A ideia de introduzir quotas, prioridades e até considerar a graduação profissional na concessão dos destacamentos por doença – a possibilidade de os professores serem colocados perto das suas residências ou de familiares próximos devido a problemas de saúde próprios ou de familiares – não deverá passar disso mesmo. Perante a contestação generalizada dos parceiros educativos, o Ministério da Educação já deixa em aberto a hipótese de um recuo completo nesta medida controversa.
“A questão das quotas foi sinalizada por todos os parceiros”, reconheceu ao DN fonte oficial do Ministério da Educação. “Nesse sentido, essa é uma questão que não está fechada e é um dos temas que estarão efetivamente em aberto na negociação que vai acontecer nos próximos dias.”
(clicar na imagem) in DN by Pedro Sousa Tavares




32 comentários
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Esperemos que também caia a obrigatoriedade de colocar 3 escolas/agrupamentos, tendo em conta que há conselhos que só tem uma escola/agrupamento. E se caírem as quotas, deixa de ter sentido essa obrigatoriedade.
Que reforcem a vigilância, obrigando a ir a juntas médicas.
Exatamente. Não faz qualquer sentido. Se para alguns é irrelevante a questão das 3 escolas, noutros casos a colocação de 3 escolas/agrupamentos significa, simplesmente, ter que ficar de atestado médico o ano todo, no caso de ficar na 2ª ou 3ª escola/agrupamento. Quanto às quotas é a aberração total.
Também é aberração num agrupamento estarem mais de uma centena em MD!
Esse agrupamento é o único do concelho?
Que só o médico de família possa passar o atestado.
A mim deixa estupefacta o facto de um ministro com formação médica, e portanto com noção clara do que está em jogo, ter deixado sair uma proposta duma iniquidade tão grande… Vamos ver o que vem aí agora!
É pena que as pessoas só se lembrem que estão doentes para concorrerem ao destacamento, porque depois até têm tempo para ter outro trabalho, e aí já não importa se têm que fazer muitos ou poucos Km.
Também é pena que só exista este destacamento para professores, pois qualquer outro trabalhador deveria ter a possibilidade de trabalhar à porta de casa.
Se conhece alguma pessoa nessa situação deve denunciá-la ao MEC, pois os restantes não têm que sofrer as consequências dos atos fraudulentos de alguns.
Maria, espero sinceramente que não se engasgue no seu próprio fel…
Já se percebeu…
Deve ser denunciada qualquer situação de acumulação de docentes em mobilidade por doença.
Penso que devem saber que não é permitido! Está legislado.
Exatamente. Agora prejudicar quem, verdadeiramente, precisa, não. É um dever de todos denunciar os casos fraudulentos, até porque quem hoje não precisa, não sabe se, infelizmente, um dia poderá vir a precisar desta forma de mobilidade.
A verdade é que ninguém fiscaliza pois o loby dos médicos é poderoso!
Isso deve ser anedota. No país real lembro-lhe a entrevista dum diretor em Bragança que disse que não sabia o que fazer com tantos docentes em MD pois eram mais de uma centena!!!
Muitos professores fazem tudo para ficarem próximos de casa. Não gastam nas deslocações para uma escola longe. Estes artifícios, na maior parte dos casos, dão muito jeito. Nunca são fraudulentos, porque neste país ninguém investiga nada. Basta um atestado médico. É uma tristeza!!!
Qual basta um atestado médico?! Tem noção do que diz?! Tem noção de quais são as doenças em causa?! Dê graças por não ter essas doenças. Leia o despacho das doenças e o despacho da mobilidade por doença onde consta esse mesmo despacho, do ano passado e depois verá. Quanto a haver algumas fraudes poderá haver no caso de ascendentes não viverem efetivamente com os filhos, mas tirando isso, não generalize, ok?
Não conte anedotas. Basta um atestado sim! O despacho faz a lista de doenças sim, mas como normalmente o médico que o passa não é médico de família, pode sempre alegar um engano! Se fosse o médico de família…não havia tantos em MD!
A anedota só se for o Corvo Mon! Se quiser a minha incapacidade de 95% dou-lha! Se quiser os relatórios e Juntas Médicas a que já fui também. Se desejar o Certificado Multiusos idem. E venha o atestado do médico de família.
O Conselho de Escolas e os parceiros educativos deviam preocupar-se em pedir inspeções sérias aos destacamentos por condições específicas e denunciar as falcatruas que aí acontecem e não em contestar uma medida que seria de todo justa. É uma vergonha o que se passa nas escolas com imensos docentes destacados pelas ditas condições específicas quando na realidade estão muito bem e não querem fazer uma série de quilómetros todos os dias.
Por acaso é justo uma pessoa mais nova não ter destacamento para uma dada escola por esta ser a única do seu concelho e haver uma quota de 5 destacamentos, apesar da sua doença ser mais grave do que a dos 5 destacados?! O seu conceito de justiça em questão de doença é muito estranho!
Não, não é justo. Não é distância que importa, não é a poupança nas deslocações… certas doenças são tão debilitantes que fazer 5 km de carro é esgotante…dava tudo para ter o meu corpo de volta ao que era há ano e meio atrás… tudo…fazia 100 km por dia… e queria que o dinheiro se danasse… se pudesse mandar às urtigas a medicação, que, infelizmente terei que fazer para o resto da vida… não, não é justo!!!!
Pois, como o compreendo “eu”. Estamos no mesmo barco. Também percorri o país durante anos e nunca me queixei e nunca precisei de usar destacamentos e, nunca pus em causa o destacamento dos colegas que estavam doentes. Por isso “eu” apenas quero que me respeitem também. Que deixem de ser parvos e aprendam a ser pessoas e a respeitar os outros. Basta! Sejam pessoas! Deixam de ser egoístas. Peçam a fiscalização, sim! Denunciem as fraudes que conhecem! E deixem-se de mesquinhez.
Respeite também os outros que não recorrem à MD como forma de aproximação à residência com um atestado “fabricado”. Também se não atribuissem turma aos colegas doentes o problema seria residual…
Não concorro como forma de aproximação à residência, ponto número um. Ponto número dois, peço mobilidade por doença, não é um concurso, é um destacamento por doença. Terceiro ponto, com 95% de incapacidade parece-lhe que tenho turma?! Mais pedi a reforma e foi indeferida por ainda ser novo e a tutela considerar que estou ainda capaz para dar apoios… Compreendeu? Não lhe roubo alunos… se é esse o seu medo…
O problema é que um qualquer atestado serve…Se só fosse possível através do médico de família a questão não se colocava.
Por mim pode ser o médico de família. Pode ser a Junta Médica. Pode ser o médico que o senhor Corvo Mon designar.
Bom dia,
Sou do Minho e quando leio os colegas referirem que os médicos passam atestados, fico incrédula. Não sei que médicos são esses de que tanto se fala, pois não me parece que estejam a pôr em risco a sua carreira profissional, para fazer favores. Isso é muito grave. Relativamente à situação que ocorreu em Bragança e Vila Real, foi-me dito aquando de uma chamada a Junta Médica no Porto, que a médica que passou os relatórios médicos nessa zona era espanhola e que todos os colegas estavam a ser chamados para ser verificada a situação.
Concordo com a proposta de ter que ser o médico de família a passar o relatório médico, pois ele é que acompanha o doente, apesar dele necessitar de consultas de especialidade, é o médico familiar está a par da situação clínica do seu paciente.
Conheço casos fraudulentos e todos são por acompanhamento a ascendentes.~
Bom dia
O problema está no acompanhamento aos ascendentes. É aqui que está a fraude, para estes quotas e vigilancia apertada.
Um doente oncológico é seguido no IPO ou nas respectivas especialidades dos hospitais centrais. O Médico de família pouco ou nada sabe do que se passa. Recebe os relatórios que os especialistas vão enviando, mas não é de todo a pessoa mais indicada para atestar o que se passa com o doente.
Quem sofre de doenças autoimunes, é a mesma coisa.
Cada caso é um caso e estar a generalizar provoca sempre injustiças.
Só pessoas saudáveis, que não tem problemas de saúde para além de uma dor de dentes ou de cabeça de vez em quando, é que pode questionar a justiça e a necessidade da MPD.
As medidas justas não se devem equacionar por haver quem abuse delas. Deve-se fiscalizar e penalizar fortemente quem prevarica.
Não sabem o que custa ouvir os colegas a dizer: que sorte que tens que entraste para o quadro ou ficaste perto de casa… é uma sorte ter problemas de saúde que permitem beneficiar desta legislação!
Álvaro há quem não perceba o quanto isso dói, pelo simples facto, que não sabe por aquilo que o Álvaro já passou e o quanto dava por ter uma vida normal e não ter uma vida condicionada e a prazo. Boa sorte e tente ignorar essas vozes tontas, pois esses minutos que perdemos com essas dores, são momentos que perdemos de ser felizes na nossa vida a prazo…
Tenho artrite reumatóide e é na minha área de residência que posso levantar medicamento específico na farmácia do hospital. Se tiver de ir para o agrupamento em que estou efectiva, não poderei levantar o medicamento que me permite passar o dia sem dores mesmo fortes. Quando tenho crises (que incluem também dores causadas por fibromialgia) estarei muito longe do apoio familiar, pois não consigo levantar-me, andar, basicamente mexer-me.
Se duvidam de mim, levem-me a junta médica. Não tenho nada a esconder.
Isaura Silva