com formação Universitária ganha o mesmo que gente com uns cursecos em Tascas Privadas e ESEs…….

    É preciso Não Ter Vergonha para defender a Vinculação de mais Gente paraq Coçar Esquinas.

    Os CONTRIBUINTES que trabalham duramente e Pagam Impostos não querem Sustentar Pançudas e Pançudos.

    Os CONTRIBUINTES querem racionalidade no gasto de Dinheiro Publico (dinheiro dos IMPOSTOS) para obterem Serviços Publicos (de Saude, Justiça, Educação, Segurança….) de Qualidade.

    VERGONHA!…..NOJO!…….

    Vómito!

    ———–
    —————————–

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading