As contas que ninguém faz… o que ouvimos até hoje não bate a bota com a perdigota, mas ficam alguns números para que se tenha uma ideia do que vai por lá…
Nesta terça-feira, os jornalistas foram convidados para um pequeno-almoço no Ministério da Educação (ME) com o objectivo de “recentrar” a informação sobre os contratos de associação com os colégios, que têm estado no centro de uma acesa polémica entre Governo e oposição. Entre os vários números que o ME tinha para apresentar, avançou pela primeira vez com este valor: de acordo com um novo estudo do Instituto de Gestão Financeira Escolar (IGFE), cada nova turma no ensino público que venha a ser criada com estudantes que tenham de sair do ensino particular, devido à redução do financiamento do Estado, terá um custo de 54 mil euros por ano. Para este cálculo foi apenas tido em conta o custo da contratação de novos docentes (em média, dois por turma). No privado, o custo por turma financiada é de 80,5 mil euros por ano.
Os factos
Em Portugal continua a não existir um estudo fidedigno sobre o custo médio por aluno e, por conseguinte, por turma, o que tem resultado em valores para todos os gostos. Todos os estudos realizados até agora apontam para o mesmo cenário: o ensino público sai mais barato ao Estado do que o financiamento ao privado. Mas todos eles acabam por pecar por excesso ou defeito.
O cálculo agora avançado pelo ME é o mais baixo dos que foram apresentados nos últimos anos e tal deve-se ao facto de o ministério apenas ter contado para este exercício com a contratação de novos docentes, esquecendo os custos associados à necessária contratação de mais pessoal não docente, à manutenção e gestão das escolas e à Acção Social Escolar, entre outras rubricas.
O valor a que assim chegou está muito abaixo dos 85.540 euros por turma (um valor superior ao dos contratos de associação) que consta, por exemplo, nas contas de 2015 apresentadas pelo Agrupamento de Escolas de Mangualde e que foram divulgadas no blogue de educação DeAr Lindo.
(clicar na imagem) in Público by Enric Vives-Rubio




6 comentários
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Há muitas maneiras de fazer contas. O custo por turma é uma coisa, e o custo por aluno é outra: turmas com 14 ou com 30 alunos demonstram claramente essa diferença.
Muito bem observado!
Quantos alunos constituem uma turma no público? 30, certo? e no privado? se forem 15 é muito!
Se for no privado com contrato de associação, que é o que está em causa – como deves saber, 30! Do resto não sei. És professor?
Eu adoro as escolas privadas com contrato de associação. Porquê? Porque, legitimamente, visam o lucro e mesmo assim apresentam custos por turma mais baixos do que a Escola Pública. Ou seja, conseguem fazer omeletes sem ovos, como num passo de magia.
Pergunto-me “à custa do quê ou de quem é que conseguem apresentar custos tão baixos?”
Uma pergunta? Este blogue é a favor ou contra os contratos de associação?
Nem a favor ou contra, vai informando e dando diversas opiniões.