Regresso às aulas em “plano B”, por Vítor Silva

Regresso às aulas em “plano B”

A Direção Regional de Educação enviou para as escolas um conjunto de orientações para o regresso às aulas presenciais no próximo mês de setembro.

Nessas orientações acautela-se a necessidade de um designado “plano B” que consiste na preleção de aulas a distância.

As orientações são muito parcas na explicação deste plano, indo pouco além do que foi feito em plena emergência sanitária. Chega-se mesmo a mencionar que as orientações emanadas no 3.º período de 2019/2020 serão, quando muito, alvo de atualizações pontuais decididas, caso a caso, por cada unidade orgânica.

Apesar da abnegação de todos, nem tudo correu bem na realização das atividades letivas a distância, já que ninguém previa as súbitas mudanças implícitas nesta modalidade de ensino.

O desnorte que daí resultou, levou inclusive à dispersão de plataformas de gestão das aprendizagens dentro da mesma escola. Este facto que é reconhecidamente prejudicial, poderia por si só, servir como pretexto para pôr de pé um sistema regional de gestão das aprendizagens eficaz, fiável e sustentado cientificamente.

O anunciado reforço de 500 computadores para suprir a carência de equipamentos aferida em abril de 2020 é um começo, mas para estruturar um sistema educativo que comporte de forma verdadeiramente produtiva o ensino a distância pede-se um plano bem mais ambicioso e sistémico.

Todos desejamos que o ensino presencial prevaleça, até porque a modalidade a distância tornou ainda mais evidentes as desigualdades sociais que grassam na região e no país.

Sendo verdade que a componente humana da escola é insubstituível, ninguém pode garantir que por razões sanitárias o “plano B” não tenha mesmo de ser o plano a seguir e todos temos obrigação de fazer mais e melhor.

 

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7 comentários

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    • Luis on 28 de Julho de 2020 at 10:29
    • Responder

    O que se pode concluir, é o que mais lhes convém, ou seja, se a conveniência for a favor do ensino à distância, falam muito bem deste tipo de ensino, mas se a conveniência for contra este tipo de ensino, já se faz comentários negativos.

    Ma quem entende esta gente???
    Devem estar a tentar fazer as pessoas de parvas…

      • Atento on 28 de Julho de 2020 at 18:02
      • Responder

      ,
      Este ministro da educação (e toda a escumalha xuxalista) é um bandalho…..este (des)governo xuxalista da treta quer brincar um pouco com a saude das comunidades escolares.

      Não esquecer que quem apoiou e apoia este desgoverno é o PCP e o Bloco das esquerdas (caviar)……tem sido isto que os mantem no poder….vão ter azar em Março de 2021, no pico da crise economica da pandemia, vamos ver o que é que o TORRESMO (sim, esse mesmo, o Costa) vai fazer á vida……

      Estes gajos ja deviam ter sido corridos a pontape do desgoverno…..
      ,
      ,

    • Alexandra Almeida on 28 de Julho de 2020 at 11:50
    • Responder

    Se eles tivessem autorizado o desdobramento de turmas talvez o plano B ficasse na gaveta… Mas eles preferem arriscar e tratar a saúde com verdadeiro desprezo.
    Lembrem-se: quem chumbou o desdobramento de turmas foi o PS, o CDS e o PSD. Saibam em quem não votar!

    • Dora on 28 de Julho de 2020 at 12:22
    • Responder

    “O desnorte que daí resultou, levou inclusive à dispersão de plataformas de gestão das aprendizagens dentro da mesma escola. Este facto que é reconhecidamente prejudicial, poderia por si só, servir como pretexto para pôr de pé um sistema regional de gestão das aprendizagens eficaz, fiável e sustentado cientificamente.”

    Subscrevo totalmente. Este foi um dos pontos mais fracos desta gestão de comunicação entre professores e alunos, com desgaste inútil para todos. Incluindo os encarregados de educação.

    O lema deve ser: O mais simples é o melhor.

    • Rosália on 28 de Julho de 2020 at 15:13
    • Responder

    “todos temos obrigação de fazer mais e melhor.”
    Como? Fazer mais?
    Fazer melhor, sim, concordo. O que implica fazer de forma mais eficaz e eficiente. Exatamente o oposto de fazer “mais” , quando toda a gente ficou de rasto e trabalhou mais que as 35 h semanais.
    Somos profissionais, não somos missionários.

    • PauloT on 28 de Julho de 2020 at 17:19
    • Responder

    O desnorte se num primeiro momento é aceitável, uma vez que não existia um plano nem experiência que pudesse levar à substituição de práticas letivas presenciais por práticas letivas à distância, deixou de o ser. O que se vê, ou melhor o que não se vê é exatamente um plano, um rumo, um fio condutor, uma definição de critérios e objetivos que permita levar a bom porto um ensino que se quer de qualidade, justo e que coloque em pé de igualdade todos os alunos.

  1. Há colegas que ainda não perceberam que este artigo é relativo ao plano B da Região Autónoma do Açores.
    Foi bem diferente do continental.

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