Não façam da reabertura das escolas uma guerra – Alexandre Homem de Cristo

 

Não façam da reabertura das escolas uma guerra

O arranque do próximo ano lectivo com aulas presenciais, em Setembro, deveria ser uma festa à volta do papel imprescindível da escola – para a aprendizagem, para o desenvolvimento pessoal dos miúdos, para a promoção da igualdade de oportunidades, para o combate às desigualdades sociais, para o carácter insubstituível dos professores, para a construção de um futuro melhor para milhares de crianças que, sem escola, ficariam entregues à sua sorte. No entanto, tudo aponta para que a reabertura das escolas seja, sobretudo, um campo de batalha.

O que está por detrás da ansiedade e das críticas são precisamente as orientações da DGS, das quais directores e sindicatos desconfiam. Isto porque, para o distanciamento social entre alunos, se aponta para 1 metro, se possível – o que, na prática, não será possível em muitas circunstâncias, visto que os espaços escolares não são elásticos. Ou seja, em vários momentos do dia escolar, o distanciamento social não será praticado. E isto choca tanto com as orientações para outros sectores de actividade, como colide com a experiência escolar recente, quando os alunos do secundário voltaram às aulas presenciais em condições mais restritivas. Por isso, as dúvidas são naturais, sobretudo quando se constata, como o faz Filinto Lima, que parece existir regras sanitárias para as escolas que diferem das regras sanitárias para a sociedade em geral. E isto sem lembrar que, após orientações sanitárias que viraram anedota, a credibilidade da DGS já conheceu melhores dias.

Parece-me evidente que existe inépcia comunicacional de ministério da Educação e DGS, incapazes de tranquilizar a comunidade escolar e explicar categoricamente o que justifica que as orientações para as escolas sejam mais flexíveis do que noutros sectores. Mas isso, por si só, não significa que as orientações sejam desadequadas. Pelo contrário, tanto quanto se sabe, as orientações da DGS estão ajustadas às evidências disponíveis e alinhadas com as medidas adoptadas em vários países europeus. E essa mensagem, tão essencial para um regresso às aulas sereno, não está a passar.

Há três aspectos que me parecem determinantes para o enquadramento destas orientações sanitárias, que merecem maior destaque na apresentação do plano de reabertura das escolas.

Primeiro, as orientações da DGS estão alinhadas com as evidências empíricas. Os estudos já realizados mostram que as crianças estão menos sujeitas a contágio ou a complicações de saúde causadas pela Covid-19 – e, também, que até aos 10 ou 12 anos aparentam ser muito pouco transmissoras. Sendo certo que há estudos que apontam para que, a partir dessa idade, o potencial de transmissão aumente para próximo do de um adulto, a obrigatoriedade de uso de máscara a partir do 2.º ciclo limitará fortemente os riscos. Pode soar a pouco, mas nas escolas e em muitas áreas de actividade já se verificou que o uso de máscara (acompanhado de medidas de higienização) é uma via eficaz para prevenir contágios.

Terceiro, as orientações da DGS em Portugal são muito similares às de vários países europeus para as suas reaberturas escolares, sendo transversal a menor exigência no distanciamento social. Como desenvolvi neste ensaio acerca da preparação do próximo ano lectivo em vários países, a redução do distanciamento social será o elemento-chave da reabertura das escolas por toda a Europa. E é muito fácil encontrar paralelos com as opções portuguesas. Por exemplo, em França, a distância entre alunos será de 1 metro e, quando não possível, o uso de máscara será obrigatório. Noutro exemplo, na Bélgica, os alunos com menos de 12 anos terão prioridade absoluta no ensino presencial, que deverão frequentar diariamente mesmo nos piores cenários pandémicos.

Assim, numa frase, as orientações da DGS para as escolas são mais ligeiras do que para outros sectores, sim, mas essa diferença é perfeitamente justificável com as evidências extraídas em contextos escolares, além de tornar a reabertura das escolas e o ensino presencial possíveis. Haverá sempre riscos – e ignorá-los ou pretender anulá-los será, em ambos os casos, cair em ilusões. Mas, tanto quanto sabemos, avaliados os riscos, a reabertura das escolas compensa. O que se espera é que os principais agentes representativos do sistema educativo o percebam e deixem de fazer das orientações da DGS uma trincheira que semeia alarmismos na comunidade. Se o arranque do próximo ano lectivo for um campo de batalha, todos perderemos – a começar pelos alunos.

PS: Acho que, nesta fase, já não vale a pena insistir na importância da reabertura das escolas. Mas porque adivinho que em breve regressem em força os apelos ao ensino à distância, volto um pouco atrás. Desde Março, escrevi várias vezes sobre o dano causado pelo prolongado encerramento das escolas (por exemplo, aqui e aqui), assim como foram escritos muitos outros artigos que recomendo vivamente sobre o tema (destaque para vários de Luís Aguiar-Conraria, por exemplo este, mas também de João Miguel TavaresSusana PeraltaFernando Alexandre ou Pedro Oliveira, somente para mencionar alguns). Já não se trata de um debate, mas de matéria de facto: o encerramento das escolas amplia desigualdades sociais e de aprendizagem, sendo brutalmente nocivo para os horizontes e vida futura de milhares de crianças. E a única forma de enfrentar com isto com realismo é abrir as escolas, no respeito das orientações da DGS.

 

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19 comentários

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    • Luluzinha on 24 de Agosto de 2020 at 20:44
    • Responder

    Em última análise, e sintetizando a mensagem fulcral do texto, estamos perante um ponto de vista que eu, pessoalmente, sempre defendi. Em linha com esta postura, sempre repudiei o discurso bacoco e plebeu da desgraça e da catástrofe, tão ao gosto da plebe mal esclarecida e intelectualmente limitada. Aliás, existe um exemplo empiricamente evidente: as escolas reabriram para a realização dos exames nacionais, contrariando a hecatombe especulada pela arraia miúda.

      • Alecrom on 24 de Agosto de 2020 at 21:15
      • Responder

      Cuidado, Lulu.
      Os artigos referidos são quase todos de pessoas assumidamente de direita, lol.

      Nota: também sou assumidamente de direita e também acho fundamental que as escolas abram (na medida do possível).

        • Luluzinha on 24 de Agosto de 2020 at 21:37
        • Responder

        😊

      • Apache on 24 de Agosto de 2020 at 21:37
      • Responder

      Gosto de pessoas optimistas, “quem fala assim não é gago”.
      Quero ver esse discurso em finais de novembro.
      E sim, sou a favor da abertura das escolas, mas não tenho esse tipo de discurso de que “ vamos todos ficar bem”.

    • Filipe on 24 de Agosto de 2020 at 20:55
    • Responder

    Não obstante ter apelidado como de “cobardes” os médicos que alegadamente recusaram prestar cuidados o tal de António Costa , e porque em Beirute ou em África ou em teatros de guerra nunca existem condições … ele tem razão , por isso o Ministério Público acuse esses abutres pelo crime de Recusa de médico – comentário atualizado ao artigo 284.º do Código Penal (1) .

    Mas o pior é o genocida António Costa andar impune desde o desconfinamente aldrabado , e responsável pelos mortos e feridos em combate com o vírus .

    A bem dizer , daqui a uns tempos vamos ter mais mortos que a Guerra de África produziu … embora aqui os comunas que mataram milhares , mais que Hitler na ex- URSS … estejam agora de acordo com este genocídio de inocentes em massa .

    Abram PATAREI e enforquem António Costa , e todos os dirigentes que apoiam este genocídio para proteger os parasitas criminosos da economia Portuguesa ,

    Em 1918 lidaram melhor com a gripe Espanhola que estes dirigentes crápulas grosseiros drogados pela fome de sacos azuis vindos da UE , tem em detrimento de inocentes com a desculpa … ” e tal , já tinha doença anterior ” ou melhor quando se nasce , já nascemos com uma doença crónica : a morte !

    1. https://rmp.smmp.pt/wp-content/uploads/2018/04/3.RMP_153_NET_Americo_Carvalho.pdf

      • Alecrom on 24 de Agosto de 2020 at 21:22
      • Responder

      Não li bem o que escreveste, mas aproveito para colocar algo que me parece evidente:

      o beatismo de quem defende Costa assumiu contornos absolutamente despudorados.

      Criticar Costa é pecado, lol.

      Calar os off de Costa é já tão importante como gritar os off de outras figuras de 1.ºíssimo plano como Bolsonaro ou Trump.

    • Maria Indignada on 24 de Agosto de 2020 at 20:56
    • Responder

    Caríssimo Concidadão,

    Pelos vistos sou um membro de uma “plebe mal esclarecida e inteletualmente limitada”. Tão limitada, que nem constato guerra nenhuma, por nenhum sector, diretores, sindicatos, profissionais de saúde pública, professores ou pais, contrariamente ao que se passa nos exemplos que tão graciosamente nos cedeu.

    Bem como não vislumbro qualquer paralelo na dimensão dos grupos de discentes nem nas instalações de ensino que estes frequentam nos exemplos que tão abnegadamente tem pesquisado e divulgado.

    Deduzo das suas palavras, que estamos a ser geridos por governantes bem esclarecidos e inteletualmente bem dotados, que assertivamente nos conduzem para um arranque de ano letivo que será profícuo do ponto de vista educativo, sanitário, económico e social.

    Sinto-me grata e terei uma noite mais serena do que as anteriores.

    • Paulo on 24 de Agosto de 2020 at 21:32
    • Responder

    A regra é a da desvalorização, pelos políticos e não só, dos riscos de contágio nas escolas para os alunos. Porque, apesar da tese já ter levado com uns estudos em cima a contrariá-la, se afirma que nas crianças e jovens o risco é baixo de contrair a covid-19 e ainda menor de ser com sintomas graves. Como se fosse apenas isso que está em causa.

    Eu percebo que a escola digital do século XXI levou com um choque de realidade entre Março e Junho e que, afinal, o ensino presencial é ainda essencial e até mesmo algum de tudo mais tradicional do que se de desejaria.

    E também percebo que a Economia parece sofrer mais com o encerramento das escolas do que de outros serviços públicos ou mesmo de sectores de actividade económica.

    Mas seria bom que ao menos não se escondesse que os problemas não se resumem a haver contágio (ou não) entre os alunos, no interior das escolas. Há muitos mais do que isso, desde tudo o que envolve a deslocação dos alunos fora da escola, a situação dos familiares e, claro, em último lugar para quem gosta de falar sobre isto, os riscos do pessoal docente e não docente.

    • Luis on 24 de Agosto de 2020 at 21:59
    • Responder

    O problema não são as orientações da DGS para as escolas.
    O problema são as orientações do ministério da educação para as escolas – a mesma carga horária, os intervalos reduzidos e a intransigência e teimosia em relação à não redução do nº de alunos por turma, a indefinição em relação a grupos de risco- alunos, professores e pessoal não docente.
    Por tudo isto, penso que a abertura das escolas nestas condições devia levar a uma “guerra” se é este o termo que o autor do texto quer usar.

    • luis on 24 de Agosto de 2020 at 22:08
    • Responder

    Não vai correr tudo bem:

    “Ou seja, o próximo ano lectivo vai ser duro! Para nós. Para as escolas. E, naturalmente, para os nossos filhos. Diante de tudo isto, teremos toda informação, todos os cuidados e (desculpem!) todo o respeito que mereceríamos? Infelizmente, acho que não. Mas ainda estamos a tempo…”

    https://observador.pt/opiniao/na%CC%83o-vai-correr-tudo-bem/

    • Fernando, el peligroso de las verdades. A pôr o autor do texto em ordem e a dizer-lhe que não estuda como deve ser. on 24 de Agosto de 2020 at 23:36
    • Responder

    Em França já não é assim como o autor do texto diz. Isso era em junho.
    Os documentos oficiais do MEfrances já mudaram no final de julho e neste momento: o uso de máscara só é a partir dos 11 anos; a distância é de 1 metro, quando possível.
    O autor do texto não estuda, está desatualizado. Só quer dar a entender que sabe da poda. Ora a poda muda todos os dias…

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 24 de Agosto de 2020 at 23:40
    • Responder

    Porque inverdade deveríamos começar? Por aquela que diz que os miúdos infectam menos? Que o Homem Cristo sabe que não haverá distanciamento, porque as turmas são grandes e que o distanciamento aconselhado pelos ”entendidos” não é 1m? Que sabem, também, que as escolas continuarão assim… Que em Israel as escolas abriram e o contágio aumentou? Que em muitos casos estarão mais de 25 pessoas num espaço fechado durante horas o que torna a salas de aula um sítio mais provável de contágio que se pode imaginar? Já nem falo das cantnas que nalgumas escolas são minúsculas! Que hoje a própria OMS admite o uso de máscaras para crianças com mais de 6 anos?
    Por fim não tape a boca aos professores e aos pais dos alunos com o Mário Nogueira!!!! Não me interessa o Mário Nogueira para nada ! A responsabilidade objectiva do que não existe é do ME e isto é que verdadeiramente importa!

    • Maria Indignada on 25 de Agosto de 2020 at 0:24
    • Responder

    Também me dei ao trabalho de abrir o link da Bélgica e pesquisei um pouco, não só no link que ele deu.

    Cristo só divulga parte da realidade, a que lhe convêm.

    Mas, sinceramente, não tenho pachorra para este tipo de gente, nem para debater argumentos com eles, pois a nossa honestidade inteletual basal é bastante distinta.

    • Luís Miguel Cravo on 25 de Agosto de 2020 at 3:07
    • Responder

    Excelente artigo, Alexandre Homem Cristo! Enquanto Professor tenho de lhe dirigir um imenso obrigado! Este gene medievo que molda muitos dos protagonistas do mundo da educação dá cabo deste país. Depois de meses enfiados em casa, literalmente a endoidecer (eu sou Professor, o meu palco é a sala de aula!!! Uma aula é sintonia, não é sincronia! É contacto, é diálogo, é movimento, é humanidade!), arranjam-se todos os motivos para continuar a embrutecer em casa, a engordar, a estupidificar, a comprometer todo o processo de socialização (dos mais jovens mas, também, o nosso, dos adultos). Tenho muita vergonha do que muitos dos meus “colegas” dizem por aqui. E lamento muito. Fui o primeiro a concordar que as escolas encerrassem. Fui o primeiro a perguntar “Por que raio continuamos em casa? “. Como é possível desejar algo semelhante ao que passámos?!! Quem tem medo da sala de aula? Quem tem medo do palco? Devem assumir a incapacidade nata de enfrentar o touro pelos cornos e, por favor, fiquem em casa enfiados, confinados, amordaçados e a carpir com o Sô Nogueira nas redes sociais. Não vão à escola, por favor! Façam esse favor aos alunos. Deixem a escola voltar a funcionar, ainda que temporariamente sob a forma de uma experiência que irá construir-se entre nós e os alunos, porque a reconstrução do que era a sala de aula é uma tarefa a dois e daqui nascerá, quiçá, uma nova relação entre nós, professores e alunos (a nossa razão do amor à profissão).

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 25 de Agosto de 2020 at 9:50
      • Responder

      Cite um único professor que diga que quer ficar em casa , nestes comentários, ou noutros… O que se pede é segurança que, obviamente , não existe, como não existe nenhum plano adequado por parte da tuyela: atiraram toda a responsabilidade à escola e aos diretores. Contra a Ciência, desde, pelo menos Galileu, quando falamos de Ciência, as opiniões são , grande partes das vezes, o que queremos , ou fantasia… Aconselho a leitura de alguns dos maiores epidemiologistas do mundo, exclua aqueles que acham que mortes são danos colaterais e que a imunidade de obtém como em animais para a abate, pelo rebanho… e depois diga-me se temos razão de protestar ou não, com as condições propostas… E não há nenhum, entre os últimos , que não esteja a favor da abertura das escolas, como estou, mas cumprindo regras claras e números que existem…

    • Maria Indignada on 25 de Agosto de 2020 at 4:49
    • Responder

    Parece-me algo equivocado Sr Luís, até agora nunca defendi a manutenção das escolas fechadas para o próximo ano letivo, nem nenhum dos participantes neste debate. Mas como já antevi anteriormente, esse vai ser o argumento invocado para gerar distracções e tentar envenenar a opinião pública.

    Se tentar não generalizar, e fizer algum esforço, vai conseguir perceber o que está em questão.

    E se fizer um esforço adicional ainda maior, conseguirá encontrar uma série de medidas que propus há várias semanas atrás, que promovem um ambiente escolar mais seguro.

    Lamento informá-lo, mas na minha opinião, não está a ser um herói a compactuar com a situação atual.

    Está apenas a conformar-se com o que é mais fácil, por falta de criatividade e imaginação, enraizado na organização educativa transacta, mas olhe que há alternativas. Com essa postura de correr para a frente, está ser colocado em causa um regresso sustentado e robusto ao ensino presencial.

    Isso não é ser um herói nem campeão. Apesar de estar convencido do oposto.

    É uma visão estrita e de curto prazo.

    • Maria on 25 de Agosto de 2020 at 11:09
    • Responder

    A nível do 1º ciclo é impossível manter o distanciamento físico! (Não se quer o distanciamento social)
    Os professores/ encarregados de educação não se iludam, pois não vai haver! Turmas cheias, com 24 alunos. E, sempre que um professor falta, na impossibilidade de haver substituição, os alunos são distribuídos pelas restantes salas. Chegam a estar 30 alunos numa sala! A partir do 2º ciclo, não existe tal situação, vão “passear” pela escola. O mesmo se passa com o funcionamento das AEC’s, quando os professores faltam sem avisar atempadamente e não se consegue assegurar a sua substituição imediata. Resultado: Chegam a estar 40 alunos juntos com um professor!
    Teorias, teorias do governo no papel… Na prática, o cenário é completamente diferente!
    Ah, pois! Muitos problemas para resolver! Não, não vai ser um ano fácil!

    Já agora, a OMS veio aconselhar o uso de máscaras a partir dos 6 anos, Será porquê esta mudança de opinião?

    • fernandasobralinho on 25 de Agosto de 2020 at 11:27
    • Responder

    Reafirmo o que já foi dito por outros colegas aqui, não quero voltar a ficar em casa, quero trabalhar na escola com os alunos…
    Não é só a fenprof que representa os professores, existem mais organizações e muitos professores nem são sindicalizados…
    O ensino à distância agrava as desigualdades de aprendizagem e sociais dos alunos? Possivelmente sim, mas se quer ser verdadeiro diga também que no regime presencial isso acontece com os alunos mais desfavorecidos empurrados para percursos escolares mirabolantes de faz de conta que só têm como objectivo falsear os números do absentismo e do abandono escolar…e também dão muito jeito para encher muitos horários de professores…
    É fácil atirar para o ar estudos e mais estudos para mascarar a falta de estratégia, objectividade e credibilidade da dgs e do ministério…
    o que está em causa é algo tão simples como a nossa saúde e dos alunos. Imagine que o que aconteceu num lar do Alentejo era numa escola?

    • Rui Filipe on 25 de Agosto de 2020 at 22:11
    • Responder

    Se houver uma 2a vaga, COVID 19, isto vai ser um salve-se quem puder.Sejam Alunos , Professores , E.E., A.O, Administrativos, quem quer seja, que trabalhe numa escola, neste caso.
    Se assim for-oxalá que não-, será absolutamente certo, de que não haverá novamente , confinamento?
    Eu não estou certo disso.

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