Pudera sr.º ministro! Das escolas que reabriram em maio qual delas funcionou com toda a comunidade escolar ao mesmo tempo?
Este tipo de notícias só serve para tapar olhos. As Creches e Jardins de Infância que abriram em maio não tiveram um número de alunos que impedisse o distanciamento entre alunos, os pais preferiram ficar com as crianças em casa do que correr riscos. No ensino Secundário, as regras foram muito mais restritivas do que vão ser a partir de setembro e o número de alunos nessas escolas, também, ficou muito aquém do normal. Esta comparação é incomparável, só o ME é que a consegue fazer.
A solução, neste momento, passa por cumpri regras muito mais restritas do que aquelas que foram emanadas pela tutela e DGS e acima de tudo de dar condições às escolas AO’s e professores para as poderem implementar junto da comunidade educativa. Mas isso dava muito trabalho ao ME…
Das escolas que reabriram em maio, só 1% tiveram casos de covid-19
Em Portugal, só 1,1% das 3.500 escolas que reabriram em maio é que tiveram casos identificados de covid-19, segundo dados pedidos pelo “Jornal de Negócios” ao Ministério da Educação. No total são 40 estabelecimentos e, depois de terem sido detetados casos, houve apenas oito escolas fechadas – decisão que cabe às autoridades de saúde. “Durante o período de 18 de maio a 26 de junho foram encerradas cinco escolas secundárias e três jardins de infância”, diz fonte oficial do executivo, que não avançou quantos casos foram identificados.
A mensagem de confiança do Governo é assim a mesma da do final de julho, quando Tiago Brandão Rodrigues disse no Parlamento que não tinha havido nenhum contágio em ambiente escolar, mas sim contágios trazidos para dentro da escola. Em entrevista ao Expresso, o ministro também afirmou: “não temos nenhum caso conhecido de propagação de vírus em ambiente escolar, nenhum link epidemiológico entre alunos ou entre alunos e professores.”
Há descrições por parte de diretores de escolas de vários casos de contágios, segundo um levantamento do Observador – sobretudo de assistentes operacionais. Mas a ideia da tutela mantém-se: o facto de estarem infetados não significa necessariamente que isso tenha ocorrido em contexto laboral, ou seja, na escola. Por outro lado, a Fenprof tem-se mostrado preocupada e o novo ano letivo contará com muitas mais pessoas nas escolas do que em maio. Ao mesmo tempo, a OMS sublinhou esta quinta-feira que manter as escolas fechadas será mais prejudicial para os alunos do que reabri-las.




4 comentários
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O Costa já avisou e não quer tornar a avisar…
NADA VAI FECHAR.
O povo quer é folgas… Preguiçosos.
Ora porra! Num universo só de alunos do secundário é 1%! Matemática pura! E a partir de setembro, também é 1%? Vão enganar para a estrada!
Até os ajudo com mais ideias para estatísticas referentes ao 3º período:
– % de alunos infetados
– % de profs infetados
– % de crianças/jovens infetados em contexto escolar
– % de clusters em escolas
– % de auxialiares de ação educativa infetados em contexto laboral
– % de alunos que originaram cluster na comunidade e respetivas famílias
São todas casos de sucesso, por isso, go, go, go, toca a utilizar e divulgar na comunicação social.
ps – nada de referir que as regras de funcionamento no 3º período foram muito distintas das que vão ocorrer no próximo ano letivo.
Just a friendly reminder.
Ou então digam que não se podem replicar, pois não é possível evitar profs e alunos em salas fechadas tipo sardinha em lata.
Muitos vão acenar com a cabeça em sinal de consentimento.
A comunidade científica já alertou várias vezes que, possivelmente, existem o dobro dos casos (ou mais) de infetados do que aqueles que são descobertos nas testagens. Isto, porque esses milhares (milhões, numa escala mundial) de casos não detetados são de assintomáticos (e não testados). Para além disso, também já se sabe que as faixas etárias mais jovens (onde se incluem os alunos) são precisamente onde se insere a maior percentagem de assintomáticos. Dentro de cada escola, até podem não detetar nenhum caso, porém, dezenas de alunos poderão estar infetados, propagando aos colegas, professores, funcionários, amigos e, consequentemente, às famílias de todos esses outros… irão padecer os mais vulneráveis. O governo apenas olha para o número de internados (ou seja, para os seus gastos), que neste momento não são muitos (com todo o respeito e, desde já, com o desejo de melhoras para todos eles). Também o número de óbitos tem tido médias bastante baixas nos últimos tempos (com todo o respeito e, desde já, com os meus sentimentos para as suas famílias), mas não é preciso ser muito inteligente para perceber que assim que chegar o outono e o inverno muitos mais serão, porque é nessa época que se agravam as doenças respiratórias. Não é demais relembrar, estamos a viver uma pandemia, causadora de muitas mortes e de muito sofrimento… isto não é nenhuma brincadeira nem algo que se contemple de ânimo leve… Talvez quando a morte e/ou o sofrimento bater à porta dos responsáveis por este país, talvez nesse momento vejam as coisas de outra forma. Provavelmente, serão os primeiros a tirar os seus filhos das escolas.