Não, não terão.
Na reunião com o SE, um dos diretores colocou essa questão e a resposta foi esclarecedora do que vai acontecer.
“Boa tarde, prevê-se para o próximo ano letivo a obrigatoriedade de as escolas ministrarem alternativas à distância para os alunos que pertençam a grupos de risco atestado por um médico?
R: Não. Procede-se como com outros alunos impedidos de frequentar a escola por motivo de doença.”
Os alunos de grupos de risco não terão qualquer tratamento diferenciado. Terão que assistir às aulas conforme o plano de cada escola (presencial, misto ou E@D) como qualquer outro aluno, ou sujeitar-se às medidas já estabelecidas em anos anteriores por cada escola.



8 comentários
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Acho muito bem!
Se os professores dos grupos de risco têm de meter baixa porque é que seria diferente para os alunos??!!
Como encarregada de educação de uma criança pertencente ao grupo de risco não compreendo a comparação feita entre docentes e alunos. Vejamos, enquanto o docente pode meter baixa médica e apenas fica ligeiramente prejudicado no seu vencimento para proteger a sua saúde, um aluno para proteger a sua saúde fica privado do ensino e perde um ano letivo. Então a escola não é para todos os alunos sem excepção? Há tutorias para alunos que ficaram retidos 2 ou mais vezes, há medidas para colmatar as dificuldades dos alunos que não acompanharam o ensino à distância no passado ano letivo, há mentorias previstas para alunos com dificuldades, porque não deverá haver uma alternativa para os alunos que, por serem doentes crónicos e pertencentes a grupos de risco, não podem estar presentes na escola no próximo ano letivo? Deverão estes alunos ser marginalizados? Deverão estes alunos ser penalizados duplamente, são doentes e não podem por isso ter direito ao ensino? Estes alunos não têm direito ao ensino, nesta situação particular que estamos a viver? Note-se que enquanto não houver tratamento, vacina ou imunidade de grupo a vida destes alunos fica em perigo. Pergunto, será a mesma coisa um docente meter baixa para se proteger e um aluno meter baixa para se proteger? É comparável? Eu considero que não. Não me parece ser equivalente. E não, eu não tenho nada contra os docentes meterem baixa para se protegerem, a vida é a prioridade! Poderia talvez haver outra solução sem ser baixa médica mas o direito à proteção da saúde dos docentes deverá ser sempre garantido. Eu sou apenas uma encarregada de educação que gostava muito que o seu filho pudesse frequentar a escola, o meu filho também gostava de regressar à escola mas, nestas circunstâncias, não será possível! Merecem estes alunos serem prejudicados perante esta pandemia que estamos a viver? Não, a meu ver não! Espero realmente que o Sr. Secretário de Estado reveja o seu discurso e compreenda a situação destes alunos permitindo assim que a Escola chegue a todos. Que ninguém seja deixado para trás! Penso que com a colaboração do ministério da Educação, dos diretores, dos docentes e de toda a comunidade educativa será possível arranjar uma solução adequada para estes alunos. Bem hajam!
Subscrevo. E acrescento a minha solidariedade pela sua causa, que também deveria ser uma causa de todos nós… Mas, infelizmente, parece que não é…
Ligeiramente prejudicado?! Desde quando receber apenas 55% do vencimento é ligeiramente prejudicado? E ainda menos o subsídio de alimentação? Por acaso tem noção que os doentes de risco a sua grande maioria pagam medicações caras, comparticipadas numa ridícula parte pelo Estado e 55% do vencimento de um professor contratado não chega para pagar essa medicação e a sua alimentação?! Que tal deixar de dizer palermices, sem conhecimento de causa?!
Maria F.
Ensino remoto, é mais seguro para alunos em grupos de risco, assim a ver de fora, e as escolas vão assegurá-lo. Não podem assegurar tudo, pelo que a ligação à internet fica a cargo dos pais e se tiverem o computador para o aluno, melhor.
Força. Abraço
Baixa médica para docentes que sofrem de doenças crónicas que a OMS considerou de risco acrescido para a SARSCOV19? Mas que culpa têm as pessoas? Não lhes basta terem de viver em permanente estado de insegurança? Para além de que ao longo da carreira lhes foram alterando as regras e, neste momento, muitos destes docentes( porque aqui não houve direitos adquiridos) têm mais de 60 anos, outro dos fatores considerados de risco. Que falta de sensibilidade!
As crianças não podem ir à Escola porque existe risco para a sua saúde .
A solução é, então, não as ensinar nem fazer nada porque os docentes têm doenças de risco ?
Já tenho poucas duvidas de que está tudo louco.
Muito bem, grande comparação…
Então está a comparar crianças doentes em aprendizagem com adultos com curso tirado e a leccionar… tem tudo a ver… calada era uma poeta!