Pré-reformas de professores vão avançar com o Plano de recuperação económica

 

Plano de recuperação privilegia reformas antecipadas para professores

Um dos eixos estratégicos do Plano de Recuperação Económica de António Costa Silva é o do lançamento de um “programa de rejuvenescimento do corpo docente”, que passará por investir num plano de “reformas antecipadas negociadas com os professores mais idosos e alargar o recrutamento de novos professores jovens”. “O programa deveria ser de adesão voluntária e os modos de acesso à carreira pelos novos docentes deveriam ser revistos”, acrescenta-se.

Portugal é dos países com uma classe docente mais envelhecida: no ensino básico e secundário quase metade dos professores têm 50 anos ou mais e só 1% têm menos de 30 anos. A criação de condições para uma reforma antecipada sem penalizações tem sido um dos cavalos de batalha dos sindicatos de professores, que tem recebido sinais contraditórios por parte do Governo socialista, tanto na anterior legislatura como na actual.

Mas o Governo acabou sempre por recusar levar por diante uma negociação com este objectivo. Quanto ao modelo de recrutamento de novos docentes, a Assembleia da República pediu, na anterior legislatura, um estudo ao Conselho Nacional de Educação no qual são apresentadas várias alternativas ao actual modelo de concursos para professores, mas que por agora não teve consequências práticas.

No seu plano, entre vários outros eixos estratégicos na área da educação, António Costa Silva aposta no aumento do “investimento nos programas de acção social para os ensinos básico, secundário e superior, para estimular e assegurar o acesso ao ensino das crianças e jovens de famílias mais carenciadas, e contrariar a tendência para o abandono e diminuição de estudantes que se revela em cada crise económica e social”.

In Público

 

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12 comentários

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    • Alecrom on 10 de Julho de 2020 at 22:12
    • Responder

    Um maná!
    Com o dinheiro dos repugnantes?

    • Carapins on 10 de Julho de 2020 at 22:14
    • Responder

    E alguém acredita nesta notícia?!

    • Alecrom on 10 de Julho de 2020 at 22:20
    • Responder

    Desculpem colocar aqui, mas a minha indignação… raiva(?) obriga-me a fazê-lo:

    https://www.dn.pt/edicao-do-dia/10-jul-2020/numero-de-casos-de-mutilacao-genital-continuam-a-aumentar-63-ate-maio–12400015.html

    Como é possível?
    Como é possível?

    Choro angústia por estas crianças!

    Temos de fazer qualquer coisa.

    • Alecrom on 10 de Julho de 2020 at 22:21
    • Responder

    Desculpem ser aqui, mas a minha indignação… raiva(?) obriga-me a fazê-lo:

    https://www.dn.pt/edicao-do-dia/10-jul-2020/numero-de-casos-de-mutilacao-genital-continuam-a-aumentar-63-ate-maio–12400015.html

    Como é possível?
    Como é possível?

    Choro angústia por estas crianças!

    Temos de fazer qualquer coisa.

      • Alecrom on 10 de Julho de 2020 at 22:22
      • Responder

      Desculpem a duplicação.

    • Alecrom on 10 de Julho de 2020 at 22:50
    • Responder

    Proponho uma “carta aberta”, um grito aberto lançado aqui do blog.
    Endossamos ao (pântano) Guterres.
    Matilde, Lulu, Pilas… e tantos outros que ainda não identifico (“conhecia” os do chat), façam aí um texto inspirado dos vossos.
    Não podemos ignorar.

      • Pirilau on 11 de Julho de 2020 at 0:17
      • Responder

      Caro confrade da Confraria dos Banidos Para Todo o Sempre:
      Estou a ecrever-lhe do outro lado do mundo, também chamado imundo ou pântano, e que tem mais monstros do que Loch Ness. Perguntar-me-á quantos monstros. Pois bem, é só fazer as contas.
      Sobre o apelo que o prezado confrade me faz -assim como a outras distintas latinistas do reino- permita-me a ousadia de lhe lembrar que nesta superfície comercial é proibida qualquer referência à genitália, seja ela masculina, feminina, indeterminada, assim-assim ou esteja ainda à espera do registo da patente.
      Ora, em assim sendo, e invocando a quinta emenda trampiana,
      escuso-me sequer a comentar este assunto que, justificadamente, tanto o incomoda.
      Compreenderá o caro confrade que L’autrichienne tem mais cabeças do que a Hidra de Lerna e mais olhos do que sete Hórus, pelo que só poderá ser aniquilada com água benta.

    • Rui Filipe on 11 de Julho de 2020 at 16:00
    • Responder

    Só acredito quando vir, o preto no branco .E os critérios(?) não se conhecem, tirando o de priorizar certas disciplinas em detrimento de outras, consideradas mais imprescindíveis em relação a outras. Porque o montante, a estabelecer, é que ditará, se valerá de aceitar ou não. Creio que à partida, esta medida a ser implementada de facto, só interessará, pelo menos em grande medida, ( porque cada um é que sabe da sua vida), a quem tenha 60 ou mais anos de idade e todo ou quase todo o tempo de serviço cumprido e se encontre nos últimos 3 escalões de progressão. Nestas situações, poderá ter interesse para ambas as partes, para o funcionário e para o Ministério/Governo .E que não haja dúvidas, o Governo será sempre o maior ganhador e não ganhará pouco. Se por exemplo, um docente aceitar não ganhar umas centenas de euros por mês, no final de 1 ano serão milhares de euros e conforme os casos, ao fim de 5, 6, 4…anos, até se atingir a idade legal da aposentação, serão milhares de euros, que ficarão do lado do Governo. Ao mesmo tempo, será uma forma efetiva de rejuvenescer, neste caso, o Corpo Docente. A bola está do lado dos governantes. Saibam eles jogar. Mas não esqueçam, os professores não são apanha bolas!

    • Paulo Anjo Santos on 13 de Julho de 2020 at 0:44
    • Responder

    É para entreter… até porque uma boa parte dos que estão á espera para entrar já não são propriamente novos.. eu incluído!

    • Teresa Neves on 15 de Julho de 2020 at 14:17
    • Responder

    Tretas. A última vez que ouvi falar nisso era só para os professores do 1º ciclo, que nem precisam verdadeiramente, pois aos 60 ficam sem turma.

      • António Silva on 8 de Dezembro de 2020 at 11:15
      • Responder

      Mentira. Eu sou professor do 1° ciclo, tenho 63 anos e leciono uma turma com dois anos de escolaridade.

    • Maria Rocha on 4 de Setembro de 2020 at 23:59
    • Responder

    Os Docentes do 1º Ciclo não ficam sem turma aos 60, ficam com uma redução de 5 horas semanais, assim como os Docentes de Educação de Infância. Deveria haver quanto antes a hipótese de Pré-Reforma para os interessados. Ficaria o caminho aberto para os jovens Docentes que tanto precisam de estabilidade…

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