Se possível, sem alarmismo
“Se possível”, deve ser assegurado o distanciamento de um metro entre alunos. Uma flexibilização que tem sido arma de arremesso contra a Direção-Geral da Saúde.
A flexibilização das normas não é inédita e será uma inevitabilidade à medida que a pandemia vai evoluindo e nos apercebemos da impossibilidade de viver em permanente estado de exceção. O distanciamento, o uso de máscara e tantas outras medidas preventivas, desde circuitos de entrada e saída ao arejamento dos espaços, têm de ser olhados de forma conjunta e aplicados, escola a escola, ajustando a intervenção às características e contextos em que cada uma trabalha.
Com isto pretende-se isentar o Ministério da Educação de responsabilidades na criação de condições de segurança? Pelo contrário. Se há investimento que deve ser feito é neste setor, vital do ponto de vista social e com marcas indeléveis que ficarão para o futuro. O levantamento de necessidades deve ser rigoroso e a pressão política inflexível, tanto em meios como, sobretudo, em recursos humanos que assegurem segurança e qualidade pedagógica.
Diferente, muito diferente, é o aproveitamento que se vai fazendo das lacunas para defender que se deve ir desde já para um plano B, optando por um regime misto que inclua aulas não presenciais. Só quem vive numa bolha social pode ainda não ter percebido o quão penalizador é o ensino à distância. E não vale a pena falar cegamente em defesa da saúde, porque a saúde tem muitas vertentes, incluindo sociais e emocionais.
Este é o tempo de exigir e de trabalhar afincadamente mas nos canais próprios, sem ruído desnecessário e sem alarmismos que em nada ajudam pais, alunos e professores. As ameaças feitas pelo líder da Fenprof, admitindo processar a tutela em situações de contágio ou morte de professores, são não apenas lamentáveis, mas inaceitáveis para quem deve dar o exemplo de rigor e compromisso com a serenidade entre a comunidade escolar.




36 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Pois, é tudo muito bonito e o ensino à distância pode não resultar. Mas mais importante é a saúde de todos. E ao não serem criadas condições a saúde das pessoas fica em causa. Nem sequer é obrigatório o uso de máscara a partir dos 6 anos, o que é algo inacreditável… Não se esqueça que ainda ninguém sabe exatamente os problemas de saúde com que as pessoas vão ficar , há muito que falta saber e só está tudo preocupado com a parte económica!
Acho os sindicatos fantoches e reféns de partidos, mas esta ameaça se verdadeira da fenprof é a única coisa boa que ouvi nestas semanas.
Ass. Pais zero, ass. de Diretores zero.
Estes políticos só entendem uma linguagem… Tribunais e Indenizações.
Colocação de acrílicos entre mesas, mesas individuais, turmas menores, gel e máscaras gratuitas todos os dias, mais funcionários para higienização de salas , computadores e materiais, cantinas com limites de utilização em simultâneo, sistemas de ventilação das salas melhorado, etc É SUPER NECESSÁRIO para que haja aulas presenciais que são realmente as que resultam. Á distancia nunca se conseguirá distinguir um 16 de um 18 e olhem que as médias interessaam no secundário.
Não há €€€ ???tá bem abelha… Não há para o que convém.
Os comissários políticos não entram numa sala de aula há décadas!!! Estão confortavelmente instalados em gabinetes ventilados e bem desinfetados. O único parasita que por lá circula são mesmo eles.
Querem lá saber dos professores, quantos mais morrerem melhor. Era o lema da famigerada mlr de quem eles são criaturas.
A única preocupação dessa gentalha é a manutenção da tacho até à reforma.
Os professores estão a caminho do DESASTRE.
Gostava de perceber uma coisa. As indicações do ME referem que as escolas devem preparar para o ano as modalidades presenciais, à distância e mistas. Referem ainda casos de preferência. E finalmente uma indicação para seguir “se possível”. Me parece que, o “possível” se sobrepõe à “preferência”. Só podemos preferir o que for possível. Quer isto dizer que, se for possível implementar pelo menos um dos sistemas disponíveis cumprindo a regra do metro, não se pode optar por um outro sistema em que tal regra não seja cumprida. Não se pode “preferir” um método em que torna impossível a regra do metro. Não é assim?
Não é a escola quem determinar se vai aplicar o ensino misto ou o não presencial. Será a DGEstE e as autoridades de saúde locais, consoante a situação epidemiológica da escola. Se a situação epidemiológica for favorável (por exemplo, se não existirem casos na escola ou na comunidade da escola) o ensino será presencial. Isto é o significado do “preferencial”
Se não for possível aplicar o metro de distância os alunos ficam a uma distância inferior.
Obrigado pelo esclarecimento.
Percebo então que de facto o ME definiu regras contra as indicações gerais da DGS ou então o distanciamento social passa a ser uma treta adotada, mas não assumida, pelas autoridades.
Eu percebo que o país não pode ficar parado. Mas não percebo que se definam soluções globais preferenciais que vão contra as recomendações da DGS, sem cuidar de verificar e avaliar as diversas soluções disponíveis. O ensino presencial não é melhor para todos os alunos, todos os professores, todas as disciplinas, todos os anos de escolaridade, etc. Se se preocupassem em procurar as melhores estratégias nos diferentes contextos possíveis (afinal, o que se pede aos professores que façam, todos os dias, nas suas salas de aula), talvez fosse possível assegurar o distanciamento social míni-mínimo de 1 metro na sala de aula, nos casos em que a escolha fosse o ensino presencial. Nos outros casos, estaria garantido.
As recomendações do ME foram feiras em conjunto com a DGS.
Pois, acredito: o distanciamento social passa a ser uma treta adotada, mas não assumida, pelas autoridades.
A regra passará a ser a regra do possível. Nas escolas, nos transportes públicos, etc…
Nos transportes públicos as pessoas podem evitar de comunicar.
Numa sala de aula, a regra é comunicar… srºs políticos, tenham respeito e algum senso.
E o aspeto mais importante, é que o professor e os alunos para se concentrarem, terão que estar à vontade, sem receios e medo. Quem dita estas regras, não é tem o mínimo de condições para governar.
Para os FDP (designação que já esclareci em post anterior), a distância mínima de segurança é a correspondente àquela que acontece imediatamente antes da penetração.
A grosseria do comentário só atesta a natureza grosseira do comentador! Lamentável!
Cá está esta. Qual foi a palavra que lhe despertou tanto interesse no meu comentário?
Aposto que foi “imediatamente “. No livro de estilo da Cucuzinha, os advérbios de modo são indecorosos.
Nem quero crer que hoje se escreveu algo contido e com sentido neste blog.Quem é o autor?
Parecem ter percebido que o Nogueira está transformado num ser que se limita a lançar ódio. “As ameaças feitas pelo líder da Fenprof, admitindo processar a tutela em situações de contágio ou morte de professores, são não apenas lamentáveis, mas inaceitáveis para quem deve dar o exemplo de rigor e compromisso com a serenidade entre a comunidade escolar.”
Não há nada mais sereno do que um professor, aluno ou funcionário morto.
“Humor negro” muito bem conseguido… 🙂
Então explique, porque razão é que o Ministério está certo e o Nogueira está errado com os seus comentários.
A saúde dos professores, alunos e e restante comunidade escolar não tem importância.
Acha que os seus comentários não são lamentáveis? de facto não são, são é aberrantes…
jose martins, o que deve ser “lançado” sobre os carrascos do matadouro de ovelhas que são encaminhadas acríticamente sem balir para o local da morte e da doença com mazelas?
É verdade, sim, senhor: o erário público não serve para garantir serviços públicos em condições de segurança, mas para assegurar a banca privada e os salários e prémios desses homens de excepção que são os seus gestores. Divisórias de acrílico, nem pensar, pois duas máscaras chegam muito bem. Se o SNS entrar em ruptura, nada de alarmismos, temos que viver com a situação. Temos, aliás, muito que aprender com as situações. A economia capitalista não pode parar nem alterar o seu modelo de funcionamento: destruição dos ecossistemas, produção industrial de animais para consumo, pesca industrial, transferências de recursos de baixo para cima, concenteação da riqueza, redução dos impostos do capital, financeirização da economia, mercados liberalizados. Crise ecológica? É certo, mas o petróleo faz mover as economias, gera postos de trabalho, etc. Quando é que vão perceber que a sociedade só tem uma finalidade, que é o Capital? Não sejam choninhas e sirvam Deus, o Capital. Ora, é na escola que se deve começar como é o mundo, criado pelo Capital. Portanto, deixem-se de tretas e vão todos, professores, alunos e funcionários, para o aviário. Se houver contágios, é porque são tão estúpidos que nem uma máscara sabem usar.
Esses seres sem sensibilidade humana, têm que usar as doenças para estimular a economia, neste caso vendendo máscaras e outros materiais. Esquecem-se é daqueles pobres que não têm condições para comprar esses materiais…, mas têm que manter vivos esses corruptos banqueiros e outros…
???????
“Este é o tempo de exigir e de trabalhar afincadamente mas nos canais próprios, sem ruído desnecessário e sem alarmismos que em nada ajudam pais, alunos e professores.”
“… mas nos canais próprios”. O “seu” sindicato deve ter a exclusividade da realização de exigências???
“… sem alarmismos”. Será isto uma sugestão para que se pratique o silêncio??? Fiquem caladinhos, nós é que falamos???
Isto parece aquela conhecida afirmação: “Eu é que sou o Plesidente da Junta”… Ridículo. Risível.
Inqualificável, se já não fosse ridículo e risível… 🙂
De facto a flexibilidade das normas não é inédita. A das normas mas não só.
No início do ano, a sra ministra Graça dizia que a pandemia não chegava cá (alguém lhe deve ter dito que a China ficava noutro planeta). Depois, em Abril , já dizia que a epidemia estava em queda. Mas como o virus também é flexível, eis que o raio da curva nunca mais achata, provando-se assim que o vírus é um chato.
A sra ministra Graça também dizia que o uso de máscara , para além de desnecessário, até seria contraproducente. Porém, mais uma vez por obra e graça da bendita flexibilização das normas, achou por bem tornar o seu uso obrigatório na maioria das sitações.
Também o distanciamento social tem recebido a benção da bendita flexibilização das normas: cafés e restaurantes fechados mas um festival pimba com montes de gente; estádios de futebol obrigatoriamente vazios mas permissão de manifestações de rua com centenas ou milhares de pessoas; transportes coletivos parados ou vazios são flexibilizadamente transformados em aviários onde os frangos quase abafam uns debaixo dos outros; trabalhadores da construção civil com distância mínima obrigatória de 2 metros mas professores e alunos uns em cima dos outros, se possível, é claro.
A flexibilização terá o seu êxtase quando o autor do texto estiver nos cuidados intensivos de um hospital e lhe disserem: olhe, nós temos 4 ventiladores mas estão todos ocupados; não entre em pânico, seja flexível e vá morrer a casa pois aqui já temos falta de espaço.
Parabéns por esta erecção textual, Sr. Pirilau.
Na suposta pretensão de ser um texto humorístico, resultou um texto impreciso, caricatural, uma espécie de arremedo mal conseguido do verdadeiro espírito, bom gosto e assertividade. Mas, não desista, sempre poderá continuar a tentar escrever.
É sempre um prazer ouvir os seus latidos em dó menor. Adoro monotonia e as pulgas dos cães.
Essas duas senhoras também fazem um par de jarras, só falta lá o o Srº Tiago Brandão, na sua companhia…
Boa tarde,
É claro que os interesses são conflituantes. Há um elefante na sala!
Que orientações são as que devem ser seguidas?
As da tutela, que tem vontade e necessidade de normalizar o funcionamento do ano letivo, ou as da ciência? Aqui já não cabe a voz DGS, que é um orgão mandado e obediente. Fazem falta vozes verdadeiramente independedntes, mas com competência científica, que garantam que que as crianças sem máscara, até ao 4º ano , estão imunes ao vírus, que o distanciamento de 30 cm entre alunos é suficiente, que até 1 metro é ótimo e que os 2 metros só deve ser usado para os trabalhadores da construção civil.
É neste dilema que vivo como Encarregado de Educação e também professor. De facto rei vai nú. O “post” apenas se destina a elogiar a indumentária de sua majestade.
Confiando na informaçao do Centro de Controle de Doenças infeciosas, aquele em que o Trump não consegue mandar, os 2 metros devem ser garantidos como distância mínima. As escolas que decidirem abrir, sabem o que pensa a tutela e sabem o que pensa a tutela.
Nós por cá temos os pontas de lança do PS a querer confundir tudo e todos…
Saúde para todos, enquanto permitirem.
Boa tarde,
É claro que os interesses são conflituantes. Há um elefante na sala!
Que orientações são as que devem ser seguidas?
As da tutela, que tem vontade e necessidade de normalizar o funcionamento do ano letivo, ou as da ciência? Aqui já não cabe a voz DGS, que é um orgão mandado e obediente. Fazem falta vozes verdadeiramente independedntes, mas com competência científica, que garantam que que as crianças sem máscara, até ao 4º ano , estão imunes ao vírus, que o distanciamento de 30 cm entre alunos é suficiente, que até 1 metro é ótimo e que os 2 metros só deve ser usado para os trabalhadores da construção civil.
É neste dilema que vivo como Encarregado de Educação e também professor. De facto rei vai nú. O “post” apenas se destina a elogiar a indumentária de sua majestade.
Confiando na informaçao do Centro de Controle de Doenças infeciosas, aquele em que o Trump não consegue mandar, os 2 metros devem ser garantidos como distância mínima. As escolas que decidirem abrir, sabem o que pensa a TUTELA e sabem o que pensa a CIÊNCIA.
Nós por cá temos os pontas de lança do PS a querer confundir tudo e todos…
Saúde para todos, enquanto permitirem.
Porque é que os sindicatos não requerem uma providência cautelar?
Os sindicatos parece que não têm ideias fixas, porque se tivessem tomavam outras medidas…
Perguntas:
Quantas “ameaças” já foram ouvidas ao MN?
Dessas, quantas foram efectivamente cumpridas e levadas até às últimas consequências, com alcance dos resultados pretendidos?
“Palavras, leva-as o vento…”.
E, na verdade, tudo isto parece apenas “fumaça”, com o objectivo de fazer “prova de vida”… Nada mais do que isso…
Os sindicatos continuam subservientes aos seus partidos.
Fingem que fazem, mas ação concreta ZERO.
Está tudo dito.
Claro que a reação dos sndicatos é frouxa.
Creio que receiam a falta de apoio dos professores. A passividade da classe docente é enorme. Mas assusta-me, como cidadão a letargia das associações de pais e encarregados de educação e muito mais a falta de comparência dos pais.
E a associação nacional de diretores, pq não se impõe?
Sabendo que irão ser tb super responsabilizados se algo correr mal?
Parecem anjinhos a falar na TV…
Os conselhos gerais também podiam atura. Neles não estão representados vários órgãos? Não podem “forçar” os diretores a actuar?
E a comunicação social? Não informa os pais e encarregados de educação?
É uma pena não se consciencializar a sociedade para o que está prestes a acontecer….
Falo como professora mas também como encarregados de educação….