Vamos todos para a Manif… afastadinhos, claro… é a 5 de outubro

 

Vai ser como no 1.º de maio e podemos treinar na festa do Avante…

“Professores não vão ser carne para Covid.” Fenprof anuncia protesto para 5 de outubro

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou, esta terça-feira, a convocação de um protesto nacional no dia 05 de outubro, sublinhando que as ações reivindicativas “não podem aliviar”.

Referindo que o protesto se realiza na data em que se assinala do Dia Mundial do Professor, Mário Nogueira defendeu que os docentes devem sair à rua, em particular porque dias depois, em 10 de outubro, o executivo entregará o Orçamento do Estado para 2021.

Em declarações à TSF, Mário Nogueira garantiu que “é completamente irresponsável a forma como [o Ministério da Educação] está a organizar o regresso às aulas no início do próximo ano letivo”. Assim, os docentes “exigem que sejam tomadas medidas que ao nível da gestão de espaços, de horários, da utilização de máscaras que garantam segurança e confiança aos professores e às famílias”.

O líder da Fenprof lembrou que no dia 18 de maio abriram as escolas secundárias para alguns alunos e, mesmo assim, houve escolas encerradas, mesmo com “número de alunos reduzidos porque os grupos foram partidos, com distanciamento de alunos, com jovens que têm mobilidade bem menor do que no 1.º ciclo, porque são mais velhos”.

“Queremos [saber se] a DGS, que tem sido rigorosa nas condições de funcionamento dos espetáculos, espaços fechado, valida as orientações que o Ministério está a dar para estes espaços fechados – que são as salas de aula – onde vão estar muitas pessoas”, solicitou.

“Não sei o que querem do 1º ciclo, mas há uma coisa que os professores não vão ser: carne para Covid”, atirou.

“Se os professores não tomarem posição e não se puserem frescos nessa altura, o Governo vai refrescá-los com medidas de que nós não nos vamos esquecer”, afirmou.

O local do protesto, numa altura em que se prevê um possível agravamento da situação epidemiológica decorrente da pandemia da Covid-19, ainda está por definir, mas o dirigente sindical assegura que serão cumpridas todas as regras de segurança que estiverem em vigor na ocasião.

“Não faremos aquilo que o Ministério [da Educação] quer fazer das escolas, que são espaços de eventual transmissão desta epidemia”, acrescentou, fazendo referência às orientações da tutela para o próximo ano letivo, que têm merecido fortes críticas da estrutura sindical.

O anuncio do protesto aconteceu durante uma ação de rua, organizada pela Fenprof, que juntou em frente ao Ministério da Educação cerca de 40 docentes em defesa das condições de trabalho dos profissionais do 1.º ciclo.

Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira criticou a posição do Governo em relação a estes profissionais, acusando o primeiro-ministro e o ministro da Educação de terem utilizado os professores do 1.º ciclo durante a campanha eleitoral.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/07/vamos-todos-para-a-manif-afastadinhos-claro-e-a-5-de-outubro/

15 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Roberto Paulo on 22 de Julho de 2020 at 18:19
    • Responder

    Fórmulas repetidas (e idiotas: então o homem vai promover uma manifestação em defesa da saúde dos professores, colocando a dita em causa?) só para provar que o sr. Nogueira permanece vivo?

    Está na hora, está na hora
    De o Nogueira ir embora!

    Digo eu…

    • Atento on 22 de Julho de 2020 at 18:51
    • Responder

    .
    Este HIPOCRITA chamado de Mário Nojeira que eu saiba é um distinto Militante do Partido Comunista Portugues, um dos partidos que, ao longo destes 6 anos, tem apoiado e sido suporte do Governo do Partido Socialista e vem agora (num gesto NOJENTO e HIPOCRITA) criticar o Governo.

    Será que este CAXXLHO chamado Mário Nojeira não se enxerga??????
    Será que este gajo engana alguem????????
    Será que este artista julga que as pessoas são estupidas e que vão na conversa dele?????

    • Greve on 22 de Julho de 2020 at 19:03
    • Responder

    Não alinho numa manifestação que promove ajuntamento, quando o que está em causa é precisamente o ajuntamento de alunos e professores nas escolas! Greve por tempo indeterminado, dos trabalhadores docentes e não docentes, a partir do 1.ª dia do ano escolar é isso que, ficou escrito ontem, no nosso plenário.

    • jose martins on 22 de Julho de 2020 at 19:06
    • Responder

    Só tolices. Como é costume. O ódio não o deixa pensar. Claro que apresentar apresentar soluções …. nada….

    • Amelia on 22 de Julho de 2020 at 20:52
    • Responder

    Outubro!?!?!?! Mas as aulas não começam em Setembro?

    Uma manif é o propositado??????

    Bem este é cada tiro cada melro.

  1. Este personagem dá-me vómitos 😲 daquela cabeça já não sai nada de útil! Para os outros, claro, que ele safa-se bem, com os citados bem longe da escola.

  2. Costados

    • Nascimento on 23 de Julho de 2020 at 2:34
    • Responder

    Discordo profundamente com esta manifestação em contexto de pandemia. É um paradoxo e um contrasenso. Será um autêntico “tiro no pé” que vai retirar toda a legitimidade às nossas justas pretensões. Mário Nogueira e a Fenprof devem reconsiderar esta proposta, sem qualquer hesitação.
    Como gosto de ser coerente, devo acrescentar que não concordei com qualquer tipo de ajuntamentos, desde a celebração do Dia do Trabalhador à realização de espetáculos com centenas de pessoas. Enquanto nos encontrarmos nesta perigosa situação, não há nada que justifique esse género de eventos.
    A Fenprof e os outros sindicatos deverão mobilizar os docentes e lutar, sim, pela redução do número de alunos por turma e por uma reforma antecipada ou pré-reforma para os professores com 60 ou mais anos e para os professores de grupos de risco. Mas que essa reforma antecipada ou pré-reforma permita um resto de vida digna a quem trabalhou 36, 38, 40 ou mais anos. Que não seja como o resultado da simulação da pré-reforma nos Açores que fiz neste blogue. Com a aplicação da taxa de IRS, talvez não recebesse mil euros mensais.

      • Luluzinha on 23 de Julho de 2020 at 13:28
      • Responder

      Se usa o idiotice do AO90, então seja coerente: contrassenso.

        • Luluzinha on 23 de Julho de 2020 at 13:29
        • Responder

        *Se usa a (…)

    • Maria Indignada on 23 de Julho de 2020 at 3:21
    • Responder

    É com muita indignação que vejo as disposições para a preparação do próximo ano letivo estarem formuladas para que os pais se sintam seguros para enviarem os seus filhos para as escolas, mas a segurança dos professores seja completamente ignorada.
    Os alunos mantém-se na mesma sala, mas os professores viajam de sala em sala, partilhando e alternado o material com que trabalham, teclado, rato, secretária, cadeira e manipulando sucessivos comandos à distância, botões, manípulos e interruptores vários.
    Os alunos estão contidos no seu grupo de 20 a 30 discentes e contactam com cerca de 10 professores. Mas os professores contactam com centenas de alunos diariamente, para além de restantes trabalhadores do ensino.
    Se for possível, trabalharemos com alunos com 1 m de distância entre eles, senão for possível continuamos a estar enlatados em salas a abarrotar de alunos, com turmas diferentes, hora após hora ao longo do dia.
    Seria cómico se não fosse uma repudiante e injusta falta de respeito pelo corpo docente.

    • Margarida on 23 de Julho de 2020 at 11:26
    • Responder

    Que alternativa sugere?

    1. Deves ser mentecapta como o ministro.

      Desdobramento de turmas, acrílicos entre mesas , sistemas de ventilação anti-virus, máscaras grátis para todos diariamente, limpeza mais frequentes de computadores e canetas de quadro, cantinas take-away, ensino misto, etc…

      Se não der … E&D

      • Maria Indignada on 23 de Julho de 2020 at 13:41
      • Responder

      Não é alternativa, sugiro VÁRIAS alternativas:

      Agrupar a carga letiva das diferentes disciplinas numa manhã/tarde, para não obrigar os professores a estar em ambiente fechado com mais de uma centena de alunos por dia. Exemplo: Manhã/tarde só com matemática, etc

      Desinfecção a cada utilização da área de trabalho (secretária e cadeira) do professor e de todo o material informático diferente com que trabalham, quando vem outro docente.

      Desdobramento de turmas quando não é possível manter a turma num espaço fechado com uma densidade de pessoa/m^3 reduzida de acordo com as normas recomendadas para qualquer outro espaço fechado.

      Redução da carga horária semanal presencial das disciplinas, atribuindo tarefas de E&D para consolidação das aprendizagens.

      Estruturação do ano letivo em semestres, com as disciplinas também a funcionarem em semestres, para haver menos rotação de alunos por professor. Ou seja, metade das disciplinas serem lecionadas num semestre e a outra metade noutro.

      Alteração do currículo, eliminando algumas disciplinas neste ano letivo, aumentando a carga semanal de outras, aspeto que será compensando no ano letivo posterior. Ex: não ter Francês e aumentar a carga letiva deste ano letivo em História, e no ano letivo posterior inverter a situação, isto aplicado intermitentemente em diferentes turmas, o que não implicaria alterações no corpo docente necessário; exemplo: 7ºA, B, C sem Francês e 7ºD, E, F sem História.

      Como vê colega (creio eu) não me faltam sugestões.
      Elas surgem assim que alguém se preocupar com a saúde dos professores (quase ninguém até agora.
      Nós somos o elo mais fraco do ponto de vista de risco para a saúde nesta pandemia, não os alunos. As medidas estão orientadas para os pais dos alunos estarem tranquilos e enviarem os seus filhos para as escolas, e quem se preocupa connosco?

        • Carapins on 23 de Julho de 2020 at 14:11
        • Responder

        Parabéns colega pelas suas propostas, que são coerentes e exequíveis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: