Sou educador e tenho um excelente braço direito.

 

Sou educador e tenho um excelente braço direito.

Sou educador e tenho um excelente braço direito. No dia-a-dia na profissão de educador muitas são as tarefas que vamos realizando, muitos são os desafios que vamos tendo.

Sabendo que o nosso foco é o bem-estar dos mais pequenos, há que refletir acerca do que proporcionamos diariamente. Como em outros textos já fui referindo, refletindo e escrevendo, que a relação que vamos estabelecendo com os mais pequenos é feita da nossa atitude, da nossa valorização profissional, de reconhecer como principal prioridade na educação de infância, o respeito pelas crianças.

Apesar de ter todas as competências pedagógicas, as quais me foram transmitidas ao longo de 4 anos, as quais me fizeram pensar acerca delas, levaram a que iniciasse o percurso de crescimento e me tornasse naquilo que sou hoje como educador.
De facto, a minha prática vai além do belo e do bonito, do interesse do adulto, do enfeite de paredes e de bonecos estereotipados. Vai, mais uma vez, no sentido real da educação de infância, as crianças. Poderia vangloriar-me de tudo o que foi sendo feito, mas não.
Sou educador e tenho um excelente braço direito. Um braço direito que reconheço como fundamental para realizar e concretizar o que fui planeando, dia após dia, mês após mês. E se ao escrever como escrevo, reflito na profissão de educador, não posso deixar de destacar o trabalho que em equipa é desenvolvido, não posso deixar de refletir nesta profissão, ser auxiliar de ação educativa..
O meu braço direito tem sido um elemento fundamental naquilo que tenho vindo a desenvolver. Colocamo-nos lado a lado, com um objetivo apenas, proporcionar aos miúdos, que temos a nosso cargo, um dia agradável e rico em experiências. Reconheço e valorizo cada atitude que o meu braço direito foi tendo, no companheirismo, na presença, no profissionalismo, pois é disso que respira a educação, no bem-estar de uma equipa que se pretende harmoniosa, pois, será assim que todos serão beneficiados.
Sabemos que cada um tem as suas competências, competências distintas, de acordo com o que os diferentes papéis requerem. Sabemos que existem hierarquias (conscientes ou não), diferentes responsabilidades, mas isso não é impeditivo para existir um ambiente sereno, tranquilo, acolhedor e respeitador.
Sou educador e tenho um excelente braço direito.

Não o digo para agradar e muito menos o faço para que venham dizer palavras bonitas, digo-o porque, de facto, se aventurou comigo, na minha forma de estar. Aventurou-se dia após dia nas propostas que eles nos iam lançando, aventurou-se a ouvir e a envolver-se com os mais pequenos, a criar um ambiente extremamente positivo em equipa, que se veio a refletir na forma como construímos valores importantes no grupo. Eu disse, construímos, todos juntos, educador, auxiliar, crianças, pais,…

E se a profissão de educador é de extrema importância, não se desvalorize o meu braço direito, não se menospreze quem caminhou lado a lado comigo e soube respeitar o que foi sendo feito, soube estar atento a todos os pormenores e de forma sincera e humilde, soube dar a sua opinião, sem nunca ultrapassar os limites que são definidos pela equipa.
Educador e auxiliar, duas profissões tão importantes no dia-a-dia dos mais pequenos, duas profissões que devem saber estar enquanto equipa e aprender em conjunto, criar oportunidades fundamentadas no respeito, em que se valorizam as crianças acima de tudo, em que se escutam…
É um desafio saber estar, saber ser equipa.
É, também,  importante refletir na pertinência de cada profissão, o auxiliar não substitui o educador e o educador não substitui o braço direito, o auxiliar. Porque mais uma vez refiro, cada um tem as suas competências específicas, tem o seu papel, a sua especificidade da profissão.
E, chegados ao final do ano, reflito acerca do que fui proporcionando as crianças, reflito na relação que estabeleci com o meu braço direito, nas dificuldades que encontramos e ultrapassamos em conjunto, nos desafios a que nos propusemos e nos fomos atingindo.

Reflito na relação de companheirismo e cumplicidade que criamos com os mais pequenos. Reflito na presença, constante, na preocupação diária que o meu braço direito teve para com todos e até para comigo. Porque esta relação que se fala em equipa não prevê, apriori, uma amizade, prevê profissionalismo entre dois profissionais da educação! Prevê cumplicidade profissional com objetivos definidos, com interesses comuns, alicerçados no respeito, valorização pessoal, profissional e companheirismo.

Portanto, aqui deixo o meu singelo obrigado pela entrega diária, companheirismo, amizade, aventura, estado de loucura, por me acompanhar, e por tudo o que não é possível descrever em palavras. Deixo o meu obrigado, porque eu sei que sou educador, mas também sei que tenho um excelente braço direito!

 

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5 comentários

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    • Alecrom on 26 de Julho de 2020 at 12:54
    • Responder

    Profissão de educador?
    Que grupo é esse?
    Cidadania e Desenvolvimento?

      • Name1 on 26 de Julho de 2020 at 22:40
      • Responder

      Pelos vistos está desatualizado!…

        • Alecrom on 27 de Julho de 2020 at 13:57
        • Responder

        Tem razão colega.
        Peço desculpa:
        Grupo de Recrutamento 100 – Educação Pré-Escolar.
        Foi um lapso(zinho).

    • José Dimas on 26 de Julho de 2020 at 13:11
    • Responder

    Estes blogues submergidos em publicidade, por vezes dão nisto: presenteiam os seus visitantes com textos pífios.

      • Name1 on 26 de Julho de 2020 at 22:45
      • Responder

      Cada um tem o seu estilo de escrever, de fazer e até de depreciar os outros .

      Também precisa de se informar melhor como o outro/a senhor/a.

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