Do “se possivel” da DGEstE ao “mínimo” da DGS

 

Nas orientações emanadas pela DGEstE pode-se ler: “Assim, em articulação com a Direção-Geral da Saúde (DGS), estabelecem-se as seguintes orientações para a reorganização do funcionamento de cada estabelecimento de educação e ensino (incluindo a extensão dos horários, por exemplo, no âmbito das Atividades de Animação e Apoio às Famílias e da Componente de Apoio à Família), no ano letivo 2020/2021:”

Umas páginas depois podemos ler a pérola do distanciamento entre os alunos e alunos/docentes:

“Sempre que possível, deve garantir-se um distanciamento físico entre os alunos e alunos/docentes de, pelo menos, 1 metro, sem comprometer o normal funcionamento das atividades letivas.”

Mas ontem a Sr.ª Graça Fretas, quando questionada pelos jornalistas durante a conferência de imprensa para dar conta da situação diária da pandemia, referiu:

“O que estamos a fazer, e também de acordo com orientações internacionais, é conjugar uma série de regras que levem à maximização de distanciamento social e da proteção entre os alunos, docentes e comunidade escolar. Um metro é a distância mínima e somam-se outros métodos barreira como as máscaras, a disposição das carteiras nas salas.”

Mas afinal que cooperação é esta entre instituições que dizem estar a remar para o mesmo lado?

Hoje, um diz uma coisa e amanhã o outro diz outra. Não se entendem, não comunicam ou andam a gozar com a brincadeira? Será que tudo isto é uma brincadeira?

Entendam-se de uma vez por todas, porque para correr mal não é necessário muito. As escolas tê de ter tempo para se reorganizar, se o exemplo não vem de cima, depois não sacudam a chuva do capote e assumam as responsabilidades que vos vão ser imputadas. Não me venham com conversas de treta, a desorganização está à vista de todos.

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5 comentários

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    • Ana Duarte on 11 de Julho de 2020 at 10:27
    • Responder

    Também adorei os programas de mentoria! Achei o máximo! Adorei, então, em tempos de pandemia! Também acho o máximo tanto silêncio…. Hoje acho tudo o máximo! Tudo surreal! Nem os representantes dos diretores, nem associações de pais, nem sindicatos se manifestam… Acho que ainda não tiveram tempo de ler os documentos orientadores, ou estão já a elaborar os três planos!

    • Manuela Lourenço on 11 de Julho de 2020 at 11:45
    • Responder

    O regresso à escola está a ser planeado pelo ME com as adaptações que as circunstâncias da pandemia exigem? Segundo as “orientações ” da DGEstE, em setembro, podemos garantir tudo como já era antes: a “escola a tempo inteiro”, os programas integrais, a avaliação com as mesmas regras, os exames e provas de aferição garantidos, o número de alunos em cada turma intocável, as atividades de opção presentes como sejam as atividades de enriquecimento curricular , a educação moral e a componente de apoio à família.
    Para aumentar as garantias só há que acrescentar uma SABA à entrada das escolas, os Planos de ensino presencial, de ensino misto, de ensino à distância, de contigência, de higienização, de circulação e os protocolos e procedimentos no interior da escola, …., e todos os planos necessários para manter todos confinados no mesmo espaço físico e durante o dia inteiro.
    É com estes procedimentos que a sociedade portuguesa reconhece o valor e importância da escola na vida das crianças e jovens .
    A reorganização do trabalho, da economia e da sociedade resiste a adaptações mas a Escola e os jovens são mais modeláveis e poderão suportar o confinamento massificado em salas de aula. Só no futuro se verão os bons resultados destas opções. E o futuro das pessoas e da sociedade parece não ter a maior importância… No presente, tal como diz a DGEstE , o que é relevante é “O reconhecimento da importância da escola, enquanto suporte e condição para o funcionamento normal da vida familiar, profissional e económica do país” .
    Viva a economia!

    • Amelia on 11 de Julho de 2020 at 13:21
    • Responder

    A figura do Diretor nas escolas teve uma responsabilidade acrescida na lei. Tornou-se soberano mas também é responsabilizado em todas as questões.
    Sendo assim não consigo perceber como é que o representante dos diretores na TV fala como fala e tem os silêncios que tem!
    A fava está a ser empurrada para eles e as associações de Diretores parece amorfa e insignificantes no processo.
    Acho que a sua associação deveria clarificar os procedimentos de segurança no terreno e na TV confrontar e não lamber os pés dos senhores do ME.

    • Matilde on 11 de Julho de 2020 at 14:25
    • Responder

    Ou a zurrapa tem andado martelada ou as substâncias inaladas não têm sido tabaco regular… 🙂

    Neste momento, lamenta-se, mas já não é possível encarar com a devida seriedade este tipo de “orientações”…
    É impossível dar crédito às mesmas e tomá-las em efectiva consideração como se fossem sensatas e adequadas… Já não é possível ser-se complacente…

    Tudo isto é mau de mais, mas o pior virá em Setembro quando estiver instalado o verdadeiro caos e a balbúrdia, à custa de todas estas trapalhadas…

    E assim consegue-se, até, a proeza de faz parecer o Bolsonaro e o Trump menos idiotas do que aquilo que na realidade são…

    • Miguel Ribeiro on 12 de Julho de 2020 at 1:27
    • Responder

    Vamos a reler e o “se possível” será para o “sem comprometer o normal funcionamento das atividades letivas”… Quer dizer que, se não for possível o metro, compromete-se o funcionamento da coisa e prontos! Os mexilhão aluno que se lixe com o mexilhão professor, mais o mexilhão operacional e ainda o mexilhão família destes todos.. As lagostas é que não podem ficar comprometidas.
    Haja diretores a sério e o “se possível” não influenciará a leitura! Não queriam flexibilidade e autonomia? Pernas ao caminho e toca a pensar e a tomar decisões, “se possível”.

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