Rigor Financeiro E É Nesse Plano Que Se Tem de Colocar a Questão

(…)

Em declarações à Renascença, o director executivo da AEEP acusou o executivo de estar a violar a lei relativa aos contratos de associação por preconceito ideológico. Na resposta, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, diz antes trata-se de gerir com rigor o dinheiro de todos os contribuintes.

“Nós temos já em muitas zonas do país oferta pública de qualidade. A manutenção de turmas em contrato de associação é uma irracionalidade financeira e é apenas nesse plano que nos estamos a colocar”, diz Alexandra Leitão, acrescentando que “noutros sítios não será assim”.

“Nesses casos não temos absolutamente nenhum problema, antes pelo contrário, em manter os contratos de associação. Isto não é um problema ideológico, é um problema de rigor no uso do dinheiro de todos os contribuintes”, afirmou.

Nessa entrevista, Alexandra Leitão reitera que o assunto não está fechado e que as conclusões sobre o número de turmas que serão financiadas no ensino privado serão divulgadas no final do mês de Maio.(…)

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4 comentários

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    • Fim dos financiamentos on 5 de Maio de 2016 at 12:07
    • Responder

    O Estado não tem nada que financiar as escolas privadas. Estas devem funcionar com fundos privados e os pais que pretenderem lá colocar os filhos pagam a respetiva propina e mais nada. O que aconteceu nos últimos anos foi uma destruição da escola pública empurrando para o desemprego milhares de docentes que tinham estado contratados em escolas públicas, para além de surgirem um pouco por todo o lado horários zero. Ou seja, retiraram-se verbas ao ensino público para continuar a financiar o ensino privado que na sua esmagadora maioria está com paredes meias com escolas públicas de qualidade. Há que ter a coragem para terminar com isto! O eventual desemprego que possa verificar-se com o encerramento de escolas privados será certamente muito inferior ao que aconteceu na escola pública. A estes docentes restará sempre a opção de começarem a correr o país à semelhança dos que sempre lecionaram no público.

    1. Subscrevo.

      1. Subscrevo.

  1. A violação da Lei é um exercício engraçado, normalmente executado pelos que a geram, talvez para verificarem a sua possibilidade de funcionamento. É uma espécie de verificação repetida do protótipo.
    Se a Lei gostar, trans-masoquista como foi concebida, é do âmbito da Lei, ninguém tem a ver com qualquer cegueira e ainda poderemos ser presos por piarmos.
    Piu!

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