Nós temos que ser críticos dentro das nossas escolas – Mª João Horta (DGE)

 

 

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9 comentários

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    • Ruca on 22 de Julho de 2020 at 16:01
    • Responder

    Eu gostei foi quando ela disse em resposta a professores relativamente a notas, que tinhamos de mudar de paradigma.
    Que não podemos trabalhar para médias e para exames.

    OK … ela que diga isso aos putos do Secundário.
    A casa tem que começar a ser construída pelos alicerces não pelo telhado.

    Tambem gosto de ver o senhor da Uaberta dizer que uma aula de 60 min. presenciais nao pode ser transporta para uma aula de 60 min online. Concordo. Mas nao era mais util apresentarem uma folha A4 , so uma, com seis ou sete instruções ao universo nacional de professores? Senao cada aluno ainda tem um ensino mais desigual!

    • DU 8 RUE GEORGES HUCHON on 22 de Julho de 2020 at 18:18
    • Responder

    Desde Sócrates que os professores dominam o digital porque são obrigados a fazer muitíssimas tarefas (burocráticas) usando os meios digitais, sendo eles com mais de 60 anos ou mais novos.
    O grande problema do ensino @ distância prende-se com a falta de preparação dos alunos que têm tido pouca preparação em TIC que ocorre apenas durante um semestre.
    Os alunos vão à escola porque são obrigados e porque gostam de conviver com os seus colegas.
    Curiosamente, muitos alunos, poucos empenhados nas aulas, participaram ativamente nas aulas a distância.
    Muitos pensadores querem que os professores mudem as suas práticas. Ora, já estava tudo muito diluído (pluralidade), antes da pandemia, e já ninguém sabia definir o que é ser bom professor.
    Ora, senhores pensadores, venham para as escolas (agora nem precisam), venham trabalhar com toda a pluralidade com 11 turmas. O que acham? Aceitam a aposta?
    Também existem outros cenários: os bibliotecários têm uma turma. E no terceiro período passado, o que estiveram a fazer já que as escolas estiveram fechadas e nem uma atividade propuseram aos alunos.
    Os bibliotecários não deveriam ter aproveitado para explorar outras formas de intervenção?
    Na minha escola, nem uma atividade foi proposta. A coordenação dos bibliotecários não deveria pedir explicações?
    Ser críticos, dentro da nossa escola, leva a processos disciplinares porque existem o receio de perda de poder.

    • Manuel on 22 de Julho de 2020 at 20:04
    • Responder

    Esta não sabe o que é a escola hoje em dia. Em que mundo vive?

    • de nada, sempre às ordens on 22 de Julho de 2020 at 20:25
    • Responder

    Em democracia seria viável.

    • Pirilau on 22 de Julho de 2020 at 21:37
    • Responder

    A senhora DGE fala muito bem lá em cima da burra. Estivesse ela a alombar com as taleigas e abafava-se-lhe o verbo.
    Os que estão no terreno bem sabem o que sucede a quem ousa criticar as eminências : para além de ter que ouvir a já estafada ladainha “seja parte da solução e não parte do problema” é, no mínimo, sinalizado e ostracizado como se fosse um perigoso subversivo ou um leproso.
    Sobre os exames é caso para dizer que esta gente nem sequer tem vergonha na cara: basta ver que, mesmo em situação de pandemia, não abdicaram deles no secundário. Uma bela cobertura de alcatrão e penas ainda era pouco…

      • manuel on 23 de Julho de 2020 at 10:46
      • Responder

      A senhora DGE não sabe que continua a haver, nas escolas, saneamentos como no tempo da outra senhora??!!

    • Meralda Gomas on 23 de Julho de 2020 at 0:54
    • Responder

    Aconselho uma estadia numa escola junto ao Mondego, cursos profissionais de Informática, com uma chefa intermédia burra, medíocre, nova-rica, pseudo-tia, sopeira, labrega, que arrebanha 99% dos professores, funcionários, alunos e EE, onde ser crítico dá direito a:
    – faltas injustificadas;
    – humilhação, difamação e desautorização, frente a alunos, profs e funcionários, e em documentos oficiais;
    – alterações de atas e convocação de reuniões ilegais;
    – ingerência constante no trabalho de DT;
    – organização de queixas de EE;
    – alteração de classificações por não serem tão inflacionadas como as suas (burro tem pelo menos 14 valores);
    – manipulação de termos;
    – mobbing.

  1. Ser professor hoje em dia é uma carga de trabalhos. Com mais de duas décadas profissionais fui confrontada com uma situação NOVA: uma EE logo pela manhã veio falar comigo . Disse-me que ao acordar o filho, o mesmo atirou-lhe o telemóvel. Ela insistiu e, o menino de 13 anos bateu-a (deu-lhe umas estaladas na cara). Perante o relato da EE fiquei estupefacta. Não sabia o que responder (a EE chorava, dizia que ia fazer uma asneira, que só tinha pena da bebé), acalmei-a, no momento não estava ninguém da Direcção para ajudar a resolver esta situação. Saí a correr, pois já tinha dado o toque de entrada. Fui dar aulas justamente à minha direcção de Turma, onde estava o menino de 13 anos que momentos antes tinha agredido a mãe.

    Nesse momento da minha vida estava e continuo a estar a atravessar um momento de perda , a minha mãe Querida faleceu à muito pouco tempo, éramos duas amigas, colegas, conselheiras, confidente…. tudo de bom numa mãe que ainda choro a sua perda.

    Então entro na sala (como sempre a barulheira do costume) e vejo o menino no fundo da sala a bater palmas (estranho! para quem ainda à pouco tinha batido na mãe). Pedi aos alunos para se sentarem, o menino de 13 anos continuou a bater palmas.
    Disse-lhe que a vida dele tinha sido só palmas!!!! respondeu em tom arrogante: pois é! só palmas. Respondi-lhe : Talvez um dia seja às palmadas!!! pois era isso que precisava, não tem vergonha de bater na sua mãe, a isso chama-se cobarde, porque não bate em alguém que se saiba defender!!!

    Pronto! começou o meu martírio (sei que não estive bem porque devia falar com o menino em particular, mas tinha acabado de falar com a EE estava quase a arrebentar cheguei à aula deparei-me com o menino de 13 anos, arrebentei mesmo).
    A Direção ameaçou-me com um processo, a Direção de Turma foi-me retirada, passei a ser assistida nas aulas quando menos esperava, passei a ser desrespeitada pela aquela turma, fui aconselhada a consultar a Psicóloga da Escola …. e muito mais

    Para terminar, o menino de 13 anos passou por coitadinho, pois !
    eu por maluca!!!
    Já lidei com todo tipo de alunos “da pesada” mas nunca tinha vivenciado uma situação como esta. Nunca!!!

    Na escola passei a ser vista como pouco aconselhada para conviver muito menos para falarem comigo.

  2. Vera, lamento tudo o que aconteceu ! imagino o seu sofrimento. Imagino o sofrimento da mãe desse pequeno monstrinho, Uma pergunta o que anda a escola a fazer ! nada. A escola desculpa, despenaliza, desrespeita… é cúmplice da má educação dessas crianças.
    Obrigada, pela estória aqui conta. Obrigada pela coragem…. pode ser que as pessoas cobardes que a ameaçaram percebam que são incompetentes, que são pessoas medíocres e mal formadas. Infelizmente existe por aí muita gente burra, incompetente e mal formada em lugar de poder ! deixem aqui as vossas estórias para todos perceberam o que se passa dentro das nossas escolas. Um obrigado

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